Logo do Centro Cultural Bom Jardim

CCBJ em parceria com Periferia que Lê lançam ações sociais e culturais no território do Grande Bom Jardim

06/02/2021

Periferia que Lê: Informação, Arte e Resistência é um projeto social destinado às periferias de Fortaleza, em especial às comunidades do Grande Bom Jardim e, em 2020 vem atuando em parceria com o CCBJ, por meio da Convocatória de Manutenção dos Grupos Artísticos do território.

Durante a pandemia, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM)  reinventou  seu modo de agir e de relacionar com seus públicos, inclusive as parcerias. Os recursos provenientes do projeto Tempos de Cultura, financiado pelo Fundo de Combate à Pobreza (FECOP) aplicados no equipamento foram reorganizados para que as ações e serviços fossem adaptadas ao contexto pandêmico. Uma delas é a Convocatória de Manutenção aos grupos e coletivos culturais do território do Grande Bom Jardim lançada no segundo semestre de 2020. O intuito da chamada é  prover a retomada da economia local de quinze propostas locais, visando a manutenção do processo de criação, difusão e circulação cultural dos projetos, possibilitando visibilidade e manutenção dos grupos atuantes no território. Uma das estratégias de enfrentamento aos impactos gerados pela pandemia COVID-19.

Dentre os selecionados, o projeto social “Periferia que Lê”, destinado às periferias de Fortaleza, em especial às comunidades do território Grande Bom Jardim, vem desempenhando suas ações com apoio do CCBJ, como o lançamento do site e a elaboração, impressão e circulação do impresso Informativo Periferia que lê, que está na segunda edição. Acesse:

Periferia que lê: 1º edição

Periferia que lê: 2º edição

Periferia que lê: 3ª edição

A equipe do Periferia que Lê convida todos e todas interessados(as) em escrever poemas, artigos, livros ou participar de alguma outra linguagem que possa contribuir com a literatura e sua reflexão: música, composições musicais, etc. para colaborar com o Informativo físico, site e redes do projeto. Caso ainda tenha uma história interessante que envolva livros, leitura e ações voltadas às práticas educacionais e literárias, basta enviar o material periferiaquele@gmail.com ou pelo whatsapp: 85 98853-3611, para seleção do material.

O que é o PERIFERIA QUE LÊ?

O projeto Periferia que Lê foi idealizado pelo educador social e escritor Marcos de Sá, durante a quarentena. Trata-se de ações totalmente voluntárias com o objetivo principal de acessibilizar a literatura, através de leituras compartilhadas, saraus, palestras em sala de aula, entrega de livros e materiais educacionais, em comunidades e/ou locais escassos dela.

“Nesse período de isolamento, não é possível realizar grande parte das ações planejadas, mas conseguimos criar nossa primeira geladeira literária com ajuda da comunidade (via mídias sociais) e estamos mantendo-a regularmente para que as pessoas que não tem poder aquisitivo de comprar livros possam ter acesso a eles. Além das oportunidades, vídeos e propostas que lançamos em nossas mídias sociais, como no instagram @periferiaquele”, apresenta Marcos de Sá.

Como nasceu a ideia?

O projeto Periferia que Lê é uma extensão da Book Brasil que já mantém iniciativas como o Prêmio Book Brasil e o Leitor Book Brasil, valorizando e incentivando a literatura brasileira e a prática da leitura. Após a arrecadação e distribuição dos livros e materiais doados pelo projeto Prêmio Book Brasil ( @premiobookbrasil ), o projeto visa continuar com as ações de doar esses itens em outras instituições. “Em março, tivemos mais de 150 crianças e adolescentes beneficiados com livros, lápis de cor, jogos educativos e outros itens educacionais que foram doados. Quando o isolamento foi oficialmente decretado, as instituições fecharam suas portas, mas ainda recebíamos algumas doações enviadas por escritores de todo o Brasil. Os itens foram acumulando sem nenhuma finalidade naquele momento, e em seguida tivemos o movimento ADIA ENEM em prol do adiamento das inscrições e provas, devido grande parte da população (principalmente das periferias) não ter condições básicas em casa para um bom aproveitamento nos estudos”, lembra o idealizador.

Foi nesse momento, iniciando a pandemia, que Marcos confessa sobre a vontade de fazer algo pela própria comunidade: “O que podíamos fazer por nós mesmos? Já que estávamos vivendo o impasse da aprovação do ministério da educação, que ainda não tinha acontecido?”.

Pensando em várias estratégias para que os livros fossem disponibilizados, Marcos criou o instagram de apoio e informação, e convidou a comunidade a doar mais livros e a construir geladeiras ou espaços literários. Marcos lembra que algumas pessoas abraçaram a causa, doando geladeiras velha, ofertando o serviço de pintura e ajuda na compra dos materiais e frete, e então o Periferia que Lê passa a disponibilizar muitos livros, que também foram doados pela comunidade. 

A intenção do projeto, segundo Marcos de Sá, é criar um ponto cultural onde as pessoas possam fazer suas atividades escolares, ter acesso a internet e aos livros, principalmente em lugares onde não é habitual esse tipo de prática. “Atualmente, nossas ações estão sendo realizadas no Bom Jardim, uma das maiores periferias de Fortaleza(CE), mas convidamos pessoas de outras comunidades a estenderem essas ações em suas comunidades”, conta.

Ações Periferia que Lê em Parceria com o CCBJ

Por meio da seletiva da Convocatória de Manutenção dos Grupos Artísticos e Culturais do Grande Bom Jardim, o Periferia que Lê continua coletando livros para distribuir em pontos estratégicos, leituras compartilhadas, informações e dicas literárias (todos divulgados através do instagram @periferiaquele), realiza o projeto das geladeiras comunitárias e continuam os esforços para ser um canal digital e físico (Informativo), que possibilite o envio de materiais educacionais como e-books, vídeos, jogos, e oportunidades aos jovens, no que diz respeito à literatura. “Nossa intenção do projeto é expandir por todo o território nacional, através de voluntário(s) que se disponha a realizar essas práticas em suas comunidades ou circunvizinhança, que necessita desse tipo de ação”, almeja Marcos de Sá.

Serviço: Periferia que Lê

Site: https://www.periferiaquele.com/

Contatos: (85) 98853-3611   I periferiaquele@gmail.com

Redes Sociais: https://www.instagram.com/periferiaquele/ I https://www.facebook.com/periferiaquele/

Compartilhar:

Categorias

Comentários

0 Comentários

  |   Deixe um comentário »

Deixe o seu comentário!