Por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza o programa “Só Uz Crias” com intuito de acompanhar adolescentes como John Freitas, Natanael Santos Ferreira e Riana Costa da Silva, três entre os 15 “crias” do CCBJ que dividiram seus relatos sobre a participação no projeto.
“Qual é o impacto do CCBJ na vida desses adolescentes [que frequentam o equipamento] no despertar para os temas basilares do Centro Cultural, como o respeito à diversidade?”. De acordo com a equipe do NArTE, este questionamento plantou a ideia do projeto, que teve início em 2022 a partir de uma encruza com outro setor do CCBJ, a Escola de Cultura e Artes (ECA).
“Um impacto muito grande pois a maior parte da minha vida é lá”. Essa seria a resposta de John Freitas, um dos participantes do projeto Só Uz Crias, ao questionamento lançado pela equipe NArTE. Ele é morador do bairro Granja Portugal e, como pode-se perceber pela sua declaração, frequentador assíduo do Centro Cultural Bom Jardim há aproximadamente sete anos, metade do seu tempo de vida.
“Só Uz Crias” surgiu de um “processo imersivo de debates e vivências em arte-educação para tratar dos Direitos Humanos e fortalecer vínculos com esse público”, afirma a equipe. O período de dois meses culminou em intervenções do grupo na Mostra das Artes, com gravação de spots, apresentações de dança, entre outras atividades. John conta que eles já estão preparando novas atividades para a Mostra das Artes 2023.
O NArTE já se mobiliza para formar uma nova turma, dando continuidade ao projeto e contemplando outros “crias” da comunidade. A equipe responsável pelo projeto, formada por Krisley Delfino, Eduardo Marques, Deyse Mara, Jackline Marques, Narah Adjane e Lara Santiago, visualiza “uma transformação a médio prazo na relação com os adolescentes e seu potencial de ação local”.
“Todo dia eu entro lá na sala deles e pergunto se já tem atividade”, diz Natanael Santos Ferreira, também de 14 anos, que revela grande afeição pelos técnicos do NArTE. Natan, como é conhecido, é morador do Bom Jardim e conta que tem aprendido a fazer graffiti e a desenhar com Narah Adjane. Hoje, ele faz os desenhos no papel, mas tem a ambição de embelezar paredes com sua arte.
Riana da Silva, também de 14 anos, divide o mesmo sentimento pela equipe responsável pelo projeto do qual faz parte. Para ela, a relação é quase inexplicável, mas tem como parâmetro a ideia de família. “Eles se importa todo tempo com nois”, conta. A relação de amizade construída com os outros crias também contribui para a sensação de pertencimento da jovem.
Riana, assim como John e Natan, demonstra gosto por trabalhar a criatividade junto da turma e revela a alegria de ir para o CCBJ e de ter a responsabilidade de desenvolver atividades no equipamento. A jovem enfatiza o bom proveito de seu tempo livre e a consequente aprovação da família pelo seu envolvimento com o equipamento de cultura.
Atualmente, o “Só Uz Crias” é composto por 15 jovens, entre 12 e 16 anos, moradores do Grande Bom Jardim. Segundo os educadores sociais do CCBJ, esse público está “despertando para questões sociais a partir das violações que enfrentam cotidianamente e, também, para o desejo de transformação e melhoria do seu contexto a partir das ações coletivas”.
Natan relata que sempre aprendem coisas novas, fazem atividades e conhecem novos lugares por meio do projeto. “Quando eu entrei lá, eu não sabia de nada, eu não sabia o que fazer, e lá eu aprendi várias coisas, aprendi a desenhar, aprendi a grafitar, aprendi arte e cultura, sobre LGBTQIAP+ e hoje eu respeito eles e todas as pessoas que entram lá, negras e brancas”. Seu despertar acerca de temas como respeito à diversidade, então, está atrelado ao seu envolvimento no projeto do CCBJ.
John Freitas conta que o projeto tem imensa importância na sua vida por ter preenchido o seu tempo livre elaborando as atividades que irão realizar e também pela relação de amizade que construiu com os outros participantes, demarcando sua autonomia e participação no projeto. Para ele, o “Só Uz Crias” cumpre o papel de dar espaço de fala para as pessoas que moram no Grande Bom Jardim.
O NArTE compreende a relevância do projeto para a comunidade à medida que sua atuação implica na valorização da juventude que frequenta o CCBJ, impactando a família desses jovens pela posição de destaque que estes ocupam no equipamento. Além de proporcionar vivências, o “Só Uz Crias” desperta a ciência dos direitos e deveres dos integrantes, incluindo-os como participantes ativos no funcionamento do Centro Cultural Bom Jardim, partindo dos princípios de Cidadania Cultural.
Só Uz Crias
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza projeto voltado para o público adolescente que frequenta o equipamento e reside no território do Grande Bom Jardim, a partir do acompanhamento feito pelos educadores sociais do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada, o NArTE.
Desde 2022, o projeto acompanha 15 jovens sob os princípios da Cidadania Cultural, desempenhando atividades artísticas, culturais e educativas para estes adolescentes entre 12 e 16 anos. O projeto teve início com intervenções artísticas desenvolvidas pelos próprios participantes do “Só Uz Crias” na Mostra das Artes, evento anual do CCBJ, e se mantém em funcionamento desde então, promovendo ações relacionadas ao respeito à diversidade, por exemplo, e também oferecendo bolsa aos participantes do projeto.
Leia Mais: Cidadania Cultural como frente de atuação do IDM e seus equipamentos
A programação da semana anterior foi iniciada pela exibição do filme “Vozes da Terra”, no Cineclube do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Também no dia 13, ocorreu a mostra de curta-metragens Mostraí Cine Percepções.
Já no dia seguinte, o programa Sombrinha Literária trabalhou o livro “Viva a diferença” em seu Ciclo de Leituras. No dia 16, a atividade “Atravessando o Atlântico” propôs discussões acerca da temática afro-brasileira, em referência ao mês da Consciência Negra com educadora do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE/CCBJ).
Ainda no dia 16, o filme “Homem-Aranha no Aranhaverso” foi exibido no Cineclube do CCBJ, por meio do Cine Leitor, atividade do Sombrinha Literária – programa da biblioteca Cristina Poeta, anexa ao setor de Ação Cultural do equipamento. À noite, o Teatro Marcus Miranda do CCBJ recebeu a estreia do espetáculo C.R.I.D.A (centro de recuperação intensiva de dados), de Trojany.
Na sexta-feira, dia 17, às 15h00, chegou a vez dos Jogos Literários, mais uma atividade do Sombrinha Literária. Às 19h00, DES AMOR DAÇAR, espetáculo realizado pela CIA PRISMA DE ARTES, compôs o Teatro em Pauta da semana.
A programação do festival A Coisa Tá Preta alcançou o clímax no sábado, dia 18. A agenda do festival que celebra a cultura e identidade de pessoas pretas contou com oficina de turbante, vivência de beleza negra, feira cultural, participação dos povos de terreiro do Grande Bom Jardim e apresentações musicais de Toque de Senzala e Balaio da Preta.
Além disso, ocorreu um desfile de moda, no Teatro Marcus Miranda, com presença da DJ Cabulosa, artista do território. Na praça central, depois do show Balaio da Preta, ocorreu a festa Charme 2000, um baile de protagonismo periférico que traz a cultura do rap/hip hop com músicas que remetem aos anos 1990 e 2000, realizado pelo selo É Proibido Mas Se Quiser Pode.
Realizar visitas in loco para verificar a execução dos projetos implantados mediante aplicação de recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP) é uma das atribuições técnicas da Célula de Monitoramento e Avaliação de Programas e Projetos (CEMPP), da Coordenadoria de Promoção de Políticas de Combate à Pobreza (CPCOP), da Secretaria do Planejamento e Gestão (SEPLAG), e que estavam presentes o Coordenador da CPCOP Isaú Neto, o Orientador da CEMPP Valberg Cavalcante e a técnica Shirly de Melo (CEMPP), Airton Falcão o Orientador da Célula de Análise de Programas e Projetos de Superação da Pobreza (CEASP) e a técnica Ana Zuleica Rodrigues e o Orientador da Célula de Controle e Acompanhamento Financeiro (CECAF) Notlin de Araújo. Esse encontro ocorreu no dia 07 de novembro de 2023, com os técnicos da SECULT, e também com os técnicos da gerência e operacional do Centro Cultural do Bom Jardim (CCBJ), na cidade de Fortaleza-CE.
MAPP 826 da SECULT consiste no desenvolvimento de ações de formação e qualificação profissional, nas áreas de arte e cultura tanto nas dependências do Centro Cultural do Bom Jardim (CCBJ), principal equipamento da SECULT na localidade, como também no território do Grande Bom Jardim, através de parcerias com uma rede de instituições governamentais e não-governamentais, associações, escolas, intervenções urbanas, saraus e outros espaços que contribuem para realizações de ações socioculturais na comunidade.
O principal objetivo desse projeto é promover o enfrentamento à violência e à pobreza, através da dinamização da economia da cultura nas ações de formação artística, difusão cultural, circulação, bolsas para capacitação profissional, direitos humanos, cidadania, respeito às diversidades, bem-estar social e inserção socioprodutiva.
O respectivo projeto promove atividades de música, dança, teatro, cultura digital, educação, leitura e exposição dentro de um arcabouço de cursos artísticos e profissionais, bolsas e atendimentos às famílias da comunidade, e dessa maneira já alcançaram 3.794 pessoas beneficiadas neste exercício.
Sobre o assunto, é fundamental salientar que nessa visita técnica do projeto acima mencionado, foi verificado, diretamente, as execuções físicas das metas, dos produtos e atividades do mesmo.
Na visita técnica, vivenciamos atividades da Campanha “Cada Vida Importa” de enfrentamento às questões envolvendo violências contra a vida, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará – ALECE, juntamente às crianças pertencentes ao território, como também foi visto todas as dependências dos departamentos do CCBJ.
Na expressão do Coordenador da CPCOP, Isaú Neto, relatou a seguinte afirmação: “Acho muito interessante a origem do CCBJ sair da própria vontade e reivindicação da comunidade do Bom Jardim, e estou surpreso com a dimensão do alcance desse projeto vivenciado, com relação a um projeto apresentado na nossa coordenadoria.”
No pensamento do Orientador Valberg Cavalcante, o projeto MAPP 826 e a sua relação com a educação: “A relação que vi do projeto com a educação faz um efeito exponencial da cultura como meio de enfrentar a pobreza, construindo uma visão de mudança de vida na formação das pessoas”.
Por sua vez, o técnico do Centro Cultural do Bom Jardim, Marcos Levi destacou que: “O CCBJ é fruto de uma demanda e reivindicação da própria comunidade do grande Bom Jardim, junto ao Governo do Estado do Ceará na época, e que existe uma relação profunda da comunidade com o CCBJ, como diretriz na formulação de suas ações”.
Fonte: https://www.fecop.seplag.ce.gov.br/
O Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – SECULT/CE, gerido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM, realiza a programação do Festival A Coisa Tá Preta 2023, essa edição contará com atividades no CCBJ, a partir do dia 16 de novembro, com programação especial no dia 18 de novembro, quando será celebrado o Dia Nacional da Umbanda em Articulação com os Povos de Terreiro do Grande Bom Jardim.
O Festival A Coisa Tá Preta 2023 íntegra o I Festival Afrocearensidades do Governo do Ceará, por meio da Secult Secretaria da Cultura e da Secretaria de Igualdade Racial (Seir), com mais de 100 atividades em celebração à cultura negra, pelo estado do Ceará: Shows, teatro, exposições, cinema, mesas de debates, feira de afroempreendedorismo, oficinas, formações, dentre outras ações distribuídas pela Rede Pública de Equipamentos do Ceará (Rece).
Além de encontros celebrativos nos territórios quilombolas e entregas significativas, como a assinatura do Decreto de Políticas Afirmativas de Fomento para a Cultura.
O CCBJ fortalece o movimento Afrocearensidades, com a programação de 16 a 18 de novembro, celebrando a cultura, arte, estética e identidade das pessoas pretas que, através de suas narrativas, música, expressões corporais, escambo e ginga, constroem seus corres em um cotidiano adverso com muita criatividade, afeto e resistência.
Construído a partir de uma programação diversa e plural, o Festival traz apresentações musicais, desfile de moda, contação de história, cine negritude, feira de empreendedores locais, ações de fortalecimento da cultura alimentar em parceria com as cozinhas comunitárias, atividades de arte educação com crianças e adolescentes do território, articuladas com diversos parceiros do Grande Bom Jardim (associações, ONGs, Coletivos), entre outras atrações.
Integrando o Afrocearensidades, “A COISA TÁ PRETA” visa difundir as questões étnico-raciais no território do Grande Bom Jardim com arte, cultura e promoção dos direitos humanos – ação que se irradia do CCBJ, buscando alcançar vários territórios que se irmanam nesta temática, envolvendo um público de todas as idades.
A “COISA TÁ PRETA” íntegra o I FESTIVAL AFROCEARENSIDADES RECONHECIMENTO E PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA E CULTURA NEGRA DO CEARÁ.
O Festival Aforcearencidades visa promover o fortalecimento das diversas expressões negras e intenciona garantir unidade numa programação de atividades descentralizadas, com identidade visual definida, e para isso pretendemos contar com apoio de instituições governamentais, não governamentais, setor privado e parceria com movimentos negros e quilombolas cearenses. Surge do entendimento sobre a importância de evidenciar e reconhecer iniciativas locais novas, bem como, já existentes, no que tange às celebrações do mês de novembro, em razão da data em que se comemora a consciência negra.
POVOS DE TERREIRO NO FESTIVAL “A COISA TÁ PRETA”
Por meio daarticulação do CCBJ com os Povos de Terreiro do Grande Bom Jardim surgiu a solicitação de pauta de ocupação do espaço cultural para celebração ao Dia da Umbanda, comemorado no dia 15 de novembro.
Os grupos religiosos irão apresentar parte de suas manifestações culturais em uma grande celebração ao dia, que também atravessa a luta da pauta da consciência negra. O momento inicia às 14h, na Praça Central, com o ritual de defumação, na sequência o Teatro Marcus o Miranda do CCBJ recebe a narrativa performática sobre a velha e a nova umbanda com Pai Julio, falas afirmativas com autoridades e membros religiosos, apresentação cultural “Exu e as sete Maria” do grupo Filhos da Noite e uma grande festa com Toque de Senzala na Praça Central.
Na sequência, os povos de terreiro continuam com seus artigos e comidas na Feira A Coisa Tá Preta junto as demais programações e os demais feirantes da A Coisa Tá Preta.
Confira abaixo a programação completa do Festival A Coisa Tá Preta:
DIA 16/11 – QUINTA
ATRAVESSANDO O ATLÂNTICO
RELEASE: O CCBJ convida as crianças e adolescentes para uma vivência afro-brasileira, que irá proporcionar, por meio da contação de história, uma discussão sobre um conjunto de questões e valores que integram a temática afro-brasileira; buscando ampliar o repertório narrativo ao conhecer lendas e contos africanos. Ao final da atividade será realizada uma pintura afro nos participantes.
📌Serviço
10h | ATRAVESSANDO O ATLÂNTICO
Local: Espaço Paulo Freire – CCBJ
Público: Livre
VISITA AO MUSEU DA BONECA DE PANO PICI
RELEASE:O Museu da Boneca de Pano (MBP), criado em 2013 e situado no bairro Planalto do Pici, em Fortaleza, é uma instituição museológica comunitária e que desenvolve trabalho de ação social a favor da articulação entre memória, preservação cultural e mobilização comunitária. A instituição é reconhecida como Ponto de Cultura pela Secretaria de Cultura do Ceará e integra a Rede Cearense de Museus Comunitários e o Sistema Estadual de Museus do Ceará, sendo mantido pela Associação Cultural dos Amigos do Museu da Boneca de Pano.
📌Serviço
10h | VISITA AO MUSEU DA BONECA DE PANO PICI
Local: Museu da Boneca de Pano, Rua Joel Marques, 110 – Planalto Pici
Público: 35 crianças da comunidade São Francisco
ATIVIDADE DE COLAGEM – A BELEZA DA NEGRITUDE
RELEASE:A atividade é um momento direcionado aos adolescentes e jovens do CCBJ, mediado pela educadora social Narah Adjane, onde juntos criarão cartazes usando a técnica de colagem. Neste encontro, a temática trabalhada será sobre “A beleza da Negritude”, em alusão ao dia da consciência negra. Durante a atividade haverá uma discussão sobre os símbolos, palavras e imagens que traduzem o que os participantes compreendem sobre o momento.
📌Serviço
18h | ATIVIDADE DE COLAGEM – A BELEZA DA NEGRITUDE
Local: Sala Multiuso – CCBJ
Público: Jovens e adolescentes
ADJOKÉ E AS PALAVRAS QUE ATRAVESSARAM O MAR
RELEASE: O Programa Navegando em Letrinhas desenvolvido pela Educadora Bárbara Araújo no Festival A Coisa Tá Preta irá trazer a leitura mediada e o diálogo sobre o livro infantil ”Adjoké e as Palavras que Atravessaram o Mar”, de Patrícia Matos. A história infantil retrata a vida de Adjokè, menina Yorubá, que chegou ao Brasil traficada do Continente Negro. Em um diálogo sobre ancestralidade e história.
📌Serviço
19h | ADJOKÉ E AS PALAVRAS QUE ATRAVESSARAM O MAR
Local: Espaço Alternativo – CCBJ
Público: Livre
DESCONSTRUINDO O RACISMO AMBIENTAL
RELEASE: O racismo ambiental é uma pauta que nos atravessa , inclusive, enquanto moradores de periferia. O propósito do diálogo é escutar as diversas formas de racismo ambiental que nos cercam, falar sobre moradia, sobre saneamento ambiental e sobre desmatamento. A conversa vai se centralizar diante dessas e tantas outras temáticas.
📌Serviço
19h30 | DESCONSTRUINDO O RACISMO AMBIENTAL
Local: Espaço Paulo Freire – CCBJ
Público: Livre
DIA 17/11 – SEXTA
QUAL É A HISTÓRIA DA BONECA ABAYOMI?
RELEASE: A boneca abayomi foi criada para as crianças, jovens, adultos na época da escravidão. As mulheres negras confeccionavam com pedaços de suas saias, único pano encontrado nos navios negreiros, para acalmar e trazer alegria para todos. Frequentemente, é vendida como “símbolo de resistência” da cultura negra em diáspora. O trabalho com as “abayomis” valoriza a cultura afro-brasileira e se configura como uma importante ferramenta para conscientização das crianças sobre o que representou a escravidão no Brasil.
📌Serviço
14h | QUAL É A HISTÓRIA DA BONECA ABAYOMI?
Local:Sala Multiuso – CCBJ
Público: Projeto Mulheres Criativas
OFICINA: A BENÇÃO DAS ERVAS COM PAI IRAN
RELEASE: As ervas sempre fizeram parte dos nossos afazeres e proporcionam cura para as nossas dores. Esse é processo ancestral que traz comunhão com o meio ambiente, com as benzedeiras e com toda uma percepção religiosa e espiritual. O objetivo dessa atividade é de que seja um momento de relaxamento e de conversa.
📌Serviço
15h | OFICINA: A BENÇÃO DAS ERVAS COM PAI IRAN
Local:Espaço Alternativo – CCBJ
Público:Livre
CINENARTE: EXIBIÇÃO DO CURTA “PRETA” E DEBATE SOBRE RACISMO
RELEASE: O “PRETA” é mais um curta-metragem da FILMACT de cunho social, que visa à conscientização sobre o racismo. A produção relata o descobrimento de Anastácia, menina negra e periférica que encontra obstáculos ao encontrar sua identidade e cultura. Mergulhe nessa história que vai te fazer se emocionar e aprender com a arte do cinema.
📌Serviço
17h | CINENARTE: EXIBIÇÃO DO CURTA “PRETA”
Local:Cineclube – CCBJ
Público:14 anos
EMPODERA BLACK – O CONTO DAS ABAYOMIS
RELEASE: Continuando com a temática da novembro negro, as crianças e adolescentes são o público convidado para uma vivência ancestral da diáspora Africana, onde irão aprender sobre a “Lenda da Abayomi”, um simbolo de resistência da cultura negra.
📌Serviço
18h |EMPODERA BLACK – O CONTO DAS ABAYOMIS
Local:Espaço Paulo Freire – CCBJ
Público:Livre
DIA 18/11 – SÁBADO
BRINCANDO E DESENHANDO A SUA IDENTIDADE
RELEASE: Uma atividade que faz uso da brincadeira para aguçar a percepção de desenho com as crianças, fazendo com que elas coloquem no papel o que os olhos enxergam, em especial, destacando sua auto-imagem enquanto meninos e meninas pretas, e como isso se expressa.
📌Serviço
10h |BRINCANDO E DESENHANDO A SUA IDENTIDADE
Local:Espaço Alternativo – CCBJ
Público:Livre
CELEBRAÇÃO DIA NACIONAL DA UMBANDA – ARTICULAÇÃO POVOS DE TERREIRO DO GRANDE BOM JARDIM
RELEASE:O Dia Nacional da Umbanda é comemorado anualmente em 15 de Novembro. A data celebra a religião da Umbanda, considerada totalmente brasileira e criada a partir de características e misturas de crenças do catolicismo, espiritismo e demais religiões de origens africanas e indígenas. Os umbandistas sofreram preconceito e discriminação por causa da religião no Brasil. Muitos associavam suas práticas umbandistas como satânicas. No entanto, a Umbanda é mais um exemplo da rica diversidade cultural brasileira! Em continuidade a ação de fortalecimento dos terreiros do Grande Bom Jardim, ações desenvolvidas pelo CCBJ como “Conversa de Terreiro” e o Podcast Povos de Terreiro, o CCBJ sedia um encontro de seus povos para demarcar sua cultura, arte, fé e re-existências. A programação é uma solicitação de pauta de ocupação do equipamento e vem com a programação de um momento inicial de defumação, falas afirmativas e comemorativas, apresentações culturais com os Filhos da Noite em sua performance Exu e as Sete Marias, Toque de Senzala e suas canções e louvores afrodescendentes.
📌Serviço
14h | CELEBRAÇÃO DIA NACIONAL DA UMBANDA
Local:Teatro Marcus Miranda e Praça Central CCBJ 14 às 18h
Público:Livre
OFICINA DE TURBANTE COM PATRICIA BITTENCOURT
RELEASE:Patricia Bittencourt émembro fundadora da Rede Kilofé de Economia de Negras e Negros do Ceará, idealizadora da loja colaborativa CearAfro, articuladora do Movimento Hip Hop do Ceará, membro fundadora do Coletivo Feira Negra de Fortaleza e membro do Coletivo Batuque de Mulher.
📌Serviço
15h | OFICINA DE TURBANTE COM PATRICIA BITTENCOURT
Local:Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Público:Livre
OFICINA DE TRANÇA NAGÔ COM MARIA DA CONCEIÇÃO
RELEASE: Maria da Conceição começou a trançar cabelos ainda muito jovem, em meados de 2012. Iniciou trançando o próprio cabelo, de suas irmãs, primas e amigas. Com o passar do tempo, foi aperfeiçoando suas técnicas, se desafiando e percebendo que poderia se tornar uma trancista profissional.
📌Serviço
16h | OFICINA DE TRANÇA NAGÔ COM MARIA DA CONCEIÇÃO
Local:Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Público:Livre
VIVÊNCIA BELEZA NEGRA
RELEASE: A Vivência/Oficina “Beleza Negra” oferece um espaço seguro e inclusivo para aprender a realçar a beleza natural, enquanto se conecta com as raízes ancestrais e culturais que moldaram identidades únicas.
Através de penteados e maquiagem especializados, esta vivência/oficina vai além da estética, promovendo auto aceitação e orgulho. Guiados por talentosos especialistas, os participantes sairão com uma nova apreciação de sua beleza e identidade.
A “Beleza Negra” é mais do que uma vivência/oficina de beleza, é uma jornada de empoderamento e celebração.
📌Serviço
14h | VIVÊNCIA BELEZA NEGRA
Local:Sala Multiuso
Público:Livre
ESPAÇO BRINCARTE
RELEASE:Um local acolhedor, confortável e livre, onde as crianças possam conversar, brincar ou simplesmente dá um tempo, essa é a proposta do Espaço Brincarte que conta também com jogos populares, recreativos e colaborativos que, nesta data, tratará da temática da consciência negra para oferecer um espaço seguro as famílias que vieram participar da programação do festival.
📌Serviço
14h | ESPAÇO BRINCARTE
Local:
Público:Crianças de 05 a 12 anos
AUTOCUIDADO E BEM-VIVER
RELEASE: Uma atividade de autocuidado com as mulheres do Projeto Alfabetizar, com o intuito de refletir sobre esse lugar do cuidado e da dificuldade na busca pelo Bem-viver para jovens pretos e periféricos, trabalhando a importância de cuidarmos da nossa saúde física e mental, fazendo um resgate dessas técnicas de autocuidado que conhecemos através da nossa história de vida.
📌Serviço
14h | AUTOCUIDADO E BEM-VIVER
Local:Sala de Dança
Público:14 anos
BATALHA DE RIMA – CRIATIVIDADE E RESISTÊNCIA
RELEASE:Pensando na construção da poesia de rua, vivência que demanda criatividade, consciência e pensamento rápido, faremos um momento de Batalha de Rima. Serão sorteadas palavras geradoras que guiarão a imaginação dos MCs do CCBJ.
📌Serviço
17h | BATALHA DE RIMA
Local: Praça Central – CCBJ
Público:Criança e Adolescentes
DESFILE DE MODA “A COISA TÁ PRETA”
Release: Um desfile inovador celebrando a consciência negra em parceria com o curso de design de moda da Uniateneu e Fera Fashion, projeto preparatório de novas modelos. O Festival “A Coisa Tá Preta” será palco de um desfile criativo e inovador, reunindo os novos talentos no design de moda, estilistas pretes, que trazem uma fusão de beleza e ancestralidade por meio de seus looks únicos, em colab com as New Faces do projeto Fera Fashion, que prometem revelar ao mundo a beleza de suas meninas e meninos. Esse desfile é mais do que uma exibição de moda; é um tributo à diversidade e à expressão autêntica da cultura negra e moda contemporânea.
📌Serviço
18h | DESFILE DE MODA “A COISA TÁ PRETA”
Local: Teatro Marcus Miranda – CCBJ
Público:
DISCOTECAGEM COM A COM DJ CABULOSA
RELEASE: CABULOSA é moradora do Grande Bom Jardim, artista multilíngue e estabelece pesquisas nas áreas da música, dança, audiovisual e artes visuais a partir de seu corpo.
📌Serviço
18h | DESFILE DE MODA “A COISA TÁ PRETA”
Local: Teatro Marcus Miranda – CCBJ
Público:
BANDA BALAIO DA PRETA DO AXÉ AO SAMBA
RELEASE:Sendo Sobral uma cidade que contém diversas bandas de diferentes estilos, o Balaio da Preta surge com uma pegada forte dos tambores e ,fazendo um resgate da cultura afro-brasileira na cidade. Desde 03 de novembro de 2017, com as essas influências da cultura afro e no swing que a música brasileira tem ,nasce o Balaio da Preta, destacando-se inicialmente no cenário carnavalesco. A valorização dos ritmos genuinamente nacionais e que levantam o astral da galera é a essência primordial do grupo, que vão desde os axés que relembram a potência dos carnavais, até os sambas, pontos e ijexás que nos trazem o embalo e histórias da cultura negra e povos de terreiro.É dentro dessa diversidade que estão repertório da banda. Nesta formação, contamos com a voz poderosa de Patrícia Sousa acompanhada pelos arranjos do violão 7 cordas de Uélito Filho (Eltim), Ray Peixoto no peso do baixo, e Beto de Odé na percussão e Wanderson de Maria na bateria. Neste formato , a banda resgata os clássicos da música negra brasileira e diversas canções que fazem o coração pulsar na frequência dos pés , indo desde o axé music ao samba de caboclo . Um show pra vibrar, dançar, rezar e se alegrar em corpo e espírito.
📌Serviço
19h | BANDA BALAIO DA PRETA DO AXÉ AO SAMBA
Local: Praça Central – CCBJ
Público:
CHARME 2000
RELEASE:CHARME 2000 é um baile de protagonismo periférico, negro e LGBTQIAP+ com viés político de resistência, que enfatiza sonoridades diversas que costuram a infância e adolescência de quem viveu os anos 90/2000. Edição aberta e gratuita, que traz como temática a cultura rap/hip hop e suas expressões em musicalidade, dança, moda, visualidades e aspectos conceituais do evento.
📌Serviço
20h | CHARME 2000
Local: Praça Central – CCBJ
Público:
FEIRINHA CCBJ ESPECIAL A COISA TÁ PRETA
RELEASE:A feira de artesanatos e gastronômia, vem sendo uma iniciativa do Centro Cultural Bom Jardim, em fortalecer a economia e o empreendedorismo negro e comunitário do Grande Bom Jardim com uma oferta de produtos e serviços. A Feirinha também tem o intuito de ser uma espaço de sociabilidade e fortalecimento da nossa cultura local e solidária.
📌Serviço
18h | FEIRINHA CCBJ ESPECIAL A COISA TÁ PRETA
Local: Campo na Entrada – CCBJ
Público: livre.
A 6° Semana Cada Vida Importa, realizada pelo Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Assembleia Legislativa do Ceará, teve como integrante de sua programação a Mostra Pulsar. O evento ocorreu no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), por meio do Programa de Dança de sua Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), nos dias 08 e 09 de novembro.
Além da mostra de dança contemporânea que trouxe a apresentação de 12 trabalhos desenvolvidos pela segunda turma do Curso Técnico de Dança da ECA/CCBJ, o equipamento manteve suas programações normais, como as do programa Sombrinha Literária, da sua Biblioteca Cristina Poeta.
Por meio do programa, o Ciclo de Leituras trouxe, no dia 07 de novembro, o livro “Cores das Cores”, e, no dia 09, o Cine Leitor ocorreu com o filme “Hair Love”. Ambas as atividades são voltadas para o público infantil.
Também no dia 09, compondo o programa Galeria em Pauta, ocorreu a abertura da exposição Sertão Colorido, de Elinaudo Barbosa, com telas inspiradas nos cenários do interior cearense.
Já na sexta-feira, dia 10, aconteceu a estreia do espetáculo “A Vida de Lady Godiva”, de Elton Barbosa e João Pedro Rabelo, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ, compondo a Solicitação de Pauta do equipamento.
Finalizando a programação da semana, por meio do programa É O Brinca Convida, o Centro Cultural Bom Jardim recebeu o espetáculo cênico de dança chamado “Rara”, realizado pelo grupo No Barraco da Constância Tem!”. A apresentação também ocorreu no Teatro Marcus Miranda, no sábado, dia 11.
As atrações dos dias 10 e 11 de novembro foram realizadas pelo CCBJ por meio da sua Ação Cultural, setor responsável pela difusão de cultura no Grande Bom Jardim e pelo incentivo às iniciativas artísticas e culturais do território.
Saiba mais sobre a Mostra Pulsar: Centro Cultural Bom Jardim pulsa com dois dias de mostra de dança experimental
“A gente tem tanta responsabilidade na vida da gente que, quando esse projeto tira um momento pra gente, é bom demais participar. A gente conversa, a gente acha graça, a gente se emociona […] Eu só tenho realmente que agradecer”, conta Maria Valdivania, conhecida como Bilinha, uma das participantes do grupo de mulheres, moradoras do Grande Bom Jardim, reunido pelo Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) sob a perspectiva de vivências na Economia Criativa Circular.
Por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o CCBJ tem proporcionado vivências coletivas desde julho de 2023 às 20 participantes do projeto Mulheres Criativas – fruto da atuação do equipamento na cidadania cultural – e estimulado o conhecimento crítico a partir de rodas de vivências, desenvolvidas a partir dos módulos pactuados com as próprias participantes, sendo realizadas conversas periódicas, seminários, oficinas, intercâmbio etc.
O grupo é conduzido pelo assistente social Henrique Lima e por Lara Santiago, estagiária de Serviço Social, contando com a colaboração de proponentes das Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário e de alguns Agentes Criativos. “Está sendo incrível fazer essa troca durante o processo de vivências, cada momento é um aprendizado enriquecedor tendo percebido a participação efetiva, qualificado com um processo de readaptação, de acordo com as dinâmicas de trabalho da equipe”, relata Henrique.
A relação de coletividade, destacada pelo assistente social como um dos pontos fortes para a realização do projeto, é um dos grandes saldos positivos do “Mulheres Criativas”. Bilinha conta que a maioria das mulheres se conheciam, mas, hoje, a relação entre elas é outra: “todo mundo se conhecia de vista, mas não tinha aquele afeto, aquele sentimento uma com a outra”. Conforme define, elas só se conheceram de fato por meio das vivências no projeto.
O grupo foi formado durante o isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19, período marcado por graves impactos socioeconômicos, funcionando como uma forma de assistência por meio da doação de cestas básicas, garantindo a segurança alimentar das 90 famílias das crianças e jovens acompanhados pelo NArTE/CCBJ. O projeto, no entanto, cresceu e tem como um de seus objetivos a emancipação de suas participantes.
Bilinha, uma liderança no Grande Bom Jardim, constata a importância da iniciativa de distribuição de cestas básicas na sua vida à época da pandemia, mas demonstra gratidão ainda maior pelo agregamento de aprendizados e interações proporcionado pelo Mulheres Criativas, que, além das vivências, fornece ainda uma bolsa mensal para as participantes.
O Mulheres Criativas foi constituído com o propósito de impulsionar a intervenção local, vivenciar as práticas de segurança alimentar promovidas no Grande Bom Jardim e a economia criativa, incentivando o consumo sustentável e o controle financeiro de seus negócios e residências e articulando seus fazeres comunitários ao processo digital.
“Os objetivos do projeto foram traçados levando em consideração os perfis das mulheres que o formam, sendo elas mães, irmãs, tias, avós das crianças, adolescentes e jovens que acompanhamos experienciando as adversidades de chefiar suas famílias e residências na periferia”, afirma Henrique Lima, pontuando o espaço de referência na comunidade ocupado pelas mulheres que formam o projeto conduzido pelo assistente social.
Para Bilinha, uma das ações mais marcantes do projeto foi a visita ao Poço da Draga. Ela relata o encantamento com o lugar e com a comunidade e ressalta que muitas das componentes do grupo normalmente não teriam a oportunidade de estar em um dos cartões postais da capital do Ceará. “As aulas que eu mais gosto é quando vêm aqueles convidados falar sobre ser mulher e os direitos que a gente tem, que a gente pode estar em qualquer lugar e fazendo o que a gente quiser”, acrescenta à lista de atividades mais marcantes que vivencia por meio do programa.
A relação de Bilinha com o CCBJ, no entanto, não começa com o “Mulheres Criativas”. Seu primeiro contato com o equipamento foi por meio da maquete do espaço ainda em construção. Mãe de Ana Lia, uma jovem com deficiência, ela observava a filha ser excluída das brincadeiras com outras crianças. Como solução, passou a levá-la ao CCBJ, onde encontrou acolhimento e também passou a se envolver em atividades promovidas pelo espaço.
“Eu botei ela no balé e acabei fazendo as atividades, comecei na zumba e a gente foi indo, então ele [CCBJ] é muito importante. E, pra melhorar mais as coisas, eu ainda ‘tô’ nas Mulheres Criativas”.
“O nome do ‘curso’ é Mulheres Criativas, mas além de criativa a gente vai sair mais forte, determinada a lutar pelos direitos da gente, mais confiante… Mais feliz.”, afirma Valdivânia da Rocha, a Bilinha, fazendo votos pela prosperidade do futuro do projeto que, embora não tenha cunho formativo, ela considera o aprendizado tamanho que se refere ao programa como curso e às vivências e encontros como aulas.
Os critérios de participação do “Mulheres Criativas” envolvem vulnerabilidade socioeconômica, vínculo com o CCBJ/NArTE e proatividade. O projeto contempla mulheres entre 21 e 62 anos de idade, muitas delas não alfabetizadas e todas moradoras do Grande Bom Jardim, que estão registradas no Cadastro Único (CadÚnico) sendo beneficiárias do Bolsa Família ou estando em processo de concessão da assistência governamental.
As Mulheres Criativas são, ainda, as mães das crianças e jovens que frequentam o Centro Cultural, equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), formando um ciclo de atendimento familiar no equipamento, com acesso às programações culturais e formativas e às oportunidades geradas pelo território do Grande Bom Jardim de modo geral.
O NArTE tem como diretriz de suas atividades o princípio da Cidadania Cultural da Secult e IDM, o desenvolvimento da prevenção das violações de direito e o fortalecimento dos Direitos Humanos no território do Grande Bom Jardim. Desde 2017, este setor do CCBJ assume a responsabilidade em responder o questionamento de como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade.
Leia mais: Cidadania Cultural como pilar do Instituto Dragão do Mar e seus equipamentos
As Mulheres Criativas do CCBJ:
Antonia Fabiana das Neves
Antonia Rodrigues
Antonia Maria Souza
Ana Caroline da Silva
Alyne Gomes Braga
Clea Belo de Souza
Desiree Bezerra Trindade
Francisca Edissandra da Silva
Luana Monteiro
Lucia Helena Alves
Michele Kaylane Caetano
Maria Erica do Nascimento
Maria Gorete da Paixão
Maria do Socorro Frota
M. Elizangela da Paixão
Maria Joselina da Silva
Maria Imaculada dos Reis
Maria Valdivania da Rocha
Marciana do Nascimento Silva
Marcia Ferreira Castelo
Conheça o NArTE: Eixos de atuação do NArTE/CCBJ
A programação da última semana no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) foi iniciada no dia 03 de setembro, com a apresentação de um espetáculo para bebês, o “Borboletário”, realizado pelo grupo Zepelim – Arte para a infância.
O dia seguinte foi movimentado por diversas programações. Às 14h00, o Bússola Cultural realizou momento de tira-dúvidas e leitura do edital Ceará das Artes, que irá contemplar 620 projetos culturais de diversas linguagens artísticas.
O Rolê dos Negócios Criativos compôs a Solicitação de Pauta do equipamento, promovendo um encontro entre jovens empreendedores da periferia e o compartilhamento de experiências de artistas periféricos no painel “Potências Criativas na Perifa”. O momento aconteceu no Teatro Marcus Miranda do CCBJ, às 16h00.
À noite, o programa Todos Os Sons, como de costume, trouxe música ao equipamento com duas atrações: Angel History e Deixe Com Elas. Com o show “#ElaFazTudo”, nome do primeiro álbum de estúdio da artista, Angel History animou a noite de sábado no equipamento com músicas dançantes de cyberpunk.
Na sequência, o coletivo feminino Deixe Com Elas trouxe ao equipamento o show do projeto “Deixe Com Elas – Mulheres no reggae”, que joga luz no protagonismo feminino na cena musical do reggae no Ceará.
As programações da primeira semana de novembro foram promovidas pela Ação Cultural/CCBJ, setor do equipamento que atua na difusão de cultura no Grande Bom Jardim, realizando programações culturais democráticas e fomentando iniciativas artísticas locais.
Desenvolvida pelos alunos do Curso Técnico de Dança (CTD) da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), Mostra Pulsar tem nova edição e faz parte dos módulos ‘Composição e Improvisação III’ e ‘Orientação de trabalhos para a Mostra Pulsar’. O evento ocorrerá nos dias 08 e 09 de novembro, às 19h00, em diversos espaços do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará, gerido pelo Instituto Dragão do Mar.
“Passo a passo, o passinho refaço”, “meXer”, “LACRATION NATION”, “Dança do Nascimento – Experimento”, “Shiii!”, “Bar de alguém”, “ENCARNADO”, “CARICATURADA: A dança que se deu”, “VIDA (ATO: 1 CASULO FETO)”, “Ainda Não Sou Eu”, “MALDITA” e “KUNF/BR” são as obras que se dividem entre seis para cada dia da mostra, cada uma apresentada em um espaço diferente do CCBJ, utilizando-se de todas as áreas do equipamento com ritmos como reggae, funk e hip-hop.
“Autonomia, escuta sensível, diálogo, legitimação de biografias e narrativas, e visibilização de discursos” são as palavras-chave que Thiago Mota e Fellipe Resende, respectivos professores das disciplinas que gestam a mostra de dança contemporânea, se utilizam para definir a Mostra Pulsar. “Os maiores propósitos da Mostra Pulsar têm sido permitir aos alunes que se reconheçam como sujeitos protagonistas e autônomos de suas produções artísticas”.
Os orientadores ressaltam que a mostra vai além da elaboração coreográfica, colocando os futuros técnicos em dança em contato com a organização e produção cultural de eventos artísticos e com a direção coreográfica. Além da direção, a tomada de decisões da turma envolve escolha de figurino, cenário e trilha musical, conforme Sâmia Maria Alves. A aluna da segunda turma do CTD confessa a característica desafiadora do processo de criação da mostra ao mesmo tempo em que projeta grandes expectativas para os dias 08 e 09 de novembro.
“Sem dúvida os trabalhos ficaram lindos, o pessoal do CTD é muito talentoso […] é bonito de se ver a construção de cada um, a evolução e os lugares em que seus corpos levam a dança”, diz Sâmia. Ela conta que seu trabalho, um entre doze, foi construído por meio da ideia de resgate da memória ancestral, transferindo para a dança as identidades das componentes do grupo.
Os professores orientadores da Mostra Pulsar atestam o depoimento de Sâmia ao observar o engajamento da turma diante das necessidades criativas e organizativas que a mostra tem demandado. “Observamos de maneira geral que eles estão imersos em seus universos poéticos, trazendo questões que dialogam diretamente com suas existências, seus discursos, suas histórias e suas posturas críticas frente a si e ao seu entorno.”
As questões emocionais são perceptíveis pela experiência de Ishmael Rodrigues. Além de morador do Bom Jardim, Ishmael é frequentador do Centro Cultural Bom Jardim desde a infância. Por isso, formar-se técnico em dança no equipamento onde começou, em 2013, o seu processo de formação na área traz consigo forte bagagem afetiva.
Fellipe Resende aponta a importância de iniciativas como a Mostra Pulsar por “viabilizar que artistas atuem e se apresentem de maneira descentralizada”. Segundo o professor, a mostra também contribui para a formação de vínculos entre o CCBJ e a comunidade e para a difusão de manifestações que “muitas vezes ficam restritas a espaços centrais da cidade”.
Na perspectiva da autonomia proposta por Thiago e Fellipe, Ishmael Rodrigues afirma que a capacidade de criação sempre foi instigada ao longo do curso. “Vejo a mostra como essa oportunidade de mostrar, de testar nossas criações com o corpo”, conta.
“Para além de articular as competências vivenciadas no curso até o momento, coloca em evidência a produção artística em dança produzida na especificidade de um Curso Técnico em Dança localizado no Centro Cultural do Bom Jardim”, diz Thiago Mota sobre a mostra que antecede uma outra produção: a mostra de finalização do curso.
Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, conta que a Mostra Pulsar foi criada na primeira turma do CTD, mas os trabalhos foram parte da Mostra das Artes, grande evento anual do equipamento. Este ano, a mostra cujo nome evoca, segundo Silvana, um processo efervescente em ritmo cadenciado que dialoga com a nossa força vital, toma novas proporções e demarca o processo de criação e formação da turma.
A Mostra Pulsar é realizada pelo Centro Cultural Bom Jardim, em parceria com o Porto Iracema das Artes, e figura como uma das atrações que integra a programação da 6° Semana Cada Vida Importa, ação do Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Assembleia Legislativa do Ceará, em colaboração com o CCBJ, que compreende a cultura e a educação como possibilidades de prevenção à violência.
Além da Dança, a ECA/CCBJ abrange formações de curto e longo prazo em diversas linguagens artísticas, tais como Audiovisual, Cultura Digital, Teatro e outras áreas, ofertando cursos livres, técnicos e de longa duração. O CTD é um percurso formativo de dois anos e existe desde 2009 proporcionando capacitação profissional no Grande Bom Jardim.
Saiba mais: Pedagogia adotada pela Escola de Cultura e Artes do CCBJ
Terá início na próxima segunda-feira (6), a sexta edição da Semana Estadual de Prevenção aos Homicídios de Jovens no Ceará, conhecida como Semana Cada Vida Importa. O evento ocorre em Fortaleza e no interior, com o objetivo de destacar a alta taxa de mortalidade entre jovens e adolescentes no estado do Ceará.
Mobilizada pelo Comitê de Prevenção e Combate à Violência (CPCV) da Assembleia Legislativa do Ceará, a programação de 2023 abrange uma série de atividades, incluindo o lançamento da pesquisa “Homicídios contra mulheres na segunda década de vida sob a marca da injustiça” pelo CPCV, um seminário sobre a redução da letalidade entre crianças e adolescentes no Grande Bom Jardim, apresentações de dança, e destaque para várias iniciativas de prevenção à violência nas escolas. Essas ações são conduzidas pelos coordenadores do CPCV, usando a metodologia Encruza nas Escolas.
A mobilização e a incidência política tocadas pelo Comitê que acontece durante a Semana Cada Vida Importa são estabelecidas pela Lei N.º 16.482 de 19 de dezembro de 2017, em memória à Chacina do Curió, ocorrida na madrugada do 11 ao 12 de novembro de 2015, quando 11 jovens foram assassinados por agentes da polícia na Grande Messejana, em Fortaleza. A iniciativa é do presidente do CPCV, deputado estadual Renato Roseno.
A lei prevê que o poder público, em parceria com movimentos sociais e coletivos artísticos, organizem debates, campanhas, intervenções artísticas e outras atividades em defesa da vida de adolescentes e jovens do Estado. Secretarias e órgãos governamentais estão entre os proponentes da programação, dentre eles a Secretaria Municipal de Juventude de Fortaleza, por meio da Rede Cuca e do Comitê Executivo Municipal Pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CEMPHA), a Secretaria da Cultura do Estado, por meio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS) e outras organizações da sociedade civil.
Chacina do Curió – Memória e Justiça
Neste ano, a Semana Cada Vida Importa também pauta a responsabilização e respostas aos homicídios de jovens. Isso ocorre em alusão às três fases do julgamento da Chacina do Curió, que ocorreram nos dias 20 de junho, 29 de agosto e 12 de setembro deste ano.
Em 11 de novembro, a programação da Semana inclui a 11ª Marcha da Periferia, com o tema “O Curió clama por justiça, memória e reparação. Contra o genocídio negro: liberdade para viver e (r)existir!”. O evento terá início às 8h, com partida da Praça dos Leões, no Centro de Fortaleza.
Em 14 de novembro, às 10h, na Unichristus, ocorrerá uma mesa-redonda com o tema “Psicologia, Criminologia Crítica e Direitos Humanos: A Chacina do Curió e a Luta por Justiça”.
Atividades no interior do Estado
A 6ª Semana Cada Vida Importa também alcançará municípios do interior do estado, como Maranguape, Sobral e Barroquinha. Por exemplo, em 8 de novembro, em Maranguape, acontecerá uma palestra com estudantes da EMTI Eunice Weaver, com a participação dos membros do CPCV. Em 9 de novembro, está programado um encontro com representantes dos grêmios de escolas municipais e estaduais.
Em Sobral, em 6 de novembro, uma oficina sobre “Projeto de Vida” será realizada com adolescentes de 15 a 17 anos na Escola Ayres de Sousa. Em 7 de novembro, haverá um círculo de construção de paz no CRAS Irmã Oswalda.
Em Barroquinha, cidade localizada a quase 400 km de Fortaleza, nos dias 7, 8 e 9 de novembro, ocorrerão palestras com psicólogos e assistentes sociais para discutir a prevenção da violência.
Você pode conferir a programação completa abaixo:
ProgramacaoGeralProgramacaoGeralSiteProgramação geral – Semana Cada Vida Importa
Fonte: cadavidaimporta.com.br
A promoção da cidadania cultural faz parte do fazer cotidiano do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Com vistas a ampliar e fortalecer esta frente de atuação em todos os seus equipamentos, o IDM instituiu um novo fazer: Cidadania Cultural.
O IDM gerencia 16 espaços e equipamentos públicos do Governo do Ceará, na Cultura, Esporte e Meio-Ambiente. O CCBJ é o espaço cujo maior público são os moradores do Grande Bom Jardim. Por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o CCBJ atua nos eixos de Articulação Comunitária, Assistência Social, Cultura e Infância, Psicologia Comunitária e Educação Social.
CIDADANIA CULTURAL NO CCBJ
O NArTE/CCBJ desenvolve atividades que visam o combate a violações de direitos humanos, a partir da prevenção – por meio da cultura e da arte – e do mapeamento de situações como violência sexual, violência doméstica e trabalho infantil. Quando detectados, o setor lida com os casos utilizando uma metodologia dialógica e horizontal e os encaminha para a Rede de Garantia de Direitos.
Cumprindo estas funções desde 2017, o Centro Cultural Bom Jardim deu o primeiro passo e iniciou um trabalho que hoje vem sendo trabalhado amplamente na rede de equipamentos sob gestão do IDM. Com a implementação de Cidadania Cultural do IDM, os 16 equipamentos passam a pensar a cultura e o esporte como ferramenta de transformação social, articulando novas parcerias e fortalecendo ações já desenvolvidas.
O fazer Cidadania Cultural torna-se uma diretriz do IDM e amplia as práticas já existentes nos equipamentos de modo a desenvolver a articulação entre as instituições geridas, beneficiando cada vez mais as comunidades no entorno dos equipamentos, com oportunidades no campo da cultura e artes.
De acordo com a equipe do próprio Núcleo de Articulação Técnica Especializada do CCBJ, a cultura e a arte são dimensões fundamentais do desenvolvimento humano.
A definição de cidadania cultural se dá pelo pleno exercício de direitos culturais, cuja base é ampla e constitucionalmente garantida. Ainda assim, faz-se necessário iniciativas como a do Instituto Dragão do Mar e seus equipamentos para a efetividade destes direitos a toda a população.
O núcleo de Cidadania Cultural amplia as práticas já existentes nos equipamentos de modo a desenvolver a articulação entre as instituições geridas pelo IDM, beneficiando cada vez mais as comunidades com oportunidades no campo da democratização ao acesso às artes e a cultura, bem como à prevenção das violações aos direitos humanos.
A definição de cidadania cultural se dá pelo pleno exercício de direitos culturais, cuja base é ampla e constitucionalmente garantida. Ainda assim, faz-se necessário iniciativas como a do Instituto Dragão do Mar e seus equipamentos para a efetividade destes direitos a toda a população.
Com seu caráter comunitário e com participação direta e ativa do público, o CCBJ destina suas ações, projetos e atividades para a comunidade, como um equipamento que ocupa uma área descentralizada, distante dos demais equipamentos de cultura, que em maior concentração encontram-se no centro da capital, o CCBJ se consolida como um facilitador de acesso à cultura, sendo uma referência na periferia da cidade.
Entre esses projetos, estão o Mulheres Criativas, Só Uz Crias e Café com as Artesãs, Andanças Comunitárias, É o Brinca, entre outras ações e vivências dos eixos Articulação Comunitária, Assistência Social, Cultura e Infância, Psicologia Comunitária e Educação Social.
Conheça o NArTE: ccbj.org.br/narte/
Em breve o CCBJ vai lançar uma série de reportagens e conteúdos exclusivos dos projetos e ações do NArTE. Acompanhe as notícias em nosso site e nossas redes sociais.
Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – SECULT/CE, gerido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM, realiza em 2023 a Mostra Pulsar, que reúne 12 trabalhos experimentais desenvolvidos ao longo do percurso formativo pelos(as) intérpretes-criadores(as) da segunda turma do Curso de Técnico em Dança (CTD/CCBJ) da Escola de Cultura e Artes (ECA), em parceria com o Porto Iracema das Artes. O evento acontece presencialmente no CCBJ, nos dias 08 e 09 de novembro a partir das 19h, aberto ao público.
Esta ação integra a programação da 6ª Semana Cada Vida Importa, realizada pelo Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Assembleia Legislativa do Ceará.
A Mostra deste ano acontecerá de forma itinerante e deve percorrer diversos espaços do equipamento CCBJ. No dia 08 a partir das 19h o cerimonial de abertura acontece na Praça Central e o percurso se inicia com as apresentações dos trabalhos: Passo a passo, o passinho refaço da intérprete Jackline Marques; meXer de Fernanda Silva, Junior Dance e Victória Moreira; LACRATION NATION de Lacration; Dança do Nascimento de Well Fonseca e Maria Epinefrina; Shiii! de Emanuelle Nascimento; Bar de Alguém por Ishmael Rodrigues.
No Dia 09 seguindo com a programação das apresentações a partir das 19h, será a vez dos projetos: Encarnado de Lucas Linon e Mirella Costa; Caricatura de Nataly Assucena; Vida (Ato 1 Casulo Feto) por Dave Tavares; Ainda não sou eu das alunas Camomila Costa, Laís Ilana, Nataniele Freitas, Sâmia Alves e Vitória Teixeira; Maldita de Maria Epinefrina; Knuf/BR com kew Ajani, Lacration, Dave Tavares, Gloria Dias, Emanuelle Nascimento, John Vero,Maria Fernanda, Nataly Assucena, Júnior Dancy, Victoria Moreira e Jackeline Marques.
O CURSO TÉCNICO EM DANÇA
O Curso de Técnico em Dança (CTD/CCBJ) é realizado em parceria com o Porto Iracema das Artes, e é o primeiro curso técnico em dança localizado numa periferia de Fortaleza. O curso propõe uma imersão no fazer-pensar da dança com o intuito de formar artistas capazes de atuar em dança como intérpretes/criadores(as), mobilizando saberes práticos e teóricos aplicáveis em contextos artísticos, técnicos, culturais e sociais contemporâneos.
A Mostra Pulsar 2023 vai reunir 12 trabalhos experimentais, desenvolvidos pelos(as) intérpretes-criadores(as), que estão gerindo os processos, desde a concepção escrita, corporal, roteirização até a finalização das obras para as apresentações na Mostra.
A Mostra Pulsar 2023 tem coordenação de Silvana Marques, Orientação de Thiago Mota e Fellipe Resende, monitoria e equipe de produção com Lucas Vaz e Fran Córnio e assistência pedagógica de Paloma Bezerra.
Serviço:
Mostra das Artes 2023
Data: 08 e 09 de novembro
Horário: 19h
Local: Centro Cultural Bom Jardim (Rua Três Corações, 400 Bom Jardim)
O Judiciário cearense, por meio do 2º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Fortaleza, lançou nesta sexta-feira (20/10), o Projeto De Mãos Dadas, com a realização de sua primeira ação, o 2º Juizado da Mulher de Fortaleza – Itinerante. O objetivo é aproximar o Poder Judiciário da população e capacitá-la ao enfrentamento de todas as formas de violência doméstica e familiar contra o público feminino.
Coordenado pelas magistradas do 2º Juizado da Mulher de Fortaleza, Juliana Porto Sales (auxiliar), idealizadora do projeto, e Teresa Germana Lopes de Azevedo (titular), foram ministradas palestras e feito atendimento à população do bairro Bom Jardim e regiões próximas. O trabalho conta com diversas parcerias, como o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) que aderiu a um minicurso no qual será ministrado em suas dependências, no próximo mês de novembro.
A juíza Juliana Porto Sales ressaltou que a data marca o início do projeto que vem sendo concebido há algum tempo e que agora encontrou o lugar e a equipe propícios. “Com o lançamento hoje, damos início a um dos eixos dessa iniciativa que é a realização de Juizados Itinerantes, de forma a aproximar o 2º Juizado da Mulher da população dos bairros de Fortaleza. Durante a próxima semana, teremos também outras reuniões para implementar o eixo das ações educativas que contempla um minicurso, grupos reflexivos, grupos de restauração e ainda ações nas rádios. Estou muito feliz, pois entendo que como juíza em um Juizado da Mulher, o meu papel social vai além das paredes de sua sede física. E trabalhar perto do jurisdicionado, seja a vítima mulher, seja o agressor é algo que traz realização pessoal e profissional.”
Durante o evento, a juíza titular da Unidade, Teresa Germana Lopes de Azevedo, ressaltou a importância da iniciativa. “O nosso objetivo com esse trabalho é ampliar o acesso da sociedade à Justiça e difundir informações que são importantes sobre a Lei Maria da Penha.”
Uma das participantes do evento, a estudante Carolina Alves, acredita que será benéfico para todas as mulheres. “O projeto deu espaço para uma discussão mais aberta e próxima, para que as mulheres da comunidade compreendam um pouco mais sobre a Lei Maria da Penha e consigam assim identificar a violência sofrida por muitas mulheres.”
Com o projeto, o 2º Juizado da Mulher deve ir aos bairros com o intuito de promover uma cultura de paz e de combate à violência, por meio de atendimento à população local e ações educativas, como rodas de conversas e minicursos, que sensibilizem a comunidade.
Fonte: https://www.tjce.jus.br/
Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) promove a quarta edição do projeto “Nada Sobre Nós, Sem Nós”. O equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, possui um Programa de Acessibilidade, associado à sua Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), responsável pelo percurso anual de inclusão de pessoas com deficiência (PCD).
Diferente das anteriores, a quarta edição do “Nada Sobre Nós, Sem Nós” consistiu na intervenção de diálogos sobre acessibilidade nos cursos de longa duração da Escola de Cultura e Artes do CCBJ durante os meses de setembro e outubro.
A culminância do projeto será no dia 28 de outubro, de 9h00 às 17h00, com um evento que apresenta ao público os trabalhos realizados pelos alunos dos cursos, bem como atrações culturais de referência PCD. A programação do dia conta com oficinas, jogos, apresentações artísticas e outras atividades acompanhadas por recursos de acessibilidade ao público.
O projeto surgiu como uma forma de garantir referências PCDs diante dos processos formativos do CCBJ e, a cada edição, o “Nada Sobre Nós, Sem Nós” foi sendo ampliado para envolver o equipamento e seu público com a luta anticapacitista e a acessibilidade. Atualmente, a iniciativa do CCBJ perpassa as ações e fazeres de todos os Programas da ECA/CCBJ: Teatro, Audiovisual, Dança, Cultura Digital, Música e Acessibilidade.
“Buscamos fazer-nos entender que não estamos trabalhando apenas um evento, mas um percurso formativo”, diz Vitória Sâmea, coordenadora do Programa de Acessibilidade do CCBJ. Ela afirma que o principal objetivo do percurso é levantar a bandeira da inclusão de pessoas com deficiência, compreendendo a implicação da causa na “esfera de docentes, discentes, colaboradores e do público em geral e possibilitar estratégias para que isso ocorra de forma efetiva, eficaz e responsável”.
Em 2022, foi realizada a oficina Jogos, Brincadeiras e Tabuleiros Acessíveis, na qual crianças e jovens aprenderam sobre o básico das ferramentas de acessibilidade, como Libras, Audiodescrição, Legendagem e Acessibilidade Atitudinal. Para Vitória Sâmea, essas edições anteriores abriram caminhos para se “pensar outros formatos”.
Mesmo quando foi realizado virtualmente, no período de isolamento social da COVID-19, a coordenadora do Programa de Acessibilidade avalia o saldo positivo do percurso formativo. Ela conta que o formato possibilitou, por exemplo, a participação de outros artistas, que não poderiam fazer parte do projeto presencialmente.
Este ano, o “Nada Sobre Nós, Sem Nós” mantém seu foco no público infantil e jovem, levando em consideração a diversidade de corpos das crianças e adolescentes que frequentam o Centro Cultural Bom Jardim. A iniciativa também é uma forma de alcançar este público no que tange à sensibilização relacionadas às pautas de acessibilidade e inclusão de PCDs.
Vitória Sâmea ressalta que tratar de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no equipamento e no território, considerando a localização do CCBJ no Grande Bom Jardim, é um “diálogo extremamente necessário considerando que PCDs também estão nas periferias”, agregando à discussão quem está diariamente no CCBJ.
Além da ponte entre as questões de acessibilidade e as linguagens artísticas contempladas pela Escola de Cultura e Artes do CCBJ, foi realizada uma visita ao Instituto dos Cegos para uma roda de conversa sobre acessibilidade e para a exibição do documentário Nada Sobre, Nós Sem Nós. O filme, produzido na terceira edição do percurso formativo homônimo, em 2022, terá seu lançamento oficial no sábado, dia 28.
A Cartilha de Acessibilidade Atitudinal, lançada pelo CCBJ a partir de formações da ECA e disponível a todos os públicos, foi uma das iniciativas do equipamento de sensibilizar o público que o frequenta, bem como seus colaboradores. Entretanto, a equipe da ECA/CCBJ visualiza a possibilidade de maior alcance às crianças e jovens a partir de ações como o “Nada Sobre Nós Sem Nós”.
A acessibilidade atitudinal, que norteia o Programa de Acessibilidade do CCBJ, pode ser estendida ao público infantil de modo a trabalhá-la com crianças e jovens e possibilitar que as crianças com deficiência, que também estão presentes no cotidiano do equipamento, vivam a infância de forma segura nos espaços culturais, por meio de iniciativas como o “Nada Sobre Nós, Sem Nós”, que alia todos os setores do CCBJ em prol da inclusão de PCDs e da promoção de acessibilidade.
Programação do evento de culminância do Nada Sobre Nós, Sem Nós
Biblioteca Cristina Poeta – Horário: 09h
Roda de Conversa: “Direito à infância de crianças defs e neurodiversas: partilha de mães e responsáveis”
Acesso Livre
Programação com Intérpretes de Libras
Teatro Marcus Miranda – Horário: 10h
“Jam Sessions: Improvisação e Experimentação em Dança” realizado pela turma do curso do programa de dança “Vivência em dança para crianças autistas”, acompanhado pela professora Rosa Primo e professor Joca Mota.
Parceria com estudantes do curso de dança da Universidade Estadual do Ceará (UFC).
Acesso Livre
Programação com Intérpretes de Libras
Sala Multiuso – Horário: 10h
Oficina de desenho: Diálogos sobre corpos, diversidades, acessibilidade e inclusão.
Oficina pela turma da disciplina “Diversidade e Inclusão” das ciências sociais da Universidade Estadual do Ceará.
Público: crianças com idade de 06 até 12 anos
Sala Multigaleria – Horário: 09h às 11h
Conexão Offline: Jogos de Tabuleiros e Acessibilidade
Acesso Livre
Programação com Intérpretes de Libras
Sala da Cultura Digital – Horário: 09h às 11h
Oficina de Prática de Libras
Público: crianças e jovens de 08 até 14 anos
Praça Central – Horário: 09h às 11h
Pintura de rosto para crianças
Acesso Livre
Praça Central – Horário: 14h
Apresentação artística de Nicole Lemos, bailarina e ginasta.
Programação com Intérpretes de Libras
Acesso livre
Cineclube – Horário: 14:30h
Apresentação do vídeo-dança “O Som do Sentir”, com Mara Alexandre e Rosa Primo.
Público: a partir de 12 anos
Programação com Intérpretes de Libras. Sem audiodescrição.
Teatro Marcus Miranda – Horário: 15h
Exibição do Documentário “Nada sobre nós, sem nós”
Roda de Conversa: “Nada sobre nós, sem nós: Onde estão as pessoas com deficiência nos espaços artísticos e culturais?”
Programação com intérpretes de Libras
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realizou programação de 17 a 21 de outubro por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) e Ação Cultural.
Além das programações realizadas no próprio equipamento, o CCBJ promoveu atividades itinerantes. Abrindo as programações da semana, a biblioteca Cristina Poeta, anexa à Ação Cultural/CCBJ, trabalhou o livro “Anton Sabe Fazer Mágica” em seu Ciclo de Leituras.
No dia 18, o NArTE/CCBJ realizou o Circuito de Acessibilidades, promovendo um diálogo sobre acessibilidade atitudinal junto das crianças que frequentam o equipamento, a partir de brincadeiras sensoriais que estimulam a inclusão de pessoas com deficiência.
No dia seguinte, o grupo teatral Pavilhão da Magnólia compôs o programa Teatro em Pauta com apresentação do espetáculo “Napoleão”, às 19h00, no Teatro Marcus Miranda. O programa do CCBJ faz parte da Ação Cultural, setor que atua na difusão de cultura no Grande Bom Jardim.
O Cine NArTE, mais um programa do equipamento, exibiu o filme “Os Croods 2: Uma Nova Era” na comunidade São Francisco. A atividade teve o propósito de fortalecer os laços com os moradores do território no qual o CCBJ está inserido, bem como de áreas vizinhas. O filme é ainda seguido de debates com o público presente.
Ainda no dia 19 de outubro, ocorreu a ação Caixas Rosas Vitoriosas, proporcionada por uma iniciativa de desenvolvimento comunitário impulsionada pelo Centro Cultural Bom Jardim, a fim de estabelecer um diálogo sobre a prevenção e o enfrentamento ao câncer de mama, por meio de pintura e ornamentação, com as componentes do grupo Mulheres Criativas.
No dia 20, a biblioteca Cristina Poeta promoveu jogos literários por meio do seu programa Sombrinha Literária. A atividade visa a socialização das crianças frequentadoras do equipamento a partir da leitura. Na mesma data foi realizada a performance artística ERROR 404, de Lu Sales, como parte do programa Jardim de Possibilidades.
Ainda no dia 20, o programa Construindo Teias articulou um momento de difusão de informação e de debate a respeito do Estatuto do Idoso e sua importância junto aos idosos do Centro União dos Moradores da Granja Portugal – CUBMGP.
A ação Nos Caminhos do Maranguapinho, parte do programa NArTE em Pauta, aconteceu no sábado, dia 21. A ação parte da articulação de uma construção do fórum de políticas ambientais, que busca promover um diálogo sobre preservação ambiental com os moradores do território.
Também no dia 21, ocorreu uma oficina de bonecos de retalho, com Wendy Mesquita. A ação ocorreu na festa das crianças, promovida pelo CCBJ por meio do NArTE/CCBJ, na comunidade São Francisco. Além da oficina, a festa contou com brinquedos infláveis e guloseimas na rua para toda a criançada.
A finalização da programação da semana ocorreu com apresentação musical do grupo Cara Travessia, na Praça Central do CCBJ. O show foi realizado em uma versão acústica das canções do grupo, que combina romance e críticas sociais em suas composições autorais.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), promove programação de quatro dias em referência à Semana Nacional da Biblioteca e do Livro.
Tendo início no dia 24, a Biblioteca Cristina Poeta, espaço vinculado à Ação Cultural do CCBJ, realiza atividades que envolvem mediações de leitura, oficina de experimentação audiovisual, concurso de desenho, contação de histórias, karaokê e sarau literário até a sexta-feira, dia 27.
Semanalmente, a biblioteca do CCBJ promove atividades lúdicas que dialogam com áreas artísticas diversas e visam o incentivo à leitura, especialmente para o público infantil. A VII Semana do Livro e da Biblioteca, de acordo com a auxiliar de biblioteca do CCBJ Raquel Siqueira, segue o mesmo propósito por meio de atividades populares e culturais.
O Centro Cultural Bom Jardim é frequentemente habitado por crianças, sendo o público da biblioteca Cristina Poeta, naturalmente, majoritariamente infantil. Nesse sentido, as programações realizadas pelo espaço, a partir de programas como o Sombrinha Literária, são focadas neste público.
“A leitura começa nessa idade”, diz Raquel Siqueira, apontando a importância do incentivo à leitura para as crianças, outra motivação para a definição do público-alvo do evento de comemoração da Semana do Livro e da Biblioteca. A auxiliar de biblioteca também revela o propósito de atrair maior público ao espaço a partir da programação.
A Semana do Livro e da Biblioteca foi instituída pelo Decreto n° 84.631, de 09 de abril de 1980, com o objetivo de incentivar a construção de conhecimento a partir da difusão do livro e do acesso às bibliotecas. A biblioteca do CCBJ compactua com o intuito da Semana e pensa também no acesso a diversas formas de manifestações artísticas e culturais, desenvolvendo atividades que estimulam a criatividade, a imaginação e a socialização das crianças no Grande Bom Jardim.
Programação da VII Semana do Livro e da Biblioteca Cristina Poeta
DIA 24/10 – TERÇA-FEIRA
09H – Roda dos Cabinhas leitores
A Roda dos Cabinhas Leitores, pretende-se realizar a montagem de uma atividade de mediação de leitura literária com o público infantil do Centro Cultural Bom Jardim. Através desta forma de manifestação artística, visa-se promover uma programação cultural aberta, diversa, democrática e acessível no campo da literatura. Trata-se, de um espetáculo solo que convida ao diálogo pequenos e grandes leitores em meio à contação de histórias de livros a serem mediados.
Realização: Coletivo Cabinhas Leitores
15H – Escola Itinerante de Dramaturgia – Leitura colaborativa da peça “Coração de bananeira”
Leitura colaborativa da peça “Coração de Bananeira”, de Pipe Nascimento, Marcos Alexandre e Soraya Martins. Publicada em 2022, a peça é uma dramaturgia repleta de escrevivências que conta a história de Gonsalina Ferreira do Nascimento, nascida em 1927, em São Francisco de Minas. Uma mulher preta, mãe e avó, que tece recordações e reconstrói lembranças de sua vida marcada pelo Mal de Alzheimer. A história real de uma família não tradicional, que mistura fé e resistência, em uma dramaturgia do corpo, das memórias e dos afetos.
A mediação literária dessa obra está vinculada ao interesse em reavivar as experiências das pessoas leitoras com suas ancestralidades, tendo como temática a discussão sobre as avós, velhice e as formações familiares que estabeleceram o tecido social brasileiro.
Realização: Farpa Teatro / Facilitador: Lucas Madi
DIA 25/10 – QUARTA-FEIRA
13h Às 17h (4h/A) – Biblioteca Cristina Poeta – Janelas Da Vila: Laboratório De Experimentação Audiovisual
A proposta consiste em realizar a oficina “Janelas da Vila: Laboratório de Experimentação Audiovisual”, oferecendo às crianças moradoras do bairro Bom Jardim, a oportunidade de se aproximar da cultura audiovisual de forma lúdica e sensorial, ao mesmo tempo em que cria conexões com a comunidade em que estão inseridas, valorizando suas histórias e afetividades territoriais.
Realização: Jocilene Ramos & Coletivo Terreiros e Quintais de Afetos
DIA 26/10 – QUINTA-FEIRA
15h – Concurso de desenho infantil: Quem conta um ponto aumenta um ponto.
Um convite para as crianças explorarem o universo da imaginação através da linguagem do desenho. Elas devem escolher uma história que leram que foi mais marcante para eles(as) e fazer um desenho que represente essa história. Iremos fazer uma exposição dos desenhos e será escolhida pelas próprias crianças o desenho ganhador. Depois iremos construir uma história coletiva a partir desse desenho, onde cada uma irá criar um trecho dessa história a partir da primeira imagem do desenho vencedor.
DIA 27/10 – SEXTA-FEIRA
15h – Contação De História: Biblioteca Cristina Poeta – Histórias De Ananse – Edivaldo Batista
O livro “Histórias de Ananse”, de Adwoa Badoe e Baba Wagué Diarité, traz histórias de um personagem popular chamado Ananse, comum nas narrativas de tradição de Países da África Ocidental e que são oriundas dos Povos Axantes. São histórias que trazem uma aranha com personalidades humanas, que vive muitas aventuras e se mete nas mais variadas enrascadas para conseguir o que deseja. Ananse é engenhosa, corajosa, destemida e de uma esperteza simples que lembra as engenhosidades da infância. Contos de Ananse é, portanto, uma sessão de Contação de Histórias da personagem Ananse. As histórias vão mudando ao decorrer das sessões e vão mostrando as muitas facetas dessa aranha que pensa e age que nem gente.
Realização: Edivaldo Batista
17:30h – Sarau Literário Cristina Poeta Presente! – Mic Aberto
O programa Sombrinha Literária, além do seu Ciclo de Leituras com o livro “O que é? O que é? Quem souber levanta a mão!”, promoveu duas oficinas: pencil rocket e papercraft de personagens. Ambas as atividades traziam o trabalho manual com papel e incentivavam a criatividade e imaginação das crianças na biblioteca Cristina Poeta.
No dia 13, Preta Mina compôs o Teatro em Pauta com apresentação do espetáculo “Preta Mina (Palco giratório Sesc)”, criado a partir de poemas escritos pela artista, no Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM).
Por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o CCBJ movimentou as crianças frequentadoras do equipamento com o “Bailinho de Talentos”. Com a mediação da educadora social Deyse Mara, as crianças protagonizaram o evento mostrando suas habilidades artísticas.
Ainda no dia 13 de outubro, ocorreu a exibição do curta-metragem de animação “Garoto com Paralisia Cerebral”, suscitando debate sobre inclusão social, e a atividade relacionada ao uso das cores primárias e seu significado para a saúde emocional, mediado pela educadora social do NArTE/CCBJ Jackeline no Espaço Paulo Freire.
O sábado, dia 14, foi o dia do grande evento de celebração às diferentes infâncias, em referência ao dia 12 de outubro, cujo tema foi “A diversidade que mora em mim”. É O Brinca: Especial Dia das Crianças! teve início às 13h00 com oficinas e brincadeiras populares, mediadas pelo NArTE/CCBJ. O setor também promoveu atividade imersiva em Astronomia com o “Desvendando o Universo – Planetário CCBJ”.
O evento seguiu com atividades promovidas pelo setor Ação Cultural do CCBJ. A Praça Central do CCBJ aglomerou crianças de diferentes idades e seus familiares para as apresentações da Trupe Rebimboca, com o show “Fuxica e Tetel saudando o riso alheio”, e da Palhaça Miau. As apresentações trouxeram humor, interatividade e música para as crianças presentes no evento.
Às 18h00, deu-se início ao espetáculo teatral de aventura e humor “Sudika-Mbembe e a grande criatura”, apresentado por Edivaldo Batista e John Morais, no Teatro Marcus Miranda. As atividades lúdicas promovidas pela Ação Cultural/CCBJ foram encerradas com o show da banda Tia Samila & Sua Turma, na Praça Central do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento diariamente movimentado pelas crianças do Grande Bom Jardim.
A semana que converge para o festejo do Dia das Crianças no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) é um período em que reunimos nossos fazeres cotidianos para celebrar as diversas infâncias presentes no equipamento cultural, como espaço de proteção e percepção que essA Diversidade mora em mim! para despertar e reafirmar o respeito aos corpos, cores, religiões, raças, formas, culturas e famílias presentes no equipamento.
Através do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o CCBJ oferece do dia 10 a 14 de outubro, uma programação lúdica para que as crianças vivenciem seus sentimentos, fortaleçam seus vínculos interpessoais, compreendam diferenças e exercitem acordos. É esperado estimular o respeito aos direitos das crianças por parte de seus familiares, em especial, no entendimento que as desigualdades sociais, de gênero e outras que acometem acessos básicos como o direito ao brincar e que precisamos protegê-las para garantir-lhes isto.
O objetivo das ações é proporcionar momentos para que se desenvolvam, inventem e construam-se como protagonistas, para seu desenvolvimento cognitivo e psicossocial, experimentando-se como cidadão, com desejos, diferenças, necessidades, conflitos para construírem seus caminhos com autonomia, inclusão, acessibilidade, liberdade na cidadania cultural e garantia de direitos.
Confira a programação da Semana da Criança CCBJ 2023:
Dia 10/10/2023
Contarte: Brinquedos e brincadeiras, às 14h – Sala Multiuso, com agentes criativas Catharina Feitosa e Carolina Bonfim
Atividade para a confecção de brinquedos com materiais recicláveis e momento de brincadeiras mediadas pelas agentes criativas.
Navegando em Letrinhas: Ofélia, a Ovelha, às 16h – Espaço Alternativo, com educadora Bárbara Araújo
Leitura mediada e dialógica sobre o livro infantil ”Ofélia, a ovelha” de Marina Colasanti, autora consagrada por contos e ensaios sobre as problemáticas femininas e que, nessa história, traz a problemática da insatisfação pessoal e da busca da identidade através da aparência, a fim de valorizarmos nossas próprias características.
Dia 11/10/2023
Desenho e pintura: Desenho cego, às 10h – Espaço NArTE, com educadora Narah Adjane
A vivência propõe experimentações com o público, onde irão realizar desenhos a partir de objetos sentidos pelas mãos, sem o uso da visão. A ideia é se divertir usando a percepção para além do olhar e imaginar diversas formas de perceber o mundo ao redor.
Plantar para crescer, às 15h – Espaço Paulo Freire, com Eduardo Marques
Em continuidade ao ambientação do jardim no Espaço Paulo Freire, as crianças irão realizar o plantio de espécies, junto às medicinais já existentes, para formação de uma cerca viva que proteja o ambiente da rua, descobrindo novas plantas e reforçando a importância da diversidade para o planeta e dos cuidados como rega e adubação.
Brincar é coisa séria!, às 16h – Espaço Mariele Franco, com educadora Deyse Mara
Brincadeira é essencial para o desenvolvimento psicomotor e cognitivo na vida das crianças. Com isso, iremos propor uma tarde de muitas brincadeiras populares, a fim de que as crianças entendam a importância do brincar, com respeito e com cooperatividade.
Navegando em Letrinhas: Adjoké e as palavras que atravessaram o mar, às 19h – Biblioteca Cristina Poeta, com Bárbara Araújo
Leitura mediada e dialógica sobre o livro infantil ”Adjoké e as palavras que atravessaram o mar” de Patrícia Matos, retrata a vida de uma menina Yorubá que chegou ao Brasil traficada do Continente Negro, numa contação de história para descoberta da origens ancestrais de cada criança.
Dia 13/10/2023
Cine NArTE – Animação “Ian e o Parquinho”, às 10h – Cineclube, com educadora Jackline Marques
Ian é um curta-metragem de animação que conta uma história real em de um menino com paralisia cerebral. Na escola, nenhuma criança brincava com ele, mas Ian não desiste de mostrar que, apesar da cadeira de rodas, ele tem os mesmos direitos que todas as crianças. Após a exibição, será mediado debate e desenhos com o público. Classificação livre.
Vivência de criatividade sustentável, às 16h – Espaço Multiuso, com agentes criativos Halan e Jeferson
Atividade voltada para sensibilização da cultura sustentável a partir do estímulo à criatividade na confecção de vasinhos com materiais reutilizáveis, visando uma brincadeira sustentável e consciente.
As Cores que Somos, às 17h – Espaço Paulo Freire, com educadora Jackline Marques
Através da brincadeira para a formação de cores secundárias (verde, lilás e laranja) através das cores primárias (amarelo, azul e vermelho), iremos trabalhar que emoções elas nos transmitem e exercitar auto-retratos para estímulo da percepção e valorização de si.
Bailinho de Talentos, às 18h – Espaço Paulo Freire, com educadora Deyse Mara
Para abrilhantar a semana das crianças, teremos uma noite com música, dança e moda, onde as crianças serão protagonistas desse evento, apresentando seus talentos artísticos. A vivência tem como principal objetivo, garantir uma noite de lazer e diversão.
14/10/2023
Desvendando o Universo: Planetário CCBJ, às 13:30h – Sala Multiuso, com articuladores comunitários Auri e Shirley
A fim de viajar nos mistérios de nossa presença no universo, essa experiência imersiva em Astronomia, visa ampliar os horizontes e a percepção sobre o mundo em que vivemos, de onde viemos e o lugar que ocupamos em nossa sociedade, por meio de exibição de 10 minutos, com a participação de 05 crianças cada, contando história do nosso sistema solar.
Rua do Brincar: Pelo Direito de Brincar em Seu Território, às 15h – Praça Central CCBJ, com a Iniciativa comunitária Espaço Geração Cidadã (EGC)
Através da instalação de brinquedos e disposição de ferramentas pedagógicas, no Pátio do CCBJ, as crianças poderão interagir através de cantigas de rodas e brincadeiras antigas, estimulando o cérebro, a atenção, a coordenação motora, a agilidade, a noção de espaço, além de promover o companheirismo e o senso de coletividade entre elas.
Brincando e pintando, às 15h – Espaço NArTE, com a agente criativa Lídia Freire
Em continuidade às vivências realizadas pela agente criativa, em outubro, as plaquinhas de papelão produzidas para crianças através de pintura livre serão sobre “o que é ser criança?”
A primeira semana do mês de outubro no CCBJ foi movimentada por exposição artística e programações de diversas linguagens.
Já na terça tivemos o Ciclo de leitura com a leitura do livro O caso das Bananas. O programa Galeria em Pauta trouxe a abertura da exposição Ruas Sem Cep, de Késsia Nascimento, com curadoria de Thiago Campos. As fotografias ficarão expostas na Multigaleria do CCBJ até o dia 24/10. Se você ainda não veio prestigiar, aproveite que ainda dá tempo!
O programa de Humor recebeu na quinta, dia 05, as apresentações “Um Fêi que não é Fake”, do humorista Fêi Que Dói, com piadas e brincadeiras que fizeram o público cair na gargalhada, com seu jeito ingênuo e matuto. Severina Guet se apresentou com show “Todo dia tem bom humor”, repleto de piadas e tiradas, além de histórias contadas em um tom de graça e riso.
O “Samba de Mesa do Bloco Zé Almir, cantou na sexta-feira, famosos e tradicionais sambas de mesa e sambas enredos do Bloco. Já no sábado a programação recebeu Um Picadeiro de Histórias 2.0, pelo programa É o Brinca convida. O Todos os Sons recebeu a Orquestra sagrada: Mukuiu NZambi – de Exu a Oxalá.
Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza edição especial do seu programa “É O Brinca” em comemoração ao Dia das Crianças, com programação durante todo o dia 14 de outubro.
É O BRINCA: ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS é um evento marcado por programação gratuita e aberta ao público e conta com apresentações de espetáculos circenses e de palhaçaria, apresentação musical, oficinas, brincadeiras e outras atividades voltadas ao público infantil do Grande Bom Jardim.
Com o tema “A diversidade que mora em mim”, o evento funciona como símbolo de reconhecimento à diversidade cultural, social, racial, econômica, de corpos e de diferentes infâncias. O objetivo da comemoração é promover, a partir de atividades lúdicas, brincadeiras, espaços recreativos e apresentações artísticas, a discussão e reflexão de temas relacionados à diversidade e pluralidade de pessoas em nossa sociedade.
O Centro Cultural Bom Jardim é diariamente habitado por crianças que residem nas redondezas do equipamento, servindo como espaço de lazer e convivência social, onde também desenvolvem atividades educativas e culturais. O público infantil é contemplado pelas ações promovidas por todos os setores finalísticos do CCBJ, cada qual atuando em seu propósito.
Por meio da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), as crianças são atendidas no que tange a formações em linguagens artísticas diversas, enquanto o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE/CCBJ) as contempla com ações do eixo Cultura e Infância, voltadas para a proteção da infância e seus direitos. As programações culturais infantis, por sua vez, são promovidas pela Ação Cultural do CCBJ.
“Em um país marcado por suas desigualdades propomos a quebra da lógica da exclusão, abraçando o conceito de que toda e qualquer criança é sujeito de direitos e entre eles o principal neste dia: o direito de brincar, onde elas desenvolvem, inventam e constroem de forma autônoma e com grande protagonismo sua própria forma de experimentar o mundo”, explica a equipe do NArTE.

Krisley Delfino, psicóloga que atua no setor, pontua a importância da brincadeira como um meio de expressar sentimentos e de explorar a realidade e a cultura na qual a criança está inserida. O É O BRINCA: ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS traz à tona as diversas reflexões dentro da cidadania cultural e é definido pela equipe do NArTE como “uma data que busca reunir todo o fazer cotidiano das crianças dentro do equipamento, que já é um centro de união e reunião da infância.”
O setor Ação Cultural alcança as crianças especialmente por meio da Biblioteca Cristina Poeta, que, além de disponibilizar de livros infantis, busca incentivar a leitura através de programas como o Sombrinha Literária, que abrange, por exemplo, o Ciclo de Leitura, ação que proporciona experiências de sociabilidade e impulsiona a criatividade a partir da mediação da informação e da leitura.
A festa das crianças, portanto, é uma realização do equipamento em sua totalidade, resultando da relação frutífera entre o Centro Cultural Bom Jardim e as crianças que crescem frequentando o equipamento, sendo, conforme Aurianderson Amaro, articulador comunitário do NArTE/CCBJ, um dia muito esperado pelas crianças da comunidade.
PROGRAMAÇÃO É O BRINCA! ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS
13h às 16h – Oficinas / Brinquedos e Brincadeiras Populares Infantis
16h – Contação de História com Fuxica e Tetel saudando o riso alheio (Trupe Rebimboca)
17h – Show com a Palhaça Miau
18h – SUDIKA-MBEMBI E A GRANDE CRIATURA por Edivaldo Batista e Jhon Morais (Palco Giratório Sesc)
19:30h – Apresentação Musical Infantil Tia Samila & Sua Turma
20:30h – Encerramento
Incentivando meninas e mulheres da comunidade a investirem em seus futuros em áreas da tecnologia, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), promoveu de junho a agosto de 2023 o curso Mulheres na Programação: Desenvolvimento de Jogos Digitais.
Por meio do Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), as 15 mulheres selecionadas viveram um percurso formativo de cerca de três meses, aprendendo desde os fundamentos básicos dos Jogos Digitais, descobrindo a cultura e o mercado do segmento no Brasil, até a parte prática da profissão, mergulhando nos processos de Game Design, sonoplastia e lógica de programação, utilizando programas de Software Livre como Inkscape e a engine GDevelop 5.
Diêgo Barros conta que o Programa de Cultura Digital do CCBJ, do qual ele é coordenador, já ofertou algumas formações na área do desenvolvimento de jogos digitais ao longo dos últimos anos, mas a diversidade do público era um fator a ser melhorado. “Observou-se que a participação do público feminino, LGBTQIAP+ e de Pessoas com Deficiência (PcD) ainda estava bem aquém do ideal” e, assim, a proposta do curso foi lançada a este público.
O intuito da formação, segundo Diêgo Barros, foi “contribuir com a formação de uma geração de mulheres desenvolvedoras de jogos digitais no território do Grande Bom Jardim”. A iniciativa foi motivada por conversas informais com mulheres que participavam de outros cursos do Programa de Cultura Digital.
Ainda que interessadas no desenvolvimento de games e em áreas afins, o ambiente majoritariamente masculino, conforme notado pela equipe pedagógica de Cultura Digital, acabava por distanciar essas mulheres da inscrição em cursos voltados para a programação de computadores e criação de jogos digitais, por exemplo.
Questão de gênero em jogo
Incentivando a participação do público feminino e contribuindo para maior diversidade de profissionais na área da programação digital, o curso “Mulheres na Programação: Desenvolvimento de Jogos Digitais” não só foi voltado para as mulheres, como contou com um corpo docente majoritariamente feminino e com uma temática de trabalho de conclusão centrada nas mulheres.
Eduarda Sousa, uma das alunas do curso, acredita que a área da tecnologia é muito dominada por homens e, por isso, considera importante a presença de mulheres na área enquanto produtoras. “Eu acho que é importante a criação de uma turma exclusiva [para mulheres] para mostrar que nós queremos sim ocupar esse espaço e que o motivo de nós não conseguirmos vai muito além da nossa falta de vontade. É uma questão estrutural mesmo”, diz.
Ao promover a formação, a maior expectativa da equipe do Programa de Cultura Digital era ter jogos digitais publicados e realizados pelos alunos, e assim foi feito. Com o tema “Mulheres Nordestinas Históricas”, a proposta dos jogos desenvolvidos pelas estudantes trazia as mulheres ao protagonismo da narrativa.
O curso de 130 horas/aula foi dividido em quatro módulos: “Arte Digital e Game Design”, com a professora Renata Barros; “Sonoplastia”, com a professora Isabele Carvalho, “Programação”, com o professor Ismael Maciel e, por fim, o “Projeto Final”, no qual as estudantes formaram duas equipes para criar um game autoral.
Renata Barros, vale ressaltar, é uma das fundadoras do coletivo Flower Bots, desenvolvido no curso de Extensão em Jogos Digitais da ECA/CCBJ. Em 2022, ela também participou do Laboratório de Pesquisa e desenvolveu pesquisas sobre a cultura indígena Tabajara. De estudante, ela passou para a docência no CCBJ, contribuindo para a formação de mais mulheres em sua área de atuação.
Acompanhadas pela equipe docente e amparadas por mentorias, as participantes deveriam desenvolver jogos com narrativas, cenários, personagens, desafios, obstáculos e interface. Com foco no processo de desenvolvimento de jogos digitais e suas diversas etapas, as estudantes formadas podem atuar nas áreas de Arte Digital, Game Design, Sonoplastia e Programação aplicadas a jogos digitais, embora o curso as habilite a atuar também em outros campos do universo das Tecnologias da Informação e Comunicação.
Rachel de Queiroz, Maria Bonita e as mulheres na programação
Luísa Vitória, de 21 anos, é frequentadora do Centro Cultural Bom Jardim desde criança. Foi também na infância que seu fascínio por games surgiu. Mas ela não estava satisfeita apenas em consumir, cresceu nutrindo o interesse de desenvolver um jogo. Esta foi sua motivação para se inscrever no curso “Mulheres na Programação”, no qual teve a oportunidade de, junto de seis outras integrantes, realizar seu desejo: elas criaram o jogo “1915”.
Quando o tema do trabalho final foi proposto, a equipe pensou em Rachel de Queiroz, a autora da obra literária que batizou o jogo. As sete jovens inspiraram o jogo em Chico Bento, personagem do livro “O Quinze”, que retrata o período da seca de 1915 no sertão cearense. “Fizemos isso pensando em representar sua obra, incluindo ela [Rachel de Queiroz] como narradora”, conta Luísa Vitória.
Embora o processo tenha sido desafiador, a concludente considera a finalização do curso recompensadora, tendo atuado no Game Design e na programação do jogo. “Apresentar um projeto feito durante três semanas é uma conquista para as mãos inexperientes e me ajudou a confiar mais nas minhas próprias capacidades”, revela.
A experiência de trabalho coletivo, sublinhada por Diêgo Barros como um componente importante para o percurso formativo, também foi um fator relevante para Luísa Vitória. A estudante afirma o curso como uma “ótima experiência de trabalho em equipe” e acrescenta o saldo positivo que obteve: “aprendi muito com o auxílio dos professores no desenvolvimento tanto do jogo, quanto da equipe em si e pude testar minhas capacidades de gestão”.
Eduarda Sousa partilha da percepção positiva acerca do trabalho coletivo. “Acho que uma das coisas que mais foram interessantes foi o trabalho em equipe que a gente realizou, senti que todas as meninas levaram o trabalho muito a sério e isso foi ideal pra gente conseguir se organizar e ir produzindo.”, conta a concludente.
As oito componentes da equipe da qual Eduarda fez parte produziram o jogo “Maria Bonita”, em referência à cangaceira do bando de Lampião, que, no jogo, precisa enfrentar os obstáculos da estrada de terra sertaneja. Para a estudante, “a experiência de desenvolver um jogo foi incrível, os professores foram muito parceiros e nos ajudaram a todo instante durante o processo.”
Ela conta que conheceu o CCBJ com o “Mulheres na Programação”, ingressando na formação quando estava de férias da faculdade, visualizando a oportunidade de entrar na área de jogos digitais de maneira “mais profissional”, ultrapassando a relação de consumidora de jogos. Ela se surpreendeu com o resultado. ”Eu fui pro curso pensando que seria algo mais simples, sabe? E aprendi muita coisa mesmo!”, conta.
“Eu sempre gostei muito de jogos e estar do outro lado, no lado de quem está produzindo para outras pessoas jogarem, foi uma experiência muito massa”, diz Eduarda Sousa. A estudante declara que o seu gosto por jogos foi o que a motivou a se inscrever no curso e, por conseguinte, a leva ao sentimento de realização por tê-lo concluído.
Eduarda não é a única a manifestar satisfação pela participação no curso. Andressa Fernandes, uma das estudantes responsável pelo desenvolvimento do jogo “O Quinze”, também traz seu depoimento positivo sobre o percurso formativo:
Além de promover a inclusão de pessoas LGBTQIAP+, com deficiência e, sobretudo, do gênero feminino, o recorte político também leva em conta questões socioeconômicas no projeto educativo. Voltado para jovens entre 15 e 29 anos, o curso contemplou um público que está iniciando uma carreira profissional e que também é periférico.
Pensando nisso, a equipe pedagógica de Cultura Digital adota integralmente o uso de Softwares Livres, almejando o conhecimento em tecnologia digital sem restrições de acesso, “dando a oportunidade de produção artístico-digital às pessoas que não teriam acesso a programas de computador proprietários, cujas licenças são caríssimas e inacesśiveis à maioria da população brasileira, principalmente a periférica”, conforme o coordenador do Programa de Cultura Digital.
Enquanto moradora do Grande Bom Jardim, território onde o CCBJ se localiza e atua, Maria Luísa pontua a importância da iniciativa por apontar possibilidades. “É importante um curso como este para que as pessoas do gênero feminino, periféricas, que se interessam por jogos ou pela criação de narrativas imersivas, possam ver a possibilidade de fazer parte de um mercado que muitas vezes é caro e inacessível, podendo assim produzir suas próprias narrativas dentro de um jogo”.
Contar as próprias histórias, afinal, não é importante apenas para Luísa Vitória, mas para toda a turma. Diêgo conta que as alunas são “jogadoras assíduas de games disponíveis no mercado e se incomodavam com o modo como as mulheres eram retratadas, na maioria das vezes como coadjuvantes e de modo sexualizado”. Elas, então, encontraram na criação dos jogos um meio de realizar o que gostariam de ver enquanto consumidoras.
Uma vez concluída a jornada de formação, a equipe pedagógica da ECA/CCBJ projeta expectativas de que o curso seja o pontapé inicial para a criação de coletivos de mulheres desenvolvedoras de games do território do Grande Bom Jardim e se orgulha dos jogos resultados da dedicação das estudantes formadas no curso “Mulheres na Programação: Desenvolvimento de Jogos Digitais”.
As mulheres na programação:
| O Quinze | Maria Bonita |
| Alexandra Sousa da Cruz | Adrielly Miranda da Silva |
| Ana Andressa Fernandes Moreira de Sousa | Andressa Hilario Lopes |
| Ana Clara Boaventura de Oliveira | Francisca Janaína Duarte Santos |
| Luísa Vitória Mesquita de Oliveira | Iorana Pitombeira Reis de Oliveira |
| Maria Clara Rodrigues de Sousa | Jayne Lia Uchoa da Silva |
| Vanessa Hilario Lopes | Letícia da Silva Martins |
| Vitoria Kenelly Santos da Silva | Maria Eduarda de Sousa Alves |
| Mariana Da Silva Rebouças de Carvalho |
Coordenador do Programa de Cultura Digital deixa recado à equipe e às concludentes do curso “Mulheres na Programação”
| Parabéns às 15 estudantes que concluíram o Curso “Mulheres na Programação: Desenvolvimento de Jogos Digitais” da Escola de Cultura e Artes CCBJ!!! Um agradecimento especial aos monitores da turma, Karine Almeida e Miguel Ângelo Nascimento, pelo empenho durante as aulas e pelo apoio técnico durante o período de desenvolvimento dos jogos. Também à equipe de professores: Renata Barros, Isabele Carvalho e Ismael Maciel, pela troca de saberes e experiências com turma. Agradeço ao João Pedro Rabelo, assistente pedagógico, e ao Wyll Mota, mediador digital, pelo excelente trabalho realizado. Por fim, gratidão à Equipe Pedagógica da ECA/CCBJ pela confiança, por acreditar e incentivar o nosso sonho de um mundo onde o acesso às tecnologias digitais é livre e onde as experiências de criação de arte digital podem ser vivenciadas sem barreiras. Abraços fraternos! Diêgo Barros. |