Logo do Governo

CHIQUINHA GONZAGA: ESPETÁCULO DO CURSO DE LONGA DURAÇÃO EM MÚSICA DO CCBJ CELEBRA A PRIMEIRA MAESTRINA DO BRASIL

17/06/2026

A estreia de “Chiquinha Gonzaga - A menina do piano e dos batuques” acontece no dia 19 de junho, às 18h30, no Cineteatro São Luiz Reprodução: Mar Pereira / Centro Cultural Bom Jardim A estreia de “Chiquinha Gonzaga - A menina do piano e dos batuques” acontece no dia 19 de junho, às 18h30, no Cineteatro São Luiz Reprodução: Mar Pereira / Centro Cultural Bom Jardim
Compartilhe:

Contando a história da primeira maestrina do Brasil, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta o espetáculo “Chiquinha Gonzaga – A menina do piano e dos batuques” dos Cursos de Longa Duração em Música. As apresentações circulam no dia 19, às 18h30, no Cineteatro São Luiz, no dia 25, às 19 horas, no Hub Cultural Porto Dragão e, no dia 30, às 18h30, no CCBJ. A entrada é gratuita, com classificação indicativa livre e conta com acessibilidade em libras.

A montagem marca a conclusão das turmas dos Cursos de Longa Duração em Música, com 35 crianças entre 7 e 13 anos. O espetáculo tem direção da professora Flávia Soledade. A Formação Básica de Longa Duração em Música é ofertada pelo Programa de Música da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e proporciona às turmas uma experiência introdutória à música como linguagem artística. Com duração entre 1 e 2 anos, as turmas são divididas em infantil, para crianças de 7 a 10 anos, e infanto-juvenil para crianças com idade entre 11 e 14 anos. 

Mulher negra, instrumentista e compositora, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, compôs músicas que marcaram a história da Música Brasileira. Criando músicas em diversos ritmos como maxixes, tangos, choros e valsas, além de marchinhas carnavalescas clássicas como a faixa “Ó Abre Alas!”. Ela também se destaca por ser uma das primeiras mulheres a reger uma orquestra no Brasil, em janeiro de 1885, com a opereta “A Corte na Roça”

A retomada da figura de Chiquinha Gonzaga como uma mulher negra é disputar narrativas historicamente construídas para embranquecer figuras históricas brasileiras. Demarcando o espaço conquistado por Chiquinha em um ambiente racista e patriarcal como o Brasil do século XIX, o espetáculo apresenta como ela foi e segue sendo uma das figuras centrais na construção da musicalidade brasileira”, conta Heitor Bantim, assistente de formação do Programa de Música do CCBJ.

Entre produção, apresentação e circulação

A ideia do espetáculo surgiu a partir da percepção do repertório de Chiquinha nas aulas da professora Flávia Soledade. Dessa presença, surgiu uma pesquisa para entender a História do Brasil e da Música Brasileira através de uma figura feminina e negra do século XIX. Com a proposta, as turmas tiveram participação ativa na construção do espetáculo. No total, seis músicas de Chiquinha Gonzaga fazem parte da peça: “Ó Abre Alas”,  “Atraente”, “Não Insistas, Rapariga!”, “O Corta-Jaca”, “Saci Pererê” e “Lua Branca”.

A história de Chiquinha Gonzaga também dialoga com as turmas da Formação Básica de Longa Duração em Música. Aos 11 anos, Chiquinha compôs a sua primeira música autoral, chamada “Canção dos Pastores”. A compositora também ajudou a inaugurar o termo “maestrina”, na época em que não existia a conjugação feminina para o cargo de maestro.

O espetáculo busca apresentar, de forma lúdica, as realidades vividas por Chiquinha. Contando com piano, instrumentos de percussão e elementos que reproduzem sons como copos, leques e outras caracterizações. “Ao mesmo tempo em que Chiquinha foi criada em uma casa grande, movimentada, com um piano de armário sendo sua maior companhia, também foi socializada na cultura de terreiro, entre cantos, tambores e batuques”, explica Heitor. 

Antes da circulação oficial, “Chiquinha Gonzaga – A menina do piano e dos batuques” foi apresentada ainda em construção cênica na Mostra das Artes em dezembro de 2025, evento de celebração do ciclo anual e do aniversário do CCBJ. Esse primeiro momento foi considerado essencial para a motivação das crianças em montar um espetáculo. A peça retorna ao CCBJ no dia 30, às 18h30, para finalizar a circulação do espetáculo.

Ao apresentar o espetáculo “Chiquinha Gonzaga – A menina do piano e dos batuques” em outros espaços públicos de cultura, o CCBJ fortalece a atuação em rede. Impulsionando a formação em música nas periferias de Fortaleza e possibilitando a presença de crianças, com experiência introdutória, nos principais espaços da cena artística e musical da cidade.

Serviço

O quê: Espetáculo “Chiquinha Gonzaga – A menina do piano e dos batuques”.

Classificação indicativa: Livre.

Acessível em Libras.

Quando: Dia 19, às 18h30, no Cineteatro São Luiz, dia 25, às 19 horas, no Hub Cultural Porto Dragão e dia 30, às 18h30, no CCBJ

Sinopse: Chiquinha Gonzaga foi a primeira Maestrina do Brasil e criou composições que marcaram a História da Música Brasileira. Entre maxixes e tangos, choros e marchinhas, Chiquinha foi a primeira mulher a reger uma Orquestra no país. Teimosa e livre, representa a força da mulher negra no Brasil numa época em que a música e a composição eram consideradas “coisas de homem”. O espetáculo infantil explora o imaginário através da brincadeira e sonoridades, e fala sobre mulheres, negritude, fé e resistência. Abram alas para a menina do piano e dos batuques!

Realização: Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Gratuito e aberto ao público.

Ficha Técnica

ESTUDANTES DA FORMAÇÃO BÁSICA DE LONGA DURAÇÃO EM MÚSICA

Ana Clara | Ana Júlia | Ana Lívia | Anthony Miguel | Ariely Mourão | Caio Enzo | Clarisse Araújo | Gabriel das Chagas | Geidson Paixão | Geovana Morais | Guilherme Oliveira | Isabelle de Araújo | Jefferson Góis | João Guilherme de Souza | João Guilherme Maciel | João Guilherme Rosário | João Miguel Ferreira | João Miguel Rodrigues | Joaquim Apoema | Josué Vasconcelos | Kyara Cavalcante | Larissa de Sena | Laura Fernanda | Lorena Duarte | Lucas Alves | Manoel Alves | Maria Ísis | Maria Júlia | Matheus Rosário | Melissa Allana | Paulo Renan | Samile Lima | Thaís Helena | Wesley Kaan | Yasmin Hellen

Direção

Flávia Soledade

Produção

Heitor Bantim

Monitorias

Dgata

Samirley Sousa

Scarleth Maestre

Iluminação Cênica

Raí Santorini

Figurino

Larissa Ribeiro

Maquiagem

Prava Alencar

Videografista

Lívia de Paiva

Contrarregra

Nayana Santos

Tradutoras e Intérpretes de LIBRAS

Fernanda Venâncio

Ellen Costa

Apoio à Acessibilidade

Lara Lima

Raiany Araújo

Bruna Rodrigues

Ilustração e Design

Paulo Felix

Assessoria de Imprensa

Nerice Carioca

Xaio Mar Lopes

Fotografia

Edvania Ayres

Mar Pereira

Redes Sociais

Monalisa Monte

Videomakers

Jordão Fernandes

Josilene Beserra

Compartilhar:

Categorias

Comentários

0 Comentários

  |   Deixe um comentário »

Deixe o seu comentário!