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2ª EDIÇÃO DO MAPA DA COVID-19 REVELA GRAVIDADE NA IDENTIFICAÇÃO DE CASOS E PONTOS DE AGLOMERAÇÃO NO GRANDE BOM JARDIM

21/06/2021

O Grupo de Trabalho Intersetorial Participativo do Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 no Grande Bom Jardim e demais Periferias de Fortaleza lança segunda edição revisada do relatório técnico “A pandemia da Covid-19 no Grande Bom Jardim: diálogo entre o Mapa Comunitário de Pontos de Aglomeração e de Casos e os Mapas da Vigilância Epidemiológica Municipal de Fortaleza”.

Fortaleza tem taxa de letalidade de 3,6. Atualmente, a taxa do território do GBJ é 56% maior que a registrada na capital.

O Grupo de Trabalho Intersetorial Participativo do Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 no Grande Bom Jardim e demais Periferias de Fortaleza promove nesta terça-feira, 22, evento virtual de lançamento da segunda edição revisada do relatório técnico “A pandemia da Covid-19 no Grande Bom Jardim: diálogo entre o Mapa Comunitário de Pontos de Aglomeração e de Casos e os Mapas da Vigilância Epidemiológica Municipal de Fortaleza”. O documento é resultado do estudo realizado por especialistas em epidemiologia, geoprocessamento, geografia, urbanismo, sociologia urbana e psicologia social, envolvendo pesquisadores de 4 universidades, 02 coordenadorias de infraestrutura da gestão municipal e a comunidade organizada.

O sociólogo e membro do Comitê Popular, Adriano Almeida, explica que o estudo busca identificar a dinâmica do surto epidemiológico da Covid-19 no território Grande Bom Jardim. “Nós cruzamos informações dos onze grupos focais de leituras comunitárias, em que mais de 76 pessoas contribuíram, e dados institucionais sobre casos confirmados e óbitos notificados e georreferenciados pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde e pela Célula de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal da Saúde. Os mapas apontam aos gestores os clusters (aglomerações) de mais concentração de casos e de óbitos pela doença e identifica as dinâmicas locais atuantes como vetores impulsionadores da cadeia de transmissão local, que podem orientar gestores públicos na definição e execução de políticas públicas realmente efetivas no sentido de barrar a cadeia de transmissão do vírus”, esclarece o pesquisador.

Segundo a Professora Dra. Clarissa Freitas (DAUD/UFC), os dados da localização dos casos de Covid-19 no território, incorporados nesta segunda versão do relatório, confirmam a experiência dos agentes comunitários de saúde relatada anteriormente. “Eles revelam que duas, das três maiores manchas de incidência de casos ocorrem em espaços de urbanização incompleta, precariedade habitacional e maiores adensamentos”, destaca a pesquisadora.

Entre os objetivos do estudo está o agenciamento e a inclusão central dos territórios vulneráveis periféricos na agenda epidemiológica de enfrentamento à pandemia da cidade de Fortaleza, a partir de uma pesquisa piloto no território Grande Bom Jardim, subsidiando gestores e parlamentares com uma ferramenta técnico-científica e participativa que oriente a formulação de políticas públicas efetivas para bloquear a cadeia de transmissão local, protegendo o maior número de vidas possíveis, articuladamente ao avanço da imunização coletiva e promovendo condições de fortalecimento da rede local de atenção básica à saúde.

Durante o lançamento do Mapa estarão presentes: Dra. Ana Estela, secretária Municipal da Saúde de Fortaleza; Secretaria da Saúde do Estado do Ceará; Adriana Gerônimo, Guilherme Sampaio, Gabriel Aguiar, Larissa Gaspar; secretário regional V, Moacir Soares; secretário regional X, Leonardo Freire.

Pandemia no GBJ em números

Diante de uma taxa de mortalidade de 286,0 e uma taxa de letalidade de 5,6, o território do Grande Bom Jardim segue com um elevado índice de mortes por Covid-19. Fortaleza tem taxa de letalidade de 3,6. Em 18 de junho de 2021, a taxa do território do GBJ é 56% maior que a registrada na capital.

Em 2020, no período de nove meses de pandemia, foram registradas 336 mortes pela Covid-19 no GBJ. Neste ano, mesmo com bioimunizantes disponíveis e administrados, em apenas cinco meses, o número já chegou a 298 óbitos, em meados de junho. Segundo dados da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde, foram registrados os seguintes números de óbitos, nos cinco meses de 2021, janeiro (18), fevereiro (14), março (66), abril (120) e maio (52). E, até meados de junho, 18 óbitos.

Em 12 de abril de 2021, quando do lançamento da primeira edição deste estudo, o território do Grande Bom Jardim acumulava 554 mortes e 9.295 casos confirmados desde o início da pandemia, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), do dia 30 de abril de 2021. Em 22 de junho, no lançamento da segunda edição, o território contabiliza 634 vidas perdidas e 11.278 casos confirmados acumulados. Ou seja, 80 vidas foram ceifadas e quase 2 mil pessoas foram infectadas. Esse cenário é mais grave que o das grandes cidades do Ceará e de muitos municípios do Brasil: Juazeiro do Norte (519), Crato (205) e Araraquara (487); e semelhante ao de Sobral (709) e Maracanaú (705) – respectivamente, segundo dados do IntegraSus, em 18/06, e do Boletim Coronavírus, em 18/06.

Serviço:

Lançamento da 2ª edição do Mapa da Covid-19 do Grande Bom Jardim

Terça-feira, dia 22 de junho, às 18h, via Google Meet

Link: https://meet.google.com/nbf-wcsf-fwz

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