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ESPÍRITO DE QUEM TEM CARA: CCBJ SEDIA EXPOSIÇÃO SOBRE AS MÁSCARAS DE PAPANGUS

04/03/2026

A brincadeira popular é tema da exposição “Quem tem Cara de Papangu” e estará aberta à visitação a partir do dia 5 de março. A brincadeira popular é tema da exposição “Quem tem Cara de Papangu” e estará aberta à visitação a partir do dia 5 de março.
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Resultado de investigações acerca dos processos de construção de máscaras de papangu, a exposição “Quem Tem Cara de Papangu” chega, nesta quinta-feira (5), às 17 horas, ao Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). As peças foram criadas pela artista visual Joyce Monteiro. A visitação é gratuita e estará disponível durante o mês de março na Multigaleria do equipamento.

A manifestação popular é o cerne da exposição, resultado de um projeto que segue em construção desde 2022. Elaboradas a partir da bananeira, as máscaras dialogam com as ancestralidades e memórias do brincante popular com sua localidade. “Meu primeiro contato com os papangus se deu a partir de vivências com o Reisado Boi Malandro, da comunidade da Rama, em Paraipaba, e com o grupo de papangus da Praia do Canto Verde”, conta Joyce, brincante popular há 10 anos.

“Quem tem Cara de Papangu” já esteve presente em outros espaços públicos da cidade de Fortaleza. Como na exposição coletiva “Costurando Enquanto o Tempo Cai”, na Casa Barão de Camocim e individualmente no Theatro José de Alencar (TJA). A mostra chega ao Grande Bom Jardim, território plural em manifestações populares como o Reisado Boi Jardim e o Maracatu Nação Bom Jardim.

A exposição integra o festival Elas Perifa, programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher com o intuito de celebrar a cultura, a arte, a totalidade e a diversidade das Mulheres Periféricas.

As Manifestações Folclóricas do Litoral

Os papangus são tradições culturais nordestinas e, no Ceará, os festejos são realizados durante o período da Semana Santa. O nome da manifestação surge da atividade de buscar alimentos para o grande banquete da Páscoa. A figura do papangu chega a Pernambuco em meados dos anos 1900, a partir de grupos “mascarados” que passavam de casa em casa pedindo angu de milho aos moradores. 

As regiões litorâneas do Ceará mantêm a manifestação popular como parte da identidade local, como nas comunidades de Sucatinga, Peroba e Canto Verde, onde os papangus fazem a festa entre a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia. Para os papangus cearenses, as máscaras são os principais adereços — com as fantasias — para reinventar imaginários nas ruas do litoral.

O que se destaca na confecção das máscaras é a reutilização de materiais. A mistura é diversa: parte de elementos da natureza até sucatas, objetos, tecidos e roupas usadas. Os atravessamentos que marcam a construção do indumentário são apresentados na exposição “Quem Tem Cara de Papangu”.

A feitura da máscara traz a ligação do indivíduo com a sua ancestralidade, ativando suas memórias ou algo inesperado em relação à brincadeira dos papangus. É isso que constitui a proteção, a fantasia e a alegoria do brincante”, explica Joyce Monteiro. Para ter cara de papangu, o brincante ultrapassa o limite do comum e constrói o encantado a partir do que tiver disponível. 

O CCBJ fomenta as manifestações populares da cultura nordestina. “Quem Tem Cara de Papangu” fica aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro. O equipamento conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.

Serviço

Abertura da Exposição “Quem tem Cara de Papangu” no CCBJ

Quando: 5 de março às 17h 

Onde: Multigaleria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa, Fortaleza – CE)

Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726

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