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CCBJ PROMOVE A 4ª EDIÇÃO DA MOSTRINHA DE TEATRO NOS PALCOS DE FORTALEZA

Nos dias 13, 14, 20 e 21 de março, o Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), promove a 4ª edição da Mostrinha de Teatro. O evento reúne espetáculos desenvolvidos e protagonizados pelas turmas dos Cursos Básicos do Programa de Teatro. Para essa edição, a Mostrinha circula em dois espaços públicos de cultura: no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) e no equipamento.

A programação é gratuita e conta com acessibilidade em Libras. A ação faz parte do processo de ensino e aprendizagem dos alunos do Curso Básico de Longa Duração em Teatro da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ)As turmas do Programa de Teatro são compostas por crianças e adolescentes em diferentes momentos da formação artística. Ao todo, a Escola conta com seis Programas de Formação: Acessibilidade, Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro.

A Mostrinha de Teatro apresenta os trabalhos de quatro turmas, totalizando 48 estudantes presentes nos espetáculos. O processo de criação e produção das peças é realizado com a participação ativa dos alunos. As abordagens são acompanhadas e orientadas pelos professores Edivaldo Batista e Roberta Bernardo.

Os Mundos em que Habitamos

Dialogando com as vivências dos estudantes, os espetáculos abordam temas que vão desde o lúdico do mundo infantil até as relações familiares, explorando as complexidades dessas experiências. Em uma abordagem criativa e sensível, os estudantes compartilham suas visões e reflexões sobre o mundo ao redor. As temáticas trabalhadas também se refletem nas técnicas utilizadas e referências construídas para cada apresentação.

Edivaldo Batista acompanha a Mostrinha desde 2023, quando aconteceu a primeira edição do evento. Nesta edição, o professor orienta três espetáculos: “Terra dos Monstros”, “Flor e as Memórias Perdidas” e “Mais um Dia”. Já o experimento cênico “Que Abram-se as Portas” é orientado pela professora Roberta Bernardo com a turma do Curso Básico de Fundamentos em Teatro I.

“Penso que a Mostrinha vem amadurecendo com o passar dos anos. Tanto na parte criativa e artística, junto às turmas, como no pensamento e realização”, conta Edivaldo. Outro fator para a evolução da Mostrinha foi a estreia dos espetáculos na Mostra das Artes em dezembro de 2025, evento de celebração do ciclo anual e do aniversário do CCBJ. As turmas compartilharam as peças com o público do Grande Bom Jardim para, em seguida, circular  com a Mostrinha de Teatro.

As peças foram construídas nos módulos do percurso. Em especial, os módulos de Criação e Montagem e Experimento Cênico ajudaram a produzir os espetáculos e a fomentar a participação coletiva com vozes, corpos e dramaturgias. “As turmas estão felizes em compartilhar parte de um percurso técnico e criativo que diz muito sobre as urgências que desejam expor ao público em forma de arte”, explica o orientador Edivaldo.

Os espetáculos apresentados ampliam as possibilidades de participação de crianças e jovens em diversos palcos da cidade. Ao realizar a Mostrinha de Teatro no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o CCBJ fortalece a atuação em rede, impulsionando formação em teatro nas periferias de Fortaleza e consolidando sua presença nos principais espaços da cena artística.

Reprodução: Edvania Ayres / Centro Cultural Bom Jardim

Confira abaixo as informações sobre os espetáculos

Terra dos Monstros – Curso de Longa Duração em Teatro – Manhã

Quando: Dia 13 no CDMAC e Dia 20 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Terra dos Monstros apresenta Maxine, uma menina esperta e imaginativa que, diante da difícil relação com sua mãe, resolve fugir, por meio da imaginação, para a terra dos monstros e lidar com sentimentos como raiva, tristeza e solidão. A peça teve referências literárias como “Onde vivem os Monstros” do autor Maurice Sendak.

Flor e as Memórias Perdidas – Curso de Longa Duração em Teatro – Tarde

Quando: Dia 13 no CDMAC e Dia 20 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Flor e as Memórias Perdidas apresenta Menina Flor, que busca as memórias dos seus parentes que se perderam. Durante a história, Flor vai encontrando vários outros personagens que a ajudam a lutar contra a grande vilã Esquecer e a encontrar as memórias que se perderam. A peça teve como referências Memórias de Família, Teatro Popular, Teatro de Rua, Brincadeiras de Roda e Contos de tradição popular. 

Mais um Dia – Curso de Longa Duração em Teatro – Noite

Quando: Dia 14 no CDMAC e Dia 21 no CCBJ

Classificação indicativa: 12 anos

Acessível em Libras

Sinopse: Mais um Dia apresenta duas histórias diferentes atravessadas pela temática familiar. A primeira cena mostra Lucas e o difícil momento em que resolve assumir para sua família que é gay; a segunda cena apresenta Neide, uma dona de casa e mãe, que vive abuso psicológico do marido. A peça foi construída tendo como referências o Teatro do Oprimido e o Teatro Realista.

Que Abram-se as Portas  – Curso Básico de Fundamentos em Teatro I

Quando: Dia 14 no CDMAC e Dia 21 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Que abram-se as portas é um experimento cênico construído a partir das dimensões afro-indígenas, identidade de gênero e sexualidade. Desse modo, as cenas perpassam por raça, classe, lazer, crítica, música e conhecimentos advindos dos ancestrais. A produção é um convite a conhecer os universos no qual as juventudes estão inseridas.

Serviço

O quê: 4ª Mostrinha de Teatro do Centro Cultural Bom Jardim. 

Quando: Dias 13 e 14 no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) e dias 20 e 21 no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), sempre às 19 horas.

Realização: Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Gratuito e aberto ao público.

Celebrando a potência das mulheres periféricas na arte e na cultura, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), continua sua programação de março com o festival Elas Perifa. A programação é gratuita.

A semana conta com a performance “Elza”, do Núcleo Criativo de Dança da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) do equipamento. Homenageando a cantora Elza Soares, o momento ocorre na quinta-feira (12), às 19 horas, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A programação segue com oficinas, vivências e apresentações artísticas e culturais do festival.

Matriarcado na Comunidade e Corpo em Exposição

O festival Elas Perifa segue na programação do CCBJ a partir da terça-feira (10), às 18 horas, com a Campanha sobre Gênero do NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada. Em edição especial do CineNArTE, o Cineclube Elvis Alves CCBJ recebe a exibição do filme “Moxie: Quando as garotas vão à luta”. A produção conta a história de uma adolescente que, inspirada pelo passado rebelde de sua mãe, cria um zine anônimo que denuncia o sexismo na sua escola.  

Na quinta-feira (12), o Núcleo Criativo em Dança do CCBJ toma o palco do Teatro Marcus Miranda às 19 horas para celebrar a memória de uma das principais vozes da música brasileira. O espetáculo “Elza” é apresentado pela segunda vez no equipamento, tendo estreado na Mostra das Artes em dezembro de 2025.

O Teatro Marcus Miranda CCBJ continua sendo espaço em atividade durante a sexta-feira (13), às 19 horas, com a performance “Corpo em Exposição”, de Larissa Paes. A obra atravessa a poética do horror corporal para provocar o olhar social lançado sobre corpos dissidentes. 

O sábado conta com duas atividades do festival às 19 horas. Na sala Multiuso CCBJ, a partir do olhar sensível das crianças, são homenageadas as principais lideranças femininas da comunidade São Francisco, assim como as mulheres que exercem papel fundamental nos núcleos familiares. Já a Praça Central do CCBJ recebe o show “Maria, vai com as outras!”, do grupo Essas Mulheres. Com repertório variado, o coletivo eleva a potência do samba feminino cearense, denuncia as violências de gênero e raça e celebra a força coletiva das mulheres. 

Semana Literária e Mostrinha de Teatro

Além do Elas Perifa, dois eventos também tomam conta da programação do CCBJ: a 8ª Semana Literária na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ e a 4ª Mostrinha de Teatro CCBJ no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). A Semana Literária acontece nos dias 11 a 13 de março e visa celebrar e fomentar o hábito da leitura e a participação de artistas que atuam nesse ramo. 

Em outro palco da cidade, as turmas dos Cursos Básicos do Programa de Teatro do CCBJ apresentam e protagonizam quatro espetáculos nos dias 13 e 14 de março. A quarta edição da Mostrinha de Teatro aborda temas que vão desde o lúdico do mundo infantil até as relações familiares, explorando as complexidades dessas experiências. O evento volta ao equipamento nos dias 20 e 21 de março.

Serviço

Elas Perifa – Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 10 a 14 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Entre os dias 11 e 13 de março, a literatura toma conta do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A 8ª edição da Semana Literária conta com a riqueza cultural das contações de histórias. O evento visa celebrar e fomentar o hábito da leitura e a participação de artistas que atuam nesse ramo.

A semana ocorre na Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ e celebra as datas comemorativas referentes à literatura. O mês de março é dedicado ao Dia do Bibliotecário (12), ao Dia do Contador de Histórias (20) e ao Dia Internacional da Poesia (21). As atividades têm a presença dos artistas convidados Almir Mota, Júlia Barros, Patrícia Bezerra e Elizabeth Pacheco.

Inaugurada junto ao CCBJ, em 19 de dezembro de 2006, a Biblioteca Cristina Poeta atende estudantes, pessoas trabalhadoras do equipamento e, especialmente, crianças e jovens da comunidade do Grande Bom Jardim. Além de eventos culturais e programas de estímulo à leitura, o espaço possui um acervo com cerca de 3 mil exemplares, constituído de livros, obras de referência, revistas, catálogos, histórias em quadrinhos, folhetos, cordéis, DVDs e CDs. 

Entre Carrosséis e Rodorós

A abertura da Semana Literária acontece na quinta-feira (11), às 15 horas. Em um giro de atividades literárias, o escritor Almir Mota e Júlia Barros apresentam o “Carrossel Literário” na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. Esta é uma atividade comemorativa dos 40 anos de literatura do autor e 26 anos da publicação do seu primeiro livro para a infância.

As contações de histórias continuam no dia seguinte, no mesmo horário, com o espetáculo “Tantas Histórias e Mais um Bocadinho”, de Patrícia Bezerra. Cada conto apresentado traz um pedacinho de encantamento, humor ou surpresa, perpassando por histórias mantidas na tradição oral. A atividade aproxima as histórias contadas do público, estimulando a participação da plateia.

Na sexta-feira (13), a Semana Literária ocupa o palco do Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A sessão de contação de histórias “Rodoró”, com Elizabeth Pacheco, envolve o público em narrativas que prometem mexer com o imaginário de todas as idades. Rodoró é uma expressão popular na região do Cariri e significa “redemoinhos” ou “movimentos circulares”. O projeto se inspira na riqueza cultural nordestina para descrever a experiência única que será oferecida.

Realizada anualmente, a Semana Literária acontece no primeiro semestre do ano. O Centro Cultural Bom Jardim convida escolas e instituições parceiras a estarem presentes no evento festivo.  

Serviço

8º Semana Literária

Quando: 11 a 13 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Resultado de investigações acerca dos processos de construção de máscaras de papangu, a exposição “Quem Tem Cara de Papangu” chega, nesta quinta-feira (5), às 17 horas, ao Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). As peças foram criadas pela artista visual Joyce Monteiro. A visitação é gratuita e estará disponível durante o mês de março na Multigaleria do equipamento.

A manifestação popular é o cerne da exposição, resultado de um projeto que segue em construção desde 2022. Elaboradas a partir da bananeira, as máscaras dialogam com as ancestralidades e memórias do brincante popular com sua localidade. “Meu primeiro contato com os papangus se deu a partir de vivências com o Reisado Boi Malandro, da comunidade da Rama, em Paraipaba, e com o grupo de papangus da Praia do Canto Verde”, conta Joyce, brincante popular há 10 anos.

“Quem tem Cara de Papangu” já esteve presente em outros espaços públicos da cidade de Fortaleza. Como na exposição coletiva “Costurando Enquanto o Tempo Cai”, na Casa Barão de Camocim e individualmente no Theatro José de Alencar (TJA). A mostra chega ao Grande Bom Jardim, território plural em manifestações populares como o Reisado Boi Jardim e o Maracatu Nação Bom Jardim.

A exposição integra o festival Elas Perifa, programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher com o intuito de celebrar a cultura, a arte, a totalidade e a diversidade das Mulheres Periféricas.

As Manifestações Folclóricas do Litoral

Os papangus são tradições culturais nordestinas e, no Ceará, os festejos são realizados durante o período da Semana Santa. O nome da manifestação surge da atividade de buscar alimentos para o grande banquete da Páscoa. A figura do papangu chega a Pernambuco em meados dos anos 1900, a partir de grupos “mascarados” que passavam de casa em casa pedindo angu de milho aos moradores. 

As regiões litorâneas do Ceará mantêm a manifestação popular como parte da identidade local, como nas comunidades de Sucatinga, Peroba e Canto Verde, onde os papangus fazem a festa entre a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia. Para os papangus cearenses, as máscaras são os principais adereços — com as fantasias — para reinventar imaginários nas ruas do litoral.

O que se destaca na confecção das máscaras é a reutilização de materiais. A mistura é diversa: parte de elementos da natureza até sucatas, objetos, tecidos e roupas usadas. Os atravessamentos que marcam a construção do indumentário são apresentados na exposição “Quem Tem Cara de Papangu”.

A feitura da máscara traz a ligação do indivíduo com a sua ancestralidade, ativando suas memórias ou algo inesperado em relação à brincadeira dos papangus. É isso que constitui a proteção, a fantasia e a alegoria do brincante”, explica Joyce Monteiro. Para ter cara de papangu, o brincante ultrapassa o limite do comum e constrói o encantado a partir do que tiver disponível. 

O CCBJ fomenta as manifestações populares da cultura nordestina. “Quem Tem Cara de Papangu” fica aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro. O equipamento conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.

Serviço

Abertura da Exposição “Quem tem Cara de Papangu” no CCBJ

Quando: 5 de março às 17h 

Onde: Multigaleria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa, Fortaleza – CE)

Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726

Estão abertas oportunidades para quem busca formação gratuita em dança e teatro. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a Chamada Pública para os Cursos Básicos de Longa Duração dos Programas de Dança e Teatro da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). As inscrições estão abertas até o dia 13 de março e poderão ser realizadas de forma presencial ou virtual, através do site.

Os cursos básicos são voltados principalmente para pessoas que tiveram pouco ou nenhum contato prévio com as linguagens artísticas, com duração de dois a seis anos continuados. O CCBJ atua na região do Grande Bom Jardim, incluindo os bairros Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal, Siqueira e Canindezinho. Para a seleção, o equipamento conta com Políticas Afirmativas e Territoriais no processo seletivo das turmas. 

“Temos até 50 vagas para dança e até 29 para o teatro, totalizando 79 vagas”, conta Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança do equipamento. As turmas são direcionadas aos percursos formativos iniciais da Formação Básica, proporcionando possibilidades de iniciação artística para as crianças e jovens. A formação continuada  pode se desdobrar em outras capacitações proporcionadas pela Escola.

Os ensinos da Escola de Cultura e Artes do equipamento abrangem as linguagens de Acessibilidade, Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro. As artes são exploradas em diversos eixos formativos, como Cursos Básicos, Cursos Técnicos e de Extensão, Ateliês de Produção e Laboratórios de Pesquisa. 

De Maranguapinho à Mostrinha de Teatro

Para a Formação Básica de Longa Duração em Dança, as atividades das turmas ofertadas envolvem o descobrimento do corpo e a experimentação de possibilidades diversas de expressão artística. As práticas coletivas são estimuladas por meio da aproximação entre corpo, movimento e música. Nesse primeiro momento, o contato com os fundamentos básicos da dança é voltado para as crianças entre 6 e 9 anos de idade, compreendendo as turmas de 1º e 3º ano ofertadas na chamada.

O percurso formativo tem duração de seis anos e impacta mais de 120 crianças, adolescentes e suas famílias, a partir do processo de aprendizagem e do acesso às políticas públicas de cultura e formação do Estado do Ceará. As crianças também são convidadas a fazer parte dos espetáculos coletivos, celebrações da finalização de um ciclo da Formação Básica. Como o espetáculo Maranguapinho, apresentado nos dias 21 e 22 de janeiro no Theatro José de Alencar (TJA).

Quem busca entrar na cena teatral, três turmas serão ofertadas para os horários da manhã, tarde e noite. A formação é voltada a jovens de 11 a 18 anos, proporcionando espaços de fruição e criação cênica. “Com o acompanhamento progressivo do desenvolvimento artístico dos estudantes, fortalecemos a autonomia criativa, o pensamento crítico e a permanência na formação para uma trajetória consistente nas artes”, explica Ana Carla, coordenadora interina do Programa de Teatro do equipamento.

As turmas também movimentam os espaços públicos de cultura da cidade com a presença da Mostrinha de Teatro. A ação promove a circulação dos espetáculos construídos pelas turmas do Curso Básico em Teatro nos principais palcos de Fortaleza. O evento busca estimular a criatividade e a expressão dos estudantes. 

O processo seletivo possui duas etapas, com a segunda sendo voltada para as turmas mais avançadas. Para participar da seleção, é importante ler o edital e as pessoas interessadas podem realizar a inscrição de forma online, via formulário, ou presencialmente no CCBJ. As aulas têm previsão de início para o dia 13 de abril de 2026.

Serviço

O quê: Chamada Pública para a Formação Básica de Longa Duração em Dança e Teatro

Período de inscrição: de 2 a 13 de março de 2026.

Realização: Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ)

Onde se inscrever: presencialmente no CCBJ (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa) ou pelo site https://ccbj.org.br/oportunidades

Potencializando as narrativas femininas em espaços públicos, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), inicia sua programação de março com o festival Elas Perifa. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

Em destaque, a semana conta com um pré-lançamento e um lançamento: o livro “Pequenas dores são como raios em minha coroa” de Flávia Almeida e a exposição “Quem tem Cara de Papangu” de Joyce Monteiro. As atividades ocorrem, respectivamente, no Teatro Marcus Miranda CCBJ e na Multigaleria do CCBJ. A programação segue com oficinas, vivências e apresentações artísticas e culturais do festival.

Batuque de Mulher e Minha Ancestralidade

As atividades do Elas Perifa têm início na quinta-feira (5), às 16h, com o pré-lançamento do livro “Pequenas dores são como raios em minha coroa”, no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Às 17 horas, a Multigaleria CCBJ recebe a exposição “Quem tem Cara de Papangu”. As peças são resultados de investigações acerca dos processos de construção de máscaras de papangu, manifestação popular do nordeste.

O festival continua às 18 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ, pelo NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada. O momento Miçangue-se convida os participantes a explorarem a criatividade na confecção de pulseiras, colares e outros acessórios artesanais. 

Na sexta-feira, o NArTE abre a programação com Cola na Ideia, dinâmica de colagem em alusão ao Dia da Mulher, na Sala Multiuso CCBJ às 18 horas. A presença musical chega ao Teatro Marcus Miranda CCBJ às 19 horas. A artista NegaLu apresenta o show autoral “Minha Ancestralidade”, propondo a imersão artística nas raízes afro-brasileiras, por meio de composições que exaltam a memória e identidade nacional. 

O sábado (7) conta com a oficina de Flores de Papelão, às 18 horas, na Sala Multiuso CCBJ. Os participantes irão desenhar e colorir seus jarros no papelão e colher folhas e flores para preencher seu lindo e criativo jarro para presentear mulheres que admiram. Encerrando a programação da semana, o grupo Batuque de Mulher traz muita percussão da música afro-brasileira, às 19 horas, na Praça Central CCBJ

Sombrinha Literária e É o Brinca

As demais atividades seguem em funcionamento comum no equipamento. O programa Sombrinha Literária da Biblioteca Cristina Poeta CCBJ traz Ciclo de Leitura, Jogos Literários e Pintura Livre para a programação da semana. Criado em 2019, o Programa Sombrinha Literária objetiva fortalecer a linguagem da literatura em sua pluralidade.

No sábado (7), a programação traz duas atividades do É o Brinca que prometem movimentar o público com ludicidade e expressão cultural. Pela manhã, às 10h, acontece a brincadeira popular “7 Pecados”, no Campinho Rafael Agostinho. Já no período da tarde, às 15h, o É o Brinca Convida promove uma vivência em Slam com a artista Cabulosa, do Grande Bom Jardim. A atividade especial valoriza a poesia falada e a expressão artística do território. 

O É o Brinca acontece todo sábado no equipamento, com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais. 

Serviço

Elas Perifa – Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 3 a 7 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Marcando a metade do percurso dedicado à pesquisa em artes, os grupos dos Laboratórios de Pesquisa se reuniram nos dias 10 e 11 de fevereiro no Teatro Marcus Miranda CCBJ. O eixo formativo é desenvolvido pela Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O momento de partilha ocorre após 3 meses desde o início das atividades.

Com vigência de cinco meses, a pesquisa permite a experiência imersiva e a investigação metodológica das linguagens artísticas relacionadas à Arte Digital e Jogos, Audiovisual, Dança, Música e Teatro. Cada linguagem possui dois grupos de pesquisa, que recebem apoio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de um(a) professor(a) mediador(a).

A reunião de partilha é uma das etapas de mediação entre os grupos de pesquisa. Neste momento, os coletivos se integram para compartilhar experiências, estimular as trocas de saberes e aproximar eixos de atuação e o intercâmbio entre as linguagens artísticas. “Então, a ideia é que a gente pense nessa proposta de construir junto, sendo algo que a gente possa criar aqui na cidade”, conta Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa e dos Ateliês de Produção do CCBJ.

Corpos em convergência

Entre pés descalços, olhares e movimentos, o primeiro dia de encontro foi marcado por dinâmicas  corporais. Após uma sessão de relaxamento, as pessoas realizaram exercícios de teatro, promovendo interação e aproximação entre os participantes. “A proposta desse início é a gente sair um pouquinho do frenético, se conectar consigo e com o outro”, explica Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança.

O momento de conexão que iniciou o primeiro dia de partilha abriu caminhos para que os coletivos pudessem compartilhar os saberes e experiências desenvolvidos no processo de pesquisa de cada um. 

No segundo dia de partilha, os Laboratórios organizaram suas trocas a partir de uma  roda de conversa na Sala da Dança do equipamento. Com a presença de Lara Lima, supervisora do Programa de Acessibilidade do CCBJ, cada grupo foi instigado a pensar em como incorporar os recursos de acessibilidade, fomentando as pesquisas a alcançarem diversos grupos sociais. 

Os projetos de pesquisa possuem temáticas variadas. Na Arte Digital e Jogos, “EcoPlay” analisa o potencial de jogos digitais como ferramentas de conscientização ambiental entre adolescentes do Grande Bom Jardim, enquanto “Espelhos: Um Futuro Ancestral” traz uma instalação multimídia pensando nas perspectivas de um Nordeste Futurista.

Para os Laboratórios em Audiovisual, os projetos são “Festa de Negro é pra se Libertar” que investiga as memórias culturais negras em Fortaleza e relatório técnico que analisa o desenvolvimento do jogo “Projeto Kenopsia”. Na dança, memórias são evocadas nos dois projetos de pesquisa “Tudo que a boca come: mandynga e circularidade da capoeira” e “30 Anos em Dança: Como Contar o Tempo?”.

A sonoridade dos Laboratórios em Música apresentam as confluências entre a cultura nordestina e os saberes ancestrais de “Divina Sanfona e Tambores de Kaiá”, já o “Grupo +Melanina” realiza a pesquisa composição do 1° álbum autoral. Pertencimento é a palavra-chave dos Laboratórios em Teatros com “Herança das Águas” e “Cidade de Areia”.

É esperado que, para essa edição, os projetos construídos e as pesquisas desenvolvidas cheguem a outros territórios da cidade e que permaneçam em uma circularidade de pesquisa. O encontro final de partilha dos laboratórios acontecerá nos dias 6, 7 e 9 de abril no Teatro Marcus Miranda CCBJ.

Sobre os Laboratórios de Pesquisa

Os Laboratórios de Pesquisa são um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõem aos projetos participantes e mediadores uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes. A iniciativa visa oportunizar o surgimento de novas investigações no campo artístico-cultural, ou mesmo contribuir para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos que já vêm sendo realizados.

Tais experimentações podem surgir de inquietações teóricas ainda não exploradas pelos pesquisadores, ou de processos investigativos já em desenvolvimento, sem haver a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo. São priorizadas para a seleção pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, com deficiência ou moradores do Grande Bom Jardim.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a programação entre os dias 24 a 28 de fevereiro. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

O destaque da semana vai para o lançamento da primeira edição da Mostra Passando a Visão nesta quinta-feira (26) às 9 horas no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Com a exibição de 5 filmes de três continentes, o evento aborda as narrativas emergentes ao redor do mundo, especialmente da juventude que vive à margem das sociedades. A mostra é idealizada pelo cineasta André Moura Lopes e pelo rapper e comunicador Michael Rizzi.

Lembranças Africanas e Bandeirinha, Bandeirão

As atividades no equipamento se iniciam na terça-feira (24), às 19h, próximo ao Teatro Marcus Miranda CCBJ. Com a roda de conversa sobre o uso abusivo de telas no cotidiano das crianças, o NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada debate sobre o uso responsável da internet e estratégias para reduzir os danos pelo uso excessivo de telas.

A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ chega com o programa Sombrinha Literária nos dias 25 e 27 de fevereiro. Na quarta-feira (25), às 15 horas, teremos o Ciclo de Leitura da coleção “Lembranças Africanas”, escrita por Sonia Rosa. Cada livro da coleção apresenta práticas, sabores, ritmos e expressões da herança africana na formação cultural brasileira. No dia 27, a Sombrinha Literária traz um momento descontraído e divertido de Karaokê para a criançada.

O sábado (28) conta com a dinâmica Bandeirinha, bandeirão, às 15 horas, na Praça Central do CCBJ. A atividade fortalece o desenvolvimento motor e o trabalho em equipe, gerando um momento de diversão e aprendizado por meio da brincadeira popular. O É o Brinca acontece todo sábado, com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais. 

Instalação Imersiva e Lançamento de Quadrilha Junina

No Teatro Marcus Miranda CCBJ, o palco se torna uma floresta diferente, no sábado (28), a partir das 15 horas. A instalação imersiva Floresta dos Cubos Flutuantes convida o público a habitar um território onde engenharia e imaginação se entrelaçam. Na obra, cubos suspensos sobem e descem em coreografias verticais, movidos por sistemas automatizados que unem arte, dança e mecatrônica.

Finalizando a programação da semana, a Praça Central CCBJ recebe, às 19 horas, o lançamento da Quadrilha Junina Coração Sertanejo. Para 2026, o grupo traz para o debate o tema da Inclusão Social — “Somos Todos Iguais”. A proposta defende o acesso igualitário a direitos, oportunidades e recursos para grupos historicamente marginalizados, como pessoas com deficiência, negras, indígenas, LGBTQIA+ e populações vulnerabilizadas. A Quadrilha Junina é organizada pela Sociedade Cultural Coração Sertanejo.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 24 a 28 de fevereiro

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Nos últimos dois meses, a turma do Extensivo em Audiovisual vivenciou aulas práticas em um outro espaço de formação em Audiovisual de muita relevância na cidade – a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, equipamento cultural da Prefeitura de Fortaleza. O Curso Extensivo em Audiovisual faz parte da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

A 4ª turma do Curso Extensivo em Audiovisual do CCBJ compõe o Eixo Formativo de Cursos Técnicos e de Extensão, que desenvolve e aprofunda os conhecimentos teóricos, técnicos e práticos em torno da linguagem artística estudada. O Curso é realizado em parceria com o Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Para a realização do percurso técnico da turma, o CCBJ realiza atividades no equipamento e em espaços públicos de formação em audiovisual.

A primeira realização da parceria levou a turma para a Vila das Artes em dezembro de 2025, para algumas aulas técnicas do módulo de Fotografia I: Imagem e Câmera de Vídeo ministrado pela diretora de fotografia Linga Acácio. Na ocasião, a parceria possibilitou o acesso aos equipamentos profissionais de vídeo e às colaborações dos técnicos do Núcleo de Produção Digital. 

O diálogo para utilização do espaço para o ensino audiovisual do CCBJ está sendo feito com Cris Gonçalves, coordenador da Escola de Audiovisual da Vila das Artes. “Essa articulação não apenas amplia o alcance das ações formativas, como também potencializa a diversidade de olhares, metodologias e experiências pedagógicas”, explica Cris.

Em janeiro deste ano, a parceria se desdobrou para a realização das aulas práticas do módulo Edição I: Montagem e Edição de Vídeo. Para a ex-coordenadora do Programa de Audiovisual da ECA-CCBJ Lívia de Paiva, atualmente professora do módulo de Montagem e Edição de Vídeo, a parceria é de extrema importância para os diferentes territórios de Fortaleza poderem somar com diversos espaços da cidade. “São lugares de elaboração artística e de intervenção no mundo, que, através desse fazer audiovisual, trocam sobre processos pedagógicos e experiências que cada comunidade escolar tem”, relata Lívia sobre a ocupação dos espaços de política pública da cidade.

Potencializando o Audiovisual das Periferias

Patrick Jorge conhecia a Vila das Artes apenas de longe e por amigos próximos, mas nunca havia visitado o local. Foi a primeira vez em que o estudante do Extensivo em Audiovisual teve contato com o espaço e pôde usufruir dos equipamentos ofertados. “Entendi mais do que tem lá de equipamento, realmente pude usar, e eu acho que isso foi a melhor parte”, explica o aluno.

O curso intercala o percurso teórico com o percurso técnico. Atualmente, no CCBJ, a turma está tendo aulas dos módulos Narrativas em disputa II: cinemas trans e travesti, com Sunny Maia e Direção de Arte I: Projeto de Arte com Tais Augusto. “Eu sinto que se tivesse sido só teórico não teria sido tão proveitoso quanto foi, realmente a gente experienciando, vendo e aproveitando mesmo o audiovisual”, conta Patrick. 

Quem também está presente na turma é a estudante Mayra Gabi, ela reconhece a necessidade dos equipamentos públicos de cultura manterem diálogos de formação e circulação. “Acho muito importante fazer trocas e acessar outros equipamentos de cultura e educação, principalmente porque estamos em formação”, aponta Mayra. 

“Acredito que agrega na trajetória dos estudantes conhecer e vivenciar os múltiplos espaços formativos e de fomento do audiovisual na cidade de Fortaleza, podendo seguir construindo e usufruindo desses espaços”, diz Elena Meirelles, coordenadora do Programa em Audiovisual do CCBJ. 

A partir dessa experiência de partilha, a expectativa é que a parceria se aprofunde com uma rede integrada e contínua. “Podemos gerar novos laboratórios, mostras, intercâmbios e formações especializadas, fortalecendo ainda mais o audiovisual no território”, conta Cris Gonçalves. A integração também estimula a construção de redes profissionais dos estudantes, realizadores, técnicos e gestores culturais. “Como escolas, temos muito a trocar entre nós e muitas possibilidades de nos fortalecer e complementar em nossos projetos pedagógicos e formativos”, explica Elena. 

A formação do Extensivo em Audiovisual se encerra em setembro de 2026, com o percurso prático. Nessa etapa, a turma realiza os Projetos Audiovisuais de Conclusão de Curso.

Sobre o Programa de Audiovisual

O programa vem com o compromisso de formar profissionais e artistas, mas também espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias e utilizar a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação da mesma nos veículos de comunicação hegemônicos, perpetuadora de diversas formas de violência e aniquiladora das possibilidades de existência plural e diversa inerente a qualquer e a toda população.

Apresentando a pluralidade de corpas e vidas trans, o TransFestival chega na sua quarta edição nos dias 20 e 21 de fevereiro. O festival acontece no Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) em parceria com os coletivos PoloTrans e Gueto Queen. A programação é composta por premiações e homenagens, apresentações musicais e roda de diálogos, sendo gratuita e aberta ao público.

O TransFestival é um evento de visibilidade às culturas, artes e estéticas de Pessoas T (Transsexuais, Travestis, Mulheres Trans, Transmasculine e outras identidades transitórias). Tendo como tema “Protagonismo, Permanências e Memória nas Periferias de Fortaleza”, o festival apresenta o Baile da Diversidade, um espaço de encontro, celebração e resistência do corpo em movimento. 

Desde a primeira edição, o CCBJ é palco para o festival, valorizando as identidades, criações e produções artísticas e culturais em diversas linguagens e formatos. A ação ocorre em parceria com a Secretaria da Diversidade (Sediv), Casa de Andaluzia e Feira Empreendedora LGBT, com apoio da e da Associação de Travestis e Mulheres Transexuais do Ceará (Atrac).

Neste ano, o evento recebe a cerimônia de entrega do 1º Troféu Dandara Ketley, homenageando pessoas trans do estado do Ceará. Além disso, a Unidade Móvel Dandara Ketley estará presente no festival, oferecendo orientações para o público LGBTI+ acerca dos direitos e da cidadania.

Ritos de Presença

A cerimônia de abertura começa com uma performance. O espetáculo Atravessar: Feitiço para um Corpo em Encruzilhada ocupa o Teatro Marcus Miranda às 18 horas do dia 20. A apresentação solo de Stefany Mendes une teatro, poesia e ritual, abordando fé, autocuidado, periferia, travestilidade e reexistência.

As demais atividades e apresentações estarão acontecendo no dia 21. O festival retorna com set de música negra e ritmos brasileiros com o DJ e produtor Viúva Negra. A programação segue com o desfile Transformando da Casa de Andaluzia, organização referência no acolhimento e na formação empreendedora de mulheres trans no Ceará.

As performances continuam no palco do CCBJ. Com brilho, técnica e presença cênica, a artista Nicole Layser irá se apresentar no equipamento. Nicole é travesti, Miss Trans Barbie Ceará, Talento Ceará e Dublagem de Ouro Brasil. Stefany Mendes também volta ao palco com a apresentação de seu pocket show.

Uma das principais vozes da política de acessibilidade cultural para pessoas trans fecha a noite do festival com DJ set. Multiartista da Barra do Ceará, Angel History é  produtora musical e compositora, atualmente se prepara para o lançamento do seu primeiro álbum autoral “CYBER CLUB PRINCESS”. O CCBJ reafirma seu compromisso com a valorização dos caminhos, das narrativas e das vidas da comunidade trans.

Serviço:

TransFestival Quarta Edição

Data: 20 e 21 de fevereiro

Horário: 18h

Local: Centro Cultural Bom Jardim (Rua Três Corações, 400 – Bom Jardim)

Encerrando as programações de Carnaval, o Bomja Folia chega a sua última semana de atividades no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Articulado entre os setores da Ação Cultural e o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento, as dinâmicas ocorrem no CCBJ e nos arredores do Grande Bom Jardim. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

O encerramento da programação acontece na sexta-feira de Carnaval com Cortejo na Comunidade São Francisco. A festividade contará com o coletivo Maracatu Nação Bom Jardim e o grupo Duas Doses de Música & Os Tiragosto apresentando o show “Minha Vida é um Carnaval”.

No ritmo do Carnaval

As atividades no equipamento também estão voltadas para o ciclo carnavalesco. Começando na terça-feira às 18h no estúdio do CCBJ com a atividade de ritmos de brinquedos populares para introduzir na prática os ritmos carnavalescos nordestinos por meio da percussão. 

Na quarta (11), acontecerá uma oficina para criação de adereços de fitas coloridas. A partir das 18 horas, na Sala Multiuso CCBJ, Amanda Quebrada conduz a criançada em uma oficina para confeccionarem argolas de fitilho para o cortejo carnavalesco do CCBJ. A Sala Multiuso também se torna espaço de confecção de boizinhos, símbolos tradicionais da cultura popular. O momento acontecerá na quinta-feira às 18 horas.

A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ entra na folia com o programa Sombrinha Literária. A atividade contará com a exibição do filme Rio na quinta-feira às 15h. As festividades continuam na biblioteca com a Oficina de Estandarte na sexta-feira às 15h.

É Pré no CCBJ!

Na sexta-feira de Carnaval, o equipamento celebra em festa com o Pré-Carnaval do Bomja Folia. Pensando no autocuidado comunitário, o NArTE ofertará às 16h na Sala Multiuso CCBJ uma redução de danos no Carnaval, promovendo pertencimento e coletividade para as folias nas ruas. 

A festa começa às 17h na Praça Central com o espetáculo “Minha Vida é um Carnaval” do grupo Duas Doses de Música & Os Tiragosto. O show celebra a cultura popular brasileira com a mistura autoral dos ritmos de maracatu, cumbia, ijexá, reggae, baião, samba reggae e muito mais.

Finalizando a programação, o coletivo de Maracatu Nação Bom Jardim realiza um cortejo animado pela comunidade São Francisco. O grupo existe desde 2016 e é fruto do encontro entre artistas, moradores e instituições parceiras do território. As ruas serão o palco principal do cortejo, movimentando a comunidade coletivamente.

Informamos que, em virtude do Carnaval, o CCBJ estará fechado entre os dias 14 e 18 de fevereiro. As atividades retornam normalmente na quinta-feira, 19/02.

Serviço

Bomja Folia no Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 10 a 14 de fevereiro

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Pensar na imaginação de um corpo remonta desde a fase infantil. As crianças pegam bonecos e os reinventam: cortam cabelo, adicionam outra veste ou até mesmo uma parte de outro brinquedo. A transgeneridade também faz parte dessa remontagem. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe a 3ª edição da exposição Primeira Galeria do Mundo durante o mês de fevereiro.

A mostra é organizada pela Banida Plataforma com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Sendo espaço para celebração da infância e da transição, a exposição reúne mais de quinze artistas e coletivos trans, travestis e não-bináries de diferentes regiões do país. O acervo compõe obras de Aires, Amina Niara Terra, Arrudas, Ayume Andrade, Bárbara Banida, Bento Ben Leite, Beijamin Aragão, Caru Brandi, Curimatã, Dami Cruz, Indja, Lorena Falcão, Lui Foito, Ossy Erro e Projeto Reencantâncias.

“Nessa exposição, a gente celebra a inocência das crianças e seu gesto inacabado, mas também sua capacidade imaginativa, sem amarras de gênero ou forma, onde imagens que resistem na memória podem aparecer”, conta Sy Gomes, artista e uma das curadoras da galeria, junto à Bárbara Banida. 

Para a terceira edição da Galeria, o acervo leva ao CCBJ novas obras de artistas cearenses, pernambucanos e de outros estados brasileiros. As regiões contemplam os bairros da Grande Messejana, Vila Peri, Aldeota, Joaquim Távora e Benfica. De outros municípios, os artistas residem em São Paulo, Recife, Porto Alegre e Brasília. 

Além disso, a galeria foi construída a partir do mapeamento de artistas, em especial a presença de obras feitas por pessoas transmasculinas. “Muitas vezes, esses artistas não têm esse local de plataforma de arte e figuram menos dentro das exposições”, explica Bárbara Banida. Nas práticas de cada artista, as obras se encontram em trajetórias comuns a partir de fabulação e memórias da infância.

As múltiplas formas de Reconhecimento

Para quem chega na Primeira Galeria do Mundo, na galeria do CCBJ, há duas obras de arte que remontam ao período dos desenhos na televisão aberta. “Dave” e “Molambo Souvenir”, do artista transmasculino Bento Ben Leite, trazem, a partir da técnica mista de acrílico e óleo sobre tela, uma versão ressignificada de Gengar, espécie de Pokémon. As artes evocam desejos da infância que se assemelham ao Pokémon ilustrado: a possibilidade de se transformar.

“Foi um momento de lembrar dos desejos da infância que foram escondidos de mim mesmo durante décadas. A vontade de me transformar para me reconhecer”, explica o artista. As relações dos artistas com as obras são particulares, um exercício de autoconhecimento mediado pela imagem. Para Bento, a galeria serve para informar sobre as trajetórias das vidas trans que muitas vezes são invisibilizadas. 

A proposta da galeria também está presente no equipamento como espaço fértil de experimentação. “A mostra surge de um desejo de repensar e reelaborar as poéticas criadas a partir dos nossos impulsos”, disserta Bárbara Banida. Os impulsos partem das memórias ou das criações que reverberam na infância. Sejam as ficções fabuladas dos brinquedos, amigos imaginários e até mesmo as dores da violência que, por meio das obras, são transformadas em potências.

O CCBJ impulsiona o pensamento sobre as infâncias trans nas periferias de Fortaleza. Possibilitando a presença de artistas trans, travestis e não bináries em um equipamento cultural público da cidade. A Primeira Galeria do Mundo fica aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro. O CCBJ conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.

Serviço

3º Edição da Exposição “Primeira Galeria do Mundo” no CCBJ

Quando: Até dia 28 de fevereiro, de terça a sábado, das 15h às 20h 

Onde: Galeria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Bom Jardim, Fortaleza – CE)

Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726

A festividade do carnaval tomou conta do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O Bomja Folia é uma articulação entre a Ação Cultural e o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

O destaque da semana vai para o Cortejo com Mini Trio Elétrico, partindo da Praça Santa Cecília até o Palco Marielle CCBJ. A concentração começa às 16h30 no sábado (7) com as atrações Banda Brasilis, Frevo Sanfonado (Vanin e Nicinha) e a cantora Yane Caracas.

Carnaval Seguro e Ecológico

Antes do Cortejo, a programação da semana incentiva a produção criativa e promove dicas de autocuidadodurante os períodos de festa. Na terça-feira (03), a partir das 17h30, na sala Multiuso CCBJ, a educadora Bia Arcanjo trará alternativas sustentáveis para o carnaval por meio da produção de confete ecológico.

Na sequência, às 19h, a educadora Narah Adjane conduzirá uma roda de conversa com os adolescentes sobre redução de danos, conscientizando sobre como se divertir com responsabilidade.

O Bomja Folia continua no dia seguinte com a atividade de construção de máscaras carnavalescas para as crianças às 14h na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. O espaço também será palco de ciclo de leitura, às 15h, com o livro “Tequinho e o Ensaio da Bateria”.

É o Brinca e Cortejo Elétrico

Para o sábado, as atividades começam pela manhã. O Bomja Folia traz uma edição especial do É o Brinca, a partir das 10h, com Karaokê Carnavalesco e Desafio Esportivo, integrando ludicidade, esporte e as principais músicas da cultura popular brasileira. O É o Brinca acontece todo sábado no equipamento com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais.

Já o Cortejo se concentra às 16h30 na Praça Santa Cecília e parte em direção ao Centro Cultural Bom Jardim. O Mini Trio Elétrico terá a presença da Banda Brasilis, que passeia por estilos musicais da lambada, axé, regional, samba, forrózim, carimbó e entre outros. 

Ao chegar no CCBJ, a festa continua no palco Marielle. Vanin e Nancinha afirmam a força da sanfona como instrumento multifacetado a partir do Frevo Sanfonado. Com repertório que percorre composições de grandes nomes da cena cearense, a programação da semana se encerra com o show da cantora Yane Caracas, combinando performance e identidade cultural.

O Bomja Folia se estende até o dia 13 de fevereiro no equipamento e nos arredores do Grande Bom Jardim.

Serviço

Bomja Folia no Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 3 a 7 de fevereiro

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Buscando reconstruir as histórias e afetos das comunidades do Grande Bom Jardim, o espetáculo Maranguapinho cruza memórias e narrativas do rio por meio da dança. A apresentação acontece nos dias 21 e 22 de janeiro no Theatro José de Alencar (TJA), e é protagonizada por crianças e jovens do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento integrante da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O espetáculo é gratuito e contará com recursos de audiodescrição e interpretação em libras. 

A produção é resultado do processo formativo das turmas da Formação Básica de Longa Duração em Dança da Escola de Cultura e Artes do CCBJ. Entre caminhos e descaminhos, o rio Maranguapinho, principal afluente do rio Ceará, atravessa um de seus ciclos mais críticos: poluído e esquecido. A partir dessa reflexão, professores e estudantes embarcaram em um exercício poético de narrar a história deste rio por meio da dança. “Então o espetáculo aponta muito para uma urgência de impacto ambiental muito real, há um racismo ambiental muito iminente”, explica Jonatas Joca, professor e um dos diretores de Maranguapinho.

“Percebemos que o Maranguapinho é uma resistência em relação à própria natureza pedindo socorro. Antes de a gente chegar ali, o rio já existia”, aponta a professora Doroteia Ferreira, que dirige o espetáculo junto com Joca. A performance conta a história de familiares da comunidade que possuem uma outra memória do Maranguapinho. 

“A maioria das meninas conheciam o que está ao lado do nosso equipamento como canal de sujeira, não conhecia o rio Maranguapinho” conta a professora. Com o relato de familiares, a direção conectou as turmas com o tema, através das oralidades, das histórias e das sensações para estimular as memórias e identidades locais. 

O espetáculo também abre portas para jovens se apresentarem pela primeira vez no Theatro. Com a presença de familiares e toda a equipe técnica, Maranguapinho envolve as turmas, as comunidades e o CCBJ. A construção da trilha sonora reúne vozes de moradores do território, como Rogério Costa, Benedita Vitória, Bilinha, Maria Imaculada e Maria Gorete. A cenografia do espetáculo apresenta materiais de forte valor histórico para o rio e para a comunidade do Grande Bom Jardim e foram pensados em parceria com o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. “Então o espetáculo tem uma coisa meio esponja, ele bebe das diversas narrativas possíveis”, menciona Joca.

Fortalecendo a formação em dança na periferia

O Programa de Formação em Dança do CCBJ foi criado a partir da consolidação dos cursos básicos de dança, oferecidos desde 2007, com o propósito de ampliar o acesso aos saberes da dança para a comunidade do Grande Bom Jardim. Com a criação da Escola de Cultura e Artes do equipamento, em 2017, o programa expandiu suas atividades, criando o Curso Técnico em Dança. Todos os percursos formativos são gratuitos e abordam elementos da dança, técnicas corporais, corpo e expressividade

A Formação de Longa Duração tem duração de 6 anos e impacta mais de 120 crianças, adolescentes e suas famílias, a partir do processo de aprendizagem e do acesso às políticas públicas do Estado do Ceará. No espetáculo Maranguapinho, o elenco é formado por estudantes de 10 turmas, do 2º ao 6º ano de formação, com idades entre 7 e 17 anos.

Ao realizar a estreia no Theatro José de Alencar, outro equipamento público da Rece, o Maranguapinho promove uma ação em rede. A iniciativa também viabiliza que jovens artistas tenham a experiência de se apresentarem nesta Casa histórica, além de alcançar também familiares e outras pessoas da comunidade, que vão assistir o espetáculo.

Além da Formação Básica, o CCBJ possibilita aos estudantes seguirem o estudo em dança através do Curso Técnico em Dança, que forma intérpretes-criadores na área. O curso tem duração de 2 anos, com certificação de nível médio pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, também há os Laboratórios de Pesquisa do equipamento. Espaço de pesquisa e criação em dança, para investigação cênica e produção de conhecimentos ligados à linguagem.

Os espetáculos coletivos são celebrações da finalização de um ciclo da Formação Básica. FAVELA: O BOOM DO VIXXI foi a primeira performance produzida coletivamente pelas turmas, realizada em 2023, trazendo as potências do Grande Bom Jardim. Com Maranguapinho, o elenco aborda ecologia, racismo ambiental, consciência social e política, pertencimento, ancestralidade e a identidade das comunidades à margem do rio.

Os Caminhos do Rio

Eunira Lacerda é uma das moradoras do território que tem sua história atravessada pelo afluente. Vinda de Acopiara, chegou ao Grande Bom Jardim em 1987, acompanhada da filha. À época, não havia água encanada e nem energia elétrica, o que fazia com que Eunira utilizasse a água do Maranguapinho para a lavagem de roupas. “Quando colocaram o primeiro esgoto dentro do rio, tive que parar de lavar roupa lá. Ainda assim, sou testemunha do Maranguapinho e espero que o espetáculo ajude a reconstruir a memória do rio”, relata.

Quem integra o elenco do espetáculo é sua neta, Agatha Eloá, de 9 anos de idade. Ao lado dela, 115 crianças e jovens compõem a apresentação. Entre ensaios e um processo de construção coletiva que envolve corpo e voz, a expectativa é que a realidade do rio seja apresentada como um espaço vivo e dançante, evidenciando a necessidade de uma transformação política efetiva para as comunidades que vivem em seu entorno.

Letícia Santos, embora frequente o CCBJ desde os 7 anos de idade, não sabia que o canal ao lado do equipamento era o rio Maranguapinho. “É assim que a gente escuta e aprende sobre o rio, mas quem realmente sabe é quem viveu naquela época”, afirma. A descoberta da memória deste espaço surgiu ao longo do processo de criação do espetáculo, a partir da escuta dos relatos de moradores mais antigos, que testemunharam a vida do rio.

“Queremos mostrar que o Rio Maranguapinho sempre vai existir, independentemente das alterações que aconteçam ao longo do tempo. Ele nunca vai deixar de ser o Maranguapinho”, afirma a estudante do Curso Técnico em Dança do CCBJ.

A estreia do espetáculo estimula crianças, jovens e adolescentes a habitarem processos de criação artística em dança. Reprodução: Mar Pereira / Centro Cultural Bom Jardim

Serviço:

Estreia do Espetáculo Maranguapinho

Dias 21 e 22 de janeiro, às 19 horas

Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza – CE)

Entrada Gratuita

Livre para todos os públicos
Acessível em Libras e Audiodescrição

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro de 2025, a Mostra das Artes 2025 celebrou mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O último dia contou com a apresentação de ateliês, sessões solenes e parabéns ao equipamento.

O Teatro Marcus Miranda recebeu a sessão em homenagem a Elvis Alves, artista PCD, diretor, roteirista e produtor audiovisual periférico. Elvis foi aluno da segunda turma do curso Extensivo em Audiovisual da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). Também esteve à frente da direção do filme Nada Sobre Nós Sem Nós, obra criada por meio do Programa de Acessibilidade.

Para o espaço BrincArte a programação foi diferenciada com a última edição do Sarauzim de 2025 com microfone aberto e atividades festivas. Já a Multigaleria do equipamento serviu como hall para a partilha do que foi gerado nos Ateliês de Produção. Os Ateliês também marcaram presença na Praça Central  com o BOMJA FASHION. O desfile contou com figurinos da turma do Ateliê de Corte, Costura e Moda Sustentável e do Ateliê Wendy Mesquisa, apresentando a coletânea Verde Lésbico.

Dos batuques às palmas

A programação seguiu com a presença do Batuque do BJ no palco Marielle. Organizado pelo Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ), as crianças se reuniram entre percussões e brasilidades. O último dia também contou com as apresentações teatrais “Que abram-se as portas” e “Mais um dia” das turmas de Longa Duração em Teatro.

Para finalizar a Mostra com celebração, às 20 horas a Praça Central recebeu o parabéns do equipamento juntamente com o clássico bolo de aniversário. Para a Mostra das Artes de 2025, em comemoração aos 19 anos de existência do CCBJ, o equipamento celebrou quem fortalece a política pública de cultura: as pessoas.

Desde a fundação, o CCBJ foi construído pela força popular e pela cidadania cultural. Em 2005, a Rede Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS), composta por 72 instituições, elaborou um plano de desenvolvimento territorial a partir das demandas da comunidade, incluindo a construção de um Centro Cultural no território. Um ano depois, com o canal de diálogo entre os moradores do Grande Bom Jardim e o Governo do Estado, o Centro Cultural Bom Jardim foi fundado. 

Terminando a Mostra difundindo cultura e lazer, o coletivo Suor Preto trouxe a primeira edição do SOLTA O PAGODÃO! A programação contou com a presença da DJ Nayma, DJ Bielzão e do grupo de dança Swing Street. O CCBJ agradece quem construiu junto em 2025 uma cultura feita de gente.

Sobre o funcionamento pós Mostra das Artes

O Centro Cultural Bom Jardim estará fechado para recesso de 22 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026. Entre os dias 5 e 10 de janeiro, o equipamento funcionará em regime interno, dedicado ao alinhamento e planejamento da programação de 2026. As atividades culturais abertas ao público retornam no dia 12 de janeiro.

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O segundo dia (19) intensificou a Mostra com encontros, apresentação do Núcleo Criativo e show da banda Lapada de Amor. 

Começando no Teatro Marcus Miranda às 14 horas, Dançar entre Infâncias e Autismos abre o segundo dia convidando as crianças a ocupar o palco com instrumentos musicais, figurinos cênicos e experimentos da dança. Continuamos as atividades no espaço BrincArte, convidando a Juventude em Cena. O local contém atividades lúdicas como pula-pula, pintura de rosto e dança das cadeiras.

A Exposição Audiovisual, Jogos Digitais e Territórios do Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais e Extensivo de Audiovisual continua rolando na Multigaleria. O Núcleo Criativo também marcou presença com a Mostra de Jogos Digitais na Sala de Cultura Digital. A tarde encerrou com os melhores das Danças Fitness com o Projeto Dance+.

Encontros da memória

Os acordes se encontraram no Palco Marielle com o II Encontro de Violões da turma Curso Básico em Violão e Técnico em Instrumento Musical. Já a memória brinca no Teatro com o espetáculo Terra dos Monstros, trazendo um mundo fantasiado pela infância. A programação no Teatro seguiu com Flor e as Memórias Perdidas, ambas as apresentações são das turmas do Curso de Longa Duração em Teatro.

Em memória de uma das principais vozes da música brasileira, o Núcleo Criativo de Dança ocupou a praça central para apresentar o espetáculo Elza. A dança homenageia a cantora Elza Soares e trouxe os figurinos do Ateliê de Corte, Costura e Moda Sustentável. Preta Luz, uma das integrantes do Núcleo, foi entrevistada para o especial da Mostra das Artes 2025.

A programação também possui acessibilidade e participação da comunidade surda. O Experimento Cênico “Senta, que lá vem a história!” foi orquestrado pela Turma de Performance em Libras, fortalecendo o acesso à cultura e a inclusão efetivamente. Desde o evento Nada sobre Nós sem Nós de 2025, a turma vem construindo experiências únicas de arte e acessibilidade, como a utilização de boneco articulado no espetáculo Normalmente em setembro deste ano.

O final do segundo dia ficou por conta da banda Lapada de Amor no Palco Marielle. Na voz de Vivi Venâncio, o show veio com as maiores pedradas do forró de favela. Como as autorais “Cangote”, “Então Fica”, “Aprendi com a Dor” e de outras bandas de forró como Desejo de Menina. São 3 edições seguidas em que o forró romântico ocupa o palco da Mostra das Artes do CCBJ.

A Mostra termina no dia 20 de dezembro, confira a programação completa aqui.

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Desde o primeiro dia (18), a programação é construída pelo acolhimento e coletividade de todos.

Com a participação das turmas, grupos e coletivos que compõem o CCBJ, a Mostra começou movimentando o público ao resultado das produções artísticas, tecnológicas e culturais da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). Como o Desafio da Robótica, que apresentou projetos de robôs animados dos estudantes do Curso de Longa Duração em Cultura Digital. 

O Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ) promoveu e continuará na programação da Mostra o espaço BrincArte. O local contém atividades lúdicas como pula-pula, pintura de rosto e brincadeiras de rua. Além de ter confraternização com grupo de graffiti organizado pelo núcleo.

As comunidades em ritmo

A participação comunitária expande para dentro e fora do equipamento. Com a apresentação do documentário “Um Lugar para Falar de Nós”, que apresenta a história da comunidade São Francisco, no Teatro Marcus Miranda às 16 horas. O momento foi uma preparação para o que viria depois: um cortejo dentro da comunidade com muito som e folia para quem chegasse.

Na volta do cortejo, a participação da juventude tomou conta da parede e do palco do CCBJ. O coletivo de graffiti do NArTE se juntou para fazer mais uma arte visual nos muros do equipamento. A criançada deu vida a bonecos teatrais, com o grupo Mamulengando Direitos apresentando o conto de Alice no País Bom Jardim.

Os cursos de Teatro e Música tiveram suas apresentações cênicas. Chiquinha Gonzaga: A Menina do Piano e dos Batuques, da turma de Longa Duração em Música, e “Fragmentos de Voz”, do Curso Técnico de Teatro, trouxeram as experiências obtidas durante o período dos cursos.

O grupo Fem’s Dance ocupou a Praça Central para apresentar o espetáculo “Mover e Expressar” com músicas contemporâneas. A fundadora do grupo, Lisa Oliveira, percorre o equipamento desde os seus 13 anos a partir do Curso de Longa Duração em Dança. A dançarina foi entrevistada para o especial da Mostra das Artes 2025.

O final do dia ficou por conta do Pagode do Lelé, apresentando um variado repertório com os clássicos do pagode. As melhores do Belo, Exaltasamba, Sorriso Maroto, Mumuzinho, dentre outros artistas, deixaram a comunidade em ritmo no Palco Marielle. A Mostra continua nos dias 19 e 20 de dezembro, confira a programação completa aqui.

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, o território do Grande Bom Jardim comemora a cultura construída pelo acolhimento e coletividade de todos. A Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). 

A programação conta com apresentações e atividades culturais de música, teatro, dança, moda, grafite, exposições e feira criativa. Encerrando cada noite do evento, os shows de Pagode do Lelé (18/12), Lapada de Amor (19/12) e Suor Preto, com DJ Bielzão, DJ Nayma e Swing Street (20/12) chamam o público para dançar no ritmo do pagode, forró de favela e swingueira

O festejo tem ações coletivas de todos os eixos estruturantes do equipamento. A Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) conta com apresentação dos processos formativos básico, de longa duração e técnico. O Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ) promove atividades de fortalecimento da cidadania cultural, através da educação popular e dos direitos humanos. A programação artístico-cultural é toda conectada ao território e a produção dos três dias de festa, marcados pela difusão e fruição, fica com a Ação Cultural do equipamento.

Você pode acompanhar a programação completa da Mostra das Artes 2025 no Site e no Instagram do CCBJ.

Cortejo feito por muita gente!

Desde a fundação, o CCBJ foi construído pela força popular e pela cidadania cultural. Em 2005, a Rede Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS), composta por 72 instituições, elaborou um plano de desenvolvimento territorial a partir das demandas da comunidade, incluindo a construção de um Centro Cultural no território. 

Um ano depois, com o canal de diálogo entre os moradores do Grande Bom Jardim e o Governo do Estado, o Centro Cultural Bom Jardim foi fundado. Em dezembro, no aniversário dos seus 19 anos de existência, o equipamento celebra quem fortalece o CCBJ enquanto política pública de cultura desde 2006: as pessoas.

Em homenagem a todos que constroem o CCBJ, a partir das 17 horas, o primeiro dia (18/12) conta com Cortejo de Abertura na Comunidade São Francisco, localizada ao lado do equipamento e que nutre forte relação com o Centro Cultural. A caminhada parte em direção às atividades culturais previstas para a quinta-feira. A primeira noite encerra com muito samba no pé, ao som do Pagode do Lelé.

A programação traz ainda experiência cênica em libras, desfile das roupas e figurinos sustentáveis, encontros musicais, apresentações teatrais e mostras digitais e audiovisuais. As atividades ocupam os diversos espaços do equipamento. A criançada é um público fiel do CCBJ, para elas foi pensado o Espaço BRINCARTE. As infâncias poderão aproveitar atividades lúdicas, lazer e brinquedos. 

Aos apaixonados por música, a sexta-feira conta com um ritmo muito presente no som da periferia. A banda Lapada de Amor traz melodia e paixão com os sucessos do forró de favela, como “Cangote”, “Então Fica” e “Aprendi com a Dor”. São 3 edições seguidas em que o forró romântico ocupa o palco da Mostra das Artes do CCBJ.

No último dia da Mostra (20/12), teremos nosso tradicional bolo em comemoração ao aniversário do equipamento. Finalizando a noite, o público vai festejar ao som da swingueira, do pagodão baiano e do axé, com Suor Preto e DJ Nayma e DJ Bielzão. A programação contará também com a apresentação do grupo Swing Street.

A Mostra das Artes também terá a participação especial dos influenciadores digitais e periféricos Jota Preto e Vitoria Maria. Jota é professor de Humanidades e pesquisador da Cultura Hip Hop. Vitória é artista, empreendedora, produtora autoral de moda e curadora do Brechó Avia. 

O cerimonial fica sob o comando de Melanie Jô, multiartista e produtora cultural e parceira de longa data do CCBJ. Junto a ela, Jota e Vitoria também estarão na apresentação da programação.

Confira a programação completa aqui.

Sobre a Mostra das Artes 

A Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim é uma celebração à cultura, arte, luta e memória do Grande Bom Jardim e de todas as pessoas envolvidas nos processos de formação artística, difusão, fruição e cidadania cultural promovidos pelo CCBJ ao longo do ano.

A Mostra também é um momento de socializar os resultados de pesquisas, vivências e experiências. Composta por uma programação diversa, plural, democrática, com atrações que valorizam a memória, a estética e a linguagem artísticas produzidas no território do Grande Bom Jardim e nas periferias de Fortaleza.

O tema de 2025, “CCBJ: Cultura Feita de Gente”, reafirma o que o território já sabe: o CCBJ é um organismo vivo, pulsante, construído diariamente por artistas, moradores, educadores, professores, colaboradores e públicos diversos. É um equipamento cultural que acolhe, forma, inspira e defende o acesso. Um lugar onde arte, cultura e direitos humanos caminham lado a lado. Celebrar esse percurso é também celebrar quem o torna possível, esta comunidade que constrói, se reinventa e transforma o Grande Bom Jardim e tantos outros territórios periféricos da cidade.

Ao completar 19 anos, o CCBJ se consolida como política pública e reafirma sua missão de ser um espaço que floresce junto com o território, escuta a comunidade e multiplica vozes, afirmando a cultura como um direito, feito, sobretudo, de gente.

Serviço:

O quê? Mostra das Artes CCBJ 2025

Quando? 18, 19 e 20 de dezembro

Onde? Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa)

Horário: Confira na programação

Entre os dias 9 e 13 de dezembro, o Grande Bom Jardim se junta para reafirmar sua atuação pela cidadania cultural na cidade com a 9ª Semana dos Direitos Humanos (SDH). O evento ocorre no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que faz parte da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

A semana é uma realização do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. Nesta edição, o direito à cidade será abordado como ferramenta de pertencimento, circulação e transformação. O objetivo é apresentar a cidadania cultural como um direito fundamental e necessário para o fortalecimento das periferias de Fortaleza. 

O evento celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), oficializada no dia 10 de dezembro. Para florescer os Direitos Humanos coletivamente, a semana contará com oficinas, brincadeiras livres, reuniões e espetáculos. 

Desabrochando no Concreto

Para construir futuros possíveis de uma cidade mais justa, a SDH começa com o seminário de abertura  “De Nossas Peles Brotam Flores e Cidades” na terça-feira, 9, às 14 horas, no Teatro Marcus Miranda. Será debatido o direito à cidade e a colaboração das pessoas da periferia na construção e qualificação dos fluxos urbanos. 

Os encontros continuam no dia seguinte, com a Reunião Ampliada dos Equipamentos Públicos do Território e o Encontro de Assistentes Sociais e Psicólogas da Cultura no Ceará, no Espaço Paulo Freire. “As articulações dos territórios são essenciais porque quando a cidade floresce das nossas peles, ela se torna viva, plural e verdadeiramente humana”, destaca Cláudio Henrique, assistente social do NArTE.

Na quinta-feira, a partilha das iniciativas comunitárias ocorre a partir da apresentação de estandes. Além disso, a religiosidade se encontra com o lançamento do livro “Do Terreiro ao Mar: Umbandas do Ceará e a Festa de Iemanjá” de Éden dos Santos Barbosa.

O momento para botar ideias em ação permeia a semana. Na sexta-feira, acontece a 3ª Oficina Formativa do Projeto Bom Jardim para Todos! A formação tem o intuito de construir um jardim de chuva, promovendo uma arquitetura social e ambiental da comunidade. A realização é em parceria com o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Finalizando a semana, o É o Brinca chega com edição especial para a pivetada. Os bolsistas do projeto Só Uz Crias propõem uma programação especial de atividades lúdicas pensadas para o público do CCBJ. Terá aulão de dança, brincadeiras livres, ciclo de leitura, e tranças nagô. 

Criança sorrindo em primeiro plano, com pintura branca no rosto, vista por entre uma teia de fios vermelhos esticados. Ao redor, bilhetes coloridos escritos à mão estão presos aos fios. O ambiente ao fundo parece ser uma sala com paredes verdes e móveis simples, levemente desfocado.
A programação reforça a importância do Grande Bom Jardim como um espaço que ajuda a construir uma cidade viva e plural / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

Confira a Programação Completa

⏰ Terça-Feira – 09/12/2025

SEMINÁRIO DE ABERTURA – “De Nossas Peles Brotam Flores e Cidades”

Horário: 14h

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

Entrada gratuita 

⏰ Quarta-Feira – 10/12/2025

FORTALECENDO A REDE – Reunião Ampliada dos Equipamentos Públicos do Território

Horário: 14h

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

ENCONTRO DE ASSISTENTES SOCIAIS E PSICÓLOGAS DA CULTURA NO CEARÁ – Estratégias para Descentralização e Democratização das Políticas Culturais.

Horário: 18h

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quinta-Feira – 11/12/2025

SAÚDE NA COMUNIDADEOferta de serviço de vacinação, testagem IST’s, odontologia 

Horário: 09h

📍 Espaço Marielle Franco / Praça Central / Camarim / Sala Multiuso e Multigaleria CCBJ

SOCIALIZAÇÃO – Stands das Iniciativas do Território

Horário: 14h

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

LANÇAMENTO DE LIVRO – Do Terreiro ao Mar: Umbandas do Ceará e a Festa de Iemanjá de Éden dos Santos Barbosa

Horário: 18h30

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Sexta-Feira – 12/12/2025

III OFICINA FORMATIVA – Bom Jardim para Todos!

Horário: 13h

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

Entrada gratuita

APRESENTAÇÃO CULTURAL – Baile da Maricota

Horário: 18h

📍 Praça Central CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Sábado – 13/12/2025

É O BRINCA – Direitos em Cena

Horário: 14h

📍 Praça Central, Espaço das Palmeiras e Biblioteca Cristina Poeta CCBJ

Entrada gratuita

Nesta sexta-feira, 5, o empreendedorismo das mulheres estará reunido na Praça da Juventude da Granja Portugal. Numa construção coletiva, elas compartilham suas experiências de vida, colhem ideias e montam as feiras de economia criativa. Além de terem o Grande Bom Jardim como casa, suas paixões habitam em uma arte em comum: o artesanato.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM), promove a 4ª edição da CAFeira Bom Jardim. O evento é realizado anualmente pelo coletivo Café com as Artesãs.

A programação conta com Feira de Artesanato e Roda de Samba, com o grupo Associação Zumbi Capoeira. Além de oficinas, bingo e atividades infantis, que promovem um espaço de encontro para fortalecer artistas, empreendedores locais e o público que movimenta o território.

Entre linhas, fibras e cafés

A imagem mostra uma mesa coberta por um tecido claro onde estão expostos diversos colares artesanais. Em primeiro plano, há colares feitos com contas ovais e lisas em tons vibrantes como laranja, creme, azul, verde e marrom, intercaladas por pequenas esferas metálicas. Ao fundo, um pouco desfocado, é possível ver outras peças de bijuterias, incluindo colares de pérolas e acessórios coloridos, sugerindo uma feira ou exposição de artesanato. O conjunto transmite sensação de cuidado manual e variedade de estilos.
As CAFeiras tiveram início em 2021 / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

O artesanato na comunidade envolve diversas atividades manuais, como produção de moda, acessórios, decoração e alimentos. O Café com as Artesãs, desenvolvido pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, serve como partilha de conhecimentos e potência dos trabalhos, além de atividades de lazer, formação e alimentação. 

Segundo o último levantamento do Cadastro de Feirantes realizado pelo NArTE, 58,3% das empreendedoras têm o artesanato como atividade principal e 38,9% como atividade secundária. As artistas presentes variam entre grupos e ofícios individuais, se encontrando mensalmente pelo território do Grande Bom Jardim. 

“Pensando nisso, em se reunir, trocar boas energias, experienciar aprendizados, reencontrar e fazer novas parcerias, é que a metodologia foi sendo elaborada. O ato de comer junto tem todo o simbolismo de se fortalecer junto”, apresenta o NArTE. 

Desde o surgimento do projeto, as artesãs foram coletivizando ações para formação artística, apoio social na comunidade, levantamento de dados de feirantes e eventos culturais. A  CAFeira é a principal feira realizada pelo grupo em praças e espaços da região


O Café com as Artesãs faz parte do projeto Fortalecendo Redes. Através dele, o CCBJ tem o propósito de criar e fortalecer pontes entre instituições, escolas, artistas, grupos, coletivos, entre outros agentes do território. As reuniões acontecem mensalmente de forma gratuita e livre.

Serviço:

4ª Edição CAFeira Bom Jardim

Quando: 05 de dezembro de 2025, às 18 horas

Onde: Praça da Juventude – Granja Portugal

R. Emílio de Menezes, 2057a – Granja Portugal, Fortaleza – CE, 60541-422.

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