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NA TELA DAS RUAS: CCBJ APOIA EVENTO DE GRAFFITI NA COMUNIDADE SÃO FRANCISCO

06/05/2026

A ação aconteceu dia 18 de abril na segunda edição do evento 4Town Graffiti e contou com coletivos apoiados e acompanhados pelo equipamento Reprodução: Naryane Gomes / Acervo Pessoal A ação aconteceu dia 18 de abril na segunda edição do evento 4Town Graffiti e contou com coletivos apoiados e acompanhados pelo equipamento Reprodução: Naryane Gomes / Acervo Pessoal
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No dia 18 de abril, as paredes da Comunidade São Francisco, no Bom Jardim, ganharam mais cor,.Mais de 60 artistas visuais realizaram uma ação de pintura e grafite no espaço. O evento do projeto 4Town Graffiti reuniu coletivos de diversas periferias e é apoiado pelo Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A atividade contou com batalha de rimas, entrega de kits e espaço dedicado às mulheres grafiteiras.

A ação contou com a produção do Projeto Ruela, que integra a Convocatória para Manutenção das Atividades Artísticas e Culturais de Grupos e Coletivos, edital organizado pela Ação Cultural do CCBJ. O grupo também distribuiu materiais de pintura e ocupou a fachada do Coletivo de Mulheres Construindo Sonhos. 

Além de ter as paredes da sede grafitadas, o Mulheres Construindo Sonhos esteve presente durante todo o evento, proporcionando alimentação para os artistas e para a comunidade. O Coletivo é apoiado pela 6ª Chamada Pública para Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário, edital realizado pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ.  A preparação dos muros com mobilização da comunidade ficou sob suporte do Coletivo Voz da Periferia.

“Foi esse o fortalecimento também do equipamento, a partir das chamadas públicas, que financiaram de certa forma o evento. A entrada com o palco pela Ação Cultural e a participação dos meninos do Grupo de Graffiti da comunidade também somaram para o momento”, conta Narah Adjane, artista do território e educadora do NArTE. O protagonismo juvenil e feminino foram destaques na participação do evento.

Em Cena no Bom Jardim

Com entregas de sprays e látex para quem quisesse participar e botar o graffiti nas paredes da região, o evento começou nas primeiras horas da manhã pelas ruas da comunidade. A partir das 9 horas, os artistas foram chegando e ocupando a cena com os variados estilos que a arte de rua proporciona. Quem soma também são elas: a presença feminina foi destaque na edição, com uma tela dedicada para, como o evento apresenta, “as mais brabas de 4town”. 

Quem apareceu no evento foi a arte-educadora Letícia Oliveira, conhecida na arte urbana como Cunhã. Para a artista, o projeto na comunidade São Francisco foi uma oportunidade de viver uma troca real com o território. “Cada traço ali carrega história, resistência e pertencimento. Para mim, que venho da periferia, é muito forte poder contribuir com arte em um espaço que também constrói vidas todos os dias”, relata Cunhã.

O protagonismo feminino nas paredes do evento também foi bastante significativo para Cunhã e as mulheres que participaram do projeto. Essa articulação fortalece a cena artística feminina e incentiva outras meninas a participarem de grupos artísticos em seus territórios. “A presença feminina nesses eventos é essencial porque a gente também constrói essa cultura, traz outras narrativas e ocupa com sensibilidade e resistência”, explica Cunhã. 

Reprodução: Narah Adjane / Acervo Pessoal

Além das ações de graffiti, outras atividades relacionadas à cultura hip hop aconteceram no evento. A Batalha da STC (Nova Geração) chegou para somar na organização, colocando mensagens por meio do graffiti nas paredes da comunidade e trazendo rimas para o final da tarde. Atualmente, a STC acontece de quinzenalmente na Praça Santa Cecília, no Bom Jardim, fortalecendo a cena e criando oportunidades para a nova geração do rap na cidade. 

O palco onde aconteciam as batalhas era aberto para MCs da própria comunidade e pessoas de fora. SAT, que integra o coletivo e participou da ação, destaca a participação de crianças e jovens durante todo o evento. “Um dos momentos mais especiais foi ver a participação das crianças. Foi emocionante presenciar crianças subindo ao palco, sendo aplaudidas, com o público gritando seus nomes, vibrando com elas e reconhecendo a batalha como um espaço de libertação”, lembra SAT.

O CCBJ reconhece o graffiti e a cultura hip hop como forma de existir, de ocupar e de contar histórias que atravessam as periferias. Por meio das Chamadas Públicas e Convocatórias, o equipamento fortalece a manutenção de coletivos e incentiva a produção de projetos e eventos. Além disso, oferece a Bússola Cultural, serviço de acompanhamento, orientação e formação na área de escrita de projetos para artistas, grupos e coletivos culturais. 

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