Logo do Governo

CENTRO CULTURAL BOM JARDIM REALIZA PRIMEIRA PARTILHA DOS LABORATÓRIOS DE PESQUISA

25/02/2026

O momento aconteceu entre os dias 10 e 11 de fevereiro no equipamento O momento aconteceu entre os dias 10 e 11 de fevereiro no equipamento
Compartilhe:

Marcando a metade do percurso dedicado à pesquisa em artes, os grupos dos Laboratórios de Pesquisa se reuniram nos dias 10 e 11 de fevereiro no Teatro Marcus Miranda CCBJ. O eixo formativo é desenvolvido pela Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O momento de partilha ocorre após 3 meses desde o início das atividades.

Com vigência de cinco meses, a pesquisa permite a experiência imersiva e a investigação metodológica das linguagens artísticas relacionadas à Arte Digital e Jogos, Audiovisual, Dança, Música e Teatro. Cada linguagem possui dois grupos de pesquisa, que recebem apoio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de um(a) professor(a) mediador(a).

A reunião de partilha é uma das etapas de mediação entre os grupos de pesquisa. Neste momento, os coletivos se integram para compartilhar experiências, estimular as trocas de saberes e aproximar eixos de atuação e o intercâmbio entre as linguagens artísticas. “Então, a ideia é que a gente pense nessa proposta de construir junto, sendo algo que a gente possa criar aqui na cidade”, conta Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa e dos Ateliês de Produção do CCBJ.

Corpos em convergência

Entre pés descalços, olhares e movimentos, o primeiro dia de encontro foi marcado por dinâmicas  corporais. Após uma sessão de relaxamento, as pessoas realizaram exercícios de teatro, promovendo interação e aproximação entre os participantes. “A proposta desse início é a gente sair um pouquinho do frenético, se conectar consigo e com o outro”, explica Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança.

O momento de conexão que iniciou o primeiro dia de partilha abriu caminhos para que os coletivos pudessem compartilhar os saberes e experiências desenvolvidos no processo de pesquisa de cada um. 

No segundo dia de partilha, os Laboratórios organizaram suas trocas a partir de uma  roda de conversa na Sala da Dança do equipamento. Com a presença de Lara Lima, supervisora do Programa de Acessibilidade do CCBJ, cada grupo foi instigado a pensar em como incorporar os recursos de acessibilidade, fomentando as pesquisas a alcançarem diversos grupos sociais. 

Os projetos de pesquisa possuem temáticas variadas. Na Arte Digital e Jogos, “EcoPlay” analisa o potencial de jogos digitais como ferramentas de conscientização ambiental entre adolescentes do Grande Bom Jardim, enquanto “Espelhos: Um Futuro Ancestral” traz uma instalação multimídia pensando nas perspectivas de um Nordeste Futurista.

Para os Laboratórios em Audiovisual, os projetos são “Festa de Negro é pra se Libertar” que investiga as memórias culturais negras em Fortaleza e relatório técnico que analisa o desenvolvimento do jogo “Projeto Kenopsia”. Na dança, memórias são evocadas nos dois projetos de pesquisa “Tudo que a boca come: mandynga e circularidade da capoeira” e “30 Anos em Dança: Como Contar o Tempo?”.

A sonoridade dos Laboratórios em Música apresentam as confluências entre a cultura nordestina e os saberes ancestrais de “Divina Sanfona e Tambores de Kaiá”, já o “Grupo +Melanina” realiza a pesquisa composição do 1° álbum autoral. Pertencimento é a palavra-chave dos Laboratórios em Teatros com “Herança das Águas” e “Cidade de Areia”.

É esperado que, para essa edição, os projetos construídos e as pesquisas desenvolvidas cheguem a outros territórios da cidade e que permaneçam em uma circularidade de pesquisa. O encontro final de partilha dos laboratórios acontecerá nos dias 6, 7 e 9 de abril no Teatro Marcus Miranda CCBJ.

Sobre os Laboratórios de Pesquisa

Os Laboratórios de Pesquisa são um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõem aos projetos participantes e mediadores uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes. A iniciativa visa oportunizar o surgimento de novas investigações no campo artístico-cultural, ou mesmo contribuir para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos que já vêm sendo realizados.

Tais experimentações podem surgir de inquietações teóricas ainda não exploradas pelos pesquisadores, ou de processos investigativos já em desenvolvimento, sem haver a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo. São priorizadas para a seleção pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, com deficiência ou moradores do Grande Bom Jardim.

Compartilhar:

Categorias

Comentários

0 Comentários

  |   Deixe um comentário »

Deixe o seu comentário!