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LABORATÓRIOS DE PESQUISA 2025: CCBJ INICIA AS ATIVIDADES DOS PROJETOS

Novos projetos de pesquisa nas linguagens de Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro estão a florescer no Grande Bom Jardim. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM). As atividades dos Laboratórios de Pesquisa de 2025 iniciaram no dia 14 de novembro e a cerimônia de abertura contou com a apresentação da Dj Miloca, conectando o momento ao Festival A Coisa Tá Preta.

Os Laboratórios de Pesquisa são organizados pela Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ), proporcionando experiência imersiva dedicada à pesquisa em artes. Os 10 projetos selecionados têm direito a auxílio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de um(a) professor(a) mediador(a). A seleção recebeu 73 inscrições e o processo contou com uma banca de pareceristas, com representações da gestão compartilhada e do IDM.

Com vigência de cinco meses, a pesquisa permite a experimentação de metodologias e a investigação de temas e formatos pertencentes aos saberes e fazeres de cada linguagem artística. Os laboratórios são organizados em cada eixo temático da ECA-CCBJ: Audiovisual, Arte Digital e Jogos, Dança, Música e Teatro. Foram priorizadas para a seleção pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, com deficiência ou moradores do Grande Bom Jardim.

Olhares Coletivos

Nascido e criado no Grande Bom Jardim, Diego Furtado começou a frequentar o equipamento em 2018. Em 2024, assumiu a supervisão dos Laboratórios de Pesquisa e dos Ateliês de Produção, acompanhando a produção e a pesquisa dos artistas. “Também já pude estar no CCBJ enquanto artista, me apresentando mais de uma vez na Mostra das Artes”, conta o supervisor. 

O momento da abertura foi essencial para apresentar a diversidade temática entre os projetos selecionados. Como é o caso dos projetos musicais que estão em processo de pesquisa de composição. Há projetos de danças sobre a trajetória da cena do hip-hop, que tem relação com a capoeira e outras pesquisas que relacionam corpo, cultura e memória. No Teatro, um projeto que traz um olhar sobre os prédios antigos da cidade e na Cultura Digital, pesquisas sobre reisado e cultura popular. “Eu acho que,nos últimos anos, é o laboratório que mais as temáticas dos projetos se apresentaram diferentes, uma potencialidade muito rica do ponto de vista da pesquisa”, analisa Diego.

A criação do espaço de proximidade ajuda, ao longo do processo, a identificar ideias que abrem diálogos com outras. Intercambiando, materializando e coletivizando os projetos sem que haja a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo. Ao final do percurso, é destinada uma partilha para a comunidade e para a cidade sobre as pesquisas.

As expectativas para essa edição são que os projetos construídos e as pesquisas desenvolvidas cheguem a outros territórios da cidade. “Um desejo que a gente tem é de circular com essas pesquisas pela cidade, fazer com que a cidade compreenda melhor o laboratório do CCBJ”, explica Diego.

Bom Jardim Caboco

Cordéis Internetantes permanecem fazendo apresentações mesmo após a finalização dos Laboratórios / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Edson Oliveira, cordelista e educador popular, participou dos Laboratórios de Pesquisa em 2024, na categoria música, com a pesquisa Cordéis Itinerantes. O objetivo central era o resgate da memória do Bom Jardim por meio da composição de cordéis musicalizados. Junto com Mateus Honori e Pedro Anderson, Edson trabalhou a pesquisa com a colaboração da população, coletando as histórias da forma em que o povo conta rotineiramente.

“Quanto à relação do diálogo com a memória da comunidade, isso foi o mais interessante, porque a pesquisa se deu junto à população. A gente visitou e conversou com muita gente e com a minha própria memória também, porque sou morador do bairro há mais de 40 anos, eu também tenho minhas histórias para contar”, apresenta Edson. 

“A gente transformou essas histórias em cordel. Sou cordelista. E, depois, musicalizamos os cordéis e finalizamos o projeto com o espetáculo, constando todas essas músicas que a gente conseguiu produzir”, explica. Embora o laboratório tenha sido realizado há mais de um ano, a pesquisa ainda está gerando novas apresentações, como no festival Rock Cordel, em abril de 2026, no Centro Cultural Banco do Nordeste. A pesquisa de composição parte em coletivo com o grupo Caixeiros Viajantes. 

Sobre os Laboratórios de Pesquisa


Os Laboratórios de Pesquisa são um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõem aos projetos participantes e mediadores uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes.A inicitaivavisa oportunizar o surgimento de novas investigações no campo artístico cultural, ou mesmo contribuir para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos que já vêm sendo realizados.

Tais experimentações poderão surgir de inquietações teóricas ainda não exploradas pelos pesquisadores, ou de processos investigativos já em desenvolvimento,sem que haja a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo.

O Programa de Audiovisual do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) mostra como a periferia é um espaço de produção cinematográfica, no campo das animações. O curta-metragem “Gatu” foi selecionado para o 6º Festival Internacional de Cinema Escolar de Alvorada. O filme foi realizado pelos estudantes do CCBJ, que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM). O evento acontece entre os dias 24 e 29 de novembro no Rio Grande do Sul.

O festival teve mais de 1.065 filmes inscritos, vindos de 80 países, Gatu é finalista na categoria Educação de Jovens e Adultos. A premiação e mostra buscam promover o cinema como ferramenta pedagógica, cultural e social. “Gatu” foi produzido em 2023 pela turma de Introdução ao Cinema de Animação do Programa de Audiovisual. 

No filme, Gatu, um gato abandonado, começa a explorar cada canto de seu novo lar, descobrindo aventuras e amigos inesperados. O curta-metragem já foi selecionado na programação da Mostra Cinema e Acessibilidade de Sergipe, realizada em junho deste ano. “Gatu” também estará presente na 23ª MUMIA —  Mostra Udigrudi Mundial de Animação, em Belo Horizonte, de 2 a 12 de dezembro. 

Modelando as Animações do Cinema

Raul Ferreira nunca tinha realizado atividades no CCBJ. Sua primeira experiência foi em 2023 com a turma de Introdução ao Cinema de Animação do Programa de Audiovisual. O curso foi o motor para a produção do curta-metragem “Gatu”, que atualmente concorre a um festival internacional. O curta possui elementos de animação 2D, 3D, manual e stop-motion, além de contar com legendas e interpretações em libras.

Em setembro de 2023, teve a primeira exibição do curta no equipamento, encerrando o Curso Básico de Introdução ao Cinema de Animação. Além do curta, foi apresentado todo o material trabalhado e produzido em sala de aula para a animação. Atualmente, Raul é bolsista do Curso Extensivo de Audiovisual em 2025. O Eixo é voltado para pessoas com experiências artísticas teóricas e práticas anteriores.

O cineasta destaca a importância do CCBJ possuir espaços de produção como salas multiuso e estúdios, fomentando a arte e a cultura da região. “É legal ter um espaço desse dedicado dentro da periferia, que acaba não sendo uma coisa muito acessível para a gente, né? Então, foi bem legal essa experiência”, relata. 

Além de Gatu, o Programa de Audiovisual já produziu as animações “Maré Braba”, de Pâmela Peregrino, “Fotossíntese”, de Rodrigo Viveiro e “ARCAD’ÁGUA”, de Paulo Carter. O festival disponibilizou o curta pelo link “Gatu” – Fortaleza / CE, Brasil

Os elementos utilizados na produção do curta partiram do equipamento / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Serviço

O que? Curta “Gatu” produzido pelo CCBJ é selecionado para o XI Festival Internacional de Cinema Escolar de Alvorada.

Onde?  Alvorada, Rio Grande do Sul.

Quando? 24 a 29 de novembro

Onde assistir o curta? “Gatu” – Fortaleza / CE, Brasil

Ficha técnica: Gatu / 6’ / Alvo, Ana Paula, Clarice Nascimento, Joh, Luci, Raquel Souza, Raul F.A., Samia, Thamires / 2023 / Fortaleza

Sobre o Programa de Audiovisual

O Audiovisual do CCBJ tem o compromisso de formar profissionais e artistas, espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias, utilizando a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação na mídia hegemônica, que reforça  diversas formas de violência, invisibilizando possibilidades de existências plurais e diversas, inerentes a todas as pessoas.

Mergulhados no conhecimento, a juventude periférica potencializa a produção local em competições estaduais. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio de sua Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ), representou o Grande Bom Jardim na 9ª Edição da Feira do Conhecimento (FDC). Com o tema “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, o equipamento ganhou premiações e reconhecimento em setores digitais e audiovisuais.

Em destaque, o Programa de Cultura Digital marcou presença importante na feira. Além de participar no Espaço Ceará Jogos, com o espaço Jardim de Arte Digital e competições, os estudantes da área receberam o 1º e 2º lugares da primeira Game Jam CE. Os vencedores foram os jogos “O Oceano Começa Aqui” (Equipe BJ Devis) e “Mar a Dois” (Equipe Quintura Digital).

O CCBJ esteve presente durante toda a Feira, ocorrida de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, com os Programas de Audiovisual e de Cultura Digital do equipamento. No audiovisual, a FDC contou com a “Mostra Cine Lab BOMJA”, com a exposição “O Grande Bom Jardim, uma história audiovisual” e oficinas de animação.

A ideia da mostra não competitiva de curtas-metragens cearenses era valorizar a produção local e fomentar o audiovisual como instrumento de arte, cultura e educação, e da exposição era trazer como destaque a história do território do Grande Bom Jardim que se faz até hoje através do Audiovisual.

O equipamento também contou com caravanas para levar mais de 130 alunos das turmas. A oportunidade teve apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) do Governo do Estado do Ceará.

De Caravanas em direção ao Palco

O Programa de Cultura Digital levou parte dos diversos projetos trabalhados nas turmas. Como a exposição “Jardim de Arte Digital”, mostra itinerante de projetos de computação física criados por estudantes do curso de Longa Duração em Cultura Digital. A vontade dos estudantes de permanecer no programa é tamanha que foi criado o Núcleo Criativo de Cultura Digital, formado por egressos que continuam produzindo.

As produções geraram produtos que se transformaram em máquinas de fliperama e jogos interativos. Entre os jogos estavam um de futebol 2D multijogador, dinâmica musical estilo Guitar Hero com guitarra artesanal e uma marreta interativa para amassar marmotas (Whac-A-Mole), além de um jogo de realidade virtual. Todos os projetos de arte digital e jogos apresentados na FDC foram produzidos totalmente com o uso de softwares livres e de código aberto.

Diêgo Barros, coordenador do Programa de Cultura Digital da ECA-CCBJ, explica o engajamento dos estudantes em trabalhar a relação entre o virtual e o real. “Então, tudo isso tem muito fruto do esforço dos estudantes, da vontade de criar a arte deles, com a orientação dos professores. Se não tivesse esse empenho dos estudantes, de que eles querem mostrar que o Bom Jardim faz arte digital, a gente não conseguiria”, reflete o coordenador pedagógico.

O momento mais marcante no evento foi no anúncio dos resultados da 1ª Game Jam CE, uma maratona criativa que reuniu desenvolvedores, artistas e educadores em torno do tema “Mar de Ideias – Cultura Oceânica no Ceará”. O Programa de Cultura Digital ficou com o 1º e 2º lugar da competição, com os respectivos jogos “O Oceano Começa Aqui” (Equipe BJ Devis) e “Mar à Dois” (Equipe Quintura Digital). Ambas as equipes fazem parte do Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais.

Com talento, criatividade e muita dedicação, as turmas colocaram o território do Bom Jardim em destaque no cenário dos jogos cearenses / Reprodução: Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) do Governo do Estado do Ceará.

Para Alexa Sousa, estudante que faz parte da equipe BJ Devis, a premiação teve caráter coletivo de todos que participaram da jornada. “Quando subi para receber o prêmio, o choro simplesmente veio. Foi algo muito forte. Não é só uma premiação, é a prova que quando a periferia ocupa esses espaços, a gente brilha”, conta a programadora e game designer.

Vladson Alves, ilustrador e animador do premiado “Mar à Dois”, considera o destaque como referência para mostrar as produções digitais periféricas. “É sobre tirar mais os holofotes de grandes bairros referências em jogos e trazer para nossa casa, a periferia, mostrando que não existem coisas bem feitas só nos bairros nobres”, discorre Vladson. 

Além do Game Jam CE, o Programa ficou em 3º lugar na Mostra Ceará Jogos. Desenvolvido por adolescentes do Núcleo Criativo, o jogo Animal Wish ficou em na terceira posição da categoria Iniciantes. O game ainda está em produção, mas sua primeira versão está disponível para jogar pelo link: https://roguefairyacademy.itch.io/animals-wish

Na Cena Animada

Trazer o cinema da periferia para fora de festivais foi uma das atividades potencializadas pelo Programa de Audiovisual do CCBJ. A Mostra Cine Lab BOMJA reuniu curtas-metragens cearenses que atravessam diferentes territórios, tempos e sensibilidades. Além da mostra, o Programa de Audiovisual da ECA em pareceria com o REMA (Repositório da Memória e Arquivística Audiovisual do Grande Bom Jardim) expôs produções do Grande Bom Jardim no estande e a oficina de Animação de Papel com Dil Nascimento e Paulo Carter, este último formado pela última turma do Extensivo em Audiovisual.

Na oficina, foi conversando sobre cinema, focando nos princípios de animação e construção óptica. Os adolescentes, enquanto isso, desenhavam e pintavam. “A ideia mesmo é que despertasse a curiosidade sobre animação, mas dizer que também é possível fazer animação em Fortaleza e que tem animadores muito talentosos da periferia da cidade”, explica Paulo Carter. 

As produções audiovisuais expostas na mostra não-competitiva compreendiam a região do Grande Bom Jardim, outras periferias da Cidade e o interior do Ceará. A iniciativa amplia as perspectivas de um cinema fora do eixo. Apresentando as potências das produções audiovisuais periféricas. Na categoria “animações”, tiveram as obras “Maré Braba” do Instituto Terramar, “Fotossíntese” de Rodrigo Viveiro e “Arca D’água” de Paulo Carter.

O Programa de Audiovisual, até o presente momento, possui nove produções presentes no REMA, apresentados no Mural da Feira do Conhecimento  / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Para Elena Meirelles, coordenadora do programa, a presença na feira foi essencial para informar ao público sobre as formações do equipamento e a riqueza audiovisual da região. “Acho que isso é o interessante desse espaço da feira para um público muito amplo. Tinham muitas escolas, muitos jovens, muitos adolescentes que acabaram conhecendo esse espaço de formação, abrindo os horizontes de possibilidades”, conta. 

Sobre o Programa de Audiovisual

O programa vem com o compromisso de formar profissionais e artistas, mas também espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias e utilizar a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação da mesma nos veículos de comunicação hegemônicos, perpetuadora de diversas formas de violência e aniquiladora das possibilidades de existência plural e diversa inerente a qualquer e a toda população.

Sobre o Programa de Cultura Digital

O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo e, para isso, utiliza somente softwares livres em todos os seus processos formativos e nas criações de arte digital e jogos. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.

Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.

Entre os espaços das periferias de Fortaleza, a ancestralidade pulsa nas práticas artísticas e culturais da população. Nesse sentido, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta o Festival A Coisa Tá Preta durante o mês de novembro. A programação pretende afirmar os corpos pretos em equipamentos culturais e artísticos.

O evento faz parte do III Festival Afrocearensidades, organizado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura e da Secretaria da Igualdade Racial. O nome do festival do CCBJ tem inspiração no trecho da música “A Coisa Tá Preta”, de Rincon Sapiência: “Se eu te falar que se a coisa tá preta, a coisa tá boa”.

Momentos de Guias, Caminhos e Celebrações

No dia 22 de novembro, o equipamento contará com duas programações importantes para o festival. O seminário “Povos de Terreiro: O que nos Protege?” busca questionar sobre as políticas públicas de proteção aos terreiros no Ceará. O evento começa às 14 horas e acontecerá no Teatro Marcus Miranda e na Praça Central do CCBJ.

As atividades propostas do seminário são defumação e canto, entrega de mudas e kit de ervas, além de encerramento com microfone aberto. Os blocos temáticos se dividem em Contexto Histórico dos Povos de Terreiro no Ceará, Políticas Públicas e Identidade de Terreiro e Movimentos Sociais pelo Combate à Intolerância Religiosa. São 80 vagas disponíveis, para participar, a pessoa deve se inscrever no formulário: https://forms.gle/eo6nufsn4SmBLvYB6.

Mãe Janayna da Princesa Janaína é uma das representantes do Centro Espírita de Umbanda (CEU) Pai Jacob e Viramundo e estará presente no seminário. Para ela, o momento é essencial para buscar políticas públicas para a longevidade dos terreiros. “Somos resistência, preservamos a memória de nossos ancestrais, o CEU completou 60 anos de existência esse ano. Encaramos isso como um marco no estado do Ceará, tendo em vista que poucas casas perduram por tanto tempo no mesmo endereço”, explica.

Para Janaya, a mensagem a ser passada é certa: “O terreiro não é problema. O terreiro é solução. O que falta é o Estado reconhecer e fortalecer o que nós já fazemos”. A expectativa é que o encontro seja um espaço de escutas e encaminhamentos concretos. “Deve abrir caminhos reais, que fortaleça os terreiros enquanto território de cuidado e cultura. Trazendo mais segurança, respeito e políticas públicas que realmente cheguem na ponta”, afirma a líder religiosa.

As inscrições irão seguir até que alcance o número máximo / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

A programação do seminário vai até às 19 horas em clima de festa. Logo após o público fica com o Baile A Coisa Tá Preta, que contará com a presença de DJ Negona, DJ Cabulosa e DJs Molhadonas. Com pesquisas e influências da música eletrônica periférica e negra, o repertório contará com pagodão, brega, rap e demais ritmos negros.

Confira o que ainda vai rolar

⏰  Quarta-feira – 19/11/2025

Ciclo de Leitura: Nós de Axé

Horário: 15h 

📍 Biblioteca Cristina Poeta CCBJ

Masterclass “Abdias do Nascimento” Da Expressão Corporal a Palavra

Horário: 18h

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

⏰ Sexta-feira – 21/11/2025

É Tempo de Aquilombar

Horário: 13h30

📍 Centro Histórico de Fortaleza

Jogos Literários – Edição Festival A Coisa tá Preta

Horário: 15h

📍 Biblioteca Cristina Poeta CCBJ

Cine Narte – Consciência Negra

Horário: 17h

📍Sala Multiuso CCBJ

Coral – Banzobeat

Horário: 17h

📍 Praça Central CCBJ

A história da boneca Abayomi

Horário: 18h

📍 Sala Multiuso CCBJ

⏰ Sábado – 22/11/2025

Seminário “Povos de Terreiro: O que nos Protege? Políticas Públicas de Proteção aos Terreiros”

Horário: 14h  

📍 Teatro Marcus Miranda e Praça Central CCBJ

Baile A Coisa Tá Preta, com DJ Negona, DJ Cabulosa e DJs Molhadonas

Horário: 19h

📍 Espaço Marielle Franco CCBJ

⏰  Quinta-feira – 27/11

Make it Jazzy, com Cia Anagrama

Horário: 17h30

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

Está aberta uma oportunidade para coletivos que utilizam a arte e a cultura como instrumentos de transformação social. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), convoca a Chamada Pública para Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário. O apoio é realizado por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ.

As inscrições estão prorrogadas até 21 de novembro. Podem participar os grupos que tenham histórico de atuação em cultura, arte, educação social ou direitos humanos, desenvolvendo ações nas comunidades do Grande Bom Jardim e territórios próximos. Para a chamada, deve-se indicar três representantes maiores de 18 anos.

Cada iniciativa selecionada receberá bolsas no valor total de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). Distribuídas em cinco parcelas mensais de R$ 3.000,00 (três mil reais). Esse valor será repassado em R$ 1.000,00 (mil reais) para cada um dos três representantes.

O processo conta com ações afirmativas. Sendo 20% para pessoas negras (pretos e pardos); 10% para pessoas com deficiência; 5% para pessoas indígenas; 5% para pessoas quilombolas. 

As expectativas são que a edição deste ano potencialize as atividades comunitárias.“Serão 10 representantes de uma comunidade viva sendo pontes nossas com o território, realizando suas ações já tão importantes para os moradores”, explica Aurianderson Amaro, articulador comunitário do CCBJ. É esperado que seja um ciclo de novidades e intervenções criativas

Promovendo a Cidade por meio da Cultura e Arte

O NArTE é o setor de cidadania cultural e atenção social do equipamento, atuando com foco nos direitos humanos, educação social, articulação comunitária e encaminhamento à rede de proteção. O objetivo da chamada é fortalecer vínculos com a política pública do Centro Cultural Bom Jardim.

As iniciativas comunitárias são grupos ou organizações que atuam em atividades ligadas às pautas de cultura, arte e direitos humanos, visando prevenir e enfrentar violações de direitos. Diferente da última edição, poderá ser abrangido outros territórios periféricos para além do Grande Bom Jardim. Além disso, o valor total da bolsa aumentou em 25% em comparação ao ano anterior.

Para acompanhar a execução do projeto, as organizações selecionadas devem cumprir alguns requisitos. Entre eles estão a entrega de um Plano de Ação, Relatório Mensais, participação dos Encontros Mensais das Iniciativas e realizar uma ação no CCBJ e entorno. As atividades terão início no dia 10 de dezembro de 2025.

Serviço

O quê: 6ª Chamada Pública para Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário

Período de inscrição: de 4 a 21 de novembro de 2025.

Realização: Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE)

Onde se inscrever: https://ccbj.org.br/oportunidades/ 

Sobre o NArTE

O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de cidadania cultural do CCBJ e tem como foco desenvolver, por meio da arte educação e da cultura, os direitos humanos, a educação social, a articulação comunitária e o encaminhamento à rede de proteção no território do Grande Bom Jardim. Surgiu em 2017, da necessidade em responder o questionamento: como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade? 

O NArTE tem por sua vocação cultural a responsabilidade de dar fluxo aos casos de violações de direitos, realizar ações de prevenção dessas violações e promover a cultura de paz. Tudo isso é realizado a partir da arte-educação, que apoia-se na perspectiva metodológica da Educação Social, de Paulo Freire. O objetivo geral do Núcleo é utilizar a cultura como ferramenta para a promoção de Direitos Humanos, vinculadas a conceitos como dialogicidade, vínculo e horizontalidade, partindo do CCBJ como epicentro da incidência sócio-pedagógica.

O desejo de se comunicar por meio da arte da dança é partilhado entre todos os espaços e movimentos. Para intercambiar os ritmos, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebeu os estudantes da São Paulo Escola de Dança. O momento foi uma realização da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) através do Programa de Dança.

Os estudantes tiveram guiada ao equipamento, seguida de bate-papo com a turma do 6º ano da Formação Básica de Longa Duração em Dança e do Núcleo Criativo em Dança. O grupo também teve aula de introdução às danças urbanas com a turma. A visita contou com a presença de Flávio Lima, coordenador dos cursos regulares (vespertino), e Rafaela Zavisch, coordenadora de produção.

Ampliando os Passos

Sofia Vianna se formou em 2024 pelo Curso Técnico em Dança e atualmente é monitora de outras turmas. A dançarina relata que o encontro com os estudantes foi um espaço de trocas de histórias e vivências da arte. Além de abrir novas perspectivas e futuras parcerias.

Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança do CCBJ, aponta que o momento foi bastante potente para os estudantes do equipamento e para a turma de São Paulo. “Quando trocamos vivências com pessoas de outros lugares, aprendemos novos jeitos de nos mover e também a observar o outro”, explica Sofia. 

De acordo com Sofia, a São Paulo Escola de Dança destacou a importância do CCBJ como um equipamento aberto e de livre acesso ao público. Possibilitando uma maior confluência de ritmos e saberes gratuitamente. “Sempre gostei muito de dançar. Assim que tive a chance, pedi para minha mãe me colocar no curso básico, foi um passo importantíssimo na minha trajetória”, relata a monitora.

De acordo com Flávio Lima, coordenador dos curso regulares da Escola, a dança contemporânea aborda uma constante transformação do individuo de forma física o mental. O forte desejo deve passar por mediações e interações, sendo esse uma das funções importantes do aprendizado. “A função da formação é, sobretudo, preparar o corpo e a mente para a continuidade da aprendizagem: um corpo organizado, coordenado e, acima de tudo, flexível mentalmente, capaz de se deixar atravessar por novas experiências que surgirão ao longo da vida profissional”, explica Flávio.

Flávio Lima considera que o encontro foi importante para ampliar rede de conexões e olhar além do próprio território, percebendo a rica diversidade cultural de cada lugar. “Essa vivência reforçou a ideia de que cada território dança de um modo singular, expressando suas raízes e modos de ser por meio do corpo”, conta o coordenador.

Sobre o Curso Técnico em Dança

O Curso Técnico em Dança (CTD) é uma iniciativa pioneira na formação técnica de artistas da dança no Ceará. Criado em 2005, o curso marcou um passo importante na profissionalização da área no Estado, sendo fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Senac.

Desde 2013, o CTD passou a integrar a grade formativa da Escola Porto Iracema das Artes. Em 2019, ganhou uma nova sede no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), com a abertura na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.

Em 2024, foi iniciada a 3ª Turma do CTD no CCBJ, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à formação técnica e o fortalecimento da dança como linguagem artística e campo de trabalho.

Propondo apresentar o cotidiano das cozinhas comunitárias, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), anuncia a abertura da exposição “Saberes, Sabores e Afetos – Cozinhas Comunitárias como Tecnologias Sociais” no dia 31 de outubro, às 17 horas. A mostra traz a imersão de quem enfrenta a fome e luta por direitos fundamentais das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional para as periferias da região.

A exposição convida o público a explorar as culturas, histórias e memórias que compõem a atuação cotidiana de dezenas de cozinhas comunitárias. O momento possibilita desvendar as camadas que compõem o complexo universo alimentar das periferias da cidade de Fortaleza e do estado do Ceará. Apresentando as potências de associações nas lutas por direitos.

O equipamento contará com uma programação especial na abertura da mostra. Sendo uma iniciativa do Grupo de Extensão e Pesquisa Diálogos, da Unilab e da Universidade Estadual do Ceará (UECE), do Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, da Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim e do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Saboreando saberes e afetos

A mostra apresenta uma jornada sensorial e cultural sobre as cozinhas comunitárias do Grande Bom Jardim. As iniciativas locais integram a preparação e distribuição de refeições para outras ações sociais. Atuando diretamente com pessoas e famílias de mais de sessenta áreas e comunidades em cinco bairros de Fortaleza: Bom Jardim, Canindezinho, Granja Lisboa, Granja Portugal e Siqueira.

A proposta surgiu do projeto de pesquisa “Cozinhas Comunitárias como Tecnologias Sociais: Uma Análise a partir da Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim (2023-2024)”. O estudo foi desenvolvido na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através do Grupo Interdisciplinar de Extensão e Pesquisa Diálogos. O grupo tem a presença da bolsista Nathyelly Araújo, fomentada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI-CNPq).

Por meio de artefatos e instalações visuais, sonoras e interativas, os visitantes terão a

oportunidade de conhecer a diversidade e a relevância social e territorial das cozinhas comunitárias. Entendendo como se desenvolve esse conjunto amplo e complexo de ações que apoiam, acolhem e fortalecem comunidades, grupos e famílias vulneráveis. Em particular, mulheres, crianças, idosos, população LGBTQUIA+, indígenas, egressos do sistema penal e socioeducativo e pessoas em situação de rua.

O Centro Cultural Bom Jardim é um equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult

Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), que tem como missão promover o

acesso à cultura e à arte, fortalecer a cidadania e fomentar a produção artística local,

contribuindo para o desenvolvimento social e cultural das comunidades do Grande Bom Jardim.

Serviço:

O Quê: Abertura da Exposição “Saberes, Sabores e Afetos – cozinhas comunitárias como

tecnologias sociais”

Quando: 31 de outubro de 2025 às 17 horas

Onde: Teatro e Galeria do CCBJ – Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Bom

Jardim, Fortaleza – CE)

Entrada: Gratuita

Informações para a Imprensa:

Eduardo Gomes Machado (85) 99987-0702

eduardomachado@unilab.edu.br

Adriano Paulino de Almeida (85) 99127-9995

Neste sábado (25), a rua Três Corações, na altura da Comunidade São Francisco, no Bom Jardim, estará repleta de atividades lúdicas e artísticas pensadas para a infância e o direito de brincar. A Festa das Crianças chega à sua sexta edição e recebe apoio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A participação visa o fomento à cidadania cultural por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE).

O projeto é em parceria com mais de 10 empreendimentos locais. A moradora Maria Valdania, mais conhecida como Bilinha, reconhece o evento como um momento de diversão para todas as idades. “É muito importante para as crianças e também para todos moradores, tão carente de diversão, haver momentos como esse”, reflete. A expectativa é que mais de 300 crianças estejam presentes. “Estamos muito alegres e unidos pois todos trabalhamos juntos por esse dia”, completa.

Todas as atividades do equipamento na festa fazem parte do É o Brinca, programação sociocultural voltada para o público infantil, realizada pelo CCBJ. O projeto acontece aos sábados, no período de 14h às 17h, com atividades de lazer, vivências artísticas e culturais, cineclube, desenho livre, jogos e brincadeiras. As atividades têm o objetivo de garantir o brincar como um direito da infância que mora em território de periferia. 

Pinturas, Lendas e Fantasias

Com bastante ludicidade, o NArTE optou por trabalhar com atividades manuais e artesanais. Marcando as gerações das crianças na periferia, a educadora Flor de Maracujá trará brincadeiras populares como corrida de saco, dança das cadeiras, estátua musical, caça ao tesouro e pula corda.

Para as crianças que gostam de esporte, Amanda Quebrada vai conduzir uma atividade esportiva, fazendo também o debate sobre ética no esporte. A arte também toma palco no dia com pintura de rosto com Narah Adjane. Todas as atividades serão realizadas na Comunidade São Francisco, com o objetivo de estimular as crianças a expressarem seus interesses e identidade de forma divertida.

As atividades são realizadas por educadores sociais do equipamento / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Revivendo um dos imaginários mais comuns do Nordeste, uma figura folclórica tomará conta da festa. O É o Brinca convida a atração “O Lobisomem de Maranguape”, que apresenta o mistério sobre o tema através da magia de bonecos. O espetáculo é de autoria de João Andirá, com direção de produção de Cleomir Alencar e direção musical de Gilvan Silva. 

O Dia das Crianças segue com outras atividades realizadas pelos grupos parceiros. O CCBJ, equipamento cultural da periferia de Fortaleza, reconhece a importância do acesso à ludicidade e à expressão cultural e artística das crianças no território do Grande Bom Jardim.

Confira a Programação Realizada pelo CCBJ

BRINCADEIRAS POPULARES – Infância divertida (NArTE)

Educadora: Flor de Maracujá

Horário: 15h

📍 Comunidade São Francisco

DESAFIO ESPORTIVO (NArTE)

Educadora: Amanda Quebrada

Horário: 16h

📍 Comunidade São Francisco

PINTURA DE ROSTO – Sua identidade, sua cara! (NArTE)

Educadora: Narah Adjane

Horário: 17h

📍 Comunidade São Francisco

ESPETÁCULO – Lobisomem de Maranguape (NArTE)

Convidado: João Andirá

Horário: 18h

📍 Comunidade São Francisco

O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de cidadania cultural do CCBJ e tem como foco fortalecer, por meio da arte educação e da cultura, o combate às violações de direitos e o fortalecimento dos Direitos Humanos no território do Grande Bom Jardim. Surgiu em 2017, da necessidade em responder o questionamento: como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade? 

O NArTE atua ainda no encaminhamento de casos de violações de direitos para a Rede de Proteção, realizando ações de prevenção dessas violações e promovendo a cultura de paz. Tudo isso é realizado a partir da arte-educação, apoiada na perspectiva metodológica da Educação Social, de Paulo Freire.

Durante quatro dias, a literatura ganhará vida em diferentes formas. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza a IX Semana do Livro e da Biblioteca entre os dias 22 a 25 de outubro. O projeto é uma realização da Ação Cultural do CCBJ.

O evento ocorre em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Com o tema “Entre traços e palavras”, o equipamento celebra as diversas formas de fazer literatura. As manifestações culturais e as atividades artísticas acontecem em dois espaços principais: na Biblioteca Cristina Poeta e no Teatro Marcus Miranda.

Para Adrielly Rodrigues, bibliotecária do CCBJ, o momento é essencial para consolidar a Biblioteca como um espaço de fomento à leitura e à cultura entre crianças e adolescentes do território. “Mais pessoas poderão ter acesso às atividades desenvolvidas, e para que, por meio da leitura dos livros, a imaginação ganhe asas em um espaço  potente, acolhedor e transformador no Grande Bom Jardim”, acrescenta.

As várias páginas de um Livro

Todos são chamados a mergulhar em histórias que se contam e se recontam / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Teatro, poesia e biografia se misturam entre os dias 23 e 24 de outubro. O “Espetáculo Aurora” conta a história de uma menina mágica, ensinando o valor do lúdico ao senhor “Nhemnhemnhem”, que redescobre o encantamento do direito ao brincar. A peça é realizada pelo Grupo Avia de Teatro e acontece na quinta-feira (23), às 15 horas, na Biblioteca.

Homenageando Chico Anysio, renomado humorista e escritor cearense, o Coletivo Chuá Chuvosa apresenta “Fuxicando com o Chico”. Contando com uma narrativa dinâmica e divertida, o espetáculo busca reavivar o imaginário cearense da literatura e humor. O momento ocorre sexta-feira (24), às 15 horas, no Teatro Marcus Miranda e é pensado para o público jovem.

O sábado finaliza a semana com o Piquenique Literário, às 10h, voltado para estimular o hábito da leitura e a criatividade desde a infância. A Semana do Livro e da Biblioteca no CCBJ reconhece a pluralidade cultural da literatura em seus mais diversos eixos: nos quadrinhos, na oralidade, no teatro, na biografia e nas rodas de leitura.  

Confira a Programação Completa:

⏰ Quarta-Feira – 22/10/2025

BATE PAPO – Café com quadrinhos com Elis Oliveira e Elinaudo Barbosa

Horário: 16h

📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quinta-Feira – 23/10/2025

APRESENTAÇÃO TEATRAL – Espetáculo Aurora com Grupo Avia de Teatro

Horário: 15h

📍 Teatro Marcus Miranda

Entrada gratuita

⏰ Sexta-Feira – 24/10/2025

ESPETÁCULO – Fuxicando com Chico com o Coletivo Chuá Chuvosa

Horário: 15h

📍 Teatro Marcus Miranda

Entrada gratuita

⏰ Sábado – 25/10/2025

CLUBE DE LEITURA – Piquenique Literário

Horário: 10h

📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ

Entrada gratuita

Inaugurada em 19 de dezembro de 2006, a Biblioteca Cristina Poeta do Centro Cultural Bom Jardim atende estudantes, funcionários(as) e, especialmente, crianças e jovens da comunidade do Grande Bom Jardim. O acervo possui cerca de 3 mil exemplares, constituídos de livros, obras de referência, revistas, catálogos, histórias em quadrinhos, folhetos, cordéis, DVDs e CDs. 

A Biblioteca funciona de Terça a Sexta (9h às 12h e 13h às 18h) e no sábado (13h às 17h). Demais solicitações são realizadas pelos canais de atendimento biblioteca.ccbj@idm.org.br e (85) 9 9137-9549.

“Mar de Ideias – Cultura Oceânica no Ceará” é o tema da primeira Game Jam CE, organizada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). Com 13 participantes, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, representou o Grande Bom Jardim no evento.

Os desenvolvedores tiveram 48 horas ininterruptas no Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC) para realizar a atividade. Ao todo, participaram 16 equipes e foram desenvolvidos 10 jogos, com três deles sendo feitos pelo CCBJ: “Mar a Dois”, “O Oceano Começa Aqui” e “Um Mar de Caras Estranhos”. O resultado será divulgado na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

A participação do equipamento aconteceu pelo Programa de Cultura Digital, promovido pela Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) entre os dias 26 e 28 de setembro. A turma do Curso Técnico de Programação em Jogos Digitais teve destaque na participação do evento.

Para Diêgo Barros, coordenador do Programa de Cultura Digital do CCBJ, as formações desse programa são essenciais para consolidar a presença do território do Grande Bom Jardim no mercado de jogos do Ceará. “Até porque somos um polo de desenvolvimento aqui da cultura digital, da arte digital e também de jogos. Então a gente acaba sendo uma referência nesse sentido”, explica.

O que é uma Game Jam?

Game Jam é uma maratona de desenvolvimento de jogos eletrônicos. Na qual os integrantes têm entre 24 e 72 horas para produzir, conforme o tema proposto. Para essa primeira edição do evento estadual, a temática consistia em transformar a ciência ecológica em uma prática popular e lúdica. 

O Programa de Cultura Digital já havia passado por dois eventos da GAMEJAM Edition, realizados pela Hero Games Brasil. A primeira participação do CCBJ aconteceu na sexta edição, em formato remoto, no ano de 2021. A última ocorreu em 2024, com o equipamento sendo um dos polos presenciais, junto com Centro Universitário Farias Brito (FBUNI).

Na Game Jam CE, as equipes do Bom Jardim optaram por usar softwares livres aprendidos no curso, como Godot Engine, Inkscape, Krita, Gimp e Libresprite. A maratona teve apoio de mentores, técnicos e palestrantes para apresentar referências e conceitos, orientando as equipes na etapa de criação.

A participação do CCBJ é importante para a troca de conhecimentos entre instituições e grupos que realizam jogos eletrônicos. Além disso, possibilita reafirmar o equipamento e as periferias como importantes espaços de produção e circulação da cultura digital. Todos os jogos estão disponíveis na plataforma https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias.

Confira sobre como foi as produções dos jogos

“Auxilie os dois cientistas especialistas em oceanografia, Carlos e Dani, a concluir mais um dia de pesquisa na costa de Fortaleza!”. Essa é a premissa do jogo cooperativo “Mar a Dois”, desenvolvido pela equipe Quintura Digital. A ideia principal é mostrar que o compromisso com a preservação das praias e do mar não são feitos de forma individual e sim coletivamente.

As movimentações de Carlos e Dani ocorrem no mesmo teclado, facilitando o acesso a experiência digital / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

A construção do jogo também aconteceu de forma cooperativa. Vladson Alves, ilustrador e animador do projeto, partilha que o jogo surgiu a partir de uma palestra formativa no Labomar-UFC acerca da poluição oceânica. A produção passou por implementações de ideias e testes de jogabilidade.

Para Jorismar Barroso, produtor de “Mar a Dois”, o maior desafio foi a gestão de tempo para a criação do game. “Quando chega na metade do projeto, é aí que cai a ficha e começa a corrida contra o tempo”, explica o programador. A equipe acredita que é importante que o CCBJ esteja presente nesses eventos para entregar um bom produto partindo de um equipamento cultural periférico.

Em “Mar a Dois” você pode coletar lixo, ajudar animais em situações de perigo e mais / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

Para o resgate e a limpeza da vida costeira, não se deve esperar somente as ações da autoridade, o tempo é crucial. Na pele de Cleomar, o jogo “O Oceano Começa Aqui” apresenta um sistema de aventura embaixo d’água, para combater a poluição marítima. A produção foi realizada pela Equipe BJ Devis, protagonizada por estudantes e professores do ECA-CCBJ.

A personagem Cleomar não é fictícia, ela é referência na atuação pelo quilombo do Cumbe, localizado em Aracati. A ativista constrói a luta em defesa dos mangues, ecossistemas de encontro entre rio e oceano, além de ser voluntária de projetos que realizam limpezas em praias. Alexa Sousa, programadora e designer do projeto, explica que a inspiração parte de representar um protagonismo local e efetivo.

A reprodução de Cleomar foi realizada com autorização / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

O tempo durante uma Game Jam é essencial para testagem e correção de erros, conhecidos popularmente como bugs. Quem passou por essa sensação foi Felipe Vieira, programador do projeto, que esteve às 48 horas no espaço de produção. Mesmo sendo sua primeira experiência em uma maratona, o planejamento da equipe foi importante para a execução do jogo. 

“Além do desafio do tempo, não tivemos muitas dificuldades para preparar o produto final. Isso provavelmente aconteceu porque já estávamos pensando na ideia do nosso jogo antes da Game Jam realmente acontecer”, explica Felipe. O principal desafio foi um problema com a cena inicial do jogo (cutscene) ao qual Alexa Sousa teve de refazer a apresentação. Foi um sufoco, mas deu certo no final”, comenta.

A Equipe BJ Devis focou em criar uma experiência educativa e com acessibilidade. O jogo conta com legendas e dublagens das ações, cenas e tutoriais. A movimentação por meio do mouse, ao invés do clique, auxilia pessoas com mobilidade reduzida.

O jogo possui elementos que aumentam ou diminuem a velocidade de Cleomar / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

Como apresentar para as crianças animais marinhos com aparência peculiar, mas que fazem diferença na ecologia marinha? Pensando nisso, “Um Mar de Caras Estranhos” foi produzido para ser um jogo educativo 3D e online. O projeto foi desenvolvido pela Equipe Brincolar Games e foi utilizado a base do jogo Roblox. 

 Um Mar de Caras Estranhos tem previsão de desenvolvimento para além da Game Jam / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

A experiência de participar de uma Game Jam em grupo foi a primeira de Gabura, professor do Programa de Cultura Digital. “Mas eu nunca tive um grupo, né? Assim, porque é muito comum o pessoal ir em grupo, seja das faculdades ou de amigos”, relata Gabura. Na maratona, o docente contou com a companhia da sua esposa, Daléte Cavalcante, e Julie Valentine, produtora da Ação Cultural do CCBJ. 

Julie Valentine não tinha experiência com programação de jogos, mas utilizou da game jam para florescer essa habilidade, colaborando com a pesquisa, produção e trilha sonora. Mesmo sem formação técnica, Julie afirma que foi um diferencial estar presente em uma equipe participativa.

“Acredito que estar em uma equipe onde tem um espaço onde você possa colaborar e onde as pessoas são ouvintes entre si e procuram complementar dentro do que cada uma sabe fazer”, complementa a produtora. A colaboração foi importante para conciliar os horários de trabalho de Gabura com a realização do jogo, possibilitando a entrega do material.

O jogo foi desenvolvido para crianças de 7 a 12 anos, visando estimular a comunicação e o ensino de forma lúdica. A perspectiva para o futuro é profissionalizar ainda mais essa linha de produção de jogos. 

O jogo também está configurado para funcionar em Realidade Virtual, testado no Meta Quest 3s./ Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.

Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural  com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.

Serviço

1º GAME JAM CE – PRODUÇÕES DO CCBJ

“Mar a Dois”

Equipe: Quintura Digital (Vladson Alves, Hermen Jame, Dayvison Bezerra, Anderson Santos e Jorismar Barroso)

Gênero: Puzzle

Onde jogar: https://jorismarbarroso.itch.io/maradois 

“O Oceano Começa Aqui”

Equipe: BJ Devis (Felipe Vieira , Alexa Sousa, Vanessa Hilario, Rômulo Jardim e Isabele Carvalho)
Gênero: Aventura

Onde jogar: https://felp-2006.itch.io/projeto-teste 

“Um Mar de Caras Estranhos”

Equipe: Brincolar Games (Dálete Cavalcante, Gabura e Julie Valentine)

Gênero: Educacional

Onde jogar: https://gabura.itch.io/mar-de-caras-estranhas 

Quando foi produzido: 26 a 28 de setembro de 2025

Resultado: Na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

Para a dança, cada gesto e ritmo é encenado como um ato político, ancestral e vivo. Neste caminho, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, promove a 3º Mostra Pulsar nos dias 10 e 11 de outubro.  O evento reúne cinco trabalhos cênicos produzidos pela III Turma do Curso Técnico em Dança (CTD) da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). 

As performances apresentadas são “CENSURADES”, “LANÇA”, “NAGARMALEY INTRO”, “PUTÍFERES” e “O SOM QUE ATRAVESSA”. Trazendo influências da dança charme, performance, funk, reggae, waacking, jazz, dança contemporânea, gestualidades líricas, catárticas, ritualísticas, entre outros.

Para Fellipe Resende e Thiago Torres, professores-orientadores da ação formativa, a terceira mostra se destaca por uma produção de caráter colaborativo e transversal. “Antes de serem partilhadas com o público, as composições foram partilhadas entre todes da turma, no sentido de haver uma postura aberta e porosa, perspectivas e leituras sensíveis do outro”, partilham os artistas-docentes.

A Escola de Cultura e Artes do CCBJ desenvolve atividades de pesquisa e criação artística na região do Grande Bom Jardim. Para fortalecer o acesso e a difusão da dança, a mostra é um espaço para experimentação e apresentação do processo criativo estimulado ao longo do curso. O momento também serve como ponte entre territórios de convivência e atravessamentos político-afetivos.

Corpos em encontros por meio da Arte Cênica

Cabulosa, graduanda em Dança pela Universidade Federal do Ceará (UFC), entrou na Primeira Turma do Curso Técnico em Dança do equipamento. Ela enxerga esse primeiro momento como uma fase de testes, principalmente com a chegada da pandemia de COVID-19. Os produtos da 1ª Mostra Pulsar foram videodanças, com a solenidade de formatura realizada virtualmente.

Mesmo com o afastamento presencial, o curso técnico ajudou Cabulosa a encontrar e aproximar corpos, ritmos e sentidos. “Foi um período onde eu voltei a me enxergar, a conhecer mais referências negras na dança e a partir daí reencontrar sentidos nesse espaço que por algum momento se perdeu também”, reflete. 

Atualmente, a artista é monitora da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança. Para ela, a Mostra é a possibilidade de colocar os desejos e as criações dos alunos da turma em cena.  “Então, eu vi os alunos da turma conversando e confabulando ideias. A Mostra Pulsar esse ano está muito esperada”, completa.

O Curso Técnico em Dança (CTD) é um marco na construção e fortalecimento da profissionalização da dança no Estado do Ceará / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

A dança é a procura de espaço e movimento. Reconhecendo esse papel, o curso oferece eixos temáticos para dialogar técnica, cultura e práticas corporais. Os trabalhos apresentados discorrem sobre a ancestralidade e contemporaneidade, ampliando os horizontes do fazer artístico em dança na periferia.

Confira as Performances

“CENSURADES”

Em meio à luz e sombra, corpos se movem entre gestos que revelam e ocultam as marcas da censura, seja explícita ou velada. Sam Rodrigues e Nairim dividem a cena em criação coletiva, transformando experiências pessoais e aprendizagens em presença cênica, onde o silêncio imposto se converte em movimento e resistência.

“LANÇA”

Na interpretação solo de Sam Rodrigues, a dança se torna campo de enfrentamento entre medo, desejo e revolta. Partindo de perguntas sobre resistência, desistência e pertencimento, o corpo expõe suas vulnerabilidades e forças, revelando o conflito entre a vontade de se mostrar e o temor da reação.

“NAGAMARLEY INTRO”

Como anda a cabeça da artista? O que veríamos se fosse possível ampliar os sentimentos que atravessam anos de luta e afirmação de presença? A partir dessa provocação, Marley, da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança do CCBJ, se lança em criação coletiva, transformando vivências pessoais e processos formativos em partilha cênica. 

“O SOM QUE ATRAVESSA”

As artistas Liisa Oliveira, Preta Luz, Letícia Santos, Gisela Antonieta e Bruna Rodrigues transformam o corpo feminino em território de denúncia e resistência. Em cena, gestos, silêncios e vocalidades revelam identidades ocultas e insurgentes, no qual cada movimento se afirma como presença política e memória viva.

“PUTÍFERES”

No palco, o transe se torna celebração e resistência. Corpos em ebulição se encontram, chocam e se reinventam no excesso, criando um território de contaminação e subversão. Dessa forma, Fer Diaz, Naí, Nega, Tyfanni Santos, Nyx, DaSilva, Nairim, Alexandre Fonseca convidam: que corpo nasce quando o seu Putífere encontra o nosso? 

Sobre o Curso Técnico em Dança

O Curso Técnico em Dança (CTD) é uma iniciativa pioneira na formação técnica de artistas da dança no Ceará. Criado em 2005, o curso marcou um passo importante na profissionalização da área no Estado, sendo fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Senac.

Desde 2013, o CTD passou a integrar a grade formativa da Escola Porto Iracema das Artes. Em 2019, ganhou uma nova sede no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), com a abertura na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.

Em 2024, foi iniciada a 3ª Turma do CTD no CCBJ, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à formação técnica e o fortalecimento da dança como linguagem artística e campo de trabalho.

Serviço:

3ª MOSTRA PULSAR

Apresentações: Censurades, Lança, Nagarmaley Intro, Putíferes e O Som Que Atravessa.

Datas: 10 e 11 de outubro de 2025

Horário: 19h

📍 Centro Cultural Bom Jardim

Classificação: a partir de 16 anos

FICHA TÉCNICA:

Intérpretes-criadores:

Alexandre Fonseca Gonçalves

Gisely Silva Araújo

Antônia Letícia Vasconcelos dos Santos

Bruna Letícia Rodrigues da Silva

Delberth Augusto Carneiro da Silva

Émily Luise Martins da Silva

Fernando Dias Vieira

Geovana Bezerra Pereira

Iury Natasha Vieira de Oliveira

Marley Leonardo Francelino Maciel

Monalisa Gomes de Oliveira

Mírian de Freitas Oliveira

Naí Portela

Sam Rodrigues 

Sandriele Barbosa Nascimento dos Santos

Tyfanni dos Santos Rodrigues

Professores/orientadores: Fellipe Resende e Thiago Torres

Coordenação Pedagógica: Silvana Marques

Assistente pedagógica: Nayana Santos

Monitora: Cabulosa

As poesias do Grande Bom Jardim se juntam em acordes, batuques e canções. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, disponibiliza o EP “Cara Travessia” nas principais plataformas digitais de músicas. O projeto faz parte do trabalho de conclusão da II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), que foi realizado em 2022.

A coleção conta com 7 faixas compostas por 13 artistas do CCBJ. Além do EP, o espetáculo “Cara Travessia” foi apresentado no Teatro Dragão do Mar, Teatro Marcus Miranda e Teatro José de Alencar. 

Na Escola de Cultura e Artes, os artistas são convidados a refletir suas questões que atravessam seus territórios a partir da música em um curso técnico. “Quando a gente acabou a segunda turma, a gente já estava tramitando na Seduc, já tinha construído o plano de curso que foi aprovado e agora virou técnico” conta Pedro Ernesto, coordenador do Programa de Música do Centro Cultural Bom Jardim.

Travessia de saberes, experiências e sonho

As letras potentes das músicas expressam sobre as identidades e dilemas do cotidiano na sociedade. Doroteia Ferreira, uma das concludentes do Extensivo em Música (ECA/CCBJ), reforça que “a gente quer trazer a nossa história, nossa ancestralidade, falar de onde a gente vem e de onde a gente vai, quais as periferias de onde viemos”. Ela reflete como a produção foi importante para trabalhar com a arte na periferia após o período da pandemia.

O EP começa com ritmo sútil na faixa “Apagão”, apresentando reflexões críticas sobre a sobrevivência no cotidiano. Em seguida, batidas sensoriais e recitação de poesia em “Novo Mundo” para reimaginar sonhos de novas perspectivas. As músicas “A História que Ninguém Conta” e “Navio Negreiro” compartilham as memórias da ancestralidade brasileira e debatem sobre a exploração da sociedade.

“Petrúcio” conta sobre trajetórias e saudades na periferia. Como ponto de ruptura para as opressões, a luta se estende na música “Chega”. Evocando festejos e bênçãos, o EP termina com a faixa “Mamãe Yemanjá”.

Lia Maia, compositora de “A História que Ninguém Conta”, reconhece a importância do curso para sua evolução profissional. “Sou fruto de uma safra de plantio do CCBJ e desejo que este espaço seja ampliado, oportunizando novos talentos a ter o contato com o novo.” A produção está disponível nas plataformas digitais.

Os cursos técnicos servem para potencializar a cultura e arte do Grande Bom Jardim / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim 

Serviço:

EP Cara Travessia 

II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA – CCBJ)

Onde ouvir: Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify e Youtube Music

A programação ocorre entre os dias 16 e 19 de setembro e conta com atividades culturais e atrações artísticas

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, realiza mais uma edição do Rolê Freireano, entre os dias 16 e 19 de setembro. A programação conta com oficinas, seminários, rodas de conversa e comemorações em memória do aniversário do Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire.

A semana é uma realização do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, pensando nos encontros de saberes e vivências da educação social, artística e popular. Em 2019, aconteceu a primeira edição do Rolê Freireano. Nos anos da pandemia, a programação seguiu em formato remoto, e desde então é agenda fixa na programação do Equipamento.

Em memória de Rafael Agostinho

O Rolê Freireano iniciou suas atividades nesta terça-feira (16), com o seminário “Educação social: um fazer coletivo” com a mediação de Shirley Lima, educadora social do equipamento, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. O momento abordou os desafios e oportunidades da educação social e da regulamentação da profissão. 

Além do compartilhamento de experiências sobre o fazer pedagógico, a abertura homenageou Rafael Agostinho, primeiro educador social do NArTE e defensor dos direitos humanos no Ceará. Rafael faleceu aos 36 anos em decorrência da Covid-19, o tributo também fez parte desse debate em busca pela valorização da profissão dos Educadores Sociais, temática principal do evento.

O NArTE é o setor de cidadania cultural do CCBJ ao qual Rafael fazia parte / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim 

“Esses que estão diariamente nas ruas, equipamentos culturais, instituições, escolas e que lidam diariamente com questões sensíveis das pessoas que vivem ainda hoje em vulnerabilidade social, seja facilitando, propondo vivências, questionamentos em que o pensamento crítico e o reconhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos são inegociáveis” declara Amanda Quebrada, educadora do NArTE, sobre a profissão.

Saberes Coletivos da Periferia

A programação do Rolê Freireano promove atividades para as crianças e adolescentes da periferia, como cordéis e caça ao tesouro. A programação se encerra dia 19, com o “Sarau ESPERANÇAR”, fechando o Rolê Freireano com microfone aberto, Feira de Artesanato e a Instalação do “Pôr dos Livros” para doação e exposição de livros. A programação artística acontecerá à noite e contará com as atrações Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa no Espaço Marielle Franco CCBJ com muita música, pisada, dança e resistência.

Toda a programação do Rolê Freireano é gratuita. O Centro Cultural Bom Jardim, inspirado nos ensinamentos de Paulo Freire, acredita que o ensino nasce da produção coletiva e da construção libertadora. O evento é aberto ao público.

Confira a programação completa:

⏰ Terça-Feira – 16/09/2025

SEMINÁRIO – Educação Social: um fazer coletivo

Horário: 14h

Mediadora: Shirley Lima
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

Entrada gratuita mediante formulário de inscrição

ATIVIDADE – Leiturinha com Paulo Freire

Horário: 19h

Educadora Social: Jackeline Marques

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quarta-Feira – 17/09/2025

ATIVIDADE – Nossa Hortinha

Horário: 17h

Educadora: Shirley Lima

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Educação que liberta na Escola e na Rua

Horário: 19h

Educadora: Amanda Quebrada

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quinta-Feira – 18/09/2025

ATIVIDADE – Caçando o ECA/Mapa do Tesouro

Horário: 09h

Educadora social: Flor de Maracujá

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Cordel Freireano

Horário: 17h

Educadora: Narah Adjane

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Círculo De Cultura Sobre Comunidade

Horário: 18h30

Educadora social: Minicete Lima

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Sexta-Feira – 19/09/2025

ENCERRAMENTO – SARAU ESPERANÇAR: convida Sarauzin

Horário: 18h às 21h

Atrações convidadas: Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa

📍 Espaço Marielle Franco CCBJ

Entrada gratuita

A finalização do curso contará ainda com a exposição interativa “Curumin’s”.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta a mostra de encerramento da 3ª turma do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ em parceria com a Universidade Federal do Ceará, com a exibição dos filmes de ficção “Pegada” e “Aya” e do documentário “A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ”. A estreia acontece no Cineteatro São Luiz, dia 8 de maio, a partir das 19h. As produções terão mais duas exibições, no dia 16 de maio, às 19h, no Cinema do Dragão do Mar e no dia 30 de maio, às 18h30, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. Os filmes são acessíveis em libras e a entrada é gratuita. A classificação indicativa é de 14 anos. 

A Coordenadora de Formação do Programa de Audiovisual, Elena Meirelles, reflete que “essa estreia no Cineteatro São Luiz é um momento muito esperado pela turma do Extensivo em Audiovisual e pela equipe pedagógica da Escola de Cultura e Artes do CCBJ. Isso porque é finalmente o momento de partilhar com a cidade os filmes que foram minuciosamente trabalhados e maturados pelos estudantes na conclusão do seu percurso formativo. É também hora desses realizadores se firmarem como tais na sua cidade. A tela histórica do Cineteatro traz essa importância, esse reconhecimento, para essas histórias que serão contadas”, afirma. 

As produções foram realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 pelos alunos do curso extensivo da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e são resultado de um intenso processo formativo, composto por 1300 horas. A estreia contará com a presença da turma que produziu e realizou os filmes e as sessões do Dragão do Mar e do CCBJ terão debate com realizadores. 

Para Henrique Gonzaga, Coordenador da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, a estreia acontecer numa casa tão importante como o Cineteatro São Luiz é uma celebração. “É uma festa mesmo, é uma celebração, é uma comemoração de muita luta. Luta dos profissionais, dos estudantes, do CCBJ, uma luta da categoria em si. Chegamos ao fim de mais um processo formativo em audiovisual, é dia de celebrar mesmo, toda essa força, toda essa garra e toda essa luta”, finaliza. 

A aluna Jade Tavares expressou o orgulho de iniciar sua carreira no cinema com estes projetos que, para ela, são a concretização de um trabalho coletivo. “Nunca imaginei que alcançaria os espaços que alcancei, tudo isso só foi possível graças ao CCBJ e às pessoas incríveis que conheci durante o curso extensivo. É emocionante ver colegas conquistando trabalhos importantes, e poder dizer com orgulho: viemos do CCBJ. Espero que a estreia seja um momento de verdadeira celebração, onde todes possam enxergar e valorizar o que é o cinema periférico, um cinema feito de forma coletiva, com garra e coração”, conclui.

Sobre os Filmes

“Pegada” 

Diante do toque de recolher instaurado e em resposta a uma série de desaparecimentos misteriosos na comunidade Mãe Maria (CE), Dona Lúcia, uma senhora que vive criando galinhas em um galinheiro improvisado, decide tomar uma atitude inusitada: instalar uma pequena câmera em um de seus galos e deixá-lo vagar pela vizinhança enquanto ela observa tudo de casa. Mas o que a câmera revela vai muito além do que ela esperava, desenterrando segredos obscuros e aterrorizantes que habitam os becos silenciosos de sua comunidade.

 “AYA”

Conta a história de Mia, que após uma noite marcada por pesadelos inquietantes, decide dar um rolê tendo ao seu lado seu amigo Fábio. No entanto, um leve desvio no percurso os conduz a uma situação inesperada e perturbadora. 

“A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ” 

Faz um mergulho na experiência dos participantes do curso extensivo de audiovisual do CCBJ, revelando suas descobertas, transformações e a potência do cinema como ferramenta de expressão e pertencimento.

Sobre a Exposição

“Curumin’s” é uma exposição interativa sobre as crianças que vivem o Centro Cultural Bom Jardim e estiveram presentes na rotina dos estudantes durante todo o curso. A data de abertura será divulgada em breve.

Para Mayra Fernandes, diretora da Exposição e aluna da 3ª turma, “Curumin’s” é sobre “imaginar um espaço onde ser erê é ter a possibilidade de brincar sobre sonhar. Um ambiente onde as crianças possam sentir que é seu. É sobre pertencimento e homenagem”, revela.

Serviço:
Estreia dos filmes do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ
8/5/2025
Horário: 19h
Local: Cineteatro São Luiz
Entrada gratuita

16/5/2025
Horário: 19h
Local: Cinema do Dragão
Entrada gratuita

30/5/2025
Horário: 18h30
Local: Teatro Marcus Miranda – CCBJ
Entrada gratuita

Contato para imprensa:
Nerice Carioca
85 99739-8494
nerice.carioca@idm.org.br

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes do CCBJ e seu Programa de Cultura Digital, sedia pelo terceiro ano consecutivo a 21ª Edição do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). O encontro acontece no dia 03 de maio, das 8h30 da manhã até as 16h30 da tarde, no CCBJ com entrada gratuita e aberto ao público em geral, curiosos, interessados em tecnologia digital e amantes do Software Livre.

O FLISol é o maior evento de divulgação de software livre da América Latina e pelo terceiro ano seguido será coordenado pelo Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ) na capital cearense. 

O Festival, que acontece desde 2005, tem como objetivo promover o uso do software livre e divulgar suas 4 liberdades essenciais do Movimento Software Livre. Durante o evento, o público poderá participar de palestras, oficinas, exposições e outras atividades paralelas relacionadas à temática.

A entrada é franca e não é necessário se inscrever previamente para participar do evento. 

Sobre o FLISOL

O FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) é um evento anual que promove o uso e a difusão do software livre na América Latina. Realizado simultaneamente em vários países, o Festival oferece palestras, oficinas e instalação gratuita de sistemas operacionais e aplicativos livres, incentivando a inclusão digital e a liberdade tecnológica.

Confira a programação completa>>>

8h30 – Exposição de jogos digitais
📍 Tenda na Entrada do CCBJ

📎 Jogos da Web Cam no Turbo Warp dos estudantes do 1º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ

📎 Jogos no GDevelop dos estudantes do 3º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ

📎 Jogos na Godot dos estudantes Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais ECA-CCBJ

📎 Jogos para Celular/Tablet dos estudantes de diversas turmas dos cursos ECA-CCBJ


9h30 – INSTALL FEST
📍 Tenda na Entrada do CCBJ
📎 Espaço disponível para instalação de Software Livre

8h30 – Palestra: O que é Software Livre?
📍Teatro Marcus Miranda do CCBJ 
📎 Palestrante Marcello Souza

⏰ 8h30 – Oficina: Jogos Digitais com Scratch: Desbloqueando a criatividade através dos games
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Hermen Jaime

9h – Palestra: Big Techs vs Humanidade: Software Livre é o ANTÍDOTO Para o Veneno Digital
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Uirá Porã

9h40 – Entrega do Prêmio Contribuição ao Software Livre – Edição Fortaleza 2025
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Homenagem à Liduína Vidal e Joaquim Araújo

10h – Palestra: Mulheres e Tecnologia Digital: o caso da Escola de Cultura e Artes CCBJ
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrantes Maria Eduarda Alves e Alexa Sousa

⏰ 10h15 – Oficina: Introdução e construção de modelos 3D no Block Bench
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Miguel Ângelo Nascimento

10h40 – Palestra: Phishing 5.0: o golpe agora usa IA 
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Mastroianni Oliveira

11h20 Palestra: Computação Física e Robótica com Microblocks
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Gabura

⏰ 13h30 – Exposição de Robótica
📍 Multigaleria do CCBJ
📎 Apresentação de Projetos de Computação Física e Robótica com Arduino e Snap 4Arduino. Expositores Gabura, Ana Clara Oliveira, Danaylla Chagas, Danyela de Sousa, Jamili Ketlen Castro e Melissa Xavier

13h30 – Palestra: Do Pirata ao Livre: a transformação de uma empresa de jogos com softwares livres
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Ismael Maciel

⏰ 13h30 – Oficina: Introdução à Programação no Turbo Warp
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiras Alexa Sousa e Maria Eduarda Alves

14h10 – Palestra: Conheça a GDevelop e comece a criar seus jogos
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Carlos Daniel Almeida

14h50 – Palestra: Meu processo artístico com ilustrações digitais  no krita
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Tainá Lima

15h10 – Oficina: Desenho, animação e programação de jogos com GDevelop
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiros Rômulo Jardim, Renata Barros e Gesiel Oliveira

15h30 – Palestra: Inkscape para designers e desenvolvedores de jogos: uma jornada de descobertas criativas
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Jorismar Barroso

16h10 – Encerramento

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), comunica que permanecerá fechado ao público no período de 16 a 26 de abril de 2025, para realizar manutenção no transformador de energia do equipamento. Durante esse período, nossas equipes irão se dedicar a planejamentos internos.

Informações importantes:

  • O atendimento ao público deve ser retomado normalmente em 28/04/2025;
  • Novas datas para as atividades serão divulgadas em nossos canais oficiais;
  • Os canais de atendimento virtuais permanecem ativos para dúvidas e esclarecimentos.

Nossas equipes já estão trabalhando para solucionar a situação e retomar as atividades o mais breve possível. Agradecemos a compreensão de todas as pessoas e reforçamos nosso compromisso em oferecer um espaço cultural seguro e adequado para nossa comunidade.

Atividades impactadas e que serão remarcadas

  • 16/04
  • Ciclo de Leitura “Outras tantas histórias indígenas de origem das coisas e do universo” (Programa Sombrinha Literária)
  • 17/04
  • Espetáculo de Lambe-Lambe “POEMAS SUBMERSOS” + Roda de Conversa
  • 22/04
  • Dia Nacional do Livro Infantil: “Amigão Camarada”
  • Cine Narte: “Vamos falar sobre o bullying”
    23/04
  • “O Abraço Mágico: Cuidando dos Afetos”
  • Grupo de Graffiti – Revitalização do Espaço Paulo Freire
  • “Diga Não aos Maus Tratos de Animais”
  • Ciclo de Leitura “Papo de Papinho”
  • 24/04
  • Teatros de Rua
  • “Mamulengando Direitos” – Apresentação de textos de teatro de bonecos
  • 25/04
  • Oficina “Construção de Miniaturas”
  • Apresentação do Espetáculo “Abaeté”
  • 26/04
  • “Aprendendo a Aprender: Racismo Ambiental”
  • “É o Brinca – Colorindo Meu Mundo”
  • Apresentação do Espetáculo “Abaeté”

Medidas em andamento:
Nossas equipes técnicas já estão trabalhando na solução da situação;
As atividades listadas serão remarcadas e as novas datas divulgadas em breve.

Centro Cultural Bom Jardim
Secretaria da Cultura do Ceará
Instituto Dragão do Mar

A terceira edição da Mostrinha de Teatro leva crianças e adolescentes para se apresentar nos principais palcos de Fortaleza. Nos dias 13 e 15 de março, respectivamente, o Theatro José de Alencar e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) recebem os espetáculos de teatro “Rei Rumboldo”, “Tia Miséria”, “Fragmentos de uma luta” e “Tempo de guerra, Tempo de paz”.

Nos dias 21 e 22 de março, eles encerram a circulação voltando para casa, com apresentação dos quatro espetáculos no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). A Mostrinha de Teatro é um evento que faz parte do processo formativo de quatro turmas do curso de longa duração do Programa de Teatro da Escola de Cultura e Artes do CCBJ.

As produções variam de temas, vão de críticas sociais a contos infantis. “Rei Rumboldo” é uma livre adaptação do livro “Rumboldo”, de Eva Furnari, e trata de um rei que não sabe governar acaba fazendo as leis mais absurdas e gerando uma grande revolta do povo. Já “Tia Miséria” é uma adaptação de um conto popular de Porto Rico; a peça conta a história de uma senhora pobre e solitária que vende os frutos de sua goiabeira para ter uma vida melhor, mas tudo muda quando suas goiabas são roubadas.

O espetáculo ‘Tia Miséria’ já foi apresentado na Mostra das Artes 2024 e sofreu adaptações para a Mostrinha de Teatro (Foto: Mar Pereira)

Em “Fragmentos de uma luta”, moradores da comunidade Sempre-Verde estão prestes a ser despejados de suas casas pelo agropecuarista Gilberto; para que isso não aconteça, decidem se organizar e lutar. “O que se tem feito para que crianças estejam protegidas, fora de lugares perigosos e situações de violência?” é o questionamento que guia o espetáculo “Tempo de guerra, Tempo de paz”, realizado em parceria com o Quintal Cultural Raimundo Vieira.

Apresentação e formação artística

As turmas são formadas por estudantes de 8 a 17 anos. Orientados pelos professores Edivaldo Batista e Paulo José, eles participam de todo o processo que envolve a peça, da criação à produção do espetáculo. “Essa abordagem estimula a criatividade, valoriza a opinião e as contribuições dos estudantes, fomentando autonomia e responsabilidade”, afirma Lis Pereira, assistente pedagógica do Programa de Teatro do CCBJ.

O espetáculo ‘Tempo de guerra, Tempo de paz’ foi apresentado na Mostra das Artes 2024 e no evento de finalização da turma no Quintal Cultural (Foto: Mar Pereira)

Ela acrescenta que essa forma de trabalho em conjunto com as crianças e os adolescentes é realizada “sem perder de vista a infância e adolescência desses estudantes que são celebradas e utilizadas como fonte de inspiração para fortalecer a arte teatral”. Cauê Moreira, de 11 anos, já participou da Mostrinha de Teatro e vai passar pela experiência novamente. “Eu fiquei um pouquinho ansioso, mas eu também tava muito determinado”, lembra ele.

“Foi maravilhoso, porque eu tava realizando um sonho. Queria me apresentar em um lugar grande, em um lugar famoso, e eu fiquei bem feliz”, conta Cauê Moreira. Ele é aluno do curso de longa duração em teatro desde 2023 e protagoniza o espetáculo “Rei Rumboldo”. Familiarizado com o personagem, o pequeno ator já se sente confortável na pele do mimado rei Rumboldo e parece ter se encontrado nos palcos.

Cauê Moreira já interpretou o rei Rumboldo em 2024, na Mostra das Artes (Foto: Mar Pereira)

“Desde pequenininho eu sempre quis ter um futuro brilhante, mas eu não sabia em qual profissão eu conseguia me encaixar. Mas no primeiro dia que eu vi o teatro, eu vi que o teatro era o lugar que eu sempre deveria ter estado”, declara. Assim como Cauê, outros 42 estudantes também têm descoberto a graça dos palcos e irão ao Theatro José de Alencar e ao CDMAC para vivenciar o teatro e seus processos de montagem, produção e circulação.

Na perspectiva do público, Lis Pereira considera que assistir aos espetáculos é fortalecer o que se produz na periferia e “prestigiar a criatividade, o esforço e a dedicação desses e dessas artistas do Bom Jardim”. “Podemos entregar apresentações artísticas de qualidade, quando se tem investimento na arte e cultura”, diz a assistente pedagógica do Programa de Teatro do CCBJ. Enquanto os artistas vivenciam a experiência de aprendizado completa, o público tem a oportunidade de prestigiar e se envolver em tramas diversas.

Resumo dos Espetáculos

ESPETÁCULO RUMBOLDO (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO- MANHÃ)

Sinopse: “Rei Rumboldo” é a peça de Conclusão do Ciclo I do Curso de Longa Duração em Teatro da Turma da Manhã que apresenta a livre adaptação do Livro “ Rumboldo”, da autora Eva Furnari. As crianças encenam com muita diversão a história desse rei chato e mimado que, por não saber governar, acaba fazendo as leis mais absurdas e gera uma grande revolta do povo. A peça tem direção, concepção e texto do professor de teatro Edivaldo Batista, que trabalhou juntamente com a turma para criar as cenas a partir do livro “Rumboldo”.

(ESPETÁCULO TIA MISÉRIA (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO-TARDE)

Sinopse: A peça “Tia Miséria” é a montagem de Conclusão do Percurso I do Curso de Longa Duração em Teatro da turma da tarde. A peça apresenta a história da personagem Tia Miséria, uma senhora pobre e solitária que colhe os frutos da sua goiabeira para vender e ter uma vida melhor. Mas tudo muda quando suas goiabas são roubadas e ela passa a receber algumas visitas misteriosas. A peça é uma adaptação do conto popular de Porto Rico conhecido como “ Tia Miséria” e que serviu de inspiração para a turma nos processos criativos de montagem. Na encenação, as alunas, alunos e alunes encenam e cantam a história dessa personagem numa atmosfera intimista.

ESPETÁCULO FRAGMENTOS DE UMA LUTA (TURMA DE LONGA DURAÇÃO EM TEATRO-NOITE)  

Sinopse: Moradores da comunidade Sempre-Verde estão prestes a ser despejados de suas casas pelo agropecuarista Gilberto. Para que isso não aconteça, decidem se organizar e lutar. A cena foi construída durante as aulas de Teatro tendo como estímulos temas relacionados à terra, invasão, agronegócio, comunidades rurais, Povos Originários, Conflitos de Terra da América Latina. A direção e concepção é do professor de teatro Edivaldo Batista, o texto e as argumentações dramatúrgicas foram realizadas juntamente com os alunos da turma.

ESPETÁCULO TEMPO DE GUERRA, TEMPO DE PAZ (TURMA DE LONGA DURAÇÃO – QUINTAL CULTURAL)

Sinopse: Por quanto tempo nos protegemos!  Mas não se pode calar sobre tudo sempre, falar sobre é também uma forma de cuidar. E, por isso, escolhemos falar sobre violências no espetáculo de formatura da Turma de Teatro do Quintal Cultural. Falar sobre, e não vivenciar a violência, mas sobretudo questionar: o que se tem feito para que crianças estejam protegidas, fora de lugares perigosos e de situações de violência? “Tempo de guerra, Tempo de paz” acolhe o tema e o transforma em arte de alívio e superação.

Serviço:

III Mostrinha de Teatro

Dia 13 de março, às 18h30 no Theatro José de Alencar

Dia 15 de março, às 17h no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Dias 21 e 22 de março, às 19h no Centro Cultural Bom Jardim

Livre | Acessibilidade em Libras | Gratuito

Coletivo Inflamável completa cinco anos de história e finaliza o ciclo com a circulação do espetáculo “Margarida Contra Tanques” pelo interior do Ceará. O coletivo de teatro realizou a última apresentação da peça no dia 29 de janeiro, após uma série de três apresentações em assentamentos de reforma agrária.

Por meio do projeto Semear Margaridas, com apoio da Lei Paulo Gustavo, a circulação ocorreu nos dias 18, 19 e 25 de janeiro nos assentamentos de Todos os Santos, em Canindé, de Sabiaguaba, em Amontada, e da Barra do Leme, em Pentecoste. No dia 29, o coletivo retornou ao seu território de origem para uma última apresentação de Margarida Contra Tanques no Instituto Psiquê, no bairro Granja Portugal.

Karita em ‘Margarida Contra Tanques’, no Centro Cultural Bom Jardim (Foto: Flávia Almeida/Centro Cultural Bom Jardim)

O espetáculo foi o primeiro do Coletivo Inflamável. “Essa montagem representa o início de tudo”, diz Brena Canto, uma das integrantes do grupo. “Foi com essa peça que nós começamos a dar nossos primeiros passos da nossa existência como coletivo, passamos nos nossos primeiros editais, aprendemos muito sobre questões sociais que afligem a tantos no Brasil e no mundo (…)”, relembra.

Brena Canto fala com carinho sobre o projeto. Segundo a atriz, outros projetos e oportunidades surgiram a partir da peça. Foi isso que fez valer as reuniões, ensaios, pesquisas e estudos. “Margarida Contra Tanques” marcou a história do Coletivo Inflamável e levou o grupo a conhecer diversos teatros, bairros e cidades.  

Nascido no Grande Bom Jardim, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) foi um dos locais que recebeu o coletivo e faz parte da história do grupo artístico. A estreia da peça “Margarida Contra Tanques” se deu em uma versão digital, realizada em 2021, durante a pandemia de Covid-19, disponível no canal do YouTube do equipamento.

O espetáculo foi apresentado como contrapartida do Coletivo Inflamável pela seleção na convocatória para Manutenção dos Grupos e Coletivos Artísticos e Culturais do Grande Bom Jardim. Esse edital do CCBJ, aberto ao público anualmente, ofertou uma série de oficinas de elaboração de projetos, portfólio e release e sobre temáticas como acessibilidade, gênero, direitos humanos e outras.

Aurianderson Amaro em ‘Homem Gabiru’, no Centro Cultural Bom Jardim (Foto: Mar Pereira/Centro Cultural Bom Jardim)

O primeiro espetáculo do coletivo também chegou a se apresentar no equipamento algumas vezes, assim como o projeto “Homem Gabiru”, do mesmo grupo. “Margarida Contra Tanques” também fez parte do projeto Circula CCBJ, uma iniciativa que busca promover a descentralização da programação artística e cultural e levá-la para além dos muros do centro cultural.

Margarida Contra Tanques

A peça “Margarida Contra Tanques” é inspirada na biografia da paraibana Margarida Maria Alves, uma sindicalista e ativista das causas trabalhistas. Ela lutava em favor dos empregados de um canavial no interior da Paraíba e foi violentamente assassinada na década de 1980.

O Coletivo Inflamável define a montagem inspirada na história de Margarida Maria Alves como uma semi-ficção. Em “Margarida Contra Tanques”, o grupo aborda a força da mulher nordestina e as relações empregatícias precárias e exploratórias, além de propagar o fortalecimento da cultura nordestina como poética e estética.

“Nós somos um coletivo voltado para a periferia, buscamos nos comunicar com pessoas que estão à margem da sociedade.”, afirma Brena Canto. Por isso, o Coletivo Inflamável se define como um teatro popular, poético e político. “Buscamos em nossas montagens temas sociais que são planos de fundo da sociedade em que vivemos.”, complementa a atriz.

‘Margarida Contra Tanques’ conta com cinco atores em cena (Foto: Flávia Almeida/ Centro Cultural Bom Jardim)

Esse compromisso com as temáticas sociais e a periferia, para Brena Canto, podem ser fatores que diferenciam o coletivo do qual faz parte de outras vertentes de teatro de Fortaleza. E é essa característica que possibilita a conexão entre as montagens do Coletivo Inflamável e o público.

Um dos comentários mais marcantes para Brena Canto foi o de uma senhora batizada pelo mesmo nome da peça “Margarida Contra Tanques”. Emocionada, a líder e fundadora do Assentamento de Todos os Santos, em Canindé, agradeceu ao coletivo por retratar a sua história de vida.

“Muito obrigada, minha filha, que coisa linda esse espetáculo, eu vivi tudo isso e todo mundo aqui pode ver um pouco do que eu passei, vocês tem que voltar aqui, queria tanto que mais gente pudesse assistir também”, Brena ouviu de dona Margarida, outra líder camponesa, que se sentiu homenageada com o espetáculo.

Desde 2018, artistas e pesquisadores de Fortaleza têm no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) um espaço de fomento à pesquisa em linguagens artísticas diversas. Em novembro de 2024, 31 pesquisadores partilharam os processos de investigação e imersão conduzidos durante cinco meses de pesquisa.

Na partilha final dos Laboratórios de Pesquisa, que ocorreu nos dias 26, 27 e 29 de novembro, os dez grupos selecionados dividiram seus processos de pesquisa. Alguns apresentaram produções artísticas realizadas durante o período, outros mostraram dados coletados e as conclusões a que chegaram.

Os projetos ficaram divididos entre cinco linguagens. São eles: “Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza”, “Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos”, “Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais”, “Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino”, “O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?”, “Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias”, “A Musicalidade Ancestral do Povo De Terreiro”, “Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias”, “Invisíveis e Soterrados” e “Suor, Sol E Sal: Laboratório De Pesquisa Em Bicicleta”.  

Dança, música, teatro, audiovisual e arte digital e jogos são as linguagens contempladas nos Laboratórios de Pesquisa. Dois grupos ficaram encarregados por cada área pesquisada, acompanhados por um professor mediador. O eixo de pesquisa da Escola de Cultura e Artes tem como supervisor Diego Furtado, que assumiu o cargo em 2024.

“É um processo que, ao mesmo tempo que é desafiador, é também muito rico ter esse contato com pesquisas tão potentes, que trazem diversas temáticas […]”, diz Diego Furtado. O supervisor destaca a relação entre os temas de pesquisa e a metodologia empregada na Escola de Cultura e Artes. “É interessante saber como a galera traz esses elementos pra compor os seus processos de criação e de pesquisa artística”, conclui.

O supervisor dos Laboratórios de Pesquisa observa que, em 2024, os temas mais recorrentes eram relacionados à corporeidade e às ideias de memória e território. Quase todos os coletivos envolvidos no processo de pesquisa trabalharam esses conceitos. “São coisas em comum que possibilitam esse espaço de troca entre os coletivos e os laboratórios”, afirma Diego. Para ele, os elementos em comum viabilizam a construção de diálogos entre os grupos e podem trazer outras perspectivas de criação.

Conheça os Laboratórios de Pesquisa 2024

“Todos os projetos selecionados pra essa edição trazem uma potência muito grande”, declara Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa que atuava como assistente pedagógico até 2023. Entre os critérios de seleção dos dez projetos, estão a relação entre as pesquisas e o Grande Bom Jardim. O diálogo entre o território e os projetos, de algum modo, está presente nas pesquisas contempladas em 2024.

“Isso traz um elemento ainda mais forte pra potencializar a importância dessas pesquisas aqui com a gente e a gente poder acompanhar esse processo, de dialogar, de construir saberes com esses pesquisadores”, acrescenta Diego. Ele ressalta que o diálogo entre os projetos e o CCBJ, bem como o território onde o equipamento atua, é o diferencial dos selecionados de 2024.

Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza

O projeto cunha o termo “Game Design Marginal”, que determina o design de jogos feito do povo para o povo. A partir disso, Matheus Rodrigo, Eric Costa e Giselle Paula Venâncio partiram para a observação material, levando em conta as condições de produção e desenvolvimento dos projetos. “Da Cidade À Tela: Conhecendo os Desenvolvedores de Jogos em Fortaleza” é uma continuação da provocação realizada no trabalho “EM BUSCA DO GAME DESIGN ‘MARGINAL’: POR UMA ESTÉTICA POPULAR NOS VIDEOGAMES”, publicado no IV Colóquio de Pesquisa em Design da UFC.

Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos

Abelardo Junior, Ana Oliveira e Tony Rodrigues acreditam que os jogos podem desempenhar um papel fundamental na vida de todos os públicos enquanto ferramenta aliada à educação, promovendo imaginação e criatividade. Por isso, o projeto tem como objetivo sensibilizar as pessoas sobre acessibilidade em boardgames, ludotecas e outros espaços recreativos para pessoas com deficiência (PcD), por meio de entrevistas, observação em campo e pesquisa bibliográfica.

Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais

O projeto de pesquisa audiovisual visa o desenvolvimento do roteiro de um longa-metragem de ficção chamado Rosa Negra, de Késsia Nascimento. Além dela, Livia Thais e Thiago Campos são os outros integrantes do grupo. A proposta deles é investigar como a presença de mulheres em terreiros, que são historicamente lugares de disseminação de saberes anti-coloniais, atuam como ferramenta de enfrentamento a questões relacionadas à misoginia e à cultura do feminicídio no Ceará.

Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino

O que move este projeto é buscar a monstruosidade queer nas obras audiovisuais contemporâneas e nordestinas e criar um catálogo com essas produções. Na contramão das narrativas criadas por homens cis, heterossexuais e brancos, que, acreditam os integrantes do grupo, desumanizam a comunidade LGBTQIA+, quando pessoas queer tomam conta da narrativa, a ideia de monstruosidade muda. Para Bento Ben Leite, Erika Miranda e Emily Guilherme, criar monstros queer é uma forma de ficcionalizar sobre a própria vida.

O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?

Inspirados nas reflexões de Ailton Krenak, Ishmael Rodrigues, Dave e Glória Dias propõem uma experimentação em dança que reflete sobre a relação entre humanidade e natureza. O projeto busca imaginar uma resposta para a seguinte pergunta: “o que éramos antes de ser humanidade?”

Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias

O projeto parte da informação de que o número de pessoas autodeclaradas indígenas no Censo IBGE de 2022 duplicou. Maryn, Raffar e Erick Flor consideram que as danças, as brincadeiras e os movimentos que atravessam nossos corpos na infância revelam a ancestralidade de maneira corporal.

A Musicalidade Ancestral do Povo de Terreiro

Pai Neto, Carla Vanessa e Pai Giuliano exploram a profundidade cultural e espiritual na música cantada e tocada nos ritos da Umbanda brasileira. Os pontos cantados são uma forma de conexão com as entidades, orixás e caboclos. Nesse projeto, os pesquisadores analisam como esses pontos refletem a cosmologia, os valores éticos e morais e os mitos que permeiam a Umbanda.

Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias

O resgate da memória por meio da composição de cordéis musicalizados é o objetivo central desse projeto. A partir dos relatos de moradores do Bom Jardim e de materiais publicados, como artigos, pesquisas e músicas, Mateus Honori, Pedro Anderson e Edson Oliveira aprofundam-se na música popular nordestina e conduzem experimentações com referência no repente e nos cantadores.

Invisíveis e Soterrados

Davi Reis, Rafael Abreu e Daniel Rufino abordam a construção de identidade e o pertencimento territorial em um experimento cênico que traça a historiografia do município de Irauçuba. O projeto busca o protagonismo de pessoas invisibilizadas pelo sistema político e econômico vigente e constrói o texto cênico e a dramaturgia a partir dos relatos dos moradores mais antigos da região.

Suor, Sol e Sal: Laboratório de Pesquisa em Bicicleta

Bicicleta como corpo-objeto-afetivo. Eliaquim Portela, Mikas, Gabriel Matos e Macla pesquisam os afetos que se geram com a vivência de quem cruza a cidade pedalando. Na linguagem do teatro, o projeto busca trabalhar sonoramente as referências musicais e de escrito-vivência da cidade de Fortaleza, que também têm a bicicleta como ponto de pesquisa.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), esteve de portas fechadas durante a primeira semana do ano para planejar o ano de 2025. O período de planejamento aconteceu entre os dias 2 e 10 de janeiro.

Após o recesso de fim de ano, o equipamento retornou às atividades no dia 2 de janeiro. No entanto, as portas estiveram fechadas para que os setores reunissem suas equipes, a fim de realizar o planejamento de 2025 e a avaliação de 2024. Antes de partir para a execução, a prática de traçar objetivos, metas e estratégias e de avaliar o ano anterior é padrão no CCBJ.

Antes de abrir as portas, o espaço se programa para o que vai ofertar ao público. Henrique Gonzaga, gestor da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, define o momento como um trabalho interno para pensar, avaliar e planejar o ano. “Essa possibilidade de nos reunir e nos planejarmos em janeiro é o único momento possível durante todo o ano”, afirma Geovana Nunes, gestora do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), setor de cidadania cultural do CCBJ.

“Sem o acolhimento das famílias, crianças e adolescentes, o CCBJ não abre […], mas esse trabalho diário também precisa ser refletido e planejado”, acrescenta Geovana. Ela explica que, para realizar esse trabalho de acolhimento, a equipe que compõe o setor precisa estar alinhada para amadurecer as ideias e estruturar um plano de ação para o ano que está iniciando.

Para o NArTE, a primeira semana de janeiro de 2025 foi reservada para a avaliação do que foi implementado em 2024, como as campanhas mensais, além da elaboração de um plano de ação referente aos grupos contínuos do NArTE, à relação com o território e outras demandas. “Isso é fundamental para o entrosamento da equipe”, destaca a gestora do NArTE.

No sábado, 11 de janeiro, o CCBJ retornou às atividades abertas ao público. O NArTE estava acolhendo as crianças frequentadoras do equipamento com o programa fixo É O Brinca, que promove brincadeiras e oficinas para o público infantil aos sábados. Houve também apresentação do Reisado Nossa Senhora de Fátima, em alusão ao Dia de Reis, e o espetáculo de teatro “Meu nome: Mamãe”, de Aury Porto.

Tiago Nogueira, gestor da Ação Cultural do equipamento, ressalta que a semana de planejamento “é de extrema importância, pois permite analisar os pontos positivos e identificar áreas de melhoria na programação”. Como resultado desse processo, o setor de fruição e difusão artística identificou a necessidade de qualificar a programação cultural, dando ênfase aos festivais temáticos. 

A partir da avaliação do ano anterior e da elaboração de uma estratégia para 2025, a Ação Cultural definiu a realização de um festival por trimestre. A fim de qualificar a programação cultural do CCBJ e ampliar o impacto dessa programação, Tiago Nogueira conta do plano de “remodelar algumas ações”, como Bonja Folia, Arraiá do Cupadi CCBJ, Juveperifa, Festa das Crianças, A Coisa Tá Preta, Semana de Direitos Humanos e Mostra das Artes.

Em relação à Escola de Cultura e Artes, Henrique Gonzaga adianta que o público pode esperar oferta de cursos de longa duração, aulas dos cursos técnicos e a retomada da programação cultural por parte de todos os setores do equipamento. O gestor da Escola do CCBJ torce para que 2025 seja um ano em que a comunidade artística de Fortaleza e a comunidade do Grande Bom Jardim ocupem cada vez mais o Centro Cultural Bom Jardim.

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