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Dança

Tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de projetos de pesquisa em dança, que podem proporcionar cruzamentos teóricos e/ou práticos com reflexões estéticas, poéticas, políticas e conceituais, em suas diversas dimensões dentro dessa linguagem e/ou em articulação com outros fazeres artísticos.


São objetos possíveis de investigação deste segmento: pesquisas sobre os campos de direção coreográfica e poéticas da encenação; interpretação e técnicas do corpo-que-dança; dramaturgias do corpo e do movimento; investigações metodológicas no campo da arte-educação e formação aplicada em dança; entrelaçamentos entre linguagens a partir das compreensões do campo da dança, bem como as implicações e responsabilidades éticas e políticas no fazer dança e seus atravessamentos sobre cultura brasileira, imaginário, corpo, auto-estima, território, dentre outros.

PROJETOS EM ANDAMENTO


E AÍ, POPULAÇÃO?!

Grupo Idealizador:
Maírla Delfino, Ana Cláudia Moreira da Silva, William Angelo Coelho

Professor mediador: Rubéns Lopes

O projeto surge de uma inquietação, onde as Danças Urbanas-Periféricas são convocadas a partir de um processo em dança, para construir espaços de reflexões, e diálogos a partir de corpos/as periféricos/as dançantes, sobre nossos modos de resistências e existências nos espaços por toda a cidade. Dançares periféricos e suas materialidades (escrita, sonoridade, oralidade, movimento), dando a ver a outros modos de pensar a dança, que dialoguem com nossas narrativas periféricas, de corpos/as periféricos/as.

A pesquisa é mediada por Rubéns Lopes, que tem como objetivo mediar processos criativos proporcionando o encontro com mecanismos que envolvem a área de pesquisa e criação em dança. Assim, o grupo e seu mediador pretendem realizar processos de pesquisas em/com/pela dança, trabalhando encontros multidisciplinares, contra-coloniais, tendo como princípio a filosofia africana e práticas afro diaspóricas de pesquisas.

“Seguimos em um movimento de aquilombamento e nos propomos a investigar possíveis percursos, como ponto partida, considerando nossos fazeres, saberes e dançares como ferramentas tecnológicas ancestrais sofisticadíssimas. Entendemos que, independente do que nos propomos fazer, estando inseridos numa estrutura de visão colonizadora, as danças que nos dançam e as escritas afiadas que nos escrevem são mecanismos de contra ataque, pois é sobre aproximar, fortalecer, considerar, outros modos de fazer arte”, conta Maírla, sobre a proposta de pesquisa do seu grupo.

“E aí, população” em Imagens

QUANTOS SILÊNCIOS COMPÕEM UM CORPO DE GUERRA?

Grupo Idealizador: 
Ana Carolina Mandu, Francisca Firina, Lara Xerez Peixoto Ferreira, Tulipa Magalhães

Professora mediadora: Dayana Ferreira

O grupo lançou a seguinte pergunta como local e espaço de criação e movimento: como reverberam as memórias em nossos corpos pretos? A dança, no projeto, floresce como uma representação simbólica de resgate de uma criação singular e coletiva, trazendo à tona o corpo como uma morada de manifestações, visando investigar que poéticas de corpo e locais de vida podem ser construídos quando a mulher preta se movimenta.

A pesquisa é mediada por Dayana Ferreira, que visa realizar investigação em dança-performance, que a partir da pergunta geradora “Quantos silêncios compõe um corpo de guerra?”, tem como objetivo investigar quais poéticas de corpo e locais de vida podem ser construídos quando a mulher preta se movimenta. Para tal, o grupo, em conjunto com sua mediadora, busca alicerce em sua memória ancestral, em suas narrativas cotidianas e danças afro-referenciadas para pesquisar que movências são possíveis ao romper com a couraça do silenciamento.

A orientação propõe o acompanhamento e mediação do aprofundamento das questões conceituais, metodológicas e criativas envolvidas na pesquisa em dança-performance, assim como tecer a partir das especificidades do objeto de pesquisa, fonte para o conhecimento histórico e cultural do universo preto feminino.

“Quantos silêncios compõem as corpas de guerra? A partir dessa pergunta geradora, quatro mulheres pretindias investigam os silenciamentos corporais e as retomadas dos silêncios de cicatrização e cura. Rompendo as couraças da estrutura colonial, buscamos a partir das danças pélvicas a energia para a construção da corpa-combate: IMORAIS, afrontosas e sagradas! Saudamos as que nos antecederam e abriram as encruzilhadas existenciais para nós”. Essa é a ideia definidora da pesquisa do Coletivo Mulheril, composto pelas integrantes da pesquisa.

“Quantos silêncios compõem um corpo de Guerra?” em Imagens

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