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Destaque CCBJ: Território do Grande Bom Jardim eterniza pluralidades narrativas afro-brasileira em lançamento de livro

29/08/2021

Na ocasião, o secretário da cultura do Ceará, Fabiano Piúba, que assina o prefácio do livro, participou do momento e saudando as autoridades religiosas do Centro Espírita de Umbanda Reis Tupinambá, Pai Marcos e Pai Branco, os ancestrais e os presentes na noite, celebra o culto a memória e a diversidade cultural.

O Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Secult, gerido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM esteve prestigiando e cobrindo o lançamento do livro “Memória e Cultura de Terreiro: o conjunto da obra do CEU Reis Tupinambá”, que aconteceu no dia 12 de agosto de 2021, na sede do Bloco do Zé Almir, localizado no bairro Granja Lisboa, que integra o território do Grande Bom Jardim.

A apresentação do Grupo Torres de Oyá abre a solenidade e em seguida as falas das  representações da Secult-Ce, Secultfor, CCBJ, Uniaxé, Afoxé Acabaca, Cenerab e Ponto de Memória do Grande Bom Jardim reforçam os ideias em comum de luta e resistência do território e das comunidades que acercam. 

Na ocasião, o secretário da cultura do Ceará, Fabiano Piúba, que assina o prefácio do livro, participou do momento e saudando as autoridades religiosas do Centro Espírita de Umbanda Reis Tupinambá, Pai Marcos e Pai Branco, os ancestrais e os presentes na noite, celebra o culto a memória e a diversidade cultural. “A memória é um porto de partida. Há um longo passado a nossa frente. A memória é uma construção social e coletiva. A memória no seu sentido social ela ganha relevo quando ela é comunitária, solidária. E as religiões de matrizes africanas representa esse legado. Este livro é uma memória de insistência e de resistência, diante os tempos de intolerância religiosa. Nosso coração tem que ser democrata e a umbanda é democrata”.

A gestão executiva do CCBJ, Marcos Levi Nunes esteve presente e registra a importância desse lançamento para o equipamento da Secult, um dos mais antigos centros culturais de base comunitária do Ceará. “O CCBJ também está em festa, muitos do equipamento estão aqui hoje e, somando com os da casa e os representantes da comunidade, juntos, fazemos a cultura acontecer dentro do território do Grande Bom Jardim. Somos política pública de cultura pro território e quero dizer, que nós do CCBJ, aprendemos e nos fortalecemos com a cultura de terreiro.  

Marcos Levi Nunes reforça em sua fala a importância da umbanda como instrumento de resistência. “A umbanda é paz e amor, mas também é resistência. E este livro é o registro dessa força. Para o Centro Cultural Bom Jardim é fundamental pensar numa política cultural que deseje, que enamore a resistência e as artes e, que através disso, possa florescer bons frutos para o território”.

Encerrando a noite de lançamento e confraternização, o repertório musical referenciado na cultura africana e afro-brasileira, do grupo artístico Vira Mundo, encantou os convidados, durante o jantar servido e o momento da mesa de autógrafo.

O evento foi realizado conforme os protocolos de segurança sanitários expedidos governador Camilo Santana e a oportunidade do encontro, também serviu como cobertura externa em  teste, para as equipes CCBJ, que estão em retomada gradual das atividades presenciais, seguindo as devidas recomendações dos protocolos de segurança.

A obra

“Memória e Cultura de Terreiro: o conjunto da obra do CEU Reis Tupinambá” é uma obra que remete à história e cultura afro-brasileira, às identidades negras, à memória dos povos de terreiro, à valorização da Umbanda e às diversas formas de propagar os modos de existir, ancorados na tradição religiosa afro-indígena sincretizada com o catolicismo. O livro conta a história do CEU Reis Tupinambá, toda sua prática de defesa da Umbanda, articulada a outras expressões afro-brasileiras, notadamente ao Afoxé Omõrisá Odé e ao Bloco do Zé Almir. As narrativas registradas são um propósito de luta em combate à discriminação religiosa, ao mesmo tempo que também expressa uma história cheia do bom e do belo que existe na Umbanda.

O autor

Ícaro Amorim Martins é Mestre em Ensino de História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com pesquisa desenvolvida sobre classificações identitárias, identidade negra, discriminação racial na escola, interseccionalidade e empoderamento das juventudes negras. Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Ceará, com pesquisa desenvolvida no âmbito da história cultural urbana, história local, história oral e história e memória. Também é autor do livro “Se eu não sou negra, eu sou o quê?”: Da importância de discutirmos discriminação racial, interseccionalidade e empoderamento em sala de aula. É professor de História da rede estadual de ensino do Ceará, desde 2011.

Equipe CEU Espírita de Umbanda 

Marileide Luz
Jean Borges
Jarlison Silva 
Erijane Melo
Telma Santiago 
Alessandro Meneses

Fotografia

Darlene Andrade

Cobertura e produção

Equipe CCBJ

Agradecimentos

Secretaria da Cultura do Ceará 
Centro Cultural Bom Jardim 
Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa
Centro Espírita de Umbanda São Miguel
Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim
Norma Paula
Ponto de Memória do Grande Bom Jardim

Serviço:

Onde comprar: para adquirir a obra, entre em contato com Marcos Antônio Silva Amorim pelo número (85) 996344094. Os pagamentos são feitos através do Pix.

Onde assistir o lançamento: a cobertura completa do evento está disponível no YouTube CCBJ. 

Assista: 

Onde ver a cobertura fotográfica: Acompanhe os registros fotográficos, assinados por Darlene Andrade, nas redes sociais do CCBJ e na galeria abaixo:

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