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Panorama de resultados 2023 revela a potência do equipamento em números

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), torna público o panorama de resultados de 2023 do equipamento. Confira o panorama completo na aba documentos do site do CCBJ ou no final do texto.

De janeiro a dezembro de 2023, o equipamento não apenas realizou inúmeras atividades dentro de seus três eixos de atuação, como também alcançou números expressivos de atendimentos.

Ao todo o CCBJ atuou em 123 bairros e alcançou mais de 23 pessoas, em 1.290 atividades e ações do equipamento dentro das suas três áreas de atuação. 

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) é uma política pública que se constitui em um centro cultural de base comunitária, que tem como diretriz o acesso e a democratização no campo das artes, das culturas e dos Direitos Humanos.

Pesquisa, criação, formação, difusão, circulação, direitos humanos e fomento à cultura. Agregar tudo isso em ações e parcerias tem sido, portanto, a missão do CCBJ, através de uma diversificada programação que estimula a criação artística e difunde ações e produções culturais, pela democratização e descentralização do acesso à cultura.

A Ação Cultural, importante programa do CCBJ tem como objetivo promover uma programação cultural aberta, diversa, democrática e gratuita, feita de shows musicais, exposições, espetáculos teatrais, dança, intervenções urbanas, mostras audiovisuais, números circenses, atividades ou eventos literários e outras tantas manifestações artísticas tudo a um só tempo ocupando os espaços físicos e virtuais do CCBJ. Os eixos de atuação são pensados de forma a potencializar e fomentar iniciativas locais através de parcerias firmadas entre o CCBJ e diversos grupos, coletivos e companhias na composição da oferta semanal de programações. 

O núcleo de Ação Cultural do CCBJ, distribuiu, promoveu, realizou e alcançou:

  • 103 cachês artísticos
  • 10 grupos artístico-culturais, com 30 bolsistas beneficiados para desenvolvimento de seus trabalhos durante 05 meses.
  • 13 festivais 
  • 17.346 pessoas em ações de difusão e fruição.

A Escola de Cultura e Artes do CCBJ, setor responsável por grande maioria dos processos formativos, surge da proposta de atender aos anseios do território do Grande Bom Jardim por maior diversidade na promoção de cursos livres de curta e longa duração e desenvolvimento de atividades de pesquisa e criação. Além disso, atua de forma alinhada a outras políticas de formação do Instituto Dragão do Mar – IDM, Conselho de Educação Estadual e Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, valorizando a experiência, cultura e saberes locais, sempre em diálogo com demais agentes culturais do estado.

Os números e resultados da Escola de Cultura e Artes do CCBJ:

  • 11.596 horas-aula ministradas
  • 2.311 pessoas beneficiadas com processos formativos.
  • 916 pessoas beneficiadas com bolsa-auxílio.
  • 105 ações formativas.
  • 82 turmas de cursos básicos e livres.
  • 02 turmas de cursos extensivos/técnicos. 
  • 10 laboratórios de pesquisa.
  • 05 ateliês de produção, compreendendo percursos formativos nas linguagens de Moda, Produção Cultural, Audiovisual, Música e Cultura Digital. 

O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de atenção social do CCBJ e tem como foco desenvolver, por meio da arte educação e da cultura, o combate às violações de direitos e o fortalecimento dos Direitos Humanos no território do Grande Bom Jardim.

O NArTE tem por sua vocação cultural a responsabilidade de dar fluxo aos casos de violações de direitos, realizar ações de prevenção dessas violações e promover a cultura de paz. 

O Núcleo de Articulação Técnica e Especializada realizou:

  • 788 atividades sociais e arte-educativas
  • 4.187 pessoas atendidas e acompanhadas pelo Núcleo.
  • 30 mulheres acompanhadas pelo projeto Mulheres Criativas.
  • 15 adolescentes acompanhados pelo projeto Uz Crias. 
  • 15 Agentes Criativos apoiados.
  • 60 bolsistas representando 20 Instituições de Desenvolvimento Comunitário do GBJ.

Confira o Panorama de Resultados 2023:

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O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), será palco do Primeiro Encontro de Capoeira – Nossas Raízes e Tradições. 

O evento realizado pela Associação Zumbi Capoeira (AZC) foi idealizado e organizado com a supervisão do Contramestre Robério e apoio dos alunos e demais integrantes da AZC, contando ainda com o suporte essencial de Mestre Lula e Mestra Carla, dois Mestres da Cultura do Estado.

A proposta do evento é trazer uma reflexão e estudo sobre a importância das tradições e culturas da capoeira, as raízes que implementam essas bases e trazem potência para o seu fazer cotidiano na sociedade.

Para conversar sobre o tema, o evento contará com a presença de Mestras e Mestres de importante referência e de diferentes culturas, que embasam os fundamentos da Associação Zumbi Capoeira. Mestre Macaquinho trará o Samba de roda, Mestre Messias o Jongo, Mestra Carla o Maculelê e Mestre Lula com a Capoeira. 

O evento terá cinco dias de duração e contará com uma programação repleta de novidades para as alunas e alunos da AZC, bem como, para o público externo. Com oficinas, vivências, rodas de conversa e muita capoeira, acontecerá batizado e troca de cordas dos alunos do núcleo Granja Lisboa – Contramestre Robério. No CCBJ o evento será realizado no dia 22 de junho a partir das 13h.

Sobre a AZC

Fundada em 8 de agosto de 1983 pelo Mestre Lula, a AZC possui núcleos distribuídos em Fortaleza (Granja Lisboa, Conjunto Esperança, Parque Presidente Vargas, Pirambú, praia de Iracema), região metropolitana (Araturi) e interior do Ceará (Sobral). Seus trabalhos são coordenados por 06 mestres de capoeira: Mestre Lula, Mestra Carla, Mestre Pão, Mestre Cangaceiro, Mestra Vanda e Mestre Jackson. Funciona como núcleo de formação humana continuada e mediação de conflitos, é um recurso valioso para o estabelecimento da harmonia social e comunitária.

A AZC tem projetos centrados em três eixos, são eles: Arte e Cultura, Social, Educação e Pesquisa, além das Ações Continuadas com o Coletivo de Mulheres AZC, Coletivo AZC Diversidade e Círculos de Paz.

Em mais de 40 anos a AZC já formou inúmeros alunos e realiza trabalhos nas comunidades em que atua. O núcleo Granja Lisboa, iniciou as atividades em 2005 nas escolas públicas da comunidade, atendendo crianças, adolescentes e adultos, ao longo dos anos vem contribuindo com o pensamento social, comunitário e cultural dessas pessoas. 

Confira a programação completa

18/06 – Terça-feira.  1° dia de Oficina de Samba com Mestre Macaquinho – BA.
Espaço/local: Sede AZC.

18:00h – Acolhimento dos Mestres, convidados e participantes da oficina.
18:15h – Mesa de frutas compartilhada. 
18:30h – Oficina do Mestre Macaquinho.

19/06 – Quarta-feira. 2° dia de Oficina de Samba com Mestre Macaquinho – BA. Espaço/local: Sede AZC 

18:00 – Acolhimento dos Mestres, convidados e participantes da oficina.
18:15 – Mesa de frutas compartilhada.
18:30 – Oficina do Mestre Macaquinho.

20/06 – Quinta-feira. 3° dia de oficina –  com Mestre Messias – RJ e Mestre Macaquinho BA.
Espaço/local: Sede AZC 

18:00 – Acolhimento dos Mestres, convidados e participantes da oficina.
18:15 – Mesa de frutas compartilhada.
18:30 – Oficina do Mestre Messias.
21:30 – limpeza do local.

21/06 – Sexta-feira. 4° dia Abertura do evento 
Espaço/local: Sede AZC 

18:30 – Acolhimento dos mestres e convidados 
18:45 – mesa de frutas compartilhada 
19:00 – Abertura e vídeo institucional AZC.
19:15- Mesa de conversa com os Mestres
20:00 – Roda de capoeira 

22/06 – 5° dia Batizado e troca de cordas
Espaço/local: Centro Cultural Centro Bom Jardim

14:00 – Vivência coletiva com Mestra Carla; Mestre Messias; Mestre Macaquinho e Mestre Ricardo.
15:30 – Abertura com apresentação realizada pelos alunos da AZC Granja Lisboa. 
15:40 – Homenagem aos mestres convidados.
16:00 – Batizado e troca de cordas das crianças. 

Serviço: 
1° Encontro de Capoeira – Nossas Raízes e tradições
Data: 22/06
Horário: 16h
Local: Centro Cultural Bom Jardim (Rua Três Corações, 400)

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), participa da MONEGRIN — MODA NEGRA, INDÍGENA E PERIFÉRICA, em uma parceria institucional com a KUYA — Centro de Design do Ceará equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte.

A programação acontece nos dias 20, 21, 22 e 23 de junho e conta com a participação de Cristina Nascimento (atuante com as mulheres do Bom Jardim através do Grupo Produtivo Criart, atua no artesanato e culinária regional). Ao lado de outras representações a roda de conversa visa promover um diálogo inclusivo e informativo sobre as políticas públicas voltadas para as comunidades indígenas e negras no Ceará, com o intuito de conscientizar, compartilhar experiências e buscar soluções para os desafios enfrentados, especialmente no universo da moda. Além dessa participação o evento ainda contará com a presença das artesãs do Grupo Criart, que estarão expondo e comercializando seus produtos na feira.  

A programação da MONEGRIM inclui palestras, oficinas, desfiles, mostras e feiras de moda autoral. As mostras apresentam as criações de designers que se inspiram nas tradições e na diversidade de seus povos, buscando evidenciar suas histórias e suas belezas. As palestras e oficinas buscam expandir o entendimento sobre design decolonial, regenerativo, ecoeficiente e político, enquanto os desfiles e feiras são uma plataforma para fomentar a interação e celebrar a diversidade e riqueza da moda e cultura indígena e negra cearense, presentes nas periferias do estado. 

MODA PRA TODES é MONEGRIN

A KUYA — Centro de Design do Ceará reconhece o design de moda como uma narrativa poderosa, capaz de contar histórias, desafiar normas e transcender fronteiras. A MONEGRIN — MODA NEGRA, INDÍGENA E PERIFÉRICA é mais do que uma semana de moda; faz parte dos movimentos que reivindicam espaço de visibilidade para designers, artesãs e artistas que, muitas vezes, têm seus trabalhos limitados às margens da sociedade. 

A MONEGRIN cria um espaço de diálogo, aprendizado e troca de experiências, onde a moda é ferramenta de transformação social e cultural. Assim, é um desdobramento da experiência coletiva, nas provocações de um design de moda que proporciona o desenvolvimento de um pensamento crítico a partir do Ceará. 

SOBRE A KUYA

A KUYA — Centro de Design do Ceará é um espaço dedicado à valorização e difusão do design feito no Ceará, equipamento da Secretaria de Cultura do Ceará e gerido pelo Instituto Mirante. A sua missão é fomentar a cultura do design no Estado, por meio de ações que envolvem memória, reflexão e inovação em suas múltiplas manifestações e linguagens. 

Para isso, a KUYA oferece cursos, pesquisas, exposições, feiras e outras atividades que incentivam a criatividade, a memória, a inovação e o desenvolvimento sustentável no campo do design.

As atividades do KUYA se baseiam em quatro princípios norteadores: um design local, popular (decolonial), diverso e inclusivo (político) e contribui para a conservação das comunidades e do planeta (ecoeficiente e regenerativo), abordando temas da contemporaneidade e da cultura cearense.

SERVIÇO: 
Semana de moda MONEGRIN — MODA NEGRA, INDÍGENA E PERIFÉRICA
Data: 20 a 23 de junho de 2024 (quinta a domingo)
Horário: 14h às 21h (quinta), 10h às 18h (sexta e sábado) e 10h às 16h (domingo)
Local: KUYA — Centro de Design do Ceará
Endereço: Rua Senador Jaguaribe, 323 – Moura Brasil – Fortaleza – Ceará

Programação e mais informações:
https://www.instagram.com/KUYAdesignceara/
EVENTO GRATUITO E ABERTO AO PÚBLICO

Classificado nas seletivas regionais que ocorreram no início de junho, Tharley agora se prepara para desembarcar em São Paulo, acompanhado da mãe, Ticiane, para participar da 31ª edição do Passo de Arte GRAND PRIX, que acontece de 04 a 14 de julho na cidade de Indaiatuba – São Paulo.

As regionais proporcionaram aos participantes prêmios em dinheiro, troféus, medalhas, e vagas para a 31 ª edição do Passo de Arte GRAND PRIX. As competições regionais foram de livre escolha e abertas a trabalhos de todo o país. Em Fortaleza, a regional aconteceu entre os dias 6 e 8 de junho no Teatro Riomar e Tharley competiu na categoria Juvenil.  

Quando descobriu que queria dançar Tharley ainda cabia no colo da mãe, começou a experimentar a dança no Circo Escola do Grande Bom Jardim, e ainda aos 6 anos de idade ingressou no Curso de Longa Duração da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, onde está até hoje. 

Sonhando a passos largos, entre pliés e passés, o ainda pequeno Tharley acelera os passos e realiza todos os dias seu anseio de apenas dançar. Com o incansável e inabalável apoio da família, e muita dedicação do bailarino, aos 11 anos já tem no currículo importantes competições no Estado, como o CBDD Fortaleza onde conquistou medalhas em três categorias sendo elas Solo Masculino Ballet de Repertório Infantil, Pas de Deux  Ballet de Repertório Infantil e Trio Ballet de Repertório Infantil, já no FENDAFOR quando competiu ainda aos 10 anos, Tharley foi medalhista na categoria Solo Masculino Repertório Pré.

Ainda por influência da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, que identificou todo o potencial de Tharley, ele foi indicado a complementar as aulas de ballet no Centro de Ballet Clássico Mônica Luiza, destaque no ensino do ballet na capital.

Rotina de ensaios 

Enquanto se prepara para o Passo de Arte ele já mira em uma seletiva que acontecerá dia 28 de junho caso seja selecionado, em outubro estará novamente rumo à São Paulo onde passará por nova seletiva e se selecionado fará as malas rumo a Nova York.

Mesmo com a rotina cansativa e disciplinada, com aulas no Centro Cultural Bom Jardim e no Centro de Ballet Mônica Luiza, ensaios diários e de segunda a sexta, Tharley nem cogita a possibilidade de desistir ou de diminuir o passo, às vésperas de competir na 31ª edição do Passo de Arte GRAND PRIX, importante competição de ballet no país, ele se dedica cada vez mais aos ensaios, sempre ao lado da sua fiel parceira, Ticiane, sua mãe.

Por falar em Ticiane, a mãe de Tharley transborda orgulho quando o assunto é o filho, “Ah, a gente fica muito emocionado, né? A gente sabe do potencial dele”, declara. 

Morando com o pai, a mãe e mais quatro irmãos, todos embarcam e apoiam as vivências do talentoso Tharley, a expectativa para o Passo de Arte está enorme na família. O Grand Prix é uma das maiores competições artísticas da América Latina que conta a presença de diretores de companhias da Europa e dos Estados Unidos, que estarão analisando os trabalhos apresentados na competição atuando como olheiros em busca de novos talentos, haverá ofertas de bolsas de estudos para escolas do mundo inteiro. Além dessas oportunidades internacionais, haverá também a probabilidade de bolsas de estudo em importantes escolas do país. 

Saltando os obstáculos

Segundo o próprio Tharley, que conta firmemente sobre seu sonho de conhecer e dançar em Paris, que se encanta e se diverte apenas em dançar, a parte mais difícil do processo está além das salas de aula, Tharley, entende como a parte mais complexo o preconceito que sofre apenas por expressar seu talento. 

Ticiane conta como foi sua reação quando chegou a hora de começar os estudos em dança. “Quando ele quis mesmo ser bailarino, a gente sofreu muito preconceito. E ele às vezes chegava em casa até chorando, porque o pessoal ficava chamando ele de meninazinha, né? E a gente conversando com ele. E desde pequeno, que ele gosta de assistir, porque é Barbie, é Frozen, né? E a gente nunca deixou ele desconfortável, né? Ele é muito seguro em casa. Aí eu fui conversando com ele e explicando: meu filho, não liga pro que os outros falam, só tem que botar coisas boas na sua cabeça. É o que você gosta de fazer? É! Então pronto. Realize seu sonho, seja feliz”, conta. 

Ela se emociona e ainda relata: “é muito lindo, muito lindo de ver seus filhos no caminho certo, no caminho da cultura, sendo feliz no que faz, porque ele fica radiante lá no palco”.

Sobre a Competição

Considerada uma das maiores competições de dança da América Latina, o evento  reunirá mais de três mil bailarinos de diversas regiões do Brasil e América Latina, em disputas, cursos e workshops. Eles irão competir em diferentes gêneros, do balé clássico às danças urbanas, concorrendo a prêmios em dinheiro, troféus e medalhas. Os escolhidos como Melhor Bailarino ou Melhor Bailarina também ganharão o Prêmio Toshie Kobayashi/Só Dança. Haverá ainda indicações para bolsas internacionais em escolas na Europa e Estados Unidos.

Criado em 1992 pelo Instituto Passo de Arte, o festival Passo de Arte é um projeto de dança com três fases, incluindo competições regionais, competições parceiras nos estados do Piauí, Bahia, fase Final em Julho e Seletiva do YAGP/Brasil/NY, com seleção e orientação de jovens talentos. A competição é aberta a todos os gêneros de dança divididos em modalidades e categorias. Para chegar à fase final da competição, os bailarinos têm que passar por seletivas regionais, seleções nos festivais credenciados ou escolhas por meio de vídeo.

Colabore

Para ajudar a financiar os custos da viagem para São Paulo, a família está promovendo uma campanha, os interessados em contribuir podem enviar qualquer valor para o pix: 009.430.123-92 Antônia Ticiane Martins Lima.

Contatos: (85) 98611-8854 Ticiane (mãe)
(85) 99237-8150 Francisco (pai)

Contatos para entrevistas
Isabel Mayara Gomes 
Email: ascom.ccbj@idm.org.br 
Telefone: (85) 8606-6687

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), participou do XIII Seminário Internacional de Políticas Culturais. O evento aconteceu na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 24 de maio.

A porta de entrada do equipamento para o seminário se deu pela produção “Estudo de caso: a encruza entre o Centro Cultural Bom Jardim e os povos de terreiro do território”, que compôs a mesa “Experiências de gestão e formação cultural”. O artigo foi produzido por Isabel Mayara Gomes Fernandes, gerente da Assessoria de Comunicação do CCBJ, e Eduardo Marques de Sousa, articulador comunitário do equipamento.

O estudo de caso tem como foco a relação entre a política pública desempenhada pelo Centro Cultural Bom Jardim e sua relação com os Povos de Terreiro do Grande Bom Jardim. O artigo sistematiza as produções, conteúdos e ações articuladas durante os anos de 2022 e 2023 na encruza entre o equipamento e os povos de terreiro do território.

CCBJ e os povos de terreiro do Grande Bom Jardim no Rio de Janeiro

O encontro entre o CCBJ e o movimento dos Povos de Terreiro, chamado de encruza no vocabulário da Umbanda, rendeu a produção de um documentário lançado no Cineteatro São Luiz, a criação do podcast Povos de Terreiro, intermediação para apresentações em espaços culturais, projeção midiática, participação em feirinhas, apoio e divulgação em eventos como a Festa de Iemanjá e outras ações de parceria continuadas.

“É uma possibilidade de fazer memória para além do Grande Bom Jardim” , diz Isabel Mayara sobre estar mais uma vez no Seminário Internacional de Políticas Culturais projetando o nome do CCBJ a nível nacional e internacional. A assessora de comunicação conta que esteve no evento em 2023, levando uma produção referente aos Ateliês de Produção, uma experiência formativa do equipamento.

“Abre portas, traz conhecimento sobre política cultural, além de vários outros ensinamentos, passamos a participar de mais eventos e levar nossa cultura”, afirma Mãe Jaque, do Palácio Maria Luziara, em um dos depoimentos que constam no “Estudo de caso: a encruza entre o Centro Cultural Bom Jardim e os povos de terreiro do território”. No relato, ela também expõe a importância do Bússola Cultural, serviço do CCBJ, na certificação de seu espaço como Ponto de Cultura do Ceará.

“Continuaremos a somar e insistir que os povos de terreiro e toda e qualquer tipo de cultura seja reconhecida pela sua diversidade e pela luta que trava diariamente”, afirma Eduardo Marques, que compõe a equipe do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. O setor, alinhado à Assessoria de Comunicação do equipamento, desenvolve as ações em conjunto com os Povos de Terreiro.

Além de Isabel Mayara e Mãe Jaque, que fez questão de atender ao evento para prestigiar a apresentação, a ex-secretária de Cultura do Governo do Estado do Ceará Cláudia Leitão – uma das responsáveis pelo projeto e implementação do CCBJ – também esteve presente no evento. Na ocasião, ela abriu os trabalhos do seminário e falou sobre os Tesouros Vivos do Ceará.

Cláudia Leitão conta que tinha expectativas de que, a partir do Centro Cultural Bom Jardim, fosse construído um “cinturão de equipamentos culturais de periferias” em Fortaleza. “O CCBJ virou uma espécie de símbolo de resistência nesse conjunto de bairros que sofre pelas milícias, pelo tráfico, pela desigualdade”, diz. Ela acredita que o equipamento pode servir de inspiração para a concretização de outros em áreas periféricas da cidade.

Implementado em sua gestão, no ano de 2006, a ex-secretária de Cultura do Ceará revela a emoção de ouvir sobre os trabalhos do Centro Cultural Bom Jardim na mesa sobre experiências de gestão e formação cultural. Em solo carioca, ainda sobre a atuação do equipamento, ela conclui: “o Brasil tem que conhecer o que é feito no Grande Bom Jardim”.

Com a sala de cinema do Cineteatro São Luiz lotada, na noite do dia 21 de maio, terça-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) realizaram a estreia de dois filmes com participação de adolescentes do Grande Bom Jardim e promoveram discussões sobre os impactos humanitários da violência armada no evento É Mais do Que Se Vê.

O curta-metragem Uz Crias na Periferia abriu a programação do evento. O filme conta com um elenco composto por adolescentes do projeto Uz Crias, conduzido pela equipe do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE/CCBJ), e trata de Maria Clara (Kauany Silva), uma estudante do ensino médio que sofre racismo na escola e tem a direção de Isabel Mayara, coordenadora de comunicação do CCBJ .

Na sequência, o documentário É Mais do Que Se Vê sensibilizou o público em relação aos impactos humanitários na vida das vítimas de violência armada, por meio de depoimentos das vítimas. A produção mostra ainda as alternativas de enfrentamento por meio da fala de educadores e figuras políticas. O filme também conta com imagens de adolescentes frequentadores do CCBJ na Praia de Iracema.

Após a exibição dos filmes, subiram ao palco seis convidados e a mediadora Helena Barbosa. Entre os participantes, estavam o chefe da Delegação Regional do CICV, as secretárias de Direitos Humanos do Ceará e de Cultura do Ceará, o secretário Municipal de Educação, o coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará e Girliany Costa, mãe de jovem desaparecido desde 2019, que também participa do documentário.

Uz Crias na Periferia

Diante das situações de violência vivenciadas por Maria Clara, a professora chama a atenção da turma e propõe um trabalho artístico relacionado ao tema racismo. Com o incentivo de seu irmão, Pedro (Natanael Santos), a protagonista e outros jovens se juntam para fazer uma intervenção artística por meio do graffiti, com destaque para a arte de Marielle Franco, disposto na parede frontal do CCBJ.

“Queria começar parabenizando os jovens do Centro Cultural Bom Jardim. Acho que foi uma forma ótima para iniciar hoje, observando e reconhecendo o talento imenso que tem a juventude aqui no Ceará e no Brasil”, disse Alexandre Formisano, chefe da Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Uz Crias na Periferia foi filmado na Comunidade São Francisco e no Centro Cultural Bom Jardim, ambos localizados no Grande Bom Jardim. O roteiro do filme foi elaborado pelos próprios participantes do projeto Uz Crias durante o curso Vivência em Comunicação e Princípios Humanitários, realizado pelo Centro Cultural Bom Jardim em parceria com o CICV. Os jovens também participam de imagens feitas para o filme É Mais do Que Se Vê, cenas filmadas na Praia de Iracema, em Fortaleza, em um dia de passeio.

Após a exibição do curta-metragem de ficção, seguida dos aplausos calorosos do público, os jovens subiram ao palco. Representando a turma, Natanael Silva, 14, falou brevemente sobre a necessidade de enfrentamento ao racismo. Em seguida, Levi Nunes, gestor executivo do CCBJ, parabenizou os adolescentes e pontuou em sua fala a importância da arte e da cultura no enfrentamento à violência.

Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Alexandre Formisano, chefe da Delegação Regional do CICV, iniciou sua fala parabenizando os jovens que estão na tela e por trás do filme Uz Crias na Periferia e pontuou a importância do filme É Mais do Que Se Vê para visibilizar as consequências que a violência pode implicar. “Muitas vezes, essas histórias [de violência] têm sido percebidas como casos individuais e não como fenômenos coletivos”.

O chefe da Delegação Regional do CICV destacou o objetivo de mostrar a natureza coletiva e abrangente do fenômeno da violência urbana e as consequências menos visíveis desse fenômeno para as vítimas por meio do documentário lançado no dia 21 de maio. Ele também falou sobre a necessidade de propor formas de enfrentamento à violência para além da segurança.

Para Alexandre Formisano, o filme tem o intuito de mostrar consequências como o desaparecimento, deslocamento, interrompimento de serviços públicos essenciais, impacto causado nas escolas, entre outras situações. “É importante para o CICV poder chamar atenção sobre aspectos que estão menos vinculados com os temas de segurança e estão muito mais vinculados com respostas na área da proteção, das políticas públicas que possam acompanhar as outras iniciativas de segurança”.

Ainda segundo Formisano,o documentário É Mais do Que Se Vê também se propõe a jogar luz sobre as formas de enfrentamento que estão sendo desenvolvidas e colocadas em prática no Estado do Ceará. “No filme, as pessoas que falam não são unicamente as pessoas afetadas pela violência. Também tem autoridades, pessoas que respondem à violência no dia a dia e que estão se esforçando para encontrar respostas e ampliar esse sistema de proteção”, conclui.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está presente em Fortaleza, no Ceará, há cinco anos. Em recorrência desse tempo de atuação no estado, a organização internacional propôs dar visibilidade aos esforços desenvolvidos pela Secretaria de Direitos Humanos, pela prefeitura, pela Secretaria de Cultura e por instituições como o Centro Cultural Bom Jardim, a fim de que as respostas encontradas possam servir de inspiração para outros estados e outras autoridades.

É Mais do Que Se Vê

O documentário É Mais do Que Se Vê tem duração de 54 minutos e conta com seis histórias de vida afetadas pela violência armada no Ceará. A produção audiovisual, realizada pelo CICV, também traz a perspectiva de especialistas e autoridades, que abordam as ações em curso no Ceará para lidar com essa difícil realidade.

Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), celebra formatura da segunda turma do Curso Técnico em Dança da sua Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ) com a MOSTRA O TEU!

A mostra de dança ocorre nos dias 05 e 06 de junho, às 19h00, no CCBJ, e conta com sete números de dança, todos criados pela turma do Curso Técnico em Dança (CTD) com a mediação dos professores Dayana Ferreira e Rubéns Lopes, que também já passaram pela formação como alunos, por meio do Programa de Dança da ECA/CCBJ. 

Encarnado, Expurgo, Freak, Ainda Não Sou Eu, Transcúturalidade, Rebuliço e Ensaio Sobre O Fim são as apresentações que compõem a mostra de dança MOSTRA O TEU!, tendo sido elaboradas como trabalhos de conclusão do curso técnico. A mostra também terá exibição no Teatro B. de Paiva, do Hub Cultural Porto Dragão, nos dias 07 e 08 de junho, às 19h00.

Os dois dias de apresentação no CCBJ e no Teatro B. de Paiva dividem a mostra em dois programas por vez. Nos dias 05 e 07, serão apresentados os quatro primeiros números de dança citados, enquanto os outros três só virão a público nos dias 06 e 08 de junho, complementando a programação do dia anterior.

A formatura dos discentes, antecede as apresentações resultadas do processo de formação técnica. No dia 04 de junho, às 19h00, haverá a cerimônia de formatura da II turma do CTD no CCBJ. A ocasião programa cerimonial, coquetel e apresentação de DJ.

“No CTD pude me aprofundar e pensar criticamente nas danças que meu corpo carrega, pude formar amizades e parceiros de trabalhos, pude me interessar ainda mais em produção cultural, pude ter interesses em outras danças, só não pude não ser eu, mesmo quando não queriam”, conta Emanuelle Nascimento, aluna da segunda turma do CTD.

Iniciado em julho de 2022, o curso técnico já desenvolveu outra mostra no meio do processo formativo. A Mostra Pulsar foi apresentada no CCBJ em 2023, compôs a programação da Mostra das Artes e reuniu grande público no equipamento.

Dessa vez, a mostra acontece em celebração à finalização do processo formativo do CTD. A Mostra o Teu! possui entrada gratuita e classificação indicativa de 16 anos. Os lugares são limitados a um público de 90 pessoas.

Confere nesse making off como foi o percusso formativo que rolou entre 2022 e 2024.

PROGRAMAÇÃO MOSTRA O TEU!

04/06 
Horário: 19h
Formatura (cerimonial, coquetel e DJ)
Local: Centro Cultural Bom Jardim

05/06
Horário: 19h
Local: Centro Cultural Bom Jardim

Programa 1:

  1. ENCARNADO
  2. EXPURGO
  3. FREAK
  4. AINDA NÃO SOU EU

06/06
Horário: 19h
Local: Centro Cultural Bom Jardim

Programa 2:

  1. TRANSCÚTURALIDADE
  2. REBULIÇO
  3. ENSAIO SOBRE O FIM

07/06
Horário: 19h
Programa 1
Local: Teatro B. de Paiva (Hub Cultural Porto Dragão)

08/06
Horário: 19h
Programa 2
Local: Teatro B. de Paiva (Hub Cultural Porto Dragão)

O cancelamento das turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla geraram discussões acaloradas nas redes sociais durante a última semana. A situação trouxe à tona algumas preocupações relacionadas a eventos e festivais de música independentes e menores do que as turnês superfaturadas. Na contramão desse cenário, artistas de Fortaleza pontuam a importância do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) como porta de entrada para o circuito cultural da cidade e para o fortalecimento de seus trabalhos.

Para manter e facilitar o seu processo de difusão e fruição artística, o CCBJ tem como uma de suas iniciativas a Solicitação de Pauta. A ferramenta, conduzida pela equipe de Produção Cultural do equipamento, consiste em um formulário que fica disponível durante todo o ano, no site do CCBJ, aos artistas e coletivos que desejam compor a programação do equipamento.

“O CCBJ disponibiliza essa infraestrutura pra criação de portfólio cedendo espaço para criação e execução de apresentações”, afirma Kipper Khan. O cantor e compositor se apresentou no Centro Cultural Bom Jardim pela primeira vez este ano, por meio da Solicitação de Pauta, e ressalta a importância do espaço para compor um portfólio e impulsionar a carreira. “Como um artista de somente 1 ano de carreira, a inscrição em editais e seleções se torna impossível sem um bom portfólio”, diz. 

Embora não disponibilize cachê, de acordo com a gerente da Ação Cultural do CCBJ, Fernanda Matias, o equipamento recebe uma média de 8 solicitações de pauta por mês. Caroline Holanda, artista cênica-instalativa, já é artista da casa. Tendo composto as solicitações de pauta do CCBJ algumas vezes, Caroline conta que costuma levar ao equipamento contrapartida de editais públicos.

Ela diz ainda que apresentar-se no CCBJ “possibilita outras contratações que podem acontecer no próprio CCBJ ou com o fato de me possibilitar ter uma obra construída, para seguir com  a produção de circulação dessa obra”. Seus últimos trabalhos levados ao equipamento foram  “Vagalumes”, “Vivência Niña: performance e mecatrônica” e “O Balão”.

Sessão do projeto Vagalumes, de Caroline Holanda, no Teatro Marcus Miranda (Foto: Mar Pereira)
Sessão do projeto Vagalumes, de Caroline Holanda, no Teatro Marcus Miranda (Foto: Mar Pereira)

Para a artista, que une arte e tecnologia, sua ligação com o Centro Cultural Bom Jardim se estende às experimentações artísticas, o que torna o espaço uma espécie de “residência de investigação”. Nesse sentido, a relação com o CCBJ se faz vantajosa, mesmo sem obter retorno financeiro, devido à “possibilidade de usar a estrutura necessária à criação no processo de construção da obra e não somente na apresentação” e à troca com outros artistas.

“O CCBJ, sempre que pode, viabiliza essa zona de investigação, o que o torna ainda mais um equipamento cultural de vanguarda em Fortaleza”, afirma. Caroline Holanda busca se fazer presente no espaço para além dos dias em que se apresenta, utilizando o CCBJ também para o processo criativo de suas produções, pensadas também a partir do espaço físico.

Além da exposição do trabalho ao público, os registros fotográficos e de vídeo disponibilizados pelo equipamento contam como fatores que fortalecem a projeção dos artistas. Samu, artista que colabora no single “Montilla e Coca-Cola”, de Kipper Khan, e que tem uma relação de longa data com o CCBJ, afirma: “a estrutura do espaço em si, dá todo um glow a mais até pra conteúdos, pra através disso, conseguir outras oportunidades”.

Kipper Khan no lançamento da música Montilla & Coca-Cola (Foto: Flávia Almeida)
Kipper Khan realizou show de pré-lançamento da música Montilla & Coca-Cola em maio (Foto: Flávia Almeida)

Quem atesta a afirmação é a atriz e intérprete-criadora Fátima Macedo. A artista, que recentemente levou ao equipamento a estreia do seu primeiro solo em dança, define a Solicitação de Pauta como uma “ferramenta democrática do uso do espaço”. Para ela, o CCBJ é um lugar onde “os artistas podem trazer suas pesquisas e experimentações, dispor de uma equipe solícita e de equipamentos para execução de seu trabalho, além de ter a possibilidade de ter registros fotográficos para portfólio”.

Fátima Macedo em 'As Mais Belas Coisas: Mistérios de Fim-Fim', espetáculo estreado em maio (Foto: Mar Pereira)
Fátima Macedo em ‘As Mais Belas Coisas: Mistérios de Fim-Fim’, espetáculo estreado em maio (Foto: Mar Pereira)

Centro Cultural Bom Jardim e democratização da cultura

“Percebo que nos outros aparelhos culturais da cidade existe uma grande burocracia para solicitação de pauta, exigência de documentos que nem todo artista iniciante possui ou saberia preencher”. A fala de Kipper Khan sublinha a importância da Solicitação de Pauta do CCBJ para artistas que, assim como ele, estão iniciando suas carreiras.

Segundo a produtora cultural Fernanda Matias, o papel da Solicitação de Pauta na democratização da cultura está atrelado à disponibilidade de estrutura, ao acesso a uma equipe técnica de apoio e à gratuidade da inscrição e ausência de limite de tempo para a submissão das solicitações, uma vez que a ferramenta fica disponível durante todo o ano.

“Não há pré-requisitos ou seleção por curadores, dessa forma, artistas que estão iniciando ou que querem movimentar seus trabalhos e fomentar seu currículo, pode ter essa possibilidade como uma oportunidade interessante”, diz Fátima Macedo. A artista já foi funcionária do CCBJ e escolheu o equipamento para apresentar o espetáculo infantil Mistérios de Fim-Fim como contrapartida de um edital no qual foi contemplada.

Como resposta do seu público-alvo, recebeu atenção e interesse das crianças frequentadoras do equipamento. Kipper também compartilha da experiência positiva com o público: “Já levei outras performances pra outros centros culturais e absolutamente ninguém apareceu pra prestigiar, então eu estava bem satisfeito em apenas ter um palco estruturado para registrar fotos e vídeos, mas ver a plateia gritando e aplaudindo, ouvir o aparelho de fumaça funcionando e as luzes piscando enquanto eu me apresentava, fizeram eu realmente me sentir um artista em potencial”, revela.

Fátima, assim como Samu e Kipper, acredita que o CCBJ pode funcionar como uma vitrine para os seus trabalhos. Por outro lado, Caroline Holanda pondera sobre a relação entre centro e periferia. “O centro não se desloca para ver meus trabalhos na periferia”, declara. Ainda assim, ela não chega a discordar da função de ‘vitrine artística’: “pra mim funciona muito bem com relação aos meus objetivos mais voltados à criação, investigação e ao público habitual do CCBJ. Nesse sentido, considero a melhor vitrine!”.

“O CCBJ tem uma divulgação incrível, mas a relação periferia-centro solicita uma intensificação que eu não estou disposta a oferecer porque o público frequentador do CCBJ é o que me interessa e é brilhante”, continua. Ainda sobre a visibilidade que o equipamento pode proporcionar, a artista torce pelo crescimento do equipamento em termos de verba, espaço, trabalhadores, estrutura e equipamentos.

“Se ele [o CCBJ] já é pura potência atualmente, imagina com condições ampliadas”, projeta Caroline. Kipper também manifesta o desejo de que o Centro Cultural Bom Jardim seja referência para toda a cidade por, entre outras razões, abrir “oportunidade pra quem enfrenta tantas portas fechadas”.

Samu é um exemplo disso. No CCBJ, ele viu seu projeto meu solo, o Acústico Br, sair do papel pela primeira vez. “Quando eu comecei a despertar interesse em me apresentar mais novinho, pré adolescente, mesmo sempre tendo grupos com meus amigos, nunca tínhamos oportunidades”, conta.

Samu no show de pré-lançamento da música feita em colaboração com Kipper (Foto: Flávia Almeida)
Samu na apresentação de pré-lançamento da música feita em colaboração com Kipper (Foto: Flávia Almeida)

Para Caroline Holanda, o CCBJ é um equipamento cultural que “fortalece a riqueza artística, de pesquisa e fruição na periferia, o que me interessa porque é minha zona de interesse de diálogo pela efervescência cultural e de vida que somos na periferia”. Para ela, esse fortalecimento ao seu trabalho se dá pela “perspectiva vanguardista de abrir o espaço a investigações” e pela inteligência com a qual a equipe do CCBJ realiza política pública, além do cuidado e disposição que diz receber da produção.

As apresentações artísticas que acontecem no Centro Cultural Bom Jardim, seja por meio da Solicitação de Pauta ou de chamadas públicas, fazem parte da atuação do equipamento na democratização da cultura e acontecem por meio de sua Ação Cultural. Para além das funções de difusão e fruição cultural e formação de público, o CCBJ conta com o Bússola Cultural, um serviço gratuito de assessoria técnica de projetos culturais, a fim de ampliar e facilitar o acesso a recursos voltados para o setor cultural.

Prevenir e enfrentar o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma missão coletiva. Ao longo das próximas semanas, equipes da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (Sedih) realizam uma série de ações para mobilizar e conscientizar a população sobre como acontece a violência sexual e como denunciá-la. As atividades integram a campanha Faça Bonito e acontecem em alusão ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 

A violência sexual contra crianças e adolescentes se expressa de duas formas: abuso sexual e exploração sexual. O abuso é a utilização das vítimas para qualquer ato de natureza sexual, e pode ser praticado por pessoas próximas à vítima ou à família. Já a exploração é a utilização das vítimas para fins sexuais com fins lucrativos, em contextos de prostituição, pornografia, tráfico ou turismo com motivação sexual.

A temática será abordada já no dia 18 de maio, em ação realizada na Praça José de Alencar, em Fortaleza, de 8h às 12h. Liderada pelo Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA), a atividade conta com a participação de diversas instituições da sociedade civil e do poder público, entre elas a Sedih. A programação inclui ações educativas, apresentações culturais e oficinas para a população. 

Entre os dias 21 e 28/6, a campanha acontece também nas sedes do Vapt Vupt em Fortaleza, com ações formativas para a população, conscientizando os cidadãos cearenses sobre o assunto e orientando sobre como agir em casos de violência. As atividades iniciam na terça-feira, 21/5, na Unidade Messejana, e seguem nos dias 22, 24 e 28/5 nas unidades Antônio Bezerra, Centro e Papicu, respectivamente, sempre de 8h às 12h.

Em abordagem direta com os jovens, a Sedih realiza Cine Debate com alunos de escolas públicas, com enfoque na prevenção da violência. As sessões são conduzidas por profissionais que atuam com a temática, juntamente com os professores das turmas, construindo um ambiente seguro para discussões e dúvidas. A programação é direcionada a alunos da Escola Estadual Jaime Alencar, realizada nos dias 23 e 29/5 na Biblioteca Pública Estadual do Ceará (BECE). Já nos dias 27/5, 3 e 4/6, as equipes realizam a atividade com alunos da Escola Municipal Prof. José Parsifal Barroso. 

Como procurar ajuda

O Centro de Referência e Apoio à Vítima de Violência (CRAVV) da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará oferta apoio psicossocial e orientação jurídica aos familiares de crianças e adolescentes vítimas de violência. 

WhatsApp: (85) 98895.5702

Em caso de violações, Disque 100 ou procure a delegacia de polícia mais próxima.

Sobre a campanha 

Faça Bonito é uma campanha nacional de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A mobilização acontece há 24 anos, com enfoque especial no mês de maio, em alusão ao dia 18, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes. 

Fonte: www.direitoshumanos.ce.gov.br

O Centro Espírita de Umbanda Zé Pilintra das Almas realiza, no próximo sábado, 18, o evento Azágua da Mazé. Com o objetivo de ampliar a atuação cultural do terreiro, a programação propõe saudar a força das mulheridades da religião de matriz africana do Grande Bom Jardim por meio de atrações artísticas e conta com o apoio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

Azágua da Mazé terá início às 17h00 e se estende até 22h00, contando com apresentações de grupos e coletivos como Brincantes Sonoros, Toque de Senzala, Associação Zumbi Capoeira (AZC) e Boi Maravilha. O evento ocorrerá na Associação São Miguel Arcanjo, sob os cuidados do Mestre da cultura Pai Neto Tranca Rua.

Com cerimonial de Jô Costa e Palhaço Tetel, a ação também contará com instalação artística composta por exposição fotográfica e vídeo de Sérgio Gurgel e Flávia Almeida, uma das fotógrafas do CCBJ. Um dos primeiros momentos da programação é a roda de conversa “Mulheridades de terreiro”, cujo tema são as questões de gênero para os povos de terreiro, mediada pela cerimonialista Jô Costa. Além disso, haverá uma rifa com quatro prêmios.

O C.E.U Zé Pilintra das Almas é conduzido pelo pai de santo Giuliano Freitas e realiza o evento Azágua da Mazé com a finalidade de reforma e manutenção das atividades que acontecem mensalmente no terreiro. O foco dessas atividades está voltado para a espiritualidade e valorização dos saberes e práticas dos povos tradicionais de terreiro, desenvolvendo também ações de cunho social e cultural no território do Grande Bom Jardim.

Entre as ações realizadas pelo C.E.U Zé Pilintra das Almas estão a distribuição de quentinhas e rações para animais que vivem nas ruas, o atendimento espiritual, a distribuição de brinquedos nas Festas das Crianças e ações culturais como a fogueira de Santo Antônio, o Festejo do Boi Maravilha e Tambor da Mazé, com raízes do Tambor de Crioula.

O público alvo da casa, localizada no bairro Granja Lisboa, são os moradores do seu entorno, em sua maioria pessoas negras, mulheres, LGBT+ e pessoas em vulnerabilidade social. Com as atividades realizadas, o terreiro acredita influenciar diretamente na movimentação da economia local e manter viva a memória e tradição das festividades religiosas.

Programação do evento AZÁGUA DA MAZÉ

16h30 às 17h – Lanche / Acolhida

17h às 18h – Roda de conversa “Mulheridades de terreiro” (Tema: questões de gênero para os povos de terreiro, mediação: Jô Costa)

18h – Abertura com pai Giuliano e pai Neto / Cerimonial com Jô Costa e Palhaço Tetel

18h às 18h20 – Instalação artística com exposição fotográfica e vídeo de Sérgio Gurgel e Flávia Almeida

18h30 às 19h – Toque de Senzala

19h10 às 19h50 – Jongo com Associação Zumbi Capoeira, dirigido por Mestra Carla

20h00 às 20h50 – Coco Brincantes Sonoros

21h às 21h40 – Tambor da Mazé com Boi Maravilha

21h45 – Rifa e finalização

Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Centro Cultural Bom Jardim realizam programação no Cineteatro São Luiz sobre as consequências visíveis e invisíveis  da violência armada, a partir da exibição de filmes e roda de conversa, na terça-feira (21), a partir das 18h. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) celebra hoje, 8 de maio, o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A data coincide com o dia de aniversário de Henry Dunant, fundador do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho há mais de 160 anos. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) comemora este dia com uma de suas instituições parceiras, relembrando alguns momentos com a ação formativa Uz Crias, um grupo de adolescentes atendidos pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. 

O CCBJ marca a data com imagens dos bastidores da produção de um curta-metragem realizado junto aos jovens com suporte da equipe de comunicação do equipamento e da equipe de comunicação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A produção Uz Crias na periferia é resultado de uma oficina educomunicativa sobre comunicação, audiovisual, direitos humanos e princípios humanitários. Na sequência, acompanhe as imagens dos bastidores das gravações realizadas no Centro, nas ruas da comunidade São Francisco (ao lado do CCBJ)  e na casa de um dos jovens participantes.

A estreia do curta Uz Crias na Periferia, integra a programação do evento “É mais do que se vê”, aberto ao público e com acessibilidade em Libras e, que leva o nome do filme em lançamento, produzido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha com apoio do Centro Cultural Bom Jardim. 

Lançamento do filme É mais do que se vê

O evento de lançamento do documentário “É mais do que se vê: os impactos invisíveis da violência armada” e do curta-metragem “Uz Crias na Periferia” é gratuito e aberto ao público, tendo início às 18h da terça-feira, dia 21 de maio. O objetivo da pré-estreia é sensibilizar o público sobre as consequências humanitárias invisíveis da violência armada, apresentando relatos de protagonistas impactados pela violência.

Além disso, o evento pretende mostrar o trabalho realizado pelo CICV e por autoridades cearenses nas respostas aos impactos humanitários da violência armada, abordando o contexto e os caminhos encontrados nesse enfrentamento, e influenciar a implementação/continuação de políticas públicas que minimizem os efeitos.

Além da exibição dos filmes, haverá uma roda de conversa com o chefe da Delegação Regional do CICV, Alexandre Formisano, a secretária de Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, a secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela, o secretário Municipal de Educação, Jefferson de Queiroz Maia, o coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará, Luiz Fábio Silva Paiva, e Girliany Costa, mãe de Douglas, jovem desaparecido desde 2019.

A parceria entre o CCBJ e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha

A formação, resultante da parceria entre o CCBJ e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, contemplou 15 adolescentes e uniu conhecimentos em audiovisual, princípios humanitários e direitos humanos sob a metodologia da educomunicação. A partir do curso, eles desenvolveram a produção audiovisual que será exibida junto do documentário “É mais do que se vê: os impactos invisíveis da violência armada”, produzido pelo CICV.

A relação entre o CCBJ e o CICV existe desde 2022. Em 2023, as instituições firmaram parceria a fim de fortalecer suas linhas de atuação direcionadas à promoção de direitos humanos e cidadania, com foco em visibilizar as consequências humanitárias da violência armada dentro do âmbito de atuação dos Programas do CICV em Fortaleza e do Acordo com o Governo do Estado do Ceará.

O projeto tem desenvolvido ações junto aos jovens frequentadores do CCBJ em torno do tema da violência armada e suas consequências, área sobre a qual o CICV se debruça entre os seus campos de atuação. A produção do filme “É mais do que se vê”, com cenas filmadas na Praia de Iracema em 2023, junto às crianças e adolescentes atendidas pelo NArTE/CCBJ, está entre as ações realizadas por meio dessa conjunção.

A articulação comunitária do CCBJ, eixo de atuação do NArTE, e a ASCOM do equipamento foram responsáveis por reunir jovens frequentadores do CCBJ, incluindo aqueles do projeto Uz Crias, para o dia de atividades lúdicas e diversão que culminou na gravação  de imagens para o documentário produzido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Além desses projetos, a parceria rendeu um curso de Comportamentos Mais Seguros aos funcionários do Centro Cultural Bom Jardim. A formação foca na prevenção aos impactos da violência a partir do comportamento atento aos contextos que envolvem o território onde o equipamento se localiza e atua.

[SERVIÇO]

Lançamento “É mais do que se vê”

Cineteatro São Luiz I 21/05 I 18h I Exibição do curta Uz Crias na Periferia e do filme É mais do que se vê e roda de conversa.

[Sinopse] 

É mais do que se vê

O que acontece quando uma pessoa desaparece, é forçada a se deslocar de sua comunidade, tem sua saúde mental abalada ou encontra dificuldades para acessar serviços públicos essenciais como unidades de saúde e escolas? O filme revela as consequências da violência armada a partir de seis histórias de vida e reúne especialistas e autoridades que abordam as ações em curso no Ceará para lidar com essa difícil realidade. (Duração: 54 minutos).

Uz Crias na Periferia  

O curta-metragem Uz Crias na Periferia conta a história de Maria Clara, uma jovem negra, estudante do Ensino Médio e moradora do Bom Jardim, periferia de Fortaleza, que convive diariamente com o racismo. No enfrentamento diário dessa violência, Maria Clara, seu irmão Pedro e seus amigos provocam uma mudança na comunidade por meio da arte. A classificação indicativa do filme é para 14 anos de idade. O curta-metragem “Uz Crias na Periferia” é fruto do curso de Vivência em Comunicação e Princípios Humanitários, realizado durante os meses de março e abril e conduzido pela equipe do NArTE e da Assessoria de Comunicação (ASCOM) do CCBJ. 

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes e seu Programa de Audiovisual, apresenta a Sessão Cine Jardim

A Sessão Cine Jardim será realizada no dia 06 de maio, às 18h30, com estreia de quatro filmes como ação de conclusão do primeiro básico de longa duração em Audiovisual. 

A Sessão Cine Jardim, irá exibir quatro filmes realizados pelas turmas de Criação e Edição de Vídeo, com turmas de criança de 9 a 13 anos, Filmar Ouvir e Escrever com turmas de adolescentes de 14 a 18 anos e a turma de adultos no Curso Filmar, Ouvir e Escrever. 

Cada turma passou por um processo de formação de nove meses, onde puderam ter em seu aprendizado com a linguagem cinematográfica através de eixos temáticos, como- Percurso Formativo I-  Brincar com a Câmera, Percurso Formativo II Criação em Audiovisual: contar nossas histórias e Percurso Formativos 3- Modos de Ver e Escrever com Cinema, os percursos são divididos em módulo que são teóricos, práticos e técnicos.

Durante o percurso as turmas produzem pequenos experimentos audiovisuais de acordo com os módulos estudados e ao final as turmas finalizam com a prática de realização (roteiro, fotografia, som, produção, acessibilidade, edição, finalização e circulação das obras). 

A Sessão Cine Jardim, tem como objetivo apresentar o que está sendo produzido pelas turmas do Audiovisual do Centro Cultural Bom Jardim, a fim de que a comunidade do Grande Bom Jardim e a cidade conheçam as produções e possam cada vez mais ter aproximações com a linguagem. 

É importante destacar que todas as produções que serão exibidas na Sessão Cine Jardim são inéditas e resultado do processo de ensino-aprendizagem das 3 turmas do Curso Básico de Longa Duração em Audiovisual da ECA/CCBJ, sob orientação da equipe pedagógica envolvida no processo, como coordenação, assistência, professores e monitores. 

A Sessão Cine Jardim acontecerá no Teatro Marcus Miranda, no Centro Cultural Bom Jardim no dia 06 de maio às 18h30. 

Serviço:  Sessão Cine Jardim

O que: Exibição de quatro filmes do Curso Básico de Longa Duração em Audiovisual da Escola de Cultura e Artes do CCBJ.
Quando: 06 de maio
Hora: às 18h30
Onde: Teatro Marcus Miranda – CCBJ (Rua Três Corações, 400, Bom Jardim)

Sinopse dos Filmes:

Academia de Heróis: Num mundo onde os super-heróis são treinados desde criança, acompanhamos a rotina escolar dos alunos da Escola de Heróis. Porém, durante um treino de poderes, uma aluna acidentalmente dá vida a um robô. O robô começa a trazer pânico para a escola e agora os jovens heróis precisam se unir e cooperar para salvar a todos. (Criação e Edição de Vídeos- turma de crianças) 

Laços e Desenlaços: Inspirados pela história de Gil, uma produtora audiovisual decide fazer um documentário sobre pessoas e seus laços familiares. Em reuniões virtuais e encontros presenciais, a equipe entrevista pessoas como Rebecca e Lili, explorando as relações familiares e pessoais. As histórias compartilhadas trazem reflexão e conexão entre a equipe. (Filmar Ouvir e Escrever – turma de adultos) 

Aos Olhos de Adriana: Adriana enfrenta uma crise de identidade. Ao mesmo tempo, seu irmão Ygor, com seu jeito bagunceiro e traquina, tenta animá-la, mas acaba causando mais confusão. No meio disso, Mari, amiga de Adriana, tenta ajudar e fortalecer a amiga nesse momento difícil, juntas elas vão refletir sobre ansiedade, pressão familiar, sonhos e o que é crescer. (Filmar Ouvir e Escrever – turma de adolescentes)

Hora da Encrenca: Uma apresentação de trabalho se transforma em caos quando Michael e Ezequiel discutem na sala de aula. Os colegas tentam parar a discussão, mas todos são mandados para a diretoria. Na diretoria eles são encorajados a trabalhar juntos em um projeto sobre “Hora de Aventura” e aprender sobre as diferenças e saber pedir desculpas (Filmar Ouvir e Escrever – turma de adolescentes)

Samba da Vicença, espetáculo teatral recheado de musicalidade, conta a história de vida de Vicença Soledade, 64, uma mulher negra que vive no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. O musical estreia no dia 02 de maio no Cineteatro São Luiz, sobe ao palco do local também no dia seguinte e chega ao Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) nos dias 10 e 11, às 19h. As quatro apresentações são gratuitas e contam com tradução e interpretação em Libras.

A direção geral do espetáculo é assinada por Cris Faustino e a direção musical leva o nome de Flávia Soledade, filha de Vicença. Contar a história da mulher que dá nome à peça é a ponte para retratar a realidade de muitas mulheres negras brasileiras. Nascida no Piauí, Vicença passou pelo Maranhão e chegou em Fortaleza em 1970. Ela estava entre as primeiras famílias a se estabelecer no bairro periférico onde reside até hoje.

A história de vida da protagonista, vivida por Doroteia Ferreira, é afetada pelo racismo, pela pobreza e pelo desemprego, mas também pelo samba. Por falta de condições financeiras, Vicença não podia viver sua paixão pelo samba, que, de acordo com ela, começou ainda na infância. A aproximação de Vicença com o samba só se deu quando Flávia Soledade se tornou musicista.

O ofício da filha possibilitou sua participação em blocos de carnaval como o “Doido É Tu!”, criado no CCBJ, e no grupo Criarte, formado por mulheres do Grande Bom Jardim. A espiritualidade por meio da Umbanda também entra em sua vida um meio de se conectar com sua negritude e está presente na narrativa dos palcos.

As questões que permeiam a história de Vicença Soledade estão inseridas no espetáculo, que discute violências raciais e de gênero ao mesmo tempo em que se utiliza de símbolos de resistência como o samba e as religiões de matriz africana para conferir protagonismo às mulheres negras. O objetivo do musical é homenagear uma mulher negra enquanto celebra a vida de todas elas, especialmente aquelas que estão no Nordeste do Brasil.

“Quero mostrar o poder nas coisas marginalizadas, o poder da mulher negra, da música de batuque, da alegria de um boteco, do orgulho de pertencer a um território e de ver beleza na vida sentada na calçada”, conta Flávia Soledade. Entre cantoras, instrumentistas, bailarinas e atrizes, o elenco de Samba da Vicença é composto por mais de 15 artistas.


“A proposta é apresentar, através da música, uma contação de histórias que diga para quem veio antes que seus esforços não foram em vão”, afirma a diretora musical. As músicas, componente central da narrativa, remetem à ancestralidade e conta com compositores como Kiko Dinucci, Chico Buarque, Janet Almeida e outros.

O repertório é composto por músicas como “Minha missão”, “Yayá Massemba”, “Senhora Liberdade”, “Oração ao tempo”, “Pra que discutir com madame”, entre outras canções que também contam a história de Vicença Soledade e que, conforme Flávia, mostram a força da música de batuque.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), realiza Chamada Pública para os Cursos Básicos do ano letivo 2024/2025.

As inscrições serão para 09 (nove) novos cursos, compondo o Eixo Formativo Básico dos Programas de Audiovisual, Cultura Digital e Teatro, sem incentivo financeiro. Os Cursos Básicos atendem a públicos de diversas idades.

Os cursos são de Criação e de Vídeos do Programa de Audiovisual, serão abertas duas turmas, Game Design para Criação de Jogos de Tabuleiro e Informática Básica cada um com duas turmas dentro do Programa de Cultura Digital, e o Curso de Longa Duração em Teatro que abre três turmas dentro do Programa de Teatro. 

Ao todo serão mais de 100 vagas disponibilizadas nas novas turmas. Para saber mais detalhes sobre horários e faixa etária das turmas, acesse o edital disponível em: ccbj.org.br/oportunidades  

Inscrições e pré-requisitos

As inscrições acontecerão de forma on-line via formulário ou presencialmente na secretaria da Escola de Cultura e Artes do CCBJ (Rua 3 Corações, 400 – Bom Jardim) de 29 de abril até até às 18h do 10 de maio de 2024.

Acesse o edital para saber mais sobre os Cursos Básicos e fazer sua inscrição.

Os Cursos Básicos atendem a públicos de diversas idades que, em sua maioria, tiveram pouco ou nenhum contato com as linguagens artísticas, de modo a trabalhar as bases de cada linguagem, a formação e ampliação de repertório artístico e noções sobre as várias possibilidades de expressão artística na linguagem. As turmas atendem idades a partir dos 10 anos.

Os documentos necessários para a inscrição de pessoa menor de 18 anos são: 

  • Número do RG ou Certidão de Nascimento do(a) candidato(a);
  • Número do RG do(a) responsável (Mãe, Pai ou Responsável Legal);
  • Número do CPF do(a) responsável (Mãe, Pai ou Responsável Legal);
  • Número do NIS (caso possua).

Já para pessoas maiores de 18 anos a documentação necessária é: 

  • Número do RG do(a) candidato(a);
  • Número do CPF do(a) candidato(a);
  • Número do NIS (caso possua).

Cronograma

Os resultados de cada fase do processo seletivo estarão disponíveis na aba Oportunidades, no site do Centro Cultural Bom Jardim, de acordo com as datas dispostas no cronograma abaixo:

Lançamento29 de abril
Inscrições29 de abril até às 18h do 10 de maio
Resultado preliminar13 de maio
Recebimento de recursos14 de maio
Resultado final Pós Recurso15 de maio
Período de matrículas16, 17 de maio de 2024 (08h30 às 11h30 e 13h às 20h30)
18 de maio de 2024 (08h30 às 11h30)
20, 21  de maio de 2024 (08h30 às 11h30 e 13h às 20h30)
Aulão de Abertura (Local: TeatroCCBJ)22 de maio de 2024 ( às 18h30)

Conheça nossos professores(as):

Karina das Oliveiras é uma folha da árvore nascida em Fortaleza (CE). É Professora do Programa de Audiovisual da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim. Atua como Historiadora da arte, Realizadora audiovisual, Pesquisadora, Curadora e Poeta. É Bacharela em História da Arte pela UFRGS com ênfase em História, Teoria e Crítica. Estudou Realização em Audiovisual na Escola Pública de Audiovisual Vila das Artes. Dirigiu e roteirizou os curtas-metragens Tradição é Movimento (2023) e Do Grão ao Pixel (2022). Tem assumido a direção criativa de projetos coletivos e independentes no cenário das artes. Vem se especializando na área de Edição e Montagem colaborando com diversas produções nacionais. Segue desenvolvendo pesquisas sobre as pluralidades dos cinemas indígenas como criação de estratégias de descolonização e de autorrepresentação no Brasil. Suas investigações se concentram em perspectivas contra-coloniais e antirracistas acerca da memória, identidade, artes sonoras, fibra óptica, performances dissidentes, narrativas indígenas e afrodiaspóricas. Tem elaborado ao longo dos anos oficinas criativas e acompanhado projetos artísticos e de formação com média e longa duração.

Daniel “Guarah” Feitosa
Game Designer, Compositor de Synthwave nas horas vagas, e Coordenador do Capítulo Fortaleza do IGDA (International Game Developers Association). Já trabalhou para a Dragori Games no projeto de expansão de jogo de tabuleiro: “Tanares Adventures”. Busca cada vez mais a capacitação profissional de seus colegas de profissão e entusiasta da área de Jogos de Mesa na indústria de jogos.

Gabura
Programador, Maker e GameDev hobbysta. Atua como professor de Cultura Digital na Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ) desde 2018. Também atua com formação em robótica e desenvolvimento de aplicativos no LabINEC desde 2021. Tem experiência na área de inclusão digital, onde ministrou diversos cursos no CCBJ como “Aprenda a usar o celular”(2019), “Informática Básica(2019)” e “Iniciação Digital(2020/2021)”.

Edivaldo Batista
Ator, contador de Histórias, Diretor cênico, Instrutor  de Cursos e oficinas livre de Teatro e Contação de Histórias , Membro da Rede de Contadores de Histórias do Ceará, tem  formação acadêmica  pelo Curso Superior de Artes Cênicas do  Ceará IFCE.  Dentro dos espetáculos e projetos de narração temas como a ancestralidade , Contos de Tradição popular, Saberes Tradicionais, Memória  Tradição e LGBTQIAPN+ tem se encruzilhado construindo um percurso criativo diversificado que compartilha com Público por meio de apresentações e compartilhamento nas ações formativas que participa.

Chamada Pública:

Formulário de Inscrição:

Em 2022, o Ponto de Memória do Grande Bom Jardim foi contemplado pelo edital Iniciativas Comunitárias do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O recurso possibilitou a realização do projeto “10 anos”, que foi premiado pelo edital Pontos de Memória 2023, na edição Helena Quadros. 

O recurso recebido pelo edital do do Instituto Brasileiro de Museus/Ministério da Cultura (Ibram/MinC) resultou na produção do projeto “Memoráveis do Brasil – COVID-19”, que está sendo realizado pelo ponto de memória, também conhecido como Museu Comunitário da Identidade Territorial Grande Bom Jardim, junto de outros pontos de memória do Brasil.

O projeto “Memoráveis do Brasil – COVID-19” visa homenagear as pessoas falecidas vítimas de COVID-19 com um memorial de fotos e está em execução por decorrência de trabalhos anteriores, como “Jardim de Memórias” – primeira exposição realizada pelo museu. Já o projeto “10 anos” foi desenvolvido em 2022, demarcando os 10 anos de “Jardim de Memórias”. 

Francisco Macêdo Lopes, cofundador do Museu Comunitário da Identidade Territorial Grande Bom Jardim, afirma que o Ponto de Memória do Grande Bom Jardim se sente honrado por fazer intercâmbio com o CCBJ. “Juntos coletivamente trocamos experiências de políticas públicas sociais e culturais”, diz.

Macêdo também relembra a produção “REDE DLIS: LUTAS E CONQUISTAS POPULARES”, livro lançado pelo Ponto de Memória e pelo Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS) em celebração aos 15 anos da iniciativa. Viabilizado por meio do edital Fortalecimento de Iniciativas Comunitárias do CCBJ, em 2020, o livro registra os “15 anos de lutas, resistência, histórias e conquistas sociais em nosso território periférico do Grande Bom Jardim”.

O museu e a memória do território

O Ponto de Memória do Grande Bom Jardim é gerido de forma comunitária e colegiada, composto por cinco coletivos associativos e dois pesquisadores do território. O projeto se utiliza das categorias memória social e museologia comunitária para a promoção e afirmação de identidades institucionais e territoriais, com o objetivo de gerar as condições sociais e políticas do desenvolvimento local e dos direitos, compondo a Rede de Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável do Grande Bom Jardim (Rede DLIS).

De acordo com Francisco Macêdo, a Rede DLIS foi convidada pelo Instituto Brasileiro de Museus e Ministério da Cultura para participar dos projetos culturais de museus, ecomuseus e pontos de memórias do Brasil em março de 2009. “Jardim de memórias” foi a primeira exposição da entidade, ocorrida em 2012, no prédio do CDVHS.

Os projetos desenvolvidos pelo Museu Comunitário da Identidade Territorial Grande Bom Jardim, conforme o cofundador do ponto de memória, prezam pelo resgate das histórias, vivências e conhecimento das lideranças dos cinco bairros que compõem o território do Grande Bom Jardim, além de fomentar a cidadania, a arte e a cultura.

Conheça mais: Corre em Cena com Ponto de Memória do Grande Bom Jardim

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), realiza Chamada Pública para o Laboratório de Pesquisa – CCBJ 2024.

O Laboratório de Pesquisa, na sua edição de 2024, irá contemplar 10 (dez) projetos, sendo até 02 (dois) em cada um dos seguintes segmentos: Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro. Na sua edição de 2024, os LABS CCBJ terão vigência de 5 meses, de junho a outubro. 

Os projetos aprovados na chamada serão orientados em seu percurso por um/a mediador/a de processo de pesquisa, a serem indicados pelos projetos selecionados/as, coordenações de programas e supervisão do Laboratório de Pesquisa e Ateliê de Produção.

Inscrições e pré-requisitos

As inscrições serão realizadas por meio de formulário online, no período de 22 de abril até 12 de maio de 2024. A Chamada Pública está disponível com tradução para Linguagem Brasileira de Sinais. Acesse o edital para saber mais sobre cada um dos LABS CCBJ e fazer sua inscrição: ccbj.org.br/oportunidades 

Podem participar do Laboratório de Pesquisa do CCBJ:

  • Grupos, coletivos, artistas independentes, pesquisadores, dentre outras organizações e ajuntamentos, com o mínimo de 03 pessoas;
  • Pessoas com idade mínima de 18 anos completos;
  • Pessoas com experiência prévia comprovada na linguagem proposta há pelo menos 02 anos.

Caso o grupo proponente possua mais de três integrantes, será permitida a inscrição de apenas três pesquisadores(as) proponentes, os(as) quais receberão o auxílio disponível para o projeto.

Bolsas e incentivos

Cada pesquisador proponente receberá R$5.000,00, podendo ser dividido em até 5 parcelas de R$1.000,00 ao longo do prazo de vigência da pesquisa, totalizando o valor de R$15.000,00. 

No caso de grupos, coletivos ou ajuntamento de artistas independentes que possuam mais de três pessoas na sua composição original, apenas os três pesquisadores proponentes inscritos na chamada receberão a ajuda de custo.

Sobre os LABS CCBJ

O Laboratório de Pesquisa é um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõe uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes. Em 2024 já lança sua 7° edição. 

Esse é um processo de estímulo a experimentação de metodologias de pesquisa e investigação de temas e formatos pertencentes aos saberes e fazeres do campo artístico-cultural, oportunizando o surgimento de novas investigações ou mesmo contribuindo para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos e culturais que já venham sendo realizados.

O Laboratório de Pesquisa fortalece o patrimônio cultural, desenvolve os saberes no campo social e das artes, promove expansão do conhecimento, tendo por compromisso a partilha dos processos com a comunidade e com outras ações realizadas pela Escola de Cultura e Artes do CCBJ (ECA/CCBJ).

Cronograma

Os resultados de cada fase do processo seletivo estarão disponíveis na aba Oportunidades, no site do Centro Cultural Bom Jardim, de acordo com as datas dispostas no cronograma abaixo:

Período de Inscrição23 de abril a 12 de maio
1ª Fase – Análise Documental13 e 14 de maio
Resultado 1ª Fase 15 de maio
1° Fase – Recebimento de recursos16 a 19 de maio
1° Fase – Análise de recursos20 e 21 de maio
Resultado da 1ª Fase – após análise de recursos22 de maio
2ª Fase – Análise Técnica 23 de maio a 02 de junho
Resultado Preliminar da 2ª fase04 de junho
2ª Fase – Recebimento de recursos05 e 06 de junho
2ª Fase – Análise de recursos07 a 10 de junho
Resultado da 2ª Fase – após análise de recursos11 de junho
3ª Fase – Apresentação da Proposta (Entrevista)17 a 19 de junho
Resultado Preliminar 3ª Fase21 de junho
3ª Fase – Recebimento de recursos22 e 24 de junho
3ª Fase – Análise de recursos25 e 26 de junho
Resultado Final 28 de junho
Matrícula dos(as) aprovados(as)01 a 04 de julho
Início das Atividades05 de julho

Chamada Pública:

Formulário de Inscrição:

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), da Rede de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realizará a primeira avaliação coletiva do Centro, nesta segunda-feira (22/04).

O encontro faz parte do processo de melhoria e qualidade dos serviços prestados pelo equipamento.

A avaliação é realizada pelo núcleo gestor do CCBJ e integra os processos de planejamento.

Na ocasião, pela primeira, os mais de cem colaboradores (as) do Centro, participarão dessa fase de avaliação coletiva dos processos, fazeres , rotinas e metas como meio de potencializar o fazer cultural, formativo e social do CCBJ, visando otimizar os impactos positivos no clima organizacional e nos serviços prestados.

Portanto, nesta segunda, o CCBJ terá o funcionamento interno apenas, retomando as atividades abertas ao público, na terça-feira (23/04).

Quem ganha é a comunidade, o público que frequenta, as famílias e alunos atendidos pelo CCBJ.

Após avaliação coletiva com os (as) colaboradores (as), o núcleo gestor irá seguir os processos de planejamento, que orienta as próximas ações e fazeres do Centro Cultural Bom Jardim.

Em breve, será informado os avanços desses processos em nossos canais oficiais.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes do CCBJ e seu Programa de Cultura Digital, sedia pelo segundo ano consecutivo a 20ª Edição do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). O encontro acontece no dia 27 de abril, de 8h da manhã até as 17h30 da tarde, no CCBJ com entrada gratuita e aberto ao público em geral, curiosos, interessados em tecnologia digital e amantes do Software Livre.

O FLISol é o maior evento de divulgação de software livre da América Latina e pelo segundo ano seguido será coordenado pelo Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ) na capital cearense. 

O Festival, que acontece desde 2005, tem como objetivo promover o uso do software livre e divulgar suas 4 liberdades essenciais do Movimento Software Livre. Durante o evento, softwares gratuitos são instalados nos computadores trazidos pelos participantes, que poderão participar de palestras, oficinas e outras atividades paralelas relacionadas à temática.

A entrada é franca e não é necessário se inscrever previamente para participar do evento. A inscrição estará disponível para o público que precisa cumprir carga horária de atividades de extensão ou comprovar a participação no evento.

Para mais informações sobre os palestrantes confirmados e a realização do evento, acesse https://flisol.info/FLISOL2024/Brasil/Fortaleza

Confira a programação completa

[ESPAÇO 0] TENDAS “Liberdade de executar o programa, para qualquer propósito”

[08:00 – 16:00]  Recepção e Credenciamento

[09:00 – 09:10]  Fala de Abertura 

[10:00 – 11:00] Instalação de Sistema GNU/Linux e de Programas Livres

[11:00 – 12:00] Apresentação de Jogos Digitais produzidos por estudantes da ECA-CCBJ com Software Livre

[13:30 – 15:00] Apresentação de Jogos Digitais produzidos por estudantes da ECA-CCBJ com Software Livre

[15:30 – 17:00] Instalação de Sistema GNU/Linux e de Programas Livres 

[ESPAÇO 1] TEATRO “Liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades” Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito. 

[09:15- 10:15] PALESTRA “Jornada Acadêmica com Softwares Livres no Curso de Design Digital da UFC Quixadá” com Chris Mendes (CE) e Nico Rabelo (CE)

[10:30 – 11:30] PALESTRA “Linguagem de Programação PHP não morreu e posso provar” com Anthony Jefferson (CE)

[13:30 – 14:20 ] PALESTRA “Porque usar Snap! para programar” com Gabura (CE)

[15:00 – 15:10] EXIBIÇÃO DO FILME “O BURACO”, Surto Coletivo Filmes. Roteiro e Direção de Ricardo Graça (RJ) e Victor Lima (RJ) – Classificação Indicativa: 16 anos

[15:10 – 16:00 ] PALESTRA “DO ROTEIRO À TELA DE CINEMA: PRODUÇÃO DE FILMES COM SOFTWARES LIVRES” com Ricardo Graça (RJ) e Victor Lima (RJ)

[16:30 – 17:30] PALESTRA “TIRE SEU PROJETO DE GAME DA GAVETA COM A GODOT ENGINE ” com Clécio Espíndola (SP)

[ESPAÇO 2] SALA DE CULTURA DIGITAL “A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar outros”

[09:00- 10:20] OFICINA “Experiência Maker com Arduino e Snap4Arduino ” com Hermen Jaime (CE)

[10:30- 11:50] OFICINA “Introdução à Modelagem 3D com Blender” com Nico Rabelo (CE)

[13:30 – 14:50] OFICINA “Animação na Godot Engine” com Chris Mendes (CE)

[15:30 – 16:50] OFICINA “Introdução à Arte Vetorial com Inkscape”com Wesley Farpa (CE) e Clara Oliveira (CE). 

[ESPAÇO 3] MULTIGALERIA “A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros. Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de se beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.

[15:00 – 16:30]BANCADA DE ROBÓTICA – EXPERIMENTOS SOBRE ENERGIA, MECÂNICA, SENSORES E PROGRAMAÇÃO – E O PAPEL FUNDAMENTAL DO HARDWARE E DO SOFTWARE LIVRES PARA A FORMAÇÃO ARTÍSTICA, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, com estudantes do 2º Ano do Curso Básico de Longa Duração em Cultura Digital da ECA-CCBJ sob orientação dos professores Gabura (CE)  e Hermen Jaime (CE)

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), inicia o ciclo de oportunidades em 2024 com três destaques principais, já são duas chamadas públicas e uma seleção de emprego.

As chamadas públicas pretendem convocar artistas que deverão compor a programação de fruição e difusão do equipamento entre os meses de junho de 2024 a fevereiro de 2025 e ainda convocar para participar da Composição de Representações da Gestão Compartilhada do CCBJ compondo as representações no Colegiado para a Gestão Compartilhada do Biênio 2024/2026. 

A oportunidade de emprego está selecionando um profissional para atuar no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), para o cargo de Assistente de Diretoria I. As pessoas interessadas devem submeter sua inscrição de 10 a 21 de abril, através de um formulário online.

A Chamada Pública de Propostas Artísticas, tem como objetivo selecionar 50 (cinquenta) propostas que irão compor a programação de difusão e fruição do Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, realizadas em formato presencial no período de junho/2024 a fevereiro/2025, com o intuito de movimentar a difusão da economia da cultura no território do Grande Bom Jardim, incentivando a sustentabilidade do fazer artístico através de iniciativas que contemplem artistas, grupos, coletivos e companhias. 

Chamada Pública Propostas Artísticas

As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 16 de Abril a 01 de Maio de 2024 por meio da plataforma Mapa Cultural do Ceará.  Todos os documentos de referência estarão disponíveis no endereço eletrônico: https://bit.ly/ChamadaPropostasArtisticasCCBJ24

Esta chamada conta com uma verba total de R$100.000,00 que será disponibilizada em pagamento de cachês para os artistas.

Os artistas, grupos e coletivos, serão convocados de acordo com o calendário de programação do CCBJ no período de Junho de 2024 a Fevereiro de 2025. Clique aqui para saber mais detalhes, conferir as regras e prazos da chamada.

Chamada Pública:

Formulário de Inscrição:

Chamada Pública Gestão Compartilhada

A 1ª Chamada Pública para composição de representações da Gestão Compartilhada CCBJ Biênio 2024-2026 tem como objetivo compor 08 (oito) representações no Colegiado para a Gestão Compartilhada do CCBJ e também credenciar as pessoas que poderão escolher essas representações. Essa é a primeira vez que o CCBJ abre uma convocatória para que representações do Grande Bom Jardim integrem o colegiado para a gestão compartilhada. 

As vagas não são remuneradas, e foram pensadas a fim de que a comunidade tenha representação participativa no planejamento, monitoramento e avaliação das políticas culturais desenvolvidas pelo CCBJ. A RGC é aberta ao público e conta com a participação de colaboradores e da gestão do CCBJ, representantes da Secult CE, do IDM e do Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim.

As inscrições podem ser feitas por meio do preenchimento de um formulário, disponível no site do CCBJ, e ficarão abertas do dia 08 ao dia 28 de abril.

Chamada Pública:

Formulário de Inscrição:

Oportunidade de Emprego

A vaga disponível é para o cargo de Assistente de Diretoria I, com remuneração de R$ 2.658,03 e carga horária de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. As principais atribuições do cargo incluem auxiliar na gestão administrativa do setor, como responder e-mails, organizar agendas, preparar documentos e preencher planilhas. Além disso, o profissional será responsável por analisar, enviar e receber processos de contratação e pagamentos, monitorar prazos, elaborar relatórios e comunicações internas, organizar arquivos físicos e virtuais, receber demandas de outros setores do Centro e elaborar a escala de trabalho do setor.

As pessoas interessadas podem se inscrever de 10 a 21 de abril, através de um formulário online.

Chamada Pública:

Formulário de Inscrição:

As produções audiovisuais “Corre” e “Noites em Claro”, realizadas por estudantes de cursos do Programa de Audiovisual da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), foram selecionadas no Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (FICCI). O evento ocorre entre os dias 16 e 21 de abril em Cartagena das Índias, na Colômbia, com direito a estande do Instituto Dragão do Mar (IDM), órgão responsável por gerir o CCBJ e outros equipamentos públicos.

Rúbia Mércia, coordenadora do Programa de Audiovisual da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), é uma das representantes da Rede IDM a compor o estande, participando da mesa Presentación Proyectos Audiovisuales, junto de Manoela Ziggiatti, coordenadora dos Laboratórios da Escola Porto Iracema das Artes. Na agenda do evento, o curta-metragem “Noites em Claro” será exibido na quinta-feira, dia 18 de abril. No dia seguinte, o videoclipe “Corre” será apresentado nas telas do festival.

O filme, dirigido por Elvis Alves, foi produzido como trabalho de conclusão do curso Extensivo em Audiovisual, no ano de 2022. O curta-metragem de terror tem circulado em festivais e mostras de cinema no Ceará e em outros estados, sendo até mesmo premiado. Já o videoclipe “Corre”, da música autoral de Evan Teixeira, foi realizado pela turma do curso de Produção de Vídeos Musicais de 2023. 

Sobre a importância do reconhecimento de produções realizadas na periferia, Rúbia Mércia afirma que “os filmes estarem aqui [no festival] é um gesto político, de aposta de uma política pública que descentraliza as ações do audiovisual”. “O Centro Cultural Bom Jardim, através do Programa de Audiovisual, tem sido uma dessas referências, por estar em um processo formativo de invenção e de criação constante com essas turmas, propondo e promovendo o desejo de que esses filmes circulem cada vez mais”, conclui.

Noites em Claro: cinema de periferia no mundo  

“Sempre que ‘Noites em Claro’ é selecionado em algum festival, vejo isso como uma oportunidade de mostrarmos a força da arte do Bom Jardim para o mundo”, afirma Ricco Sales, produtor executivo do curta-metragem e morador do Grande Bom Jardim. O filme, que já foi selecionado em mais de 15 festivais e mostras de cinema, será exibido pela primeira vez fora do Brasil por meio da 63° edição do FICCI.

Dirigido por Elvis Alves, “Noites em Claro” conta a história de Carlos (Éricles Carmo), um jovem negro que trabalha como entregador de comida na periferia. Além do toque de recolher imposto pela polícia, ele enfrenta uma aparição sobrenatural que frequentemente surge em sua casa.

“Noites em Claro retrata a realidade de muitos jovens brasileiros que lutam diariamente por um futuro melhor”, diz Éricles Carmo. O ator que interpreta o protagonista de “Noites em Claro” refere-se ao curta-metragem com orgulho, considerando o projeto como uma realização em sua vida profissional. “Ver esse projeto do qual tenho imenso orgulho de fazer parte cruzando fronteiras, me enche de alegria”, comemora. 

Para Elvis Alves, diretor e roteirista de “Noites em Claro”, a seleção do filme no festival representa a força que o cinema construído na periferia pode ter. “Essa oportunidade de ir para o FICCI é mais um dos espaços que o filme tá conseguindo chegar, então pra mim é maravilhoso, e acho que pra toda a equipe também. É uma felicidade saber que o filme vai estar lá, sendo discutido em espanhol”, brinca.

Ricco Sales faz coro à celebração dos colegas de trabalho. “É uma sensação de conquista, alegria e reconhecimento pelo trabalho de toda a equipe, da Escola de Cultura e Artes e de todo o CCBJ, e principalmente do Bom Jardim”, declara. “Torço para que as pessoas ao redor do Brasil e do mundo vejam o filme e que ele seja mais uma declaração de que nós, artistas periféricos, temos conhecimento e técnica, só precisamos de mais oportunidades”.

O filme foi realizado entre julho e setembro de 2022 por estudantes da segunda turma do curso de Extensão em Audiovisual, contando com o apoio de Rúbia Mércia e Nayana Santos, assistente pedagógica do Programa de Audiovisual da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, e inteiramente filmado no Grande Bom Jardim. No FICCI, o filme será exibido na sessão “Cine en los barrios”.

Corre: música e audiovisual cearense na Colômbia

O videoclipe da música “Corre” também foi fruto de um processo formativo do Centro Cultural Bom Jardim. A produção, assinada pela turma do curso de Produção de Vídeos Musicais, foi mediada por Ivo Lopes e Darwin Marinho. “Foi muito importante o apoio e a sensibilidade da coordenadora do Programa de Audiovisual do Centro Cultural Bom Jardim, Rúbia Mércia, e da assistente Nayana Santos”, conta Evan Teixeira, compositor da canção “Corre”.  

A seleção da produção no festival demarca sua primeira vez em um festival, inaugurando a circulação do videoclipe nesse tipo de circuito audiovisual em terras estrangeiras. Anteriormente, a produção havia sido exibida no CCBJ e no cinema do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

A música, que expressa o desejo pela fartura e questiona a desigualdade social, foi lançada em 2022, antes do início do curso, e impulsionou a inscrição de Evan Teixeira na formação.  “O curso proporcionou o encontro de diversas forças artísticas da periferia, pois a maior parte da turma era formada por pessoas do Grande Bom Jardim, de outros bairros periféricos da cidade e da região metropolitana”, afirma o artista.

“Saber que o projeto que você participou vai ser assistido em outros lugares, além da nossa periferia, é muito prazeroso. Isso faz com que a gente acredite no nosso potencial”, diz Rydlla Furtado, uma das alunas da turma. Ela revela a importância da seleção do projeto para sua vida profissional e a de seus colegas. “Está sendo um pontapé para a nossa autoestima profissional! Isso faz com que a gente tenha cada vez mais vontade de produzir com mais qualidade e criatividade”, conclui.   

Teixeira partilha da perspectiva da colega de turma e acredita que integrar a programação do Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias “é mostrar mais uma vez a força do coletivo e a importância das políticas públicas e culturais, sobretudo na periferia, pois sem o Centro Cultural Bom Jardim esse encontro não teria existido”.

O CCBJ é um equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).