Neste sábado (25), a rua Três Corações, na altura da Comunidade São Francisco, no Bom Jardim, estará repleta de atividades lúdicas e artísticas pensadas para a infância e o direito de brincar. A Festa das Crianças chega à sua sexta edição e recebe apoio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A participação visa o fomento à cidadania cultural por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE).
O projeto é em parceria com mais de 10 empreendimentos locais. A moradora Maria Valdania, mais conhecida como Bilinha, reconhece o evento como um momento de diversão para todas as idades. “É muito importante para as crianças e também para todos moradores, tão carente de diversão, haver momentos como esse”, reflete. A expectativa é que mais de 300 crianças estejam presentes. “Estamos muito alegres e unidos pois todos trabalhamos juntos por esse dia”, completa.
Todas as atividades do equipamento na festa fazem parte do É o Brinca, programação sociocultural voltada para o público infantil, realizada pelo CCBJ. O projeto acontece aos sábados, no período de 14h às 17h, com atividades de lazer, vivências artísticas e culturais, cineclube, desenho livre, jogos e brincadeiras. As atividades têm o objetivo de garantir o brincar como um direito da infância que mora em território de periferia.
Pinturas, Lendas e Fantasias
Com bastante ludicidade, o NArTE optou por trabalhar com atividades manuais e artesanais. Marcando as gerações das crianças na periferia, a educadora Flor de Maracujá trará brincadeiras populares como corrida de saco, dança das cadeiras, estátua musical, caça ao tesouro e pula corda.
Para as crianças que gostam de esporte, Amanda Quebrada vai conduzir uma atividade esportiva, fazendo também o debate sobre ética no esporte. A arte também toma palco no dia com pintura de rosto com Narah Adjane. Todas as atividades serão realizadas na Comunidade São Francisco, com o objetivo de estimular as crianças a expressarem seus interesses e identidade de forma divertida.

Revivendo um dos imaginários mais comuns do Nordeste, uma figura folclórica tomará conta da festa. O É o Brinca convida a atração “O Lobisomem de Maranguape”, que apresenta o mistério sobre o tema através da magia de bonecos. O espetáculo é de autoria de João Andirá, com direção de produção de Cleomir Alencar e direção musical de Gilvan Silva.
O Dia das Crianças segue com outras atividades realizadas pelos grupos parceiros. O CCBJ, equipamento cultural da periferia de Fortaleza, reconhece a importância do acesso à ludicidade e à expressão cultural e artística das crianças no território do Grande Bom Jardim.
Confira a Programação Realizada pelo CCBJ
BRINCADEIRAS POPULARES – Infância divertida (NArTE)
Educadora: Flor de Maracujá
Horário: 15h
📍 Comunidade São Francisco
DESAFIO ESPORTIVO (NArTE)
Educadora: Amanda Quebrada
Horário: 16h
📍 Comunidade São Francisco
PINTURA DE ROSTO – Sua identidade, sua cara! (NArTE)
Educadora: Narah Adjane
Horário: 17h
📍 Comunidade São Francisco
ESPETÁCULO – Lobisomem de Maranguape (NArTE)
Convidado: João Andirá
Horário: 18h
📍 Comunidade São Francisco
Sobre o NArTE
O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de cidadania cultural do CCBJ e tem como foco fortalecer, por meio da arte educação e da cultura, o combate às violações de direitos e o fortalecimento dos Direitos Humanos no território do Grande Bom Jardim. Surgiu em 2017, da necessidade em responder o questionamento: como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade?
O NArTE atua ainda no encaminhamento de casos de violações de direitos para a Rede de Proteção, realizando ações de prevenção dessas violações e promovendo a cultura de paz. Tudo isso é realizado a partir da arte-educação, apoiada na perspectiva metodológica da Educação Social, de Paulo Freire.
Durante quatro dias, a literatura ganhará vida em diferentes formas. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza a IX Semana do Livro e da Biblioteca entre os dias 22 a 25 de outubro. O projeto é uma realização da Ação Cultural do CCBJ.
O evento ocorre em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Com o tema “Entre traços e palavras”, o equipamento celebra as diversas formas de fazer literatura. As manifestações culturais e as atividades artísticas acontecem em dois espaços principais: na Biblioteca Cristina Poeta e no Teatro Marcus Miranda.
Para Adrielly Rodrigues, bibliotecária do CCBJ, o momento é essencial para consolidar a Biblioteca como um espaço de fomento à leitura e à cultura entre crianças e adolescentes do território. “Mais pessoas poderão ter acesso às atividades desenvolvidas, e para que, por meio da leitura dos livros, a imaginação ganhe asas em um espaço potente, acolhedor e transformador no Grande Bom Jardim”, acrescenta.
As várias páginas de um Livro
No dia 22 de outubro, às 16 horas, a literatura se encontra na Biblioteca em um estilo talk-show. O bate-papo será apresentado pela produtora e fã de quadrinhos Elis Oliveira, entrevistando uma referência do mercado de HQs no Ceará, Elinaudo Barbosa, roteirista e desenhista de histórias em quadrinhos. Ele fundou a EB Comics, um dos únicos universos brasileiros de super-heróis da literatura.

Teatro, poesia e biografia se misturam entre os dias 23 e 24 de outubro. O “Espetáculo Aurora” conta a história de uma menina mágica, ensinando o valor do lúdico ao senhor “Nhemnhemnhem”, que redescobre o encantamento do direito ao brincar. A peça é realizada pelo Grupo Avia de Teatro e acontece na quinta-feira (23), às 15 horas, na Biblioteca.
Homenageando Chico Anysio, renomado humorista e escritor cearense, o Coletivo Chuá Chuvosa apresenta “Fuxicando com o Chico”. Contando com uma narrativa dinâmica e divertida, o espetáculo busca reavivar o imaginário cearense da literatura e humor. O momento ocorre sexta-feira (24), às 15 horas, no Teatro Marcus Miranda e é pensado para o público jovem.
O sábado finaliza a semana com o Piquenique Literário, às 10h, voltado para estimular o hábito da leitura e a criatividade desde a infância. A Semana do Livro e da Biblioteca no CCBJ reconhece a pluralidade cultural da literatura em seus mais diversos eixos: nos quadrinhos, na oralidade, no teatro, na biografia e nas rodas de leitura.
Confira a Programação Completa:
⏰ Quarta-Feira – 22/10/2025
BATE PAPO – Café com quadrinhos com Elis Oliveira e Elinaudo Barbosa
Horário: 16h
📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quinta-Feira – 23/10/2025
APRESENTAÇÃO TEATRAL – Espetáculo Aurora com Grupo Avia de Teatro
Horário: 15h
📍 Teatro Marcus Miranda
Entrada gratuita
⏰ Sexta-Feira – 24/10/2025
ESPETÁCULO – Fuxicando com Chico com o Coletivo Chuá Chuvosa
Horário: 15h
📍 Teatro Marcus Miranda
Entrada gratuita
⏰ Sábado – 25/10/2025
CLUBE DE LEITURA – Piquenique Literário
Horário: 10h
📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Entrada gratuita
Sobre a Biblioteca Cristina Poeta
Inaugurada em 19 de dezembro de 2006, a Biblioteca Cristina Poeta do Centro Cultural Bom Jardim atende estudantes, funcionários(as) e, especialmente, crianças e jovens da comunidade do Grande Bom Jardim. O acervo possui cerca de 3 mil exemplares, constituídos de livros, obras de referência, revistas, catálogos, histórias em quadrinhos, folhetos, cordéis, DVDs e CDs.
A Biblioteca funciona de Terça a Sexta (9h às 12h e 13h às 18h) e no sábado (13h às 17h). Demais solicitações são realizadas pelos canais de atendimento biblioteca.ccbj@idm.org.br e (85) 9 9137-9549.
“Mar de Ideias – Cultura Oceânica no Ceará” é o tema da primeira Game Jam CE, organizada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). Com 13 participantes, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, representou o Grande Bom Jardim no evento.
Os desenvolvedores tiveram 48 horas ininterruptas no Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC) para realizar a atividade. Ao todo, participaram 16 equipes e foram desenvolvidos 10 jogos, com três deles sendo feitos pelo CCBJ: “Mar a Dois”, “O Oceano Começa Aqui” e “Um Mar de Caras Estranhos”. O resultado será divulgado na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.
A participação do equipamento aconteceu pelo Programa de Cultura Digital, promovido pela Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) entre os dias 26 e 28 de setembro. A turma do Curso Técnico de Programação em Jogos Digitais teve destaque na participação do evento.
Para Diêgo Barros, coordenador do Programa de Cultura Digital do CCBJ, as formações desse programa são essenciais para consolidar a presença do território do Grande Bom Jardim no mercado de jogos do Ceará. “Até porque somos um polo de desenvolvimento aqui da cultura digital, da arte digital e também de jogos. Então a gente acaba sendo uma referência nesse sentido”, explica.
O que é uma Game Jam?
Game Jam é uma maratona de desenvolvimento de jogos eletrônicos. Na qual os integrantes têm entre 24 e 72 horas para produzir, conforme o tema proposto. Para essa primeira edição do evento estadual, a temática consistia em transformar a ciência ecológica em uma prática popular e lúdica.
O Programa de Cultura Digital já havia passado por dois eventos da GAMEJAM Edition, realizados pela Hero Games Brasil. A primeira participação do CCBJ aconteceu na sexta edição, em formato remoto, no ano de 2021. A última ocorreu em 2024, com o equipamento sendo um dos polos presenciais, junto com Centro Universitário Farias Brito (FBUNI).
Na Game Jam CE, as equipes do Bom Jardim optaram por usar softwares livres aprendidos no curso, como Godot Engine, Inkscape, Krita, Gimp e Libresprite. A maratona teve apoio de mentores, técnicos e palestrantes para apresentar referências e conceitos, orientando as equipes na etapa de criação.
A participação do CCBJ é importante para a troca de conhecimentos entre instituições e grupos que realizam jogos eletrônicos. Além disso, possibilita reafirmar o equipamento e as periferias como importantes espaços de produção e circulação da cultura digital. Todos os jogos estão disponíveis na plataforma https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias.
Confira sobre como foi as produções dos jogos
Mar a Dois
“Auxilie os dois cientistas especialistas em oceanografia, Carlos e Dani, a concluir mais um dia de pesquisa na costa de Fortaleza!”. Essa é a premissa do jogo cooperativo “Mar a Dois”, desenvolvido pela equipe Quintura Digital. A ideia principal é mostrar que o compromisso com a preservação das praias e do mar não são feitos de forma individual e sim coletivamente.

A construção do jogo também aconteceu de forma cooperativa. Vladson Alves, ilustrador e animador do projeto, partilha que o jogo surgiu a partir de uma palestra formativa no Labomar-UFC acerca da poluição oceânica. A produção passou por implementações de ideias e testes de jogabilidade.
Para Jorismar Barroso, produtor de “Mar a Dois”, o maior desafio foi a gestão de tempo para a criação do game. “Quando chega na metade do projeto, é aí que cai a ficha e começa a corrida contra o tempo”, explica o programador. A equipe acredita que é importante que o CCBJ esteja presente nesses eventos para entregar um bom produto partindo de um equipamento cultural periférico.

O Oceano Começa Aqui
Para o resgate e a limpeza da vida costeira, não se deve esperar somente as ações da autoridade, o tempo é crucial. Na pele de Cleomar, o jogo “O Oceano Começa Aqui” apresenta um sistema de aventura embaixo d’água, para combater a poluição marítima. A produção foi realizada pela Equipe BJ Devis, protagonizada por estudantes e professores do ECA-CCBJ.
A personagem Cleomar não é fictícia, ela é referência na atuação pelo quilombo do Cumbe, localizado em Aracati. A ativista constrói a luta em defesa dos mangues, ecossistemas de encontro entre rio e oceano, além de ser voluntária de projetos que realizam limpezas em praias. Alexa Sousa, programadora e designer do projeto, explica que a inspiração parte de representar um protagonismo local e efetivo.

O tempo durante uma Game Jam é essencial para testagem e correção de erros, conhecidos popularmente como bugs. Quem passou por essa sensação foi Felipe Vieira, programador do projeto, que esteve às 48 horas no espaço de produção. Mesmo sendo sua primeira experiência em uma maratona, o planejamento da equipe foi importante para a execução do jogo.
“Além do desafio do tempo, não tivemos muitas dificuldades para preparar o produto final. Isso provavelmente aconteceu porque já estávamos pensando na ideia do nosso jogo antes da Game Jam realmente acontecer”, explica Felipe. O principal desafio foi um problema com a cena inicial do jogo (cutscene) ao qual Alexa Sousa teve de refazer a apresentação. “Foi um sufoco, mas deu certo no final”, comenta.
A Equipe BJ Devis focou em criar uma experiência educativa e com acessibilidade. O jogo conta com legendas e dublagens das ações, cenas e tutoriais. A movimentação por meio do mouse, ao invés do clique, auxilia pessoas com mobilidade reduzida.

Um Mar de Caras Estranhos
Como apresentar para as crianças animais marinhos com aparência peculiar, mas que fazem diferença na ecologia marinha? Pensando nisso, “Um Mar de Caras Estranhos” foi produzido para ser um jogo educativo 3D e online. O projeto foi desenvolvido pela Equipe Brincolar Games e foi utilizado a base do jogo Roblox.

A experiência de participar de uma Game Jam em grupo foi a primeira de Gabura, professor do Programa de Cultura Digital. “Mas eu nunca tive um grupo, né? Assim, porque é muito comum o pessoal ir em grupo, seja das faculdades ou de amigos”, relata Gabura. Na maratona, o docente contou com a companhia da sua esposa, Daléte Cavalcante, e Julie Valentine, produtora da Ação Cultural do CCBJ.
Julie Valentine não tinha experiência com programação de jogos, mas utilizou da game jam para florescer essa habilidade, colaborando com a pesquisa, produção e trilha sonora. Mesmo sem formação técnica, Julie afirma que foi um diferencial estar presente em uma equipe participativa.
“Acredito que estar em uma equipe onde tem um espaço onde você possa colaborar e onde as pessoas são ouvintes entre si e procuram complementar dentro do que cada uma sabe fazer”, complementa a produtora. A colaboração foi importante para conciliar os horários de trabalho de Gabura com a realização do jogo, possibilitando a entrega do material.
O jogo foi desenvolvido para crianças de 7 a 12 anos, visando estimular a comunicação e o ensino de forma lúdica. A perspectiva para o futuro é profissionalizar ainda mais essa linha de produção de jogos.

Sobre o Programa de Cultura Digital
O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.
Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.
Serviço
1º GAME JAM CE – PRODUÇÕES DO CCBJ
“Mar a Dois”
Equipe: Quintura Digital (Vladson Alves, Hermen Jame, Dayvison Bezerra, Anderson Santos e Jorismar Barroso)
Gênero: Puzzle
Onde jogar: https://jorismarbarroso.itch.io/maradois
“O Oceano Começa Aqui”
Equipe: BJ Devis (Felipe Vieira , Alexa Sousa, Vanessa Hilario, Rômulo Jardim e Isabele Carvalho)
Gênero: Aventura
Onde jogar: https://felp-2006.itch.io/projeto-teste
“Um Mar de Caras Estranhos”
Equipe: Brincolar Games (Dálete Cavalcante, Gabura e Julie Valentine)
Gênero: Educacional
Onde jogar: https://gabura.itch.io/mar-de-caras-estranhas
Quando foi produzido: 26 a 28 de setembro de 2025
Resultado: Na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.
Para a dança, cada gesto e ritmo é encenado como um ato político, ancestral e vivo. Neste caminho, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, promove a 3º Mostra Pulsar nos dias 10 e 11 de outubro. O evento reúne cinco trabalhos cênicos produzidos pela III Turma do Curso Técnico em Dança (CTD) da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ).
As performances apresentadas são “CENSURADES”, “LANÇA”, “NAGARMALEY INTRO”, “PUTÍFERES” e “O SOM QUE ATRAVESSA”. Trazendo influências da dança charme, performance, funk, reggae, waacking, jazz, dança contemporânea, gestualidades líricas, catárticas, ritualísticas, entre outros.
Para Fellipe Resende e Thiago Torres, professores-orientadores da ação formativa, a terceira mostra se destaca por uma produção de caráter colaborativo e transversal. “Antes de serem partilhadas com o público, as composições foram partilhadas entre todes da turma, no sentido de haver uma postura aberta e porosa, perspectivas e leituras sensíveis do outro”, partilham os artistas-docentes.
A Escola de Cultura e Artes do CCBJ desenvolve atividades de pesquisa e criação artística na região do Grande Bom Jardim. Para fortalecer o acesso e a difusão da dança, a mostra é um espaço para experimentação e apresentação do processo criativo estimulado ao longo do curso. O momento também serve como ponte entre territórios de convivência e atravessamentos político-afetivos.
Corpos em encontros por meio da Arte Cênica
Cabulosa, graduanda em Dança pela Universidade Federal do Ceará (UFC), entrou na Primeira Turma do Curso Técnico em Dança do equipamento. Ela enxerga esse primeiro momento como uma fase de testes, principalmente com a chegada da pandemia de COVID-19. Os produtos da 1ª Mostra Pulsar foram videodanças, com a solenidade de formatura realizada virtualmente.
Mesmo com o afastamento presencial, o curso técnico ajudou Cabulosa a encontrar e aproximar corpos, ritmos e sentidos. “Foi um período onde eu voltei a me enxergar, a conhecer mais referências negras na dança e a partir daí reencontrar sentidos nesse espaço que por algum momento se perdeu também”, reflete.
Atualmente, a artista é monitora da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança. Para ela, a Mostra é a possibilidade de colocar os desejos e as criações dos alunos da turma em cena. “Então, eu vi os alunos da turma conversando e confabulando ideias. A Mostra Pulsar esse ano está muito esperada”, completa.

A dança é a procura de espaço e movimento. Reconhecendo esse papel, o curso oferece eixos temáticos para dialogar técnica, cultura e práticas corporais. Os trabalhos apresentados discorrem sobre a ancestralidade e contemporaneidade, ampliando os horizontes do fazer artístico em dança na periferia.
Confira as Performances
“CENSURADES”
Em meio à luz e sombra, corpos se movem entre gestos que revelam e ocultam as marcas da censura, seja explícita ou velada. Sam Rodrigues e Nairim dividem a cena em criação coletiva, transformando experiências pessoais e aprendizagens em presença cênica, onde o silêncio imposto se converte em movimento e resistência.
“LANÇA”
Na interpretação solo de Sam Rodrigues, a dança se torna campo de enfrentamento entre medo, desejo e revolta. Partindo de perguntas sobre resistência, desistência e pertencimento, o corpo expõe suas vulnerabilidades e forças, revelando o conflito entre a vontade de se mostrar e o temor da reação.
“NAGAMARLEY INTRO”
Como anda a cabeça da artista? O que veríamos se fosse possível ampliar os sentimentos que atravessam anos de luta e afirmação de presença? A partir dessa provocação, Marley, da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança do CCBJ, se lança em criação coletiva, transformando vivências pessoais e processos formativos em partilha cênica.
“O SOM QUE ATRAVESSA”
As artistas Liisa Oliveira, Preta Luz, Letícia Santos, Gisela Antonieta e Bruna Rodrigues transformam o corpo feminino em território de denúncia e resistência. Em cena, gestos, silêncios e vocalidades revelam identidades ocultas e insurgentes, no qual cada movimento se afirma como presença política e memória viva.
“PUTÍFERES”
No palco, o transe se torna celebração e resistência. Corpos em ebulição se encontram, chocam e se reinventam no excesso, criando um território de contaminação e subversão. Dessa forma, Fer Diaz, Naí, Nega, Tyfanni Santos, Nyx, DaSilva, Nairim, Alexandre Fonseca convidam: que corpo nasce quando o seu Putífere encontra o nosso?
Sobre o Curso Técnico em Dança
O Curso Técnico em Dança (CTD) é uma iniciativa pioneira na formação técnica de artistas da dança no Ceará. Criado em 2005, o curso marcou um passo importante na profissionalização da área no Estado, sendo fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Senac.
Desde 2013, o CTD passou a integrar a grade formativa da Escola Porto Iracema das Artes. Em 2019, ganhou uma nova sede no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), com a abertura na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.
Em 2024, foi iniciada a 3ª Turma do CTD no CCBJ, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à formação técnica e o fortalecimento da dança como linguagem artística e campo de trabalho.
Serviço:
3ª MOSTRA PULSAR
Apresentações: Censurades, Lança, Nagarmaley Intro, Putíferes e O Som Que Atravessa.
Datas: 10 e 11 de outubro de 2025
Horário: 19h
📍 Centro Cultural Bom Jardim
Classificação: a partir de 16 anos
FICHA TÉCNICA:
Intérpretes-criadores:
Alexandre Fonseca Gonçalves
Gisely Silva Araújo
Antônia Letícia Vasconcelos dos Santos
Bruna Letícia Rodrigues da Silva
Delberth Augusto Carneiro da Silva
Émily Luise Martins da Silva
Fernando Dias Vieira
Geovana Bezerra Pereira
Iury Natasha Vieira de Oliveira
Marley Leonardo Francelino Maciel
Monalisa Gomes de Oliveira
Mírian de Freitas Oliveira
Naí Portela
Sam Rodrigues
Sandriele Barbosa Nascimento dos Santos
Tyfanni dos Santos Rodrigues
Professores/orientadores: Fellipe Resende e Thiago Torres
Coordenação Pedagógica: Silvana Marques
Assistente pedagógica: Nayana Santos
Monitora: Cabulosa
As poesias do Grande Bom Jardim se juntam em acordes, batuques e canções. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, disponibiliza o EP “Cara Travessia” nas principais plataformas digitais de músicas. O projeto faz parte do trabalho de conclusão da II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), que foi realizado em 2022.
A coleção conta com 7 faixas compostas por 13 artistas do CCBJ. Além do EP, o espetáculo “Cara Travessia” foi apresentado no Teatro Dragão do Mar, Teatro Marcus Miranda e Teatro José de Alencar.
Na Escola de Cultura e Artes, os artistas são convidados a refletir suas questões que atravessam seus territórios a partir da música em um curso técnico. “Quando a gente acabou a segunda turma, a gente já estava tramitando na Seduc, já tinha construído o plano de curso que foi aprovado e agora virou técnico” conta Pedro Ernesto, coordenador do Programa de Música do Centro Cultural Bom Jardim.
Travessia de saberes, experiências e sonho
As letras potentes das músicas expressam sobre as identidades e dilemas do cotidiano na sociedade. Doroteia Ferreira, uma das concludentes do Extensivo em Música (ECA/CCBJ), reforça que “a gente quer trazer a nossa história, nossa ancestralidade, falar de onde a gente vem e de onde a gente vai, quais as periferias de onde viemos”. Ela reflete como a produção foi importante para trabalhar com a arte na periferia após o período da pandemia.
O EP começa com ritmo sútil na faixa “Apagão”, apresentando reflexões críticas sobre a sobrevivência no cotidiano. Em seguida, batidas sensoriais e recitação de poesia em “Novo Mundo” para reimaginar sonhos de novas perspectivas. As músicas “A História que Ninguém Conta” e “Navio Negreiro” compartilham as memórias da ancestralidade brasileira e debatem sobre a exploração da sociedade.
“Petrúcio” conta sobre trajetórias e saudades na periferia. Como ponto de ruptura para as opressões, a luta se estende na música “Chega”. Evocando festejos e bênçãos, o EP termina com a faixa “Mamãe Yemanjá”.
Lia Maia, compositora de “A História que Ninguém Conta”, reconhece a importância do curso para sua evolução profissional. “Sou fruto de uma safra de plantio do CCBJ e desejo que este espaço seja ampliado, oportunizando novos talentos a ter o contato com o novo.” A produção está disponível nas plataformas digitais.

Serviço:
EP Cara Travessia
II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA – CCBJ)
Onde ouvir: Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify e Youtube Music
A programação ocorre entre os dias 16 e 19 de setembro e conta com atividades culturais e atrações artísticas
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, realiza mais uma edição do Rolê Freireano, entre os dias 16 e 19 de setembro. A programação conta com oficinas, seminários, rodas de conversa e comemorações em memória do aniversário do Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire.
A semana é uma realização do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, pensando nos encontros de saberes e vivências da educação social, artística e popular. Em 2019, aconteceu a primeira edição do Rolê Freireano. Nos anos da pandemia, a programação seguiu em formato remoto, e desde então é agenda fixa na programação do Equipamento.
Em memória de Rafael Agostinho
O Rolê Freireano iniciou suas atividades nesta terça-feira (16), com o seminário “Educação social: um fazer coletivo” com a mediação de Shirley Lima, educadora social do equipamento, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. O momento abordou os desafios e oportunidades da educação social e da regulamentação da profissão.
Além do compartilhamento de experiências sobre o fazer pedagógico, a abertura homenageou Rafael Agostinho, primeiro educador social do NArTE e defensor dos direitos humanos no Ceará. Rafael faleceu aos 36 anos em decorrência da Covid-19, o tributo também fez parte desse debate em busca pela valorização da profissão dos Educadores Sociais, temática principal do evento.

“Esses que estão diariamente nas ruas, equipamentos culturais, instituições, escolas e que lidam diariamente com questões sensíveis das pessoas que vivem ainda hoje em vulnerabilidade social, seja facilitando, propondo vivências, questionamentos em que o pensamento crítico e o reconhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos são inegociáveis” declara Amanda Quebrada, educadora do NArTE, sobre a profissão.
Saberes Coletivos da Periferia
A programação do Rolê Freireano promove atividades para as crianças e adolescentes da periferia, como cordéis e caça ao tesouro. A programação se encerra dia 19, com o “Sarau ESPERANÇAR”, fechando o Rolê Freireano com microfone aberto, Feira de Artesanato e a Instalação do “Pôr dos Livros” para doação e exposição de livros. A programação artística acontecerá à noite e contará com as atrações Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa no Espaço Marielle Franco CCBJ com muita música, pisada, dança e resistência.
Toda a programação do Rolê Freireano é gratuita. O Centro Cultural Bom Jardim, inspirado nos ensinamentos de Paulo Freire, acredita que o ensino nasce da produção coletiva e da construção libertadora. O evento é aberto ao público.
Confira a programação completa:
⏰ Terça-Feira – 16/09/2025
SEMINÁRIO – Educação Social: um fazer coletivo
Horário: 14h
Mediadora: Shirley Lima
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
Entrada gratuita mediante formulário de inscrição
ATIVIDADE – Leiturinha com Paulo Freire
Horário: 19h
Educadora Social: Jackeline Marques
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quarta-Feira – 17/09/2025
ATIVIDADE – Nossa Hortinha
Horário: 17h
Educadora: Shirley Lima
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
ATIVIDADE – Educação que liberta na Escola e na Rua
Horário: 19h
Educadora: Amanda Quebrada
📍 Sala Multiuso CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quinta-Feira – 18/09/2025
ATIVIDADE – Caçando o ECA/Mapa do Tesouro
Horário: 09h
Educadora social: Flor de Maracujá
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
ATIVIDADE – Cordel Freireano
Horário: 17h
Educadora: Narah Adjane
📍 Sala Multiuso CCBJ
Entrada gratuita
ATIVIDADE – Círculo De Cultura Sobre Comunidade
Horário: 18h30
Educadora social: Minicete Lima
📍 Sala Multiuso CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Sexta-Feira – 19/09/2025
ENCERRAMENTO – SARAU ESPERANÇAR: convida Sarauzin
Horário: 18h às 21h
Atrações convidadas: Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa
📍 Espaço Marielle Franco CCBJ
Entrada gratuita
A finalização do curso contará ainda com a exposição interativa “Curumin’s”.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta a mostra de encerramento da 3ª turma do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ em parceria com a Universidade Federal do Ceará, com a exibição dos filmes de ficção “Pegada” e “Aya” e do documentário “A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ”. A estreia acontece no Cineteatro São Luiz, dia 8 de maio, a partir das 19h. As produções terão mais duas exibições, no dia 16 de maio, às 19h, no Cinema do Dragão do Mar e no dia 30 de maio, às 18h30, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. Os filmes são acessíveis em libras e a entrada é gratuita. A classificação indicativa é de 14 anos.
A Coordenadora de Formação do Programa de Audiovisual, Elena Meirelles, reflete que “essa estreia no Cineteatro São Luiz é um momento muito esperado pela turma do Extensivo em Audiovisual e pela equipe pedagógica da Escola de Cultura e Artes do CCBJ. Isso porque é finalmente o momento de partilhar com a cidade os filmes que foram minuciosamente trabalhados e maturados pelos estudantes na conclusão do seu percurso formativo. É também hora desses realizadores se firmarem como tais na sua cidade. A tela histórica do Cineteatro traz essa importância, esse reconhecimento, para essas histórias que serão contadas”, afirma.
As produções foram realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 pelos alunos do curso extensivo da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e são resultado de um intenso processo formativo, composto por 1300 horas. A estreia contará com a presença da turma que produziu e realizou os filmes e as sessões do Dragão do Mar e do CCBJ terão debate com realizadores.
Para Henrique Gonzaga, Coordenador da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, a estreia acontecer numa casa tão importante como o Cineteatro São Luiz é uma celebração. “É uma festa mesmo, é uma celebração, é uma comemoração de muita luta. Luta dos profissionais, dos estudantes, do CCBJ, uma luta da categoria em si. Chegamos ao fim de mais um processo formativo em audiovisual, é dia de celebrar mesmo, toda essa força, toda essa garra e toda essa luta”, finaliza.
A aluna Jade Tavares expressou o orgulho de iniciar sua carreira no cinema com estes projetos que, para ela, são a concretização de um trabalho coletivo. “Nunca imaginei que alcançaria os espaços que alcancei, tudo isso só foi possível graças ao CCBJ e às pessoas incríveis que conheci durante o curso extensivo. É emocionante ver colegas conquistando trabalhos importantes, e poder dizer com orgulho: viemos do CCBJ. Espero que a estreia seja um momento de verdadeira celebração, onde todes possam enxergar e valorizar o que é o cinema periférico, um cinema feito de forma coletiva, com garra e coração”, conclui.
Sobre os Filmes
“Pegada”
Diante do toque de recolher instaurado e em resposta a uma série de desaparecimentos misteriosos na comunidade Mãe Maria (CE), Dona Lúcia, uma senhora que vive criando galinhas em um galinheiro improvisado, decide tomar uma atitude inusitada: instalar uma pequena câmera em um de seus galos e deixá-lo vagar pela vizinhança enquanto ela observa tudo de casa. Mas o que a câmera revela vai muito além do que ela esperava, desenterrando segredos obscuros e aterrorizantes que habitam os becos silenciosos de sua comunidade.

“AYA”
Conta a história de Mia, que após uma noite marcada por pesadelos inquietantes, decide dar um rolê tendo ao seu lado seu amigo Fábio. No entanto, um leve desvio no percurso os conduz a uma situação inesperada e perturbadora.

“A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ”
Faz um mergulho na experiência dos participantes do curso extensivo de audiovisual do CCBJ, revelando suas descobertas, transformações e a potência do cinema como ferramenta de expressão e pertencimento.

Sobre a Exposição
“Curumin’s” é uma exposição interativa sobre as crianças que vivem o Centro Cultural Bom Jardim e estiveram presentes na rotina dos estudantes durante todo o curso. A data de abertura será divulgada em breve.
Para Mayra Fernandes, diretora da Exposição e aluna da 3ª turma, “Curumin’s” é sobre “imaginar um espaço onde ser erê é ter a possibilidade de brincar sobre sonhar. Um ambiente onde as crianças possam sentir que é seu. É sobre pertencimento e homenagem”, revela.

Serviço:
Estreia dos filmes do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ
8/5/2025
Horário: 19h
Local: Cineteatro São Luiz
Entrada gratuita
16/5/2025
Horário: 19h
Local: Cinema do Dragão
Entrada gratuita
30/5/2025
Horário: 18h30
Local: Teatro Marcus Miranda – CCBJ
Entrada gratuita
Contato para imprensa:
Nerice Carioca
85 99739-8494
nerice.carioca@idm.org.br
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes do CCBJ e seu Programa de Cultura Digital, sedia pelo terceiro ano consecutivo a 21ª Edição do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). O encontro acontece no dia 03 de maio, das 8h30 da manhã até as 16h30 da tarde, no CCBJ com entrada gratuita e aberto ao público em geral, curiosos, interessados em tecnologia digital e amantes do Software Livre.
O FLISol é o maior evento de divulgação de software livre da América Latina e pelo terceiro ano seguido será coordenado pelo Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ) na capital cearense.
O Festival, que acontece desde 2005, tem como objetivo promover o uso do software livre e divulgar suas 4 liberdades essenciais do Movimento Software Livre. Durante o evento, o público poderá participar de palestras, oficinas, exposições e outras atividades paralelas relacionadas à temática.
A entrada é franca e não é necessário se inscrever previamente para participar do evento.
Sobre o FLISOL
O FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) é um evento anual que promove o uso e a difusão do software livre na América Latina. Realizado simultaneamente em vários países, o Festival oferece palestras, oficinas e instalação gratuita de sistemas operacionais e aplicativos livres, incentivando a inclusão digital e a liberdade tecnológica.
Confira a programação completa>>>
⏰ 8h30 – Exposição de jogos digitais
📍 Tenda na Entrada do CCBJ
📎 Jogos da Web Cam no Turbo Warp dos estudantes do 1º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ
📎 Jogos no GDevelop dos estudantes do 3º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ
📎 Jogos na Godot dos estudantes Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais ECA-CCBJ
📎 Jogos para Celular/Tablet dos estudantes de diversas turmas dos cursos ECA-CCBJ
⏰ 9h30 – INSTALL FEST
📍 Tenda na Entrada do CCBJ
📎 Espaço disponível para instalação de Software Livre
⏰ 8h30 – Palestra: O que é Software Livre?
📍Teatro Marcus Miranda do CCBJ
📎 Palestrante Marcello Souza
⏰ 8h30 – Oficina: Jogos Digitais com Scratch: Desbloqueando a criatividade através dos games
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Hermen Jaime
⏰ 9h – Palestra: Big Techs vs Humanidade: Software Livre é o ANTÍDOTO Para o Veneno Digital
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Uirá Porã
⏰ 9h40 – Entrega do Prêmio Contribuição ao Software Livre – Edição Fortaleza 2025
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Homenagem à Liduína Vidal e Joaquim Araújo
⏰ 10h – Palestra: Mulheres e Tecnologia Digital: o caso da Escola de Cultura e Artes CCBJ
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrantes Maria Eduarda Alves e Alexa Sousa
⏰ 10h15 – Oficina: Introdução e construção de modelos 3D no Block Bench
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Miguel Ângelo Nascimento
⏰ 10h40 – Palestra: Phishing 5.0: o golpe agora usa IA
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Mastroianni Oliveira
⏰ 11h20 Palestra: Computação Física e Robótica com Microblocks
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Gabura
⏰ 13h30 – Exposição de Robótica
📍 Multigaleria do CCBJ
📎 Apresentação de Projetos de Computação Física e Robótica com Arduino e Snap 4Arduino. Expositores Gabura, Ana Clara Oliveira, Danaylla Chagas, Danyela de Sousa, Jamili Ketlen Castro e Melissa Xavier
⏰ 13h30 – Palestra: Do Pirata ao Livre: a transformação de uma empresa de jogos com softwares livres
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Ismael Maciel
⏰ 13h30 – Oficina: Introdução à Programação no Turbo Warp
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiras Alexa Sousa e Maria Eduarda Alves
⏰ 14h10 – Palestra: Conheça a GDevelop e comece a criar seus jogos
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Carlos Daniel Almeida
⏰ 14h50 – Palestra: Meu processo artístico com ilustrações digitais no krita
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Tainá Lima
⏰ 15h10 – Oficina: Desenho, animação e programação de jogos com GDevelop
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiros Rômulo Jardim, Renata Barros e Gesiel Oliveira
⏰ 15h30 – Palestra: Inkscape para designers e desenvolvedores de jogos: uma jornada de descobertas criativas
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Jorismar Barroso
⏰ 16h10 – Encerramento
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), comunica que permanecerá fechado ao público no período de 16 a 26 de abril de 2025, para realizar manutenção no transformador de energia do equipamento. Durante esse período, nossas equipes irão se dedicar a planejamentos internos.
Informações importantes:
- O atendimento ao público deve ser retomado normalmente em 28/04/2025;
- Novas datas para as atividades serão divulgadas em nossos canais oficiais;
- Os canais de atendimento virtuais permanecem ativos para dúvidas e esclarecimentos.
Nossas equipes já estão trabalhando para solucionar a situação e retomar as atividades o mais breve possível. Agradecemos a compreensão de todas as pessoas e reforçamos nosso compromisso em oferecer um espaço cultural seguro e adequado para nossa comunidade.
Atividades impactadas e que serão remarcadas
- 16/04
- Ciclo de Leitura “Outras tantas histórias indígenas de origem das coisas e do universo” (Programa Sombrinha Literária)
- 17/04
- Espetáculo de Lambe-Lambe “POEMAS SUBMERSOS” + Roda de Conversa
- 22/04
- Dia Nacional do Livro Infantil: “Amigão Camarada”
- Cine Narte: “Vamos falar sobre o bullying”
23/04 - “O Abraço Mágico: Cuidando dos Afetos”
- Grupo de Graffiti – Revitalização do Espaço Paulo Freire
- “Diga Não aos Maus Tratos de Animais”
- Ciclo de Leitura “Papo de Papinho”
- 24/04
- Teatros de Rua
- “Mamulengando Direitos” – Apresentação de textos de teatro de bonecos
- 25/04
- Oficina “Construção de Miniaturas”
- Apresentação do Espetáculo “Abaeté”
- 26/04
- “Aprendendo a Aprender: Racismo Ambiental”
- “É o Brinca – Colorindo Meu Mundo”
- Apresentação do Espetáculo “Abaeté”
Medidas em andamento:
Nossas equipes técnicas já estão trabalhando na solução da situação;
As atividades listadas serão remarcadas e as novas datas divulgadas em breve.
Centro Cultural Bom Jardim
Secretaria da Cultura do Ceará
Instituto Dragão do Mar
A terceira edição da Mostrinha de Teatro leva crianças e adolescentes para se apresentar nos principais palcos de Fortaleza. Nos dias 13 e 15 de março, respectivamente, o Theatro José de Alencar e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) recebem os espetáculos de teatro “Rei Rumboldo”, “Tia Miséria”, “Fragmentos de uma luta” e “Tempo de guerra, Tempo de paz”.
Nos dias 21 e 22 de março, eles encerram a circulação voltando para casa, com apresentação dos quatro espetáculos no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). A Mostrinha de Teatro é um evento que faz parte do processo formativo de quatro turmas do curso de longa duração do Programa de Teatro da Escola de Cultura e Artes do CCBJ.
As produções variam de temas, vão de críticas sociais a contos infantis. “Rei Rumboldo” é uma livre adaptação do livro “Rumboldo”, de Eva Furnari, e trata de um rei que não sabe governar acaba fazendo as leis mais absurdas e gerando uma grande revolta do povo. Já “Tia Miséria” é uma adaptação de um conto popular de Porto Rico; a peça conta a história de uma senhora pobre e solitária que vende os frutos de sua goiabeira para ter uma vida melhor, mas tudo muda quando suas goiabas são roubadas.

Em “Fragmentos de uma luta”, moradores da comunidade Sempre-Verde estão prestes a ser despejados de suas casas pelo agropecuarista Gilberto; para que isso não aconteça, decidem se organizar e lutar. “O que se tem feito para que crianças estejam protegidas, fora de lugares perigosos e situações de violência?” é o questionamento que guia o espetáculo “Tempo de guerra, Tempo de paz”, realizado em parceria com o Quintal Cultural Raimundo Vieira.
Apresentação e formação artística
As turmas são formadas por estudantes de 8 a 17 anos. Orientados pelos professores Edivaldo Batista e Paulo José, eles participam de todo o processo que envolve a peça, da criação à produção do espetáculo. “Essa abordagem estimula a criatividade, valoriza a opinião e as contribuições dos estudantes, fomentando autonomia e responsabilidade”, afirma Lis Pereira, assistente pedagógica do Programa de Teatro do CCBJ.

Ela acrescenta que essa forma de trabalho em conjunto com as crianças e os adolescentes é realizada “sem perder de vista a infância e adolescência desses estudantes que são celebradas e utilizadas como fonte de inspiração para fortalecer a arte teatral”. Cauê Moreira, de 11 anos, já participou da Mostrinha de Teatro e vai passar pela experiência novamente. “Eu fiquei um pouquinho ansioso, mas eu também tava muito determinado”, lembra ele.
“Foi maravilhoso, porque eu tava realizando um sonho. Queria me apresentar em um lugar grande, em um lugar famoso, e eu fiquei bem feliz”, conta Cauê Moreira. Ele é aluno do curso de longa duração em teatro desde 2023 e protagoniza o espetáculo “Rei Rumboldo”. Familiarizado com o personagem, o pequeno ator já se sente confortável na pele do mimado rei Rumboldo e parece ter se encontrado nos palcos.

“Desde pequenininho eu sempre quis ter um futuro brilhante, mas eu não sabia em qual profissão eu conseguia me encaixar. Mas no primeiro dia que eu vi o teatro, eu vi que o teatro era o lugar que eu sempre deveria ter estado”, declara. Assim como Cauê, outros 42 estudantes também têm descoberto a graça dos palcos e irão ao Theatro José de Alencar e ao CDMAC para vivenciar o teatro e seus processos de montagem, produção e circulação.
Na perspectiva do público, Lis Pereira considera que assistir aos espetáculos é fortalecer o que se produz na periferia e “prestigiar a criatividade, o esforço e a dedicação desses e dessas artistas do Bom Jardim”. “Podemos entregar apresentações artísticas de qualidade, quando se tem investimento na arte e cultura”, diz a assistente pedagógica do Programa de Teatro do CCBJ. Enquanto os artistas vivenciam a experiência de aprendizado completa, o público tem a oportunidade de prestigiar e se envolver em tramas diversas.
Resumo dos Espetáculos
ESPETÁCULO RUMBOLDO (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO- MANHÃ)
Sinopse: “Rei Rumboldo” é a peça de Conclusão do Ciclo I do Curso de Longa Duração em Teatro da Turma da Manhã que apresenta a livre adaptação do Livro “ Rumboldo”, da autora Eva Furnari. As crianças encenam com muita diversão a história desse rei chato e mimado que, por não saber governar, acaba fazendo as leis mais absurdas e gera uma grande revolta do povo. A peça tem direção, concepção e texto do professor de teatro Edivaldo Batista, que trabalhou juntamente com a turma para criar as cenas a partir do livro “Rumboldo”.
(ESPETÁCULO TIA MISÉRIA (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO-TARDE)
Sinopse: A peça “Tia Miséria” é a montagem de Conclusão do Percurso I do Curso de Longa Duração em Teatro da turma da tarde. A peça apresenta a história da personagem Tia Miséria, uma senhora pobre e solitária que colhe os frutos da sua goiabeira para vender e ter uma vida melhor. Mas tudo muda quando suas goiabas são roubadas e ela passa a receber algumas visitas misteriosas. A peça é uma adaptação do conto popular de Porto Rico conhecido como “ Tia Miséria” e que serviu de inspiração para a turma nos processos criativos de montagem. Na encenação, as alunas, alunos e alunes encenam e cantam a história dessa personagem numa atmosfera intimista.
ESPETÁCULO FRAGMENTOS DE UMA LUTA (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO-NOITE)
Sinopse: Moradores da comunidade Sempre-Verde estão prestes a ser despejados de suas casas pelo agropecuarista Gilberto. Para que isso não aconteça, decidem se organizar e lutar. A cena foi construída durante as aulas de Teatro tendo como estímulos temas relacionados à terra, invasão, agronegócio, comunidades rurais, Povos Originários, Conflitos de Terra da América Latina. A direção e concepção é do professor de teatro Edivaldo Batista, o texto e as argumentações dramatúrgicas foram realizadas juntamente com os alunos da turma.
ESPETÁCULO TEMPO DE GUERRA, TEMPO DE PAZ (TURMA DE LONGA DURAÇÃO – QUINTAL CULTURAL)
Sinopse: Por quanto tempo nos protegemos! Mas não se pode calar sobre tudo sempre, falar sobre é também uma forma de cuidar. E, por isso, escolhemos falar sobre violências no espetáculo de formatura da Turma de Teatro do Quintal Cultural. Falar sobre, e não vivenciar a violência, mas sobretudo questionar: o que se tem feito para que crianças estejam protegidas, fora de lugares perigosos e de situações de violência? “Tempo de guerra, Tempo de paz” acolhe o tema e o transforma em arte de alívio e superação.
Serviço:
III Mostrinha de Teatro
Dia 13 de março, às 18h30 no Theatro José de Alencar
Dia 15 de março, às 17h no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Dias 21 e 22 de março, às 19h no Centro Cultural Bom Jardim
Livre | Acessibilidade em Libras | Gratuito
Coletivo Inflamável completa cinco anos de história e finaliza o ciclo com a circulação do espetáculo “Margarida Contra Tanques” pelo interior do Ceará. O coletivo de teatro realizou a última apresentação da peça no dia 29 de janeiro, após uma série de três apresentações em assentamentos de reforma agrária.
Por meio do projeto Semear Margaridas, com apoio da Lei Paulo Gustavo, a circulação ocorreu nos dias 18, 19 e 25 de janeiro nos assentamentos de Todos os Santos, em Canindé, de Sabiaguaba, em Amontada, e da Barra do Leme, em Pentecoste. No dia 29, o coletivo retornou ao seu território de origem para uma última apresentação de Margarida Contra Tanques no Instituto Psiquê, no bairro Granja Portugal.

O espetáculo foi o primeiro do Coletivo Inflamável. “Essa montagem representa o início de tudo”, diz Brena Canto, uma das integrantes do grupo. “Foi com essa peça que nós começamos a dar nossos primeiros passos da nossa existência como coletivo, passamos nos nossos primeiros editais, aprendemos muito sobre questões sociais que afligem a tantos no Brasil e no mundo (…)”, relembra.
Brena Canto fala com carinho sobre o projeto. Segundo a atriz, outros projetos e oportunidades surgiram a partir da peça. Foi isso que fez valer as reuniões, ensaios, pesquisas e estudos. “Margarida Contra Tanques” marcou a história do Coletivo Inflamável e levou o grupo a conhecer diversos teatros, bairros e cidades.
Nascido no Grande Bom Jardim, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) foi um dos locais que recebeu o coletivo e faz parte da história do grupo artístico. A estreia da peça “Margarida Contra Tanques” se deu em uma versão digital, realizada em 2021, durante a pandemia de Covid-19, disponível no canal do YouTube do equipamento.
O espetáculo foi apresentado como contrapartida do Coletivo Inflamável pela seleção na convocatória para Manutenção dos Grupos e Coletivos Artísticos e Culturais do Grande Bom Jardim. Esse edital do CCBJ, aberto ao público anualmente, ofertou uma série de oficinas de elaboração de projetos, portfólio e release e sobre temáticas como acessibilidade, gênero, direitos humanos e outras.

O primeiro espetáculo do coletivo também chegou a se apresentar no equipamento algumas vezes, assim como o projeto “Homem Gabiru”, do mesmo grupo. “Margarida Contra Tanques” também fez parte do projeto Circula CCBJ, uma iniciativa que busca promover a descentralização da programação artística e cultural e levá-la para além dos muros do centro cultural.
Margarida Contra Tanques
A peça “Margarida Contra Tanques” é inspirada na biografia da paraibana Margarida Maria Alves, uma sindicalista e ativista das causas trabalhistas. Ela lutava em favor dos empregados de um canavial no interior da Paraíba e foi violentamente assassinada na década de 1980.
O Coletivo Inflamável define a montagem inspirada na história de Margarida Maria Alves como uma semi-ficção. Em “Margarida Contra Tanques”, o grupo aborda a força da mulher nordestina e as relações empregatícias precárias e exploratórias, além de propagar o fortalecimento da cultura nordestina como poética e estética.
“Nós somos um coletivo voltado para a periferia, buscamos nos comunicar com pessoas que estão à margem da sociedade.”, afirma Brena Canto. Por isso, o Coletivo Inflamável se define como um teatro popular, poético e político. “Buscamos em nossas montagens temas sociais que são planos de fundo da sociedade em que vivemos.”, complementa a atriz.

Esse compromisso com as temáticas sociais e a periferia, para Brena Canto, podem ser fatores que diferenciam o coletivo do qual faz parte de outras vertentes de teatro de Fortaleza. E é essa característica que possibilita a conexão entre as montagens do Coletivo Inflamável e o público.
Um dos comentários mais marcantes para Brena Canto foi o de uma senhora batizada pelo mesmo nome da peça “Margarida Contra Tanques”. Emocionada, a líder e fundadora do Assentamento de Todos os Santos, em Canindé, agradeceu ao coletivo por retratar a sua história de vida.
“Muito obrigada, minha filha, que coisa linda esse espetáculo, eu vivi tudo isso e todo mundo aqui pode ver um pouco do que eu passei, vocês tem que voltar aqui, queria tanto que mais gente pudesse assistir também”, Brena ouviu de dona Margarida, outra líder camponesa, que se sentiu homenageada com o espetáculo.
Desde 2018, artistas e pesquisadores de Fortaleza têm no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) um espaço de fomento à pesquisa em linguagens artísticas diversas. Em novembro de 2024, 31 pesquisadores partilharam os processos de investigação e imersão conduzidos durante cinco meses de pesquisa.
Na partilha final dos Laboratórios de Pesquisa, que ocorreu nos dias 26, 27 e 29 de novembro, os dez grupos selecionados dividiram seus processos de pesquisa. Alguns apresentaram produções artísticas realizadas durante o período, outros mostraram dados coletados e as conclusões a que chegaram.
Os projetos ficaram divididos entre cinco linguagens. São eles: “Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza”, “Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos”, “Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais”, “Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino”, “O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?”, “Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias”, “A Musicalidade Ancestral do Povo De Terreiro”, “Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias”, “Invisíveis e Soterrados” e “Suor, Sol E Sal: Laboratório De Pesquisa Em Bicicleta”.
Dança, música, teatro, audiovisual e arte digital e jogos são as linguagens contempladas nos Laboratórios de Pesquisa. Dois grupos ficaram encarregados por cada área pesquisada, acompanhados por um professor mediador. O eixo de pesquisa da Escola de Cultura e Artes tem como supervisor Diego Furtado, que assumiu o cargo em 2024.
“É um processo que, ao mesmo tempo que é desafiador, é também muito rico ter esse contato com pesquisas tão potentes, que trazem diversas temáticas […]”, diz Diego Furtado. O supervisor destaca a relação entre os temas de pesquisa e a metodologia empregada na Escola de Cultura e Artes. “É interessante saber como a galera traz esses elementos pra compor os seus processos de criação e de pesquisa artística”, conclui.
O supervisor dos Laboratórios de Pesquisa observa que, em 2024, os temas mais recorrentes eram relacionados à corporeidade e às ideias de memória e território. Quase todos os coletivos envolvidos no processo de pesquisa trabalharam esses conceitos. “São coisas em comum que possibilitam esse espaço de troca entre os coletivos e os laboratórios”, afirma Diego. Para ele, os elementos em comum viabilizam a construção de diálogos entre os grupos e podem trazer outras perspectivas de criação.
Conheça os Laboratórios de Pesquisa 2024
“Todos os projetos selecionados pra essa edição trazem uma potência muito grande”, declara Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa que atuava como assistente pedagógico até 2023. Entre os critérios de seleção dos dez projetos, estão a relação entre as pesquisas e o Grande Bom Jardim. O diálogo entre o território e os projetos, de algum modo, está presente nas pesquisas contempladas em 2024.
“Isso traz um elemento ainda mais forte pra potencializar a importância dessas pesquisas aqui com a gente e a gente poder acompanhar esse processo, de dialogar, de construir saberes com esses pesquisadores”, acrescenta Diego. Ele ressalta que o diálogo entre os projetos e o CCBJ, bem como o território onde o equipamento atua, é o diferencial dos selecionados de 2024.
Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza
O projeto cunha o termo “Game Design Marginal”, que determina o design de jogos feito do povo para o povo. A partir disso, Matheus Rodrigo, Eric Costa e Giselle Paula Venâncio partiram para a observação material, levando em conta as condições de produção e desenvolvimento dos projetos. “Da Cidade À Tela: Conhecendo os Desenvolvedores de Jogos em Fortaleza” é uma continuação da provocação realizada no trabalho “EM BUSCA DO GAME DESIGN ‘MARGINAL’: POR UMA ESTÉTICA POPULAR NOS VIDEOGAMES”, publicado no IV Colóquio de Pesquisa em Design da UFC.
Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos
Abelardo Junior, Ana Oliveira e Tony Rodrigues acreditam que os jogos podem desempenhar um papel fundamental na vida de todos os públicos enquanto ferramenta aliada à educação, promovendo imaginação e criatividade. Por isso, o projeto tem como objetivo sensibilizar as pessoas sobre acessibilidade em boardgames, ludotecas e outros espaços recreativos para pessoas com deficiência (PcD), por meio de entrevistas, observação em campo e pesquisa bibliográfica.

Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais
O projeto de pesquisa audiovisual visa o desenvolvimento do roteiro de um longa-metragem de ficção chamado Rosa Negra, de Késsia Nascimento. Além dela, Livia Thais e Thiago Campos são os outros integrantes do grupo. A proposta deles é investigar como a presença de mulheres em terreiros, que são historicamente lugares de disseminação de saberes anti-coloniais, atuam como ferramenta de enfrentamento a questões relacionadas à misoginia e à cultura do feminicídio no Ceará.

Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino
O que move este projeto é buscar a monstruosidade queer nas obras audiovisuais contemporâneas e nordestinas e criar um catálogo com essas produções. Na contramão das narrativas criadas por homens cis, heterossexuais e brancos, que, acreditam os integrantes do grupo, desumanizam a comunidade LGBTQIA+, quando pessoas queer tomam conta da narrativa, a ideia de monstruosidade muda. Para Bento Ben Leite, Erika Miranda e Emily Guilherme, criar monstros queer é uma forma de ficcionalizar sobre a própria vida.

O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?
Inspirados nas reflexões de Ailton Krenak, Ishmael Rodrigues, Dave e Glória Dias propõem uma experimentação em dança que reflete sobre a relação entre humanidade e natureza. O projeto busca imaginar uma resposta para a seguinte pergunta: “o que éramos antes de ser humanidade?”

Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias
O projeto parte da informação de que o número de pessoas autodeclaradas indígenas no Censo IBGE de 2022 duplicou. Maryn, Raffar e Erick Flor consideram que as danças, as brincadeiras e os movimentos que atravessam nossos corpos na infância revelam a ancestralidade de maneira corporal.

A Musicalidade Ancestral do Povo de Terreiro
Pai Neto, Carla Vanessa e Pai Giuliano exploram a profundidade cultural e espiritual na música cantada e tocada nos ritos da Umbanda brasileira. Os pontos cantados são uma forma de conexão com as entidades, orixás e caboclos. Nesse projeto, os pesquisadores analisam como esses pontos refletem a cosmologia, os valores éticos e morais e os mitos que permeiam a Umbanda.

Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias
O resgate da memória por meio da composição de cordéis musicalizados é o objetivo central desse projeto. A partir dos relatos de moradores do Bom Jardim e de materiais publicados, como artigos, pesquisas e músicas, Mateus Honori, Pedro Anderson e Edson Oliveira aprofundam-se na música popular nordestina e conduzem experimentações com referência no repente e nos cantadores.

Invisíveis e Soterrados
Davi Reis, Rafael Abreu e Daniel Rufino abordam a construção de identidade e o pertencimento territorial em um experimento cênico que traça a historiografia do município de Irauçuba. O projeto busca o protagonismo de pessoas invisibilizadas pelo sistema político e econômico vigente e constrói o texto cênico e a dramaturgia a partir dos relatos dos moradores mais antigos da região.

Suor, Sol e Sal: Laboratório de Pesquisa em Bicicleta
Bicicleta como corpo-objeto-afetivo. Eliaquim Portela, Mikas, Gabriel Matos e Macla pesquisam os afetos que se geram com a vivência de quem cruza a cidade pedalando. Na linguagem do teatro, o projeto busca trabalhar sonoramente as referências musicais e de escrito-vivência da cidade de Fortaleza, que também têm a bicicleta como ponto de pesquisa.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), esteve de portas fechadas durante a primeira semana do ano para planejar o ano de 2025. O período de planejamento aconteceu entre os dias 2 e 10 de janeiro.
Após o recesso de fim de ano, o equipamento retornou às atividades no dia 2 de janeiro. No entanto, as portas estiveram fechadas para que os setores reunissem suas equipes, a fim de realizar o planejamento de 2025 e a avaliação de 2024. Antes de partir para a execução, a prática de traçar objetivos, metas e estratégias e de avaliar o ano anterior é padrão no CCBJ.
Antes de abrir as portas, o espaço se programa para o que vai ofertar ao público. Henrique Gonzaga, gestor da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, define o momento como um trabalho interno para pensar, avaliar e planejar o ano. “Essa possibilidade de nos reunir e nos planejarmos em janeiro é o único momento possível durante todo o ano”, afirma Geovana Nunes, gestora do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), setor de cidadania cultural do CCBJ.
“Sem o acolhimento das famílias, crianças e adolescentes, o CCBJ não abre […], mas esse trabalho diário também precisa ser refletido e planejado”, acrescenta Geovana. Ela explica que, para realizar esse trabalho de acolhimento, a equipe que compõe o setor precisa estar alinhada para amadurecer as ideias e estruturar um plano de ação para o ano que está iniciando.
Para o NArTE, a primeira semana de janeiro de 2025 foi reservada para a avaliação do que foi implementado em 2024, como as campanhas mensais, além da elaboração de um plano de ação referente aos grupos contínuos do NArTE, à relação com o território e outras demandas. “Isso é fundamental para o entrosamento da equipe”, destaca a gestora do NArTE.
No sábado, 11 de janeiro, o CCBJ retornou às atividades abertas ao público. O NArTE estava acolhendo as crianças frequentadoras do equipamento com o programa fixo É O Brinca, que promove brincadeiras e oficinas para o público infantil aos sábados. Houve também apresentação do Reisado Nossa Senhora de Fátima, em alusão ao Dia de Reis, e o espetáculo de teatro “Meu nome: Mamãe”, de Aury Porto.
Tiago Nogueira, gestor da Ação Cultural do equipamento, ressalta que a semana de planejamento “é de extrema importância, pois permite analisar os pontos positivos e identificar áreas de melhoria na programação”. Como resultado desse processo, o setor de fruição e difusão artística identificou a necessidade de qualificar a programação cultural, dando ênfase aos festivais temáticos.
A partir da avaliação do ano anterior e da elaboração de uma estratégia para 2025, a Ação Cultural definiu a realização de um festival por trimestre. A fim de qualificar a programação cultural do CCBJ e ampliar o impacto dessa programação, Tiago Nogueira conta do plano de “remodelar algumas ações”, como Bonja Folia, Arraiá do Cupadi CCBJ, Juveperifa, Festa das Crianças, A Coisa Tá Preta, Semana de Direitos Humanos e Mostra das Artes.
Em relação à Escola de Cultura e Artes, Henrique Gonzaga adianta que o público pode esperar oferta de cursos de longa duração, aulas dos cursos técnicos e a retomada da programação cultural por parte de todos os setores do equipamento. O gestor da Escola do CCBJ torce para que 2025 seja um ano em que a comunidade artística de Fortaleza e a comunidade do Grande Bom Jardim ocupem cada vez mais o Centro Cultural Bom Jardim.
A Mostra das Artes 2024 traz três dias de festa para o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) na próxima semana. A programação conta com espetáculos de teatro e de dança, exposições artísticas, finalização dos processos de formação do equipamento e shows de forró de favela, bregafunk e samba. O evento ocorre nos dias 19, 20 e 21 de dezembro,com programação diária a partir das 14h.
O primeiro dia do evento começa com uma série de encruzilhadas musicais. O período da tarde é reservado para musicalizar os ouvidos do público com as apresentações de finalização de formações do Programa de Música do CCBJ. Na sequência, tem Baile Dança Fitness, uma apresentação de dança que vem se preparando há meses. A exposição do Mapeamento Afetivo ocorre logo em seguida. Desenvolvido pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, o Mapeamento Afetivo foi construído para encontrar e valorizar a memória da Comunidade São Francisco.
A noite é reservada para dois espetáculos teatrais, o Tia Miséria e o Homem-Guabiru, e para o grupo musical da casa: o BatuquErê. A grande atração da noite é Cley Monteiro e Cia 085, grupo de dança de bregafunk.
No segundo dia da Mostra das Artes, a primeira atração é uma partilha do Programa de Cultura Digital. A competição de carrinhos e robóticas abre a programação do dia 20, depois acontece a esquete do teatro de mamulengos e o desfile das Mulheres Criativas. No fim da tarde, o grupo de graffiti do CCBJ faz uma pintura coletiva no espaço.
A noite do dia 20 é dominada pelo teatro e outras performances. O espetáculo Rumboldo, do Programa de Teatro, e as performances Ainda Restam Nós e A Vida Pulsa em Sinais, do Programa de Acessibilidade, agitam a noite até a sessão especial de cinema dos filmes do Programa de Audiovisual e exposição de cadernos de artistas. Para encerrar a noite, tem forró de favela com Amanda Silva e a banda Rainhas da Farra.
No sábado, dia 21, a programação tem início com a encenação Live-action Guardiões da Infância. Na sequência, ocorre uma exposição de jogos digitais. Em seguida, ocorre a brincadeira do Boi Curumim, o espetáculo teatral Fragmentos de Uma Luta e o espetáculo de dança Volúvel. Como já é tradição, o último dia de Mostra das Artes traz os parabéns do equipamento, que contará também com a exibição de um documentário contando um pouco da história do equipamento, na voz de moradores, funcionários e personagens importantes dessa construção. Encerrando as festividades da Mostra, será a vez do grupo Sambonja, nascido no Grande Bom Jardim, apresentar muito samba para o público presente.
A última atração de cada noite é o destaque da programação, composta pela Escola de Cultura e Artes, NArTE (Núcleo de Articulação Técnica Especializada) e Ação Cultural do Centro Cultural Bom Jardim. Além dos espetáculos e das exposições, o equipamento conta com o Espaço Brincarte para o público infantil também poder aproveitar o evento. O cerimonial é de Jô Costa e Stefany Mendes, com participação especial do influenciador digital Dudu Suricate.
Confira a programação completa aqui.
Que cidadania cultural queremos? Para responder essa pergunta, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) realiza a VIII Semana dos Direitos Humanos – SDH. A programação é desenvolvida pelo setor de cidadania cultural do equipamento e tem início amanhã, 5. A agenda se estende até o dia 13 de dezembro com atividades e atrações diversas e gratuitas para todos os públicos.
A agenda da Semana dos Direitos Humanos traz ao Centro Cultural Bom Jardim atividades e atrações voltadas à arte, à preservação ambiental e à saúde mental. O evento agrupa os eixos de atuação do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE). A SDH estabelece discussões acerca da atuação do setor nos próximos anos e fortalece as relações que vem construindo com a comunidade, o território do Grande Bom Jardim e bairros próximos, como o Genibaú.
Na quinta-feira, primeiro dia de evento, a atividade que abre a SDH acontece na Comunidade São Francisco. Na sequência, ocorre a exposição do Lonart, um dos grupos acompanhados pelo NArTE. A sexta-feira, 6, é dedicada à preservação ambiental. A agenda do dia traz a participação de organizações como a ASCABOMJA (Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Grande Bom Jardim), o Fórum de Políticas Ambientais do GBJ, o Pantanal em Ação e outros grupos.
No sábado, o Centro Cultural Bom Jardim tem programação cheia. Além de saraus, espetáculos de dança e de música e outras atrações, haverá a exibição do documentário É Mais do Que Se Vê e do curta-metragem Uz Crias na Periferia, realizados pela parceria entre o CCBJ e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Os filmes tiveram estreia no Cineteatro São Luiz e agora voltam para casa.
No evento, o NArTE propõe diálogos sobre cidadania, cultura e direitos com a comunidade. A programação do evento foi construída junto das Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário, organizações que atuam no Grande Bom Jardim e tiveram suas atividades impulsionadas pelo equipamento por meio de Chamada Pública.
O NArTE nasceu em 2017, complementando as frentes de atuação do Centro Cultural Bom Jardim. O equipamento foi pioneiro na Rede de Equipamentos de Cultura do Estado do Ceará (RECE) da Secretaria de Cultura (Secult CE), pela implementação de um setor voltado à cidadania cultural. A partir da criação do NArTE, o CCBJ fortificou sua atuação na promoção de direitos humanos no Grande Bom Jardim.
Confira a programação completa: Semana dos Direitos Humanos 2024
Relembrar o passado, Valorizar o presente, Construir o futuro. A Mostra das Artes 2024, chega como uma celebração da ancestralidade daqueles que vieram antes, reconhecendo as conquistas do presente e contemplando o que se define como um futuro promissor.
Nos dias 19, 20 e 21 de dezembro a Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim, vai celebrar a finalização de ciclos formativos e das culminâncias dos projetos e ações do equipamento, com uma programação plural, gratuita e diversa, voltada para todas as idades.
A Mostra das Artes 2024 comemora os 18 anos de (re)existência do CCBJ, a celebração do aniversário será no dia 21 de dezembro, com a presença do público e dos que fazem a casa acontecer o ano todo.
Serão três dias de programação com mais de 30 atrações, entre artistas e atividades culturais, oficinas, teatro, exposições, além dos shows que encerram as noites de evento nos três dias de festa.
A programação traz uma mistura de todos os eixos estruturantes do Centro Cultural Bom Jardim: Escola de Cultura e Artes (ECA) com apresentação e encerramento dos processos formativos básico, de média e longa duração; Atenção Social (Núcleo de Articulação Técnica e Especializada – NArTE) com atividade de promoção aos direitos humanos, educação popular e arte-cultura; Ação Cultural (difusão cultural e circulação) com uma programação artística-cultural conectada com o território.
Na quinta (19), a Mostra das Artes contará com a participação de Cley Monteiro, coreógrafo e diretor da Cia 085, companhia de dança especializada em Brega Funk. Já a sexta promete, com muito forró ao som da banda Rainhas da Farra, na voz de Amanda Silva. Encerrando as noites de shows, no sábado vai ter samba sim, com o grupo Sambonja, revelação do cenário musical cearense fazendo o autêntico samba e hits de pagode do momento. Ainda no sábado teremos o tradicional bolo em comemoração ao aniversário do equipamento, além da exibição de um documentário especial em celebração aos 18 anos do CCBJ.
A programação conta com participação especial de Dudu Suricate, Produtor audiovisual, Co-proprietário do Suricate Seboso e co-criador da Vetinflix. Dudu estará como influenciador digital da Mostra.
O cerimonial fica sob o comando de Jô Costa e Stephanie Mendes. Jô é uma mulher travesti preta, moradora do Grande Bom Jardim. Educadora social, militante do movimento negro e LGBTQIAPN+, coordenadora do coletivo Gueto Queen, produtora cultural do festival negruras. Atriz e performer e apresentadora/mestra de cerimônias. Stefany Mendes, é multi artista, atriz, cantora, produtora cultural, Idealizadora e Coordenadora do Coletivo Polo Trans.
Você pode acompanhar a programação completa da Mostra das Artes 2024 no site e redes sociais do CCBJ.

Sobre a Mostra das Artes
A Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), é uma celebração à cultura, arte, luta e memória do Grande Bom Jardim e de todos(as) os(as) envolvidos(as) nos processos de formação artística, difusão, fruição e cidadania cultural promovidos pelo CCBJ ao longo do ano. A mostra também é um momento de socializar os resultados de pesquisas, vivências e experiências, com uma programação diversa, plural, democrática, com atrações que valorizam a memória, estética e linguagem artísticas produzidas no território do Grande Bom Jardim e nas periferias do Ceará.
Para 2024 a proposta central foi pensar a superação das trajetórias da comunidade antes do CCBJ enquanto política pública, seguindo com o pensamento sobre como o equipamento age enquanto garantia e promoção de direitos, assegurando um futuro melhor para as juventudes/bairro e finalizando com a perspectiva de ver o equipamento como uma ferramenta transformadora na atuação com as juventudes e crianças e o que isso significa para o futuro delas.
A Mostra também se configura como espaço de sociabilidade e fomento à cadeia produtiva e economia local, envolvendo os mais variados sujeitos do território, alcançando mais de 500 pessoas envolvidas diretamente na programação, entre artistas, grupos e coletivos artísticos culturais, parceiros comunitários, estudantes e professores.
Serviço:
Mostra das Artes 2024
Data: 19, 20 e 21 de dezembro
Horário: a partir das 14h
Contato para entrevistas e informações:Isabel Mayara Gomes Fernandes – Gerente de Comunicação do CCBJ
(85) 98606-6687
E-mail: ascom.ccbj@idm.org.br
Sete mulheres do Grande Bom Jardim se reúnem por meio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) e, com mediação da educadora social Narah Adjane, realizam atividades de colagem, pintura, desenho, stencil e outras linguagens. No dia 5 de dezembro, o grupo Lonart realiza a exposição “Rabiscando a arte da vida”. Para encerrar 2024, elas exibem as produções realizadas ao longo do ano.
A exposição faz parte da programação da Semana dos Direitos Humanos, desenvolvida pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. De acordo com Narah Adjane, educadora social do setor, o Lonart faz parte de um conjunto de atividades descentralizadas realizadas pelo NArTE. O intuito é promover o fortalecimento comunitário e a cidadania cultural no Grande Bom Jardim.
Tudo começou quando Narah Adjane convidou o Grupo Produtivo Criart e a ASCABONJA (Associação de Catadores do Bom Jardim) para participar de oficinas de artes visuais na sede do coletivo Criart. Elas utilizam materiais de lona para fazer costura de bolsas e, por meio das oficinas, customizavam os produtos. A ideia era unir arte e sustentabilidade. O grupo era formado por 12 pessoas e hoje se mantém com sete: as mulheres que integram o Criart.

Desde 2022, Ariadna da Silva, Cristina Nascimento, Fátima Celestino, Lutiane Silva, Luzia Nascimento, Maria Valentina, Vicença Soledade e Narah se encontram uma vez a cada mês. Elas começaram a trabalhar com o resíduo de lonas de banner, daí o nome do grupo. Cristina Nascimento conta que o Criart já havia produzido alguns produtos com o material, além de utilizar retalhos e óleo saturado. Tecidos de guarda-chuva, almofadas, bolsas e até sabão ecológico são algumas dessas produções comercializadas pelo coletivo.
Para Cristina, o Lonart possibilitou outros tipos de criação. A participante conta que Narah Adjane dá dicas e direcionamentos, mas explora e instiga a criatividade das participantes. O Lonart consiste em oficinas artesanais que têm como base as artes visuais. O projeto do CCBJ une o trabalho realizado pelo Criart com as técnicas e a criatividade artística do desenho, da pintura e da colagem, mas também fortalece as relações dentro do grupo.
Rabiscos que se criam na força da coletividade
Narah Adjane explica que as produções do Lonart refletem questões do cotidiano das participantes e que o grupo expandiu suas atividades para além do foco produtivo. “Conforme o tempo foi seguindo, o grupo foi percebendo a necessidade de trabalhar questões sobre o cotidiano, partilhando vivências e se fortalecendo através dos encontros”, diz a educadora social do NArTE.
“Ao longo do tempo, a gente viu que era necessário ter conhecimento de quem somos”, afirma Cristina Nascimento. A integrante do grupo conta que Narah Adjane propõe dinâmicas para que as participantes se conheçam mais, troquem experiências de vida e estreitem os laços de parceria. “Não fica só aquele grupo de produção, mas de acolhimento”, complementa. Por isso, elas não perdem um encontro.

“A gente se encontra uma vez no mês e é muito importante, a gente não perde esse dia da gente se encontrar, se rever, olhar olho no olho, se abraçar e de criar”, afirma Cristina. Para além das oficinas, o NArTE também promoveu passeios para as mulheres do grupo. Cristina lembra o passeio à Praia de Iracema e conta que algumas participantes nunca tinham ido ao ponto turístico. “Isso foi muito importante; a gente se ver parte dessa cidade, não somos só do Bom Jardim, somos do mundo”, afirma.
A conclusão que ela tira da experiência com o Lonart é a de que elas são mulheres que podem alcançar o que quiserem. “A oficina faz a gente acreditar que a gente é além do Bom Jardim. Somos pessoas, estamos vivas e queremos ir além”, declara. A exposição conta com um ensaio fotográfico e um apanhado das produções criativas das sete mulheres do território. Mas a ocasião também funciona como uma celebração às vivências construídas pelo grupo.
“Exu te ama” estampou os muros do Centro Dragão do Mar de Arte (CDMAC) e Cultura e chamou a atenção de muitos olhos que passavam pelo centro da cidade. No dia 20 de setembro, a exposição “Festa, Baia, Gira, Cura” retornou ao seu território de origem, quando chegou ao Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). O equipamento se despediu da exposição na segunda-feira, 25, com mais de mil visitantes.
Entre os 1017 visitantes, seis instituições passaram pela exposição de Jean dos Anjos. Escola Sonho de Criança, EEMTI Jociê Caminha de Menezes, EEMTI Senador Osires Pontes, Quintal Cultural Raimundo Vieira, Escola Santo Amaro e EEFM Almirante Tamandaré foram articulações externas que vieram ao equipamento conhecer a montagem do artista.
A exposição homenageia o terreiro Cabana do Preto Velho da Mata Escura, Ilê Asé Ojú Oya, de Pai Valdo de Iansã, localizado no Bom Jardim. “Festa, Baia, Gira, Cura” é fruto das pesquisas e observações do artista expositor com foco na festa da Rainha Pombagira Sete Encruzilhadas e Exu. Além das fotografias, a montagem reúne quadros e outros materiais que simbolizam rituais e festas de terreiro.

O evento de abertura e o lançamento do catálogo foram os principais destaques no período de dois meses da exposição no Centro Cultural Bom Jardim. A chegada da exposição trouxe ao equipamento o artista expositor, a curadora da exposição, Marília Oliveira, e a Secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela.
Festa, Baia, Gira, Cura no Bom Jardim e o poder da arte
Em “Festa Baia, Gira, Cura”, Jean dos Anjos tem como objetivo registrar a riqueza da cultura dos terreiros, a busca dos povos de terreiros pela preservação da memória da Umbanda e do Candomblé e a luta dos seus praticantes pelo fim do racismo religioso. Para Marília Oliveira, “Festa, Baia, Gira, Cura” é como um espaço sagrado.
Andrea Justino, monitora da exposição e residente do Grande Bom Jardim, conta que poucos jovens demonstraram receio ao se deparar com “Festa, Baia, Gira, Cura”. “A curiosidade logo superou qualquer resistência, e as crianças e adolescentes que visitaram a exposição com escolas e outras instituições estavam bastante engajados”, afirma.
De acordo com a monitora, muitas pessoas que não tinham muito conhecimento sobre os temas da exposição conseguiram se identificar com as histórias contadas ali. “Para muitos, a visita foi uma oportunidade de aprender, questionar e se aproximar de algo desconhecido, mas que, de algum modo, se relacionava com suas próprias experiências de vida”, diz Andrea. Entre os pouco mais de dois meses de exposição no CCBJ, alguns momentos a marcaram profundamente.
As crianças de terreiro que visitaram a exposição e se reconheciam nas obras fazem parte desses momentos. Eles logo exclamavam que eram parte daquilo. “A partir disso, surgiam conversas super legais sobre pertencimento e como é lindo se reconhecer na arte”, afirma Andrea Justino. Além das crianças, tinham os jovens que se identificavam com as representações dos Exus. Eles se viam na cor e nas histórias.

Entre os visitantes, uma senhora evangélica marcou a experiência de Andrea como monitora da exposição. Ela confessou não entender muito sobre o tema, mas se mostrou aberta a conhecer um pouco mais daquele universo religioso do qual ela não faz parte. “Aos poucos, ela foi tirando as dúvidas e, no final, olhou de novo pra exposição e falou: “Eu respeito isso tudo, é muito bonito.” Foi um momento cheio de aprendizado e respeito”, conta. “Esses momentos mostram como a arte pode conectar pessoas, abrir conversas e quebrar preconceitos”, conclui a monitora.
Assim como no CDMAC, a exposição foi dividida em quatro núcleos no CCBJ. Mas, em vez de “Exu te ama”, um dos muros do CCBJ faz referência a um ponto de Umbanda da entidade espiritual Pombagira. Em letras garrafais, está escrito “Arreda, homem, que chegou mulher”. A parede vermelha se destaca entre as verdes, mas foi na sala da multigaleria onde ficou a maior parte da exposição, com fotografias, oferendas, quadros, documentos, tecidos e outros materiais – inclusive a frase “Exu te ama”.
Três quadros estampam a lateral da sala da Cultura Digital e alguns tecidos repousam sobre as árvores do CCBJ. O equipamento, que agregou mais mil visitantes aos 25 mil que já haviam conhecido a exposição no CDMAC, ficou tomado pelos vestígios de “Festa, Baia, Gira, Cura”, fazendo jus à grande expressividade dos povos de terreiro em seu território e às raízes da própria exposição.
“O teatro é onde os sonhos são possíveis”, diz Clayton Nascimento no seu espetáculo “Macacos”, apresentado em Fortaleza no último domingo, 24. Um dia antes, os sonhos de mais uma turma de teatro do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) se faziam possíveis no palco do Quintal Cultural Raimundo Vieira. Vinte crianças se apresentaram e celebraram sua formação como novos atores de teatro.
A turma apresentou o espetáculo “Tempo de guerra, Tempo de paz” em duas sessões no evento de finalização do curso de longa duração em teatro, realizado pela parceria entre o CCBJ e o Quintal Cultural. A montagem de ficção transita entre o drama e o humor para questionar e denunciar a violência infantil. A peça propõe a possibilidade de sonhar para todas as crianças. Em uma das cenas, cada criança fala seu nome e a profissão que deseja seguir, apontando seus sonhos para o futuro.
Kelly Saldanha, supervisora do Programa de Teatro da Escola de Cultura e Artes do equipamento, contou que o professor Paulo José passou toda a primeira aula do curso tentando posicionar a turma em um círculo. No dia da finalização do curso, em contraste ao primeiro dia de aula, Kelly ressaltou a iniciativa das crianças para produzir o espaço.
Eles montaram o cenário da peça e organizaram as cadeiras para o público. “Isso demonstra uma autonomia e isso dá responsabilidade, sem perder a infância”, enfatizou a supervisora do Programa de Teatro. Paulo José, professor da turma e diretor da peça, afirmou que ele e as crianças construíram o espetáculo coletivamente. A peça tem a violência como tema central e foi pensada para questionar os adultos sobre o que fazer por crianças que, diferente daquelas, têm as vidas marcadas por situações de violência.

Mesmo tratando de um tema que não perpassa a vida da turma de maneira direta, eles buscaram trazer à peça elementos próximos das vivências da turma. As brincadeiras e os sonhos de cada um foram inseridos para aproximar as histórias contadas da realidade do elenco. Com direção do professor Paulo José, as crianças protagonizaram o espetáculo no palco e nos bastidores.
Entre as duas sessões da apresentação, os estudantes receberam os certificados de formação e foi exibido um vídeo que documenta um pouco do processo de ensino-aprendizagem do curso. Além de Paulo José e Kelly Saldanha, a produção mostra depoimentos de Maria Luísa, Ryana Vitória e Laura Sofia, recém-formadas pelo curso de longa duração em teatro do CCBJ.
Mães e pais orgulhosos riam e assistiam atentos aos seus filhos no palco. De seus assentos, muitos filmavam a peça para guardar a recordação. O público lotou o espaço nas duas sessões de “Tempo de guerra, Tempo de paz”. O evento de finalização encerrou com uma apresentação musical de Lenice Ferreira, representante do Quintal Cultural. Ela cantou músicas pedidas pelos pais das crianças como forma de homenageá-los.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) realiza mais uma edição do festival A Coisa Tá Preta durante todo o mês de setembro, em alusão ao mês da Consciência Negra. O equipamento integra o II Festival Afrocearensidades, evento realizado pela Secretaria da Igualdade Racial do Governo do Estado do Ceará em parceria com a Secretaria de Cultura do Ceará (Secult Ce), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Instituto Mirante de Cultura e Arte.
Além do Centro Cultural Bom Jardim, a Estação das Artes, a Pinacoteca do Ceará, o Mercado Alimenta CE, o Centro Cultural do Cariri e outros espaços também compõem a agenda da programação completa do Festival Afrocearensidades. Os espaços recebem espetáculos de teatro e de dança, apresentações musicais, exposições, sessões de cinema, mesas de debate e outras ações culturais voltadas para a celebração do protagonismo negro.
Com o tema “Na Ginga dos Saberes Ancestrais”, o II Festival Afrocearensidades teve início no dia 1° de novembro e se estende por todo o mês com uma proposta de descentralização da programação. No Centro Cultural Bom Jardim, o festival A Coisa Tá Preta traz ao equipamento espetáculos de teatro e de dança, mesas de debate, seminários, oficinas, desfile, exposições e outras atrações.
A Coisa Tá Preta no Centro Cultural Bom Jardim

O evento do CCBJ entra em sua segunda edição em 2024 e é realizado pela Ação Cultural e pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento. Além das apresentações artísticas, a Biblioteca Cristina Poeta, espaço do CCBJ cujo maior público é o infantil, volta suas atividades para a temática da Consciência Negra. Por meio de atividades de arte-educação e atrações artísticas diversas, o CCBJ estimula a valorização dos saberes e da cultura negra em diferentes idades.
Em 2023, o festival ocorreu entre os dias 16 e 18 de novembro. A culminância do evento trouxe uma programação especial ao CCBJ, celebrando o Dia da Umbanda a partir da articulação com os povos de terreiro do Grande Bom Jardim. Na segunda edição, o evento repete algumas das atividades bem recebidas pelo público no ano passado e conta com uma programação mais longa, envolvendo dois setores e mobilizando todo o equipamento e convidando a comunidade a celebrar a cultura negra.
“A coisa tá preta” é uma expressão comumente associada a situações negativas, utilizada quando acontece algo ruim, que causa desconforto ou perigo. O nome do festival propõe ressignificar o termo, relacionando a cor e a palavra “preta” a um sentido inverso àquele utilizado normalmente, dando-o uma conotação positiva. O festival A Coisa Tá Preta traz essa expressão como representação de beleza, diversidade e potência.
Confira a programação completa: Festival A Coisa Tá Preta