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MAR DE IDEIAS: CCBJ PRESENTE NA 1º GAME JAM DO CEARÁ

“Mar de Ideias – Cultura Oceânica no Ceará” é o tema da primeira Game Jam CE, organizada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). Com 13 participantes, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, representou o Grande Bom Jardim no evento.

Os desenvolvedores tiveram 48 horas ininterruptas no Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC) para realizar a atividade. Ao todo, participaram 16 equipes e foram desenvolvidos 10 jogos, com três deles sendo feitos pelo CCBJ: “Mar a Dois”, “O Oceano Começa Aqui” e “Um Mar de Caras Estranhos”. O resultado será divulgado na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

A participação do equipamento aconteceu pelo Programa de Cultura Digital, promovido pela Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) entre os dias 26 e 28 de setembro. A turma do Curso Técnico de Programação em Jogos Digitais teve destaque na participação do evento.

Para Diêgo Barros, coordenador do Programa de Cultura Digital do CCBJ, as formações desse programa são essenciais para consolidar a presença do território do Grande Bom Jardim no mercado de jogos do Ceará. “Até porque somos um polo de desenvolvimento aqui da cultura digital, da arte digital e também de jogos. Então a gente acaba sendo uma referência nesse sentido”, explica.

O que é uma Game Jam?

Game Jam é uma maratona de desenvolvimento de jogos eletrônicos. Na qual os integrantes têm entre 24 e 72 horas para produzir, conforme o tema proposto. Para essa primeira edição do evento estadual, a temática consistia em transformar a ciência ecológica em uma prática popular e lúdica. 

O Programa de Cultura Digital já havia passado por dois eventos da GAMEJAM Edition, realizados pela Hero Games Brasil. A primeira participação do CCBJ aconteceu na sexta edição, em formato remoto, no ano de 2021. A última ocorreu em 2024, com o equipamento sendo um dos polos presenciais, junto com Centro Universitário Farias Brito (FBUNI).

Na Game Jam CE, as equipes do Bom Jardim optaram por usar softwares livres aprendidos no curso, como Godot Engine, Inkscape, Krita, Gimp e Libresprite. A maratona teve apoio de mentores, técnicos e palestrantes para apresentar referências e conceitos, orientando as equipes na etapa de criação.

A participação do CCBJ é importante para a troca de conhecimentos entre instituições e grupos que realizam jogos eletrônicos. Além disso, possibilita reafirmar o equipamento e as periferias como importantes espaços de produção e circulação da cultura digital. Todos os jogos estão disponíveis na plataforma https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias.

Confira sobre como foi as produções dos jogos

“Auxilie os dois cientistas especialistas em oceanografia, Carlos e Dani, a concluir mais um dia de pesquisa na costa de Fortaleza!”. Essa é a premissa do jogo cooperativo “Mar a Dois”, desenvolvido pela equipe Quintura Digital. A ideia principal é mostrar que o compromisso com a preservação das praias e do mar não são feitos de forma individual e sim coletivamente.

As movimentações de Carlos e Dani ocorrem no mesmo teclado, facilitando o acesso a experiência digital / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

A construção do jogo também aconteceu de forma cooperativa. Vladson Alves, ilustrador e animador do projeto, partilha que o jogo surgiu a partir de uma palestra formativa no Labomar-UFC acerca da poluição oceânica. A produção passou por implementações de ideias e testes de jogabilidade.

Para Jorismar Barroso, produtor de “Mar a Dois”, o maior desafio foi a gestão de tempo para a criação do game. “Quando chega na metade do projeto, é aí que cai a ficha e começa a corrida contra o tempo”, explica o programador. A equipe acredita que é importante que o CCBJ esteja presente nesses eventos para entregar um bom produto partindo de um equipamento cultural periférico.

Em “Mar a Dois” você pode coletar lixo, ajudar animais em situações de perigo e mais / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

Para o resgate e a limpeza da vida costeira, não se deve esperar somente as ações da autoridade, o tempo é crucial. Na pele de Cleomar, o jogo “O Oceano Começa Aqui” apresenta um sistema de aventura embaixo d’água, para combater a poluição marítima. A produção foi realizada pela Equipe BJ Devis, protagonizada por estudantes e professores do ECA-CCBJ.

A personagem Cleomar não é fictícia, ela é referência na atuação pelo quilombo do Cumbe, localizado em Aracati. A ativista constrói a luta em defesa dos mangues, ecossistemas de encontro entre rio e oceano, além de ser voluntária de projetos que realizam limpezas em praias. Alexa Sousa, programadora e designer do projeto, explica que a inspiração parte de representar um protagonismo local e efetivo.

A reprodução de Cleomar foi realizada com autorização / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

O tempo durante uma Game Jam é essencial para testagem e correção de erros, conhecidos popularmente como bugs. Quem passou por essa sensação foi Felipe Vieira, programador do projeto, que esteve às 48 horas no espaço de produção. Mesmo sendo sua primeira experiência em uma maratona, o planejamento da equipe foi importante para a execução do jogo. 

“Além do desafio do tempo, não tivemos muitas dificuldades para preparar o produto final. Isso provavelmente aconteceu porque já estávamos pensando na ideia do nosso jogo antes da Game Jam realmente acontecer”, explica Felipe. O principal desafio foi um problema com a cena inicial do jogo (cutscene) ao qual Alexa Sousa teve de refazer a apresentação. Foi um sufoco, mas deu certo no final”, comenta.

A Equipe BJ Devis focou em criar uma experiência educativa e com acessibilidade. O jogo conta com legendas e dublagens das ações, cenas e tutoriais. A movimentação por meio do mouse, ao invés do clique, auxilia pessoas com mobilidade reduzida.

O jogo possui elementos que aumentam ou diminuem a velocidade de Cleomar / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

Como apresentar para as crianças animais marinhos com aparência peculiar, mas que fazem diferença na ecologia marinha? Pensando nisso, “Um Mar de Caras Estranhos” foi produzido para ser um jogo educativo 3D e online. O projeto foi desenvolvido pela Equipe Brincolar Games e foi utilizado a base do jogo Roblox. 

 Um Mar de Caras Estranhos tem previsão de desenvolvimento para além da Game Jam / Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

A experiência de participar de uma Game Jam em grupo foi a primeira de Gabura, professor do Programa de Cultura Digital. “Mas eu nunca tive um grupo, né? Assim, porque é muito comum o pessoal ir em grupo, seja das faculdades ou de amigos”, relata Gabura. Na maratona, o docente contou com a companhia da sua esposa, Daléte Cavalcante, e Julie Valentine, produtora da Ação Cultural do CCBJ. 

Julie Valentine não tinha experiência com programação de jogos, mas utilizou da game jam para florescer essa habilidade, colaborando com a pesquisa, produção e trilha sonora. Mesmo sem formação técnica, Julie afirma que foi um diferencial estar presente em uma equipe participativa.

“Acredito que estar em uma equipe onde tem um espaço onde você possa colaborar e onde as pessoas são ouvintes entre si e procuram complementar dentro do que cada uma sabe fazer”, complementa a produtora. A colaboração foi importante para conciliar os horários de trabalho de Gabura com a realização do jogo, possibilitando a entrega do material.

O jogo foi desenvolvido para crianças de 7 a 12 anos, visando estimular a comunicação e o ensino de forma lúdica. A perspectiva para o futuro é profissionalizar ainda mais essa linha de produção de jogos. 

O jogo também está configurado para funcionar em Realidade Virtual, testado no Meta Quest 3s./ Reprodução: https://itch.io/jam/game-jam-ce-mar-de-ideias

O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.

Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural  com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.

Serviço

1º GAME JAM CE – PRODUÇÕES DO CCBJ

“Mar a Dois”

Equipe: Quintura Digital (Vladson Alves, Hermen Jame, Dayvison Bezerra, Anderson Santos e Jorismar Barroso)

Gênero: Puzzle

Onde jogar: https://jorismarbarroso.itch.io/maradois 

“O Oceano Começa Aqui”

Equipe: BJ Devis (Felipe Vieira , Alexa Sousa, Vanessa Hilario, Rômulo Jardim e Isabele Carvalho)
Gênero: Aventura

Onde jogar: https://felp-2006.itch.io/projeto-teste 

“Um Mar de Caras Estranhos”

Equipe: Brincolar Games (Dálete Cavalcante, Gabura e Julie Valentine)

Gênero: Educacional

Onde jogar: https://gabura.itch.io/mar-de-caras-estranhas 

Quando foi produzido: 26 a 28 de setembro de 2025

Resultado: Na Feira do Conhecimento 2025, de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

Para a dança, cada gesto e ritmo é encenado como um ato político, ancestral e vivo. Neste caminho, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar, promove a 3º Mostra Pulsar nos dias 10 e 11 de outubro.  O evento reúne cinco trabalhos cênicos produzidos pela III Turma do Curso Técnico em Dança (CTD) da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). 

As performances apresentadas são “CENSURADES”, “LANÇA”, “NAGARMALEY INTRO”, “PUTÍFERES” e “O SOM QUE ATRAVESSA”. Trazendo influências da dança charme, performance, funk, reggae, waacking, jazz, dança contemporânea, gestualidades líricas, catárticas, ritualísticas, entre outros.

Para Fellipe Resende e Thiago Torres, professores-orientadores da ação formativa, a terceira mostra se destaca por uma produção de caráter colaborativo e transversal. “Antes de serem partilhadas com o público, as composições foram partilhadas entre todes da turma, no sentido de haver uma postura aberta e porosa, perspectivas e leituras sensíveis do outro”, partilham os artistas-docentes.

A Escola de Cultura e Artes do CCBJ desenvolve atividades de pesquisa e criação artística na região do Grande Bom Jardim. Para fortalecer o acesso e a difusão da dança, a mostra é um espaço para experimentação e apresentação do processo criativo estimulado ao longo do curso. O momento também serve como ponte entre territórios de convivência e atravessamentos político-afetivos.

Corpos em encontros por meio da Arte Cênica

Cabulosa, graduanda em Dança pela Universidade Federal do Ceará (UFC), entrou na Primeira Turma do Curso Técnico em Dança do equipamento. Ela enxerga esse primeiro momento como uma fase de testes, principalmente com a chegada da pandemia de COVID-19. Os produtos da 1ª Mostra Pulsar foram videodanças, com a solenidade de formatura realizada virtualmente.

Mesmo com o afastamento presencial, o curso técnico ajudou Cabulosa a encontrar e aproximar corpos, ritmos e sentidos. “Foi um período onde eu voltei a me enxergar, a conhecer mais referências negras na dança e a partir daí reencontrar sentidos nesse espaço que por algum momento se perdeu também”, reflete. 

Atualmente, a artista é monitora da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança. Para ela, a Mostra é a possibilidade de colocar os desejos e as criações dos alunos da turma em cena.  “Então, eu vi os alunos da turma conversando e confabulando ideias. A Mostra Pulsar esse ano está muito esperada”, completa.

O Curso Técnico em Dança (CTD) é um marco na construção e fortalecimento da profissionalização da dança no Estado do Ceará / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim

A dança é a procura de espaço e movimento. Reconhecendo esse papel, o curso oferece eixos temáticos para dialogar técnica, cultura e práticas corporais. Os trabalhos apresentados discorrem sobre a ancestralidade e contemporaneidade, ampliando os horizontes do fazer artístico em dança na periferia.

Confira as Performances

“CENSURADES”

Em meio à luz e sombra, corpos se movem entre gestos que revelam e ocultam as marcas da censura, seja explícita ou velada. Sam Rodrigues e Nairim dividem a cena em criação coletiva, transformando experiências pessoais e aprendizagens em presença cênica, onde o silêncio imposto se converte em movimento e resistência.

“LANÇA”

Na interpretação solo de Sam Rodrigues, a dança se torna campo de enfrentamento entre medo, desejo e revolta. Partindo de perguntas sobre resistência, desistência e pertencimento, o corpo expõe suas vulnerabilidades e forças, revelando o conflito entre a vontade de se mostrar e o temor da reação.

“NAGAMARLEY INTRO”

Como anda a cabeça da artista? O que veríamos se fosse possível ampliar os sentimentos que atravessam anos de luta e afirmação de presença? A partir dessa provocação, Marley, da 3ª Turma do Curso Técnico em Dança do CCBJ, se lança em criação coletiva, transformando vivências pessoais e processos formativos em partilha cênica. 

“O SOM QUE ATRAVESSA”

As artistas Liisa Oliveira, Preta Luz, Letícia Santos, Gisela Antonieta e Bruna Rodrigues transformam o corpo feminino em território de denúncia e resistência. Em cena, gestos, silêncios e vocalidades revelam identidades ocultas e insurgentes, no qual cada movimento se afirma como presença política e memória viva.

“PUTÍFERES”

No palco, o transe se torna celebração e resistência. Corpos em ebulição se encontram, chocam e se reinventam no excesso, criando um território de contaminação e subversão. Dessa forma, Fer Diaz, Naí, Nega, Tyfanni Santos, Nyx, DaSilva, Nairim, Alexandre Fonseca convidam: que corpo nasce quando o seu Putífere encontra o nosso? 

Sobre o Curso Técnico em Dança

O Curso Técnico em Dança (CTD) é uma iniciativa pioneira na formação técnica de artistas da dança no Ceará. Criado em 2005, o curso marcou um passo importante na profissionalização da área no Estado, sendo fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Senac.

Desde 2013, o CTD passou a integrar a grade formativa da Escola Porto Iracema das Artes. Em 2019, ganhou uma nova sede no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), com a abertura na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.

Em 2024, foi iniciada a 3ª Turma do CTD no CCBJ, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à formação técnica e o fortalecimento da dança como linguagem artística e campo de trabalho.

Serviço:

3ª MOSTRA PULSAR

Apresentações: Censurades, Lança, Nagarmaley Intro, Putíferes e O Som Que Atravessa.

Datas: 10 e 11 de outubro de 2025

Horário: 19h

📍 Centro Cultural Bom Jardim

Classificação: a partir de 16 anos

FICHA TÉCNICA:

Intérpretes-criadores:

Alexandre Fonseca Gonçalves

Gisely Silva Araújo

Antônia Letícia Vasconcelos dos Santos

Bruna Letícia Rodrigues da Silva

Delberth Augusto Carneiro da Silva

Émily Luise Martins da Silva

Fernando Dias Vieira

Geovana Bezerra Pereira

Iury Natasha Vieira de Oliveira

Marley Leonardo Francelino Maciel

Monalisa Gomes de Oliveira

Mírian de Freitas Oliveira

Naí Portela

Sam Rodrigues 

Sandriele Barbosa Nascimento dos Santos

Tyfanni dos Santos Rodrigues

Professores/orientadores: Fellipe Resende e Thiago Torres

Coordenação Pedagógica: Silvana Marques

Assistente pedagógica: Nayana Santos

Monitora: Cabulosa

As poesias do Grande Bom Jardim se juntam em acordes, batuques e canções. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, disponibiliza o EP “Cara Travessia” nas principais plataformas digitais de músicas. O projeto faz parte do trabalho de conclusão da II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), que foi realizado em 2022.

A coleção conta com 7 faixas compostas por 13 artistas do CCBJ. Além do EP, o espetáculo “Cara Travessia” foi apresentado no Teatro Dragão do Mar, Teatro Marcus Miranda e Teatro José de Alencar. 

Na Escola de Cultura e Artes, os artistas são convidados a refletir suas questões que atravessam seus territórios a partir da música em um curso técnico. “Quando a gente acabou a segunda turma, a gente já estava tramitando na Seduc, já tinha construído o plano de curso que foi aprovado e agora virou técnico” conta Pedro Ernesto, coordenador do Programa de Música do Centro Cultural Bom Jardim.

Travessia de saberes, experiências e sonho

As letras potentes das músicas expressam sobre as identidades e dilemas do cotidiano na sociedade. Doroteia Ferreira, uma das concludentes do Extensivo em Música (ECA/CCBJ), reforça que “a gente quer trazer a nossa história, nossa ancestralidade, falar de onde a gente vem e de onde a gente vai, quais as periferias de onde viemos”. Ela reflete como a produção foi importante para trabalhar com a arte na periferia após o período da pandemia.

O EP começa com ritmo sútil na faixa “Apagão”, apresentando reflexões críticas sobre a sobrevivência no cotidiano. Em seguida, batidas sensoriais e recitação de poesia em “Novo Mundo” para reimaginar sonhos de novas perspectivas. As músicas “A História que Ninguém Conta” e “Navio Negreiro” compartilham as memórias da ancestralidade brasileira e debatem sobre a exploração da sociedade.

“Petrúcio” conta sobre trajetórias e saudades na periferia. Como ponto de ruptura para as opressões, a luta se estende na música “Chega”. Evocando festejos e bênçãos, o EP termina com a faixa “Mamãe Yemanjá”.

Lia Maia, compositora de “A História que Ninguém Conta”, reconhece a importância do curso para sua evolução profissional. “Sou fruto de uma safra de plantio do CCBJ e desejo que este espaço seja ampliado, oportunizando novos talentos a ter o contato com o novo.” A produção está disponível nas plataformas digitais.

Os cursos técnicos servem para potencializar a cultura e arte do Grande Bom Jardim / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim 

Serviço:

EP Cara Travessia 

II Turma do Curso Extensivo em Música da Escola de Cultura e Artes (ECA – CCBJ)

Onde ouvir: Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify e Youtube Music

A programação ocorre entre os dias 16 e 19 de setembro e conta com atividades culturais e atrações artísticas

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido pelo Instituto Dragão do Mar, realiza mais uma edição do Rolê Freireano, entre os dias 16 e 19 de setembro. A programação conta com oficinas, seminários, rodas de conversa e comemorações em memória do aniversário do Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire.

A semana é uma realização do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, pensando nos encontros de saberes e vivências da educação social, artística e popular. Em 2019, aconteceu a primeira edição do Rolê Freireano. Nos anos da pandemia, a programação seguiu em formato remoto, e desde então é agenda fixa na programação do Equipamento.

Em memória de Rafael Agostinho

O Rolê Freireano iniciou suas atividades nesta terça-feira (16), com o seminário “Educação social: um fazer coletivo” com a mediação de Shirley Lima, educadora social do equipamento, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. O momento abordou os desafios e oportunidades da educação social e da regulamentação da profissão. 

Além do compartilhamento de experiências sobre o fazer pedagógico, a abertura homenageou Rafael Agostinho, primeiro educador social do NArTE e defensor dos direitos humanos no Ceará. Rafael faleceu aos 36 anos em decorrência da Covid-19, o tributo também fez parte desse debate em busca pela valorização da profissão dos Educadores Sociais, temática principal do evento.

O NArTE é o setor de cidadania cultural do CCBJ ao qual Rafael fazia parte / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim 

“Esses que estão diariamente nas ruas, equipamentos culturais, instituições, escolas e que lidam diariamente com questões sensíveis das pessoas que vivem ainda hoje em vulnerabilidade social, seja facilitando, propondo vivências, questionamentos em que o pensamento crítico e o reconhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos são inegociáveis” declara Amanda Quebrada, educadora do NArTE, sobre a profissão.

Saberes Coletivos da Periferia

A programação do Rolê Freireano promove atividades para as crianças e adolescentes da periferia, como cordéis e caça ao tesouro. A programação se encerra dia 19, com o “Sarau ESPERANÇAR”, fechando o Rolê Freireano com microfone aberto, Feira de Artesanato e a Instalação do “Pôr dos Livros” para doação e exposição de livros. A programação artística acontecerá à noite e contará com as atrações Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa no Espaço Marielle Franco CCBJ com muita música, pisada, dança e resistência.

Toda a programação do Rolê Freireano é gratuita. O Centro Cultural Bom Jardim, inspirado nos ensinamentos de Paulo Freire, acredita que o ensino nasce da produção coletiva e da construção libertadora. O evento é aberto ao público.

Confira a programação completa:

⏰ Terça-Feira – 16/09/2025

SEMINÁRIO – Educação Social: um fazer coletivo

Horário: 14h

Mediadora: Shirley Lima
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

Entrada gratuita mediante formulário de inscrição

ATIVIDADE – Leiturinha com Paulo Freire

Horário: 19h

Educadora Social: Jackeline Marques

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quarta-Feira – 17/09/2025

ATIVIDADE – Nossa Hortinha

Horário: 17h

Educadora: Shirley Lima

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Educação que liberta na Escola e na Rua

Horário: 19h

Educadora: Amanda Quebrada

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Quinta-Feira – 18/09/2025

ATIVIDADE – Caçando o ECA/Mapa do Tesouro

Horário: 09h

Educadora social: Flor de Maracujá

📍 Espaço Paulo Freire CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Cordel Freireano

Horário: 17h

Educadora: Narah Adjane

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

ATIVIDADE – Círculo De Cultura Sobre Comunidade

Horário: 18h30

Educadora social: Minicete Lima

📍 Sala Multiuso CCBJ

Entrada gratuita

⏰ Sexta-Feira – 19/09/2025

ENCERRAMENTO – SARAU ESPERANÇAR: convida Sarauzin

Horário: 18h às 21h

Atrações convidadas: Debocha Reggueiro e Movimento Tocada Boa

📍 Espaço Marielle Franco CCBJ

Entrada gratuita

A finalização do curso contará ainda com a exposição interativa “Curumin’s”.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta a mostra de encerramento da 3ª turma do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ em parceria com a Universidade Federal do Ceará, com a exibição dos filmes de ficção “Pegada” e “Aya” e do documentário “A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ”. A estreia acontece no Cineteatro São Luiz, dia 8 de maio, a partir das 19h. As produções terão mais duas exibições, no dia 16 de maio, às 19h, no Cinema do Dragão do Mar e no dia 30 de maio, às 18h30, no Teatro Marcus Miranda – CCBJ. Os filmes são acessíveis em libras e a entrada é gratuita. A classificação indicativa é de 14 anos. 

A Coordenadora de Formação do Programa de Audiovisual, Elena Meirelles, reflete que “essa estreia no Cineteatro São Luiz é um momento muito esperado pela turma do Extensivo em Audiovisual e pela equipe pedagógica da Escola de Cultura e Artes do CCBJ. Isso porque é finalmente o momento de partilhar com a cidade os filmes que foram minuciosamente trabalhados e maturados pelos estudantes na conclusão do seu percurso formativo. É também hora desses realizadores se firmarem como tais na sua cidade. A tela histórica do Cineteatro traz essa importância, esse reconhecimento, para essas histórias que serão contadas”, afirma. 

As produções foram realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 pelos alunos do curso extensivo da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e são resultado de um intenso processo formativo, composto por 1300 horas. A estreia contará com a presença da turma que produziu e realizou os filmes e as sessões do Dragão do Mar e do CCBJ terão debate com realizadores. 

Para Henrique Gonzaga, Coordenador da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, a estreia acontecer numa casa tão importante como o Cineteatro São Luiz é uma celebração. “É uma festa mesmo, é uma celebração, é uma comemoração de muita luta. Luta dos profissionais, dos estudantes, do CCBJ, uma luta da categoria em si. Chegamos ao fim de mais um processo formativo em audiovisual, é dia de celebrar mesmo, toda essa força, toda essa garra e toda essa luta”, finaliza. 

A aluna Jade Tavares expressou o orgulho de iniciar sua carreira no cinema com estes projetos que, para ela, são a concretização de um trabalho coletivo. “Nunca imaginei que alcançaria os espaços que alcancei, tudo isso só foi possível graças ao CCBJ e às pessoas incríveis que conheci durante o curso extensivo. É emocionante ver colegas conquistando trabalhos importantes, e poder dizer com orgulho: viemos do CCBJ. Espero que a estreia seja um momento de verdadeira celebração, onde todes possam enxergar e valorizar o que é o cinema periférico, um cinema feito de forma coletiva, com garra e coração”, conclui.

Sobre os Filmes

“Pegada” 

Diante do toque de recolher instaurado e em resposta a uma série de desaparecimentos misteriosos na comunidade Mãe Maria (CE), Dona Lúcia, uma senhora que vive criando galinhas em um galinheiro improvisado, decide tomar uma atitude inusitada: instalar uma pequena câmera em um de seus galos e deixá-lo vagar pela vizinhança enquanto ela observa tudo de casa. Mas o que a câmera revela vai muito além do que ela esperava, desenterrando segredos obscuros e aterrorizantes que habitam os becos silenciosos de sua comunidade.

 “AYA”

Conta a história de Mia, que após uma noite marcada por pesadelos inquietantes, decide dar um rolê tendo ao seu lado seu amigo Fábio. No entanto, um leve desvio no percurso os conduz a uma situação inesperada e perturbadora. 

“A magia do Audiovisual: Jornada CCBJ” 

Faz um mergulho na experiência dos participantes do curso extensivo de audiovisual do CCBJ, revelando suas descobertas, transformações e a potência do cinema como ferramenta de expressão e pertencimento.

Sobre a Exposição

“Curumin’s” é uma exposição interativa sobre as crianças que vivem o Centro Cultural Bom Jardim e estiveram presentes na rotina dos estudantes durante todo o curso. A data de abertura será divulgada em breve.

Para Mayra Fernandes, diretora da Exposição e aluna da 3ª turma, “Curumin’s” é sobre “imaginar um espaço onde ser erê é ter a possibilidade de brincar sobre sonhar. Um ambiente onde as crianças possam sentir que é seu. É sobre pertencimento e homenagem”, revela.

Serviço:
Estreia dos filmes do Curso Extensivo de Audiovisual do CCBJ
8/5/2025
Horário: 19h
Local: Cineteatro São Luiz
Entrada gratuita

16/5/2025
Horário: 19h
Local: Cinema do Dragão
Entrada gratuita

30/5/2025
Horário: 18h30
Local: Teatro Marcus Miranda – CCBJ
Entrada gratuita

Contato para imprensa:
Nerice Carioca
85 99739-8494
nerice.carioca@idm.org.br

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes do CCBJ e seu Programa de Cultura Digital, sedia pelo terceiro ano consecutivo a 21ª Edição do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). O encontro acontece no dia 03 de maio, das 8h30 da manhã até as 16h30 da tarde, no CCBJ com entrada gratuita e aberto ao público em geral, curiosos, interessados em tecnologia digital e amantes do Software Livre.

O FLISol é o maior evento de divulgação de software livre da América Latina e pelo terceiro ano seguido será coordenado pelo Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ) na capital cearense. 

O Festival, que acontece desde 2005, tem como objetivo promover o uso do software livre e divulgar suas 4 liberdades essenciais do Movimento Software Livre. Durante o evento, o público poderá participar de palestras, oficinas, exposições e outras atividades paralelas relacionadas à temática.

A entrada é franca e não é necessário se inscrever previamente para participar do evento. 

Sobre o FLISOL

O FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) é um evento anual que promove o uso e a difusão do software livre na América Latina. Realizado simultaneamente em vários países, o Festival oferece palestras, oficinas e instalação gratuita de sistemas operacionais e aplicativos livres, incentivando a inclusão digital e a liberdade tecnológica.

Confira a programação completa>>>

8h30 – Exposição de jogos digitais
📍 Tenda na Entrada do CCBJ

📎 Jogos da Web Cam no Turbo Warp dos estudantes do 1º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ

📎 Jogos no GDevelop dos estudantes do 3º Ano do Curso de Longa em Cultura Digital ECA-CCBJ

📎 Jogos na Godot dos estudantes Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais ECA-CCBJ

📎 Jogos para Celular/Tablet dos estudantes de diversas turmas dos cursos ECA-CCBJ


9h30 – INSTALL FEST
📍 Tenda na Entrada do CCBJ
📎 Espaço disponível para instalação de Software Livre

8h30 – Palestra: O que é Software Livre?
📍Teatro Marcus Miranda do CCBJ 
📎 Palestrante Marcello Souza

⏰ 8h30 – Oficina: Jogos Digitais com Scratch: Desbloqueando a criatividade através dos games
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Hermen Jaime

9h – Palestra: Big Techs vs Humanidade: Software Livre é o ANTÍDOTO Para o Veneno Digital
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Uirá Porã

9h40 – Entrega do Prêmio Contribuição ao Software Livre – Edição Fortaleza 2025
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Homenagem à Liduína Vidal e Joaquim Araújo

10h – Palestra: Mulheres e Tecnologia Digital: o caso da Escola de Cultura e Artes CCBJ
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrantes Maria Eduarda Alves e Alexa Sousa

⏰ 10h15 – Oficina: Introdução e construção de modelos 3D no Block Bench
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiro Miguel Ângelo Nascimento

10h40 – Palestra: Phishing 5.0: o golpe agora usa IA 
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Mastroianni Oliveira

11h20 Palestra: Computação Física e Robótica com Microblocks
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Gabura

⏰ 13h30 – Exposição de Robótica
📍 Multigaleria do CCBJ
📎 Apresentação de Projetos de Computação Física e Robótica com Arduino e Snap 4Arduino. Expositores Gabura, Ana Clara Oliveira, Danaylla Chagas, Danyela de Sousa, Jamili Ketlen Castro e Melissa Xavier

13h30 – Palestra: Do Pirata ao Livre: a transformação de uma empresa de jogos com softwares livres
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Ismael Maciel

⏰ 13h30 – Oficina: Introdução à Programação no Turbo Warp
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiras Alexa Sousa e Maria Eduarda Alves

14h10 – Palestra: Conheça a GDevelop e comece a criar seus jogos
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Carlos Daniel Almeida

14h50 – Palestra: Meu processo artístico com ilustrações digitais  no krita
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Tainá Lima

15h10 – Oficina: Desenho, animação e programação de jogos com GDevelop
📍 Sala de Cultura Digital
📎 Oficineiros Rômulo Jardim, Renata Barros e Gesiel Oliveira

15h30 – Palestra: Inkscape para designers e desenvolvedores de jogos: uma jornada de descobertas criativas
📍 Teatro Marcus Miranda no CCBJ
📎 Palestrante Jorismar Barroso

16h10 – Encerramento

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), comunica que permanecerá fechado ao público no período de 16 a 26 de abril de 2025, para realizar manutenção no transformador de energia do equipamento. Durante esse período, nossas equipes irão se dedicar a planejamentos internos.

Informações importantes:

  • O atendimento ao público deve ser retomado normalmente em 28/04/2025;
  • Novas datas para as atividades serão divulgadas em nossos canais oficiais;
  • Os canais de atendimento virtuais permanecem ativos para dúvidas e esclarecimentos.

Nossas equipes já estão trabalhando para solucionar a situação e retomar as atividades o mais breve possível. Agradecemos a compreensão de todas as pessoas e reforçamos nosso compromisso em oferecer um espaço cultural seguro e adequado para nossa comunidade.

Atividades impactadas e que serão remarcadas

  • 16/04
  • Ciclo de Leitura “Outras tantas histórias indígenas de origem das coisas e do universo” (Programa Sombrinha Literária)
  • 17/04
  • Espetáculo de Lambe-Lambe “POEMAS SUBMERSOS” + Roda de Conversa
  • 22/04
  • Dia Nacional do Livro Infantil: “Amigão Camarada”
  • Cine Narte: “Vamos falar sobre o bullying”
    23/04
  • “O Abraço Mágico: Cuidando dos Afetos”
  • Grupo de Graffiti – Revitalização do Espaço Paulo Freire
  • “Diga Não aos Maus Tratos de Animais”
  • Ciclo de Leitura “Papo de Papinho”
  • 24/04
  • Teatros de Rua
  • “Mamulengando Direitos” – Apresentação de textos de teatro de bonecos
  • 25/04
  • Oficina “Construção de Miniaturas”
  • Apresentação do Espetáculo “Abaeté”
  • 26/04
  • “Aprendendo a Aprender: Racismo Ambiental”
  • “É o Brinca – Colorindo Meu Mundo”
  • Apresentação do Espetáculo “Abaeté”

Medidas em andamento:
Nossas equipes técnicas já estão trabalhando na solução da situação;
As atividades listadas serão remarcadas e as novas datas divulgadas em breve.

Centro Cultural Bom Jardim
Secretaria da Cultura do Ceará
Instituto Dragão do Mar

Desde 2018, artistas e pesquisadores de Fortaleza têm no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) um espaço de fomento à pesquisa em linguagens artísticas diversas. Em novembro de 2024, 31 pesquisadores partilharam os processos de investigação e imersão conduzidos durante cinco meses de pesquisa.

Na partilha final dos Laboratórios de Pesquisa, que ocorreu nos dias 26, 27 e 29 de novembro, os dez grupos selecionados dividiram seus processos de pesquisa. Alguns apresentaram produções artísticas realizadas durante o período, outros mostraram dados coletados e as conclusões a que chegaram.

Os projetos ficaram divididos entre cinco linguagens. São eles: “Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza”, “Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos”, “Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais”, “Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino”, “O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?”, “Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias”, “A Musicalidade Ancestral do Povo De Terreiro”, “Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias”, “Invisíveis e Soterrados” e “Suor, Sol E Sal: Laboratório De Pesquisa Em Bicicleta”.  

Dança, música, teatro, audiovisual e arte digital e jogos são as linguagens contempladas nos Laboratórios de Pesquisa. Dois grupos ficaram encarregados por cada área pesquisada, acompanhados por um professor mediador. O eixo de pesquisa da Escola de Cultura e Artes tem como supervisor Diego Furtado, que assumiu o cargo em 2024.

“É um processo que, ao mesmo tempo que é desafiador, é também muito rico ter esse contato com pesquisas tão potentes, que trazem diversas temáticas […]”, diz Diego Furtado. O supervisor destaca a relação entre os temas de pesquisa e a metodologia empregada na Escola de Cultura e Artes. “É interessante saber como a galera traz esses elementos pra compor os seus processos de criação e de pesquisa artística”, conclui.

O supervisor dos Laboratórios de Pesquisa observa que, em 2024, os temas mais recorrentes eram relacionados à corporeidade e às ideias de memória e território. Quase todos os coletivos envolvidos no processo de pesquisa trabalharam esses conceitos. “São coisas em comum que possibilitam esse espaço de troca entre os coletivos e os laboratórios”, afirma Diego. Para ele, os elementos em comum viabilizam a construção de diálogos entre os grupos e podem trazer outras perspectivas de criação.

Conheça os Laboratórios de Pesquisa 2024

“Todos os projetos selecionados pra essa edição trazem uma potência muito grande”, declara Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa que atuava como assistente pedagógico até 2023. Entre os critérios de seleção dos dez projetos, estão a relação entre as pesquisas e o Grande Bom Jardim. O diálogo entre o território e os projetos, de algum modo, está presente nas pesquisas contempladas em 2024.

“Isso traz um elemento ainda mais forte pra potencializar a importância dessas pesquisas aqui com a gente e a gente poder acompanhar esse processo, de dialogar, de construir saberes com esses pesquisadores”, acrescenta Diego. Ele ressalta que o diálogo entre os projetos e o CCBJ, bem como o território onde o equipamento atua, é o diferencial dos selecionados de 2024.

Da Cidade À Tela: Conhecendo Os Desenvolvedores De Jogos Em Fortaleza

O projeto cunha o termo “Game Design Marginal”, que determina o design de jogos feito do povo para o povo. A partir disso, Matheus Rodrigo, Eric Costa e Giselle Paula Venâncio partiram para a observação material, levando em conta as condições de produção e desenvolvimento dos projetos. “Da Cidade À Tela: Conhecendo os Desenvolvedores de Jogos em Fortaleza” é uma continuação da provocação realizada no trabalho “EM BUSCA DO GAME DESIGN ‘MARGINAL’: POR UMA ESTÉTICA POPULAR NOS VIDEOGAMES”, publicado no IV Colóquio de Pesquisa em Design da UFC.

Tabuleiros Equitativos: Promovendo Inclusão Nos Jogos

Abelardo Junior, Ana Oliveira e Tony Rodrigues acreditam que os jogos podem desempenhar um papel fundamental na vida de todos os públicos enquanto ferramenta aliada à educação, promovendo imaginação e criatividade. Por isso, o projeto tem como objetivo sensibilizar as pessoas sobre acessibilidade em boardgames, ludotecas e outros espaços recreativos para pessoas com deficiência (PcD), por meio de entrevistas, observação em campo e pesquisa bibliográfica.

Contra-Matança: Saberes Anti-Coloniais

O projeto de pesquisa audiovisual visa o desenvolvimento do roteiro de um longa-metragem de ficção chamado Rosa Negra, de Késsia Nascimento. Além dela, Livia Thais e Thiago Campos são os outros integrantes do grupo. A proposta deles é investigar como a presença de mulheres em terreiros, que são historicamente lugares de disseminação de saberes anti-coloniais, atuam como ferramenta de enfrentamento a questões relacionadas à misoginia e à cultura do feminicídio no Ceará.

Monstruosidade Queer No Audiovisual Nordestino

O que move este projeto é buscar a monstruosidade queer nas obras audiovisuais contemporâneas e nordestinas e criar um catálogo com essas produções. Na contramão das narrativas criadas por homens cis, heterossexuais e brancos, que, acreditam os integrantes do grupo, desumanizam a comunidade LGBTQIA+, quando pessoas queer tomam conta da narrativa, a ideia de monstruosidade muda. Para Bento Ben Leite, Erika Miranda e Emily Guilherme, criar monstros queer é uma forma de ficcionalizar sobre a própria vida.

O Que Eu Era Antes de Ser Humanidade?

Inspirados nas reflexões de Ailton Krenak, Ishmael Rodrigues, Dave e Glória Dias propõem uma experimentação em dança que reflete sobre a relação entre humanidade e natureza. O projeto busca imaginar uma resposta para a seguinte pergunta: “o que éramos antes de ser humanidade?”

Traços: Desenhando o Espaço-Tempo Em Rotas Originárias

O projeto parte da informação de que o número de pessoas autodeclaradas indígenas no Censo IBGE de 2022 duplicou. Maryn, Raffar e Erick Flor consideram que as danças, as brincadeiras e os movimentos que atravessam nossos corpos na infância revelam a ancestralidade de maneira corporal.

A Musicalidade Ancestral do Povo de Terreiro

Pai Neto, Carla Vanessa e Pai Giuliano exploram a profundidade cultural e espiritual na música cantada e tocada nos ritos da Umbanda brasileira. Os pontos cantados são uma forma de conexão com as entidades, orixás e caboclos. Nesse projeto, os pesquisadores analisam como esses pontos refletem a cosmologia, os valores éticos e morais e os mitos que permeiam a Umbanda.

Cordéis Itinerantes Cantando e Contando Histórias

O resgate da memória por meio da composição de cordéis musicalizados é o objetivo central desse projeto. A partir dos relatos de moradores do Bom Jardim e de materiais publicados, como artigos, pesquisas e músicas, Mateus Honori, Pedro Anderson e Edson Oliveira aprofundam-se na música popular nordestina e conduzem experimentações com referência no repente e nos cantadores.

Invisíveis e Soterrados

Davi Reis, Rafael Abreu e Daniel Rufino abordam a construção de identidade e o pertencimento territorial em um experimento cênico que traça a historiografia do município de Irauçuba. O projeto busca o protagonismo de pessoas invisibilizadas pelo sistema político e econômico vigente e constrói o texto cênico e a dramaturgia a partir dos relatos dos moradores mais antigos da região.

Suor, Sol e Sal: Laboratório de Pesquisa em Bicicleta

Bicicleta como corpo-objeto-afetivo. Eliaquim Portela, Mikas, Gabriel Matos e Macla pesquisam os afetos que se geram com a vivência de quem cruza a cidade pedalando. Na linguagem do teatro, o projeto busca trabalhar sonoramente as referências musicais e de escrito-vivência da cidade de Fortaleza, que também têm a bicicleta como ponto de pesquisa.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), esteve de portas fechadas durante a primeira semana do ano para planejar o ano de 2025. O período de planejamento aconteceu entre os dias 2 e 10 de janeiro.

Após o recesso de fim de ano, o equipamento retornou às atividades no dia 2 de janeiro. No entanto, as portas estiveram fechadas para que os setores reunissem suas equipes, a fim de realizar o planejamento de 2025 e a avaliação de 2024. Antes de partir para a execução, a prática de traçar objetivos, metas e estratégias e de avaliar o ano anterior é padrão no CCBJ.

Antes de abrir as portas, o espaço se programa para o que vai ofertar ao público. Henrique Gonzaga, gestor da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, define o momento como um trabalho interno para pensar, avaliar e planejar o ano. “Essa possibilidade de nos reunir e nos planejarmos em janeiro é o único momento possível durante todo o ano”, afirma Geovana Nunes, gestora do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), setor de cidadania cultural do CCBJ.

“Sem o acolhimento das famílias, crianças e adolescentes, o CCBJ não abre […], mas esse trabalho diário também precisa ser refletido e planejado”, acrescenta Geovana. Ela explica que, para realizar esse trabalho de acolhimento, a equipe que compõe o setor precisa estar alinhada para amadurecer as ideias e estruturar um plano de ação para o ano que está iniciando.

Para o NArTE, a primeira semana de janeiro de 2025 foi reservada para a avaliação do que foi implementado em 2024, como as campanhas mensais, além da elaboração de um plano de ação referente aos grupos contínuos do NArTE, à relação com o território e outras demandas. “Isso é fundamental para o entrosamento da equipe”, destaca a gestora do NArTE.

No sábado, 11 de janeiro, o CCBJ retornou às atividades abertas ao público. O NArTE estava acolhendo as crianças frequentadoras do equipamento com o programa fixo É O Brinca, que promove brincadeiras e oficinas para o público infantil aos sábados. Houve também apresentação do Reisado Nossa Senhora de Fátima, em alusão ao Dia de Reis, e o espetáculo de teatro “Meu nome: Mamãe”, de Aury Porto.

Tiago Nogueira, gestor da Ação Cultural do equipamento, ressalta que a semana de planejamento “é de extrema importância, pois permite analisar os pontos positivos e identificar áreas de melhoria na programação”. Como resultado desse processo, o setor de fruição e difusão artística identificou a necessidade de qualificar a programação cultural, dando ênfase aos festivais temáticos. 

A partir da avaliação do ano anterior e da elaboração de uma estratégia para 2025, a Ação Cultural definiu a realização de um festival por trimestre. A fim de qualificar a programação cultural do CCBJ e ampliar o impacto dessa programação, Tiago Nogueira conta do plano de “remodelar algumas ações”, como Bonja Folia, Arraiá do Cupadi CCBJ, Juveperifa, Festa das Crianças, A Coisa Tá Preta, Semana de Direitos Humanos e Mostra das Artes.

Em relação à Escola de Cultura e Artes, Henrique Gonzaga adianta que o público pode esperar oferta de cursos de longa duração, aulas dos cursos técnicos e a retomada da programação cultural por parte de todos os setores do equipamento. O gestor da Escola do CCBJ torce para que 2025 seja um ano em que a comunidade artística de Fortaleza e a comunidade do Grande Bom Jardim ocupem cada vez mais o Centro Cultural Bom Jardim.

A Mostra das Artes 2024 traz três dias de festa para o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) na próxima semana. A programação conta com espetáculos de teatro e de dança, exposições artísticas, finalização dos processos de formação do equipamento e shows de forró de favela, bregafunk e samba. O evento ocorre nos dias 19, 20 e 21 de dezembro,com programação diária a partir das 14h.

O primeiro dia do evento começa com uma série de encruzilhadas musicais. O período da tarde é reservado para musicalizar os ouvidos do público com as apresentações de finalização de formações do Programa de Música do CCBJ. Na sequência, tem Baile Dança Fitness, uma apresentação de dança que vem se preparando há meses. A exposição do Mapeamento Afetivo ocorre logo em seguida. Desenvolvido pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, o Mapeamento Afetivo foi construído para encontrar e valorizar a memória da Comunidade São Francisco. 

A noite é reservada para dois espetáculos teatrais, o Tia Miséria e o Homem-Guabiru, e para o grupo musical da casa: o BatuquErê. A grande atração da noite é Cley Monteiro e Cia 085, grupo de dança de bregafunk.

No segundo dia da Mostra das Artes, a primeira atração é uma partilha do Programa de Cultura Digital. A competição de carrinhos e robóticas abre a programação do dia 20, depois acontece a esquete do teatro de mamulengos e o desfile das Mulheres Criativas. No fim da tarde, o grupo de graffiti do CCBJ faz uma pintura coletiva no espaço.

A noite do dia 20 é dominada pelo teatro e outras performances. O espetáculo Rumboldo, do Programa de Teatro, e as performances Ainda Restam Nós e A Vida Pulsa em Sinais, do Programa de Acessibilidade, agitam a noite até a sessão especial de cinema dos filmes do Programa de Audiovisual e exposição de cadernos de artistas. Para encerrar a noite, tem forró de favela com Amanda Silva e a banda Rainhas da Farra.

No sábado, dia 21, a programação tem início com a encenação Live-action Guardiões da Infância. Na sequência, ocorre uma exposição de jogos digitais. Em seguida, ocorre a brincadeira do Boi Curumim, o espetáculo teatral Fragmentos de Uma Luta e o espetáculo de dança Volúvel. Como já é tradição, o último dia de Mostra das Artes traz os parabéns do equipamento, que contará também com a exibição de um documentário contando um pouco da história do equipamento, na voz de moradores, funcionários e personagens importantes dessa construção. Encerrando as festividades da Mostra, será a vez do grupo Sambonja, nascido no Grande Bom Jardim, apresentar muito samba para o público presente.

A última atração de cada noite é o destaque da programação, composta pela Escola de Cultura e Artes, NArTE (Núcleo de Articulação Técnica Especializada) e Ação Cultural do Centro Cultural Bom Jardim. Além dos espetáculos e das exposições, o equipamento conta com o Espaço Brincarte para o público infantil também poder aproveitar o evento. O cerimonial é de Jô Costa e Stefany Mendes, com participação especial do influenciador digital Dudu Suricate.

Confira a programação completa aqui.

Relembrar o passado,  Valorizar o presente, Construir o futuro. A Mostra das Artes 2024, chega como uma celebração da ancestralidade daqueles que vieram antes, reconhecendo as conquistas do presente e contemplando o que se define como um futuro promissor.  

Nos dias 19, 20 e 21 de dezembro a Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim, vai celebrar a finalização de ciclos formativos e das culminâncias dos projetos e ações do equipamento, com uma programação plural, gratuita e diversa, voltada para todas as idades. 

A Mostra das Artes 2024 comemora os 18 anos de (re)existência do CCBJ, a celebração do aniversário será no dia 21 de dezembro, com a presença do público e dos que fazem a casa acontecer o ano todo.

Serão três dias de programação com mais de 30 atrações, entre artistas e atividades culturais, oficinas, teatro, exposições, além dos shows que encerram as noites de evento nos três dias de festa.

A programação traz uma mistura de todos os eixos estruturantes do Centro Cultural Bom Jardim: Escola de Cultura e Artes (ECA) com apresentação e encerramento dos processos formativos básico, de média e longa duração; Atenção Social (Núcleo de Articulação Técnica e Especializada – NArTE) com atividade de promoção aos direitos humanos, educação popular e arte-cultura; Ação Cultural (difusão cultural e circulação) com uma programação artística-cultural conectada com o território.

Na quinta (19), a Mostra das Artes contará com a participação de Cley Monteiro, coreógrafo e diretor da Cia 085, companhia de dança especializada em Brega Funk. Já a sexta promete, com muito forró ao som da banda Rainhas da Farra, na voz de Amanda Silva. Encerrando as noites de shows, no sábado vai ter samba sim, com o grupo Sambonja, revelação do cenário musical cearense fazendo o autêntico samba e hits de pagode do momento. Ainda no sábado teremos o tradicional bolo em comemoração ao aniversário do equipamento, além da exibição de um documentário especial em celebração aos 18 anos do CCBJ.

A programação conta com participação especial de Dudu Suricate, Produtor audiovisual, Co-proprietário do Suricate Seboso e co-criador da Vetinflix. Dudu estará como influenciador digital da Mostra.  

O cerimonial fica sob o comando de Jô Costa e Stephanie Mendes. Jô é uma mulher travesti preta, moradora do Grande Bom Jardim. Educadora social, militante do movimento negro e LGBTQIAPN+, coordenadora do coletivo Gueto Queen, produtora cultural do festival negruras. Atriz e performer e apresentadora/mestra de cerimônias. Stefany Mendes, é multi artista, atriz, cantora, produtora cultural, Idealizadora e Coordenadora do Coletivo Polo Trans.

Você pode acompanhar a programação completa da Mostra das Artes 2024 no site e redes sociais do CCBJ. 

Sobre a Mostra das Artes 

A Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), é uma celebração à cultura, arte, luta e memória do Grande Bom Jardim e de todos(as) os(as) envolvidos(as) nos processos de formação artística, difusão, fruição e cidadania cultural promovidos pelo CCBJ ao longo do ano. A mostra também é um momento de socializar os resultados de pesquisas, vivências e experiências, com uma programação diversa, plural, democrática, com atrações que valorizam a memória, estética e linguagem artísticas produzidas no território do Grande Bom Jardim e nas periferias do Ceará.

Para 2024 a proposta central foi pensar a superação das trajetórias da comunidade antes do CCBJ enquanto política pública, seguindo com o pensamento sobre como o equipamento age enquanto garantia e promoção de direitos, assegurando um futuro melhor para as juventudes/bairro e finalizando com a perspectiva de ver o equipamento como uma ferramenta transformadora na atuação com as juventudes e crianças e o que isso significa para o futuro delas. 

A Mostra também se configura como espaço de sociabilidade e fomento à cadeia produtiva e economia local, envolvendo os mais variados sujeitos do território, alcançando mais de 500 pessoas envolvidas diretamente na programação, entre artistas, grupos e coletivos artísticos culturais, parceiros comunitários, estudantes e professores. 

Serviço:

Mostra das Artes 2024
Data: 19, 20 e 21 de dezembro
Horário: a partir das 14h

Contato para entrevistas e informações:Isabel Mayara Gomes Fernandes – Gerente de Comunicação do CCBJ
(85) 98606-6687
E-mail: ascom.ccbj@idm.org.br

A cidade de Fortaleza foi considerada uma das mais violentas do Brasil pelo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, segundo a publicação do Atlas da Violência 2024. O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA) realizou uma campanha pelo cumprimento de 12 recomendações para reduzir assassinatos de adolescentes e jovens, sendo os jovens negros e periféricos os mais vitimados pelos altos índices de violência.

Entre as recomendações listadas pelo CCPHA, estão a oportunidade de trabalho e renda e medidas socioeducativas inclusivas. Na contramão da realidade violenta da cidade, o  Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) – equipamento da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) – oferece um caminho diferente, exercendo funções de geração de renda, formação educativa e de capacitação, prevenção a violações aos direitos humanos e democratização do acesso à cultura.

“A partir do momento que a gente perde o mínimo de espaço, a gente ganha mais morte, mais destruição”, afirma Levi Nunes. O superintendente do CCBJ acredita que as pautas relacionadas a direitos humanos, como o combate a violência, conduzem o Centro Cultural e demarca que as políticas para as artes estão constantemente sob ataque, mas “precisam ser inegociáveis”. Localizado no Grande Bom Jardim, território da periferia de Fortaleza fortemente afetado pela vulnerabilidade social e pela violência, o equipamento, junto com os direitos humanos, tem como pilares a cidadania, formação e fruição cultural.

Iniciativas de transferência de renda na formação, cidadania cultural e fruição artística

Por meio dos Laboratórios de Pesquisa e Ateliês de Produção, eixos formativos da Escola de Cultura e Artes, o Centro Cultural Bom Jardim fomenta a capacitação profissional e a pesquisa em diferentes linguagens artísticas e culturais. Desde que foram implementados, respectivamente em 2018 e 2019, os percursos formativos funcionam mediante bolsas de incentivo aos estudantes, em sua maioria jovens da periferia da cidade.

Segundo o levantamento da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, os Laboratórios de Pesquisa já atenderam mais de 200 pesquisadores, sendo cerca de 60% moradores do Grande Bom Jardim. No total, cada grupo recebe R$ 15.000,00 divididos em até cinco parcelas durante o processo de pesquisa. Os Ateliês de Produção já receberam 674 estudantes e 75% destes também são residentes do território. Neste eixo, cada estudante recebe uma bolsa de R$ 1.500,00. O valor é dividido em cinco parcelas de R$ 300,00.

Além das iniciativas de incentivo da ECA, que promove a formação de artistas em diferentes linguagens, o NArTE (Núcleo de Articulação Técnica Especializada) atua diretamente na cidadania cultural. Além das atividades voltadas para o público infantil, o setor promove impacto social por meio de duas Chamadas Públicas: Agentes Criativos e Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário, ambas implementadas em 2020.

Em relação às Iniciativas Comunitárias, 360 bolsistas já foram atendidos e 120 grupos beneficiados. Já passaram pelo CCBJ 165 Agentes Criativos e, assim como as Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário, são, em grande maioria, moradores do Grande Bom Jardim. Os 10% dos bolsistas que não são do território, são de bairros periféricos vizinhos, como Conjunto Ceará e Bonsucesso.

A Ação Cultural do Centro Cultural Bom Jardim, entre as suas convocatórias, promove a Manutenção de Grupos e Coletivos há quatro edições. A Chamada Pública já beneficiou 32 grupos culturais e 120 bolsistas. “Esse projeto não apenas oferece suporte financeiro, mas também cria condições para que esses grupos mantenham suas atividades, fortalecendo o ecossistema cultural local”, diz João Paulo Barros, assessor de gestão do equipamento.

O impacto social para além do incentivo financeiro

Para além do incentivo financeiro, João Paulo conta que o CCBJ prioriza ações afirmativas, destinando metade das vagas a pessoas racializadas, LBTQIAP+ e moradores de áreas com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e alta vulnerabilidade social. “Dessa forma, contribuímos para a ressignificação da realidade local, fortalecendo produções artísticas periféricas, ampliando a visibilidade de seus criadores e promovendo intercâmbios financeiros, culturais, estéticos e políticos, gerando renda e empoderamento, especialmente no Grande Bom Jardim”, declara.

Além das cinco iniciativas citadas, desenvolvidas pela Escola de Cultura e Artes, NArTE e Ação Cultural, o CCBJ ainda oferta cursos básicos de longa duração, cujo público principal é de crianças e adolescentes. “A oferta de bolsas, mesmo que de valores menores, garante que os participantes possam se dedicar à formação sem a pressão de buscar alternativas que os exponham a riscos, como a cooptação pelo crime organizado”, conta João Paulo Barros.

Os cursos técnicos e extensivos, que capacitam os estudantes para o mercado de trabalho na área da cultura, também são eixos da Escola de Cultura e Artes que oferecem bolsa-auxílio aos estudantes. “Ao oferecer bolsas mensais, essas ações minimizam a evasão escolar, fornecendo meios concretos para que os jovens permaneçam no sistema educacional e desenvolvam suas habilidades para atuar no setor cultural, um dos principais geradores de oportunidades para esses grupos”, diz o assessor de gestão do CCBJ.

Em relação ao enfrentamento ao cenário de violência urbana, o CCBJ funciona como um espaço alternativo à violência e minimiza seus efeitos no território. O assessor de gestão do equipamento afirma que o papel do centro cultural não se resume ao consumo passivo de cultura. “O impacto do CCBJ não está em transformar diretamente o cenário de violência urbana, mas em oferecer ferramentas que possibilitem uma reconfiguração do território, criando redes de apoio, visibilidade e oportunidades que amenizam os efeitos das desigualdades e violências”, diz João Paulo Barros.

Ele pontua ainda que a política pública está longe de ser uma “salvação”, mas ressalta a importância de sua existência para gerar “espaços onde as violências urbanas, tanto físicas quanto simbólicas, encontram resistência através da coletividade, do diálogo e da valorização das narrativas locais”. Por meio dessas frentes de atuação, o equipamento promove formação e profissionalização, fomenta o ecossistema cultural e fortalece identidades locais.

A Biblioteca Cristina Poeta, do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), realiza a VIII Semana da Biblioteca e do Livro, com o tema “Lendo Cordéis”, entre os dias 23 e 25 de outubro. Além das atividades do programa Sombrinha Literária, o espaço conta com uma programação especial, composta por oficinas, contação de história e apresentações artísticas.

A abertura da programação tem início na quarta-feira, dia 23, às 10:00, e finaliza na sexta-feira, com apresentação da banda Caixeiros Viajantes. Por meio do evento, a Biblioteca Cristina Poeta intensifica seu papel de incentivo à leitura e foca na valorização da cultura nordestina.

A primeira atividade faz parte do programa Sombrinha Literária. É o Ciclo de Leitura, que explora o livro “Carolina, o Cordel e o Coronel”, de Maciel Araújo. Na sequência, às 17:30min, acontece uma roda de conversa com o mestre da cultura Klévisson Viana, grande representante da cultura popular.

No segundo dia, o Cine Leitor traz o curta-metragem “Até o Sol Raiá”, adaptação animada de um conto de fantasia. No período da tarde, o Grupo Garajal apresenta o espetáculo “Pé de Reisado”, que celebra a riqueza cultural do reisado. Na sexta-feira, acontecem as oficinas de isogravura e de cordel e, por fim, a apresentação da banda cearense Caixeiros Viajantes, unindo o rock com a poesia dos cordéis.

A programação faz alusão à Semana Nacional da Biblioteca e do Livro, instituída em 1980 pelo Decreto n° 84.631. A Biblioteca Cristina Poeta é anexa à Ação Cultural do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

Confira a programação completa:

DIA 23/10 – QUARTA-FEIRA

10h – SOMBRINHA LITERÁRIA: Ciclo de Leitura com o livro “Carolina, o cordel e o coronel”

RELEASE: No nosso encontro do Ciclo de Leitura, vamos explorar a rica e envolvente história de “Carolina, o Cordel e o Coronel” de Maciel Araújo. Uma jornada literária que nos leva ao universo do cordel e das tradições populares, enquanto acompanhamos Carolina em suas aventuras e descobertas!

O Ciclo de Leitura tem como objetivo incentivar a sociabilidade, a criatividade e o pensamento crítico e afetivo, especialmente das crianças e adolescentes, através de atividades lúdicas, artísticas e culturais. Faz parte do programa Sombrinha Literária, que apresenta atividades que dialogam com a música, o audiovisual, o teatro e múltiplas linguagens com intuito de coletivizar o acesso à literatura, visando à inclusão social e digital, através da experiência da mediação da informação e da leitura.

17h30min – Abertura: Conversa com o Mestre da Cultura Klévisson Viana

RELEASE: Abertura da VIII Semana do Livro e da Biblioteca iniciará com uma Conversa especial com Klévisson Viana! Klévisson Viana, um dos mais importantes representantes da cultura popular, estará conosco para uma conversa rica sobre suas experiências, conhecimentos e a importância da preservação da tradição da literatura de cordel

Klévisson Viana é escritor, cartunista, quadrinhista, cordelista, xilogravador, editor e presidente da AESTROFE – Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará. É também membro da ABLC-Academia Brasileira de Literatura de Cordel (RJ) e Mestre da Cultura do Estado do Ceará.

Coordena o projeto editorial da Tupynanquim Editora, onde já publicou cerca de mil obras de mais de uma centena de autores. Como autor, Klévisson Viana publicou 50 livros de gêneros variados e cerca de duas centenas de folhetos de literatura de cordel. Seus trabalhos já “passearam” pela televisão e adaptações para o teatro. Destaca-se o folheto ‘A quenga e o delegado’ transformado em episódio da série ‘Brava gente’ da Rede Globo.

Tem trabalhos publicados em diversas editoras nacionais e internacionais como Chandeigne – Paris (FR), Editora Leya – Lisboa (PT), Editora Hedra –São Paulo (BR), Nova Alexandria – São Paulo (BR), Editora Demócrito Rocha – Ceará (BR),  Editora Amarilys – São Paulo (BR), Edelbra – Porto Alegre (RS), Ediouro – Rio de Janeiro  (RJ) dentre outras. Suas obras também constam em antologias na França, Turquia, Bélgica, Israel, Egito, Itália e Holanda.

Seu currículo apresenta diversos prêmios relevantes, sendo vencedor diversas vezes consecutivas do PNBE – Programa Nacional da Biblioteca Escolar (MEC), três vezes do Troféu HQ Mix, e outras vezes do PNAIC – Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (MEC) e Prêmio Jabuti de Literatura dentre outros.

Klévisson Viana coordena eventos culturais, ministra palestras, oficinas e recitais em todo o Brasil e já levou sua arte diversas vezes a países como França, Portugal, México, Cabo Verde e Costa Rica.

DIA 24/10 – QUINTA-FEIRA

10h –  SOMBRINHA LITERÁRIA: Cine Leitor com o curta-metragem “Até o Sol Raiá”

RELEASE: Hoje é dia de Cine Leitor na Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ! Vamos exibir o encantador curta-metragem “Até o Sol Raiá”, uma celebração do imaginário nordestino onde personagens de barro ganham vida e trazem uma vibrante festa para uma pacata vila sertaneja.

O Cine Leitor ocorre por meio da exibição de produções cinematográficas que são adaptações de livros, evidenciando a relação entre a literatura e o audiovisual. O objetivo é incentivar a leitura para crianças e jovens através da linguagem do cinema. Faz parte do programa Sombrinha Literária, que apresenta atividades que dialogam com a música, o audiovisual, o teatro e múltiplas linguagens com intuito de coletivizar o acesso à literatura, visando à inclusão social e digital, através da experiência da mediação da informação e da leitura.

18h – Espetáculo Pé de Reisado

RELEASE: Pé de Reisado é uma celebração lúdica e musical da rica tradição popular do Reisado, uma manifestação cultural que une canto, dança e teatro. A história nos leva ao encantador universo de “Virismunda” e “Tião”, que, com muito carinho e dedicação, plantaram a brincadeira do Reisado em nossa região.

O Grupo Garajal, com 20 anos de atuação, mistura teatro de rua, artes circenses e cultura popular em suas performances. Neste trabalho, eles continuam a pesquisa e a celebração do Reisado, buscando novas formas de transmitir essa tradição às novas gerações.

DIA 25/10 – SEXTA-FEIRA

10h – SOMBRINHA LITERÁRIA: Oficina de Isogravura

RELEASE: Como parte da programação da nossa VIII Semana do Livro e da Biblioteca teremos a Oficina de Isogravura! Nesta oficina, você terá a oportunidade de aplicar tinta e criar suas próprias estampas artísticas. É uma excelente oportunidade para explorar sua criatividade, conhecer novas técnicas artísticas!

15h – Oficina de Cordel com o Cordelista Edson Oliveira

RELEASE: A VIII Semana do Livro e da Biblioteca traz a Oficina de Cordel para todos que desejam explorar o fascinante universo da literatura popular nordestina! Edson Oliveira é cordelista e conduzirá uma oficina especial dedicada a essa rica tradição literária. Conhecido por seu talento na criação de poemas e histórias em cordel, compartilhará sua experiência e técnicas desta arte tradicional que combina poesia e narrativa.

Edson Oliveira é um homem cis e negro, destacado na educação popular, na arte do cordel, nas terapias integrativas e complementares de saúde no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Com vasta experiência, Edson contribuiu significativamente em projetos como o EDEPOPSUS e as cirandas da vida, além de facilitar cursos de massoterapia e educação popular em saúde. Como cordelista é o organizador do livro “biografias em versos” para a rede unida, do livro educação popular em saúde e a convivência com semiárido – diálogos em verso, prosa e ceno poesia. Publicou também importantes obras pela Fiocruz- Rio de Janeiro, abordando temas como acessibilidade e saúde sexual para pessoas com deficiência. Sua trajetória multifacetada e inspiradora faz dele uma referência essencial em sua área de atuação.

19h30min – Caixeiros Viajantes “Canta Cordéis Itinerantes”
RELEASE: A banda cearense de rock Caixeiros Viajantes traz à cena seu mais recente show “Caixeiros Viajantes Canta Cordéis Itinerantes”, uma vibrante homenagem à rica cultura popular nordestina. Ao mesclar seu repertório autoral com a poesia envolvente dos cordéis musicalizados, este show promete uma experiência única e imersiva para todos os entusiastas da música e da cultura regional. A apresentação terá duração de 60 minutos. Sobre a apresentação: A proposta de show “Caixeiros Viajantes Canta Cordéis Itinerantes” é genuinamente inspiradora e vibrante. Ao unir o rock cearense com a poesia dos cordéis, a banda Caixeiros Viajantes oferece uma experiência cultural rica e envolvente, prometendo encantar todos os entusiastas da música e da cultura regional.

O Nada Sobre Nós Sem Nós chega a sua 5ª edição em 2024 com o tema “Art Def: Criações Artísticas para além do Capacitismo”, realizando oficinas artísticas centralizadas em pessoas com deficiência. O evento de culminância do percurso formativo ocorre na próxima sexta-feira, dia 18, no Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

A programação começa às 15:00 e conta com uma feira de artesanatos e serviços com artistas da comunidade def, exposição do artista Lauro Neto, apresentação do cordelista Edson Oliveira, partilha das oficinas realizadas no Nada Sobre Nós Sem Nós 2024 e apresentações do grupo e do Quarteto Inclusivo, que finaliza o evento com música.

Em 2024, o percurso formativo aconteceu por meio de cinco oficinas artísticas, com turmas majoritariamente formadas por pessoas com deficiência e alguns professores da comunidade def. De acordo com Vitória Sâmea, supervisora do Programa de Acessibilidade do CCBJ, o Nada Sobre Nós Sem Nós “tem por objetivo fortalecer dentre os/as participantes a relevância da arte feita por e com PCD, a atuação e criação artística por meio das linguagens artísticas da dança, música, teatro, dentre outras”.

A oficina de Maquiagem Artística foi ministrada por Daniel Santos, a de Roteiro para um Audiovisual Acessível, por Elvis Alves, Performance em Libras, por Yuri Axel, e duas turmas da oficina Todo Corpo é Dança; a primeira, em parceria com o Instituto dos Cegos, foi ministrada por Joca Mota e contou com a participação dos integrantes do grupo Olho Mágico, e a segunda, realizada no próprio CCBJ, por João Paulo Lima. 

O Nada Sobre Nós Sem Nós é um percurso formativo anual que promove a interdisciplinaridade entre diversas linguagens artísticas e acessibilidade. A ação é realizada por meio do Programa de Acessibilidade da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

Confira a programação do evento:

15:00 – Praça Central
MOSTRA DE ARTE DEF
Feira de Artesanatos e Serviços com artistas da comunidade def

16:00 – Teatro Marcus Miranda
Texto Manifesto Ancestralidade DEF e resistência artística (Cordelista Edson Oliveira)
O artista, cordelista e brincante de cultura popular, Edson Oliveira, compartilha seu trabalho em cordéis para popularizar temas importantes, como acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência na participação pública e no direito à saúde, à comunicação, às artes e à cultura.

16h – Teatro Marcus Miranda
Exposição de Lauro Neto
Exposição “O lápis e o papel como símbolo de expressão”, do artista plástico Lauro Neto.

16:30 – Teatro Marcus Miranda
Partilha da oficina “Todo Corpo é Dança”
Com participação dos integrantes do grupo de Teatro Olho Mágico e mediação de Joca Mota e Rárárá

17:30 – Teatro Marcus Miranda
Vídeo Partilha da Oficina de Maquiagem Artística
Exibição de vídeo com depoimentos e registros dos encontros da oficina de Maquiagem Artística, com participação de pessoas surdas e ouvintes

18:00 – Teatro Marcus Miranda
Partilha da Oficina de Performance em Libras 
Participação da turma de Performance com mediação do professor Yuri Axel e Irabson Sousa  

18:30 – Teatro Marcus Miranda
Quarteto Inclusivo
Apresentação musical de forró, com o sanfoneiro Antônio César

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), promove durante o mês de outubro a Campanha Bença Vó! Gerações que caminham juntas, realizada por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), setor de cidadania cultural do CCBJ. A Campanha acontece até 25 de outubro e promove diversas ações dentro e fora do equipamento.

A campanha tem como objetivo valorizar o imaginário infantil com base na própria vivência, suas experiências, cores e classes sociais, promovendo uma maior representatividade negra nas referências de brincadeiras e no ato de brincar. A ideia é promover um diálogo sobre a identificação que se busca no processo de subjetivação que ocorre através do brincar em nossa comunidade.

O espaço será enriquecido com brincadeiras de rua, cantigas de roda, jogos coletivos e instrumentos artesanais, fortalecendo a relação entre as gerações. As atividades foram pensadas em alusão ao Dia do Idoso comemorado dia 1º de outubro e ao Dia das Crianças (12 de outubro), com a mediação do resgate de histórias, registros da oralidade e criação de memórias, promovendo uma interação intergeracional. Dessa forma, refletindo sobre o cuidado e a proteção comunitária desse direito, unindo diferentes gerações em torno do brincar.

Confira a programação completa 

Criando Referências: Del Nunes e a infância periférica
🗓️ 08/10 – Terça
⏰ 18h30

Release: Pensando em criar referências de artistas e movimentos que dialogam sobre direitos humanos, no mês de Outubro, conheceremos o artista Del Nunes, conhecido por suas obras digitais. O publicitário retrata a infância favelada e toda sua potência, trazendo elementos lúdicos que misturam realidade e ficção. Faremos uma atividade de releitura de suas obras, aproximando o público do NArTE com a experiência do artista.

Educadora: Narah Adjane
Local: Estúdio CCBJ


Gutera Uriziga

🗓️ 09/10 – Quarta
⏰ 17h

Release: O Gutera Uriziga é originário de Ruanda e para brincar vamos precisar de um grande aro (bambolê ou roda de bicicleta) e bastões (cabo de vassoura, bambu, etc). Uma criança é selecionada como líder, para rolar o aro escolhido. As outras devem ficar ombro a ombro em uma linha reta segurando os bastões. Os jogadores devem tentar jogar os bastões através do aro em movimento e ganha quem pontuar mais.

Educadora: Shirley Lima
Local: Praça Central


Brinquedo Musical 

🗓️ 10/10 – Quinta
⏰ 18h

Release: Dando continuidade a atividade contínua de percussão. Iremos realizar uma vivência com a produção de um brinquedo musical em alusão ao instrumento ganzá/caxixi que é um instrumento musical de origem africana. A proposta é cada criança produzir um brinquedo e poder conhecer um pouco da história do instrumento e sua importância nos ritmos afrobrasileiro samba e no toque da capoeira.

Educadore: Deyse Mara
Local: Biblioteca


Futebol de Papelão – criação de jogo

🗓️ 11/10 – Sexta
⏰ 17h30

Release: Sabe aquela caixa vazia de papelão que você não usa e não sabe o que fazer com ela?  Que tal usar a criatividade e fazer um jogo utilizando materiais simples como papelão e elástico? 

Educadora: Shirley Lima
Local: Espaço Narte


Brincar di quê? 

🗓️ 11/10 – Sexta
⏰ 18h

Release: Os jogos e as brincadeiras têm um papel muito importante na educação infantil e para a vida de uma criança, pois ao brincar a criança espontaneamente adquire uma aprendizagem mais prazerosa, é um momento de comunicação consigo mesma buscando através de sua realidade a sua imaginação. Assim a educadora Deyse Mara convida as crianças para uma tarde de muita ludicidade, onde o maior objetivo é se divertir.

Educadora: Deyse Mara
Local: Espaço Marielle Franco


Criançada toda reunida

🗓️ 16/10 – Quarta
⏰ 17h30

Release: Gincana tempo junto; a diversão e os desafios vão contagiar as crianças, em alusão ao mês das crianças, vamos nos divertir com boas brincadeiras revivendo a infância de rua.

Educadora: Jackline Marques
Local: Espaço Mariele Franco


Crescendo e aprendendo – jogos ancestrais: etnia Umutina – Jogo Boi bravo

🗓️ 16/10 – Quarta
⏰ 19h

Release: Propondo-se trabalhar a interculturalidade através de brincadeiras ancestrais, faremos alguns encontros com algumas brincadeiras de cultura indígena e africana. Para trabalharmos não só a diversão, mas também para envolver, engajar e transmitir conhecimentos.

Educadore: Joyce Sousa
Local: Campinho


Da Ga

🗓️ 17/10 – Quinta
⏰ 17h

Release: “Da Ga” vem do nigeriano e significa jiboia. Desenhe um retângulo no chão, que será a “casa da cobra”. Um jogador fica dentro desta marcação, ocupando o papel de serpente. Todos os outros jogadores devem ficar próximos ao quadrado. A cobra deve tentar tocar nos jogadores. Caso sejam tocados, os jogadores vão para a casa da cobra, onde todos devem ficar de mãos dadas, utilizando apenas a mão livre para tentar tocar os jogadores. O último que não foi pego pela cobra vence.

Educadora: Shirley Lima
Local: Praça Central


CriAção:  como está tua criança interior; quais brincadeiras você brinca na rua?

🗓️ 17/10 – Quinta
⏰ 19h

Release: Roda de Diálogo com a temática como  os jovens lidam com  saúde mental quando adolescência chega. 

Educadora: Jackline Marques
Local: Espaço Mariele 


Shisima – jogo de tabuleiro

🗓️ 18/10 – Quinta
⏰ 19h

Release: O Shisima é um jogo queniano de estratégia abstrata para dois jogadores. Similar ao jogo da velha e ganha quem primeiro fizer uma fileira de três peças. 

Educadora: Shirley Lima
Local: Centro Espírita de Umbanda São Miguel


Balangandã

🗓️ 18/10 – Quinta
⏰ 16h

Release: Balangandã é um brinquedo de origem africana, recebeu esse nome pelo som que faz ao ser movimentado e deu origem ao brinquedo, utilizado para diversão, atividades esportivas e dança, assim u educadore trás essa vivência com o objetivo de estimular o desenvolvimento cognitivo e motor dos participantes.

Educadore: Deyse Mara
Local: Comunidade São Francisco


Vivência de construção de brinquedos

🗓️ 18/10 – Quinta
⏰ 18h30

Release: Vivência para construir um brinquedo com referência nas infâncias negras periférica e sertaneja.

Educadora: Micinete Lima
Local: Espaço Paulo Freire


Trabalhando a primeira infância –  Água misteriosa

🗓️ 18/10 – Quinta
⏰ 19h

Release: Diversão e aprendizado em uma atividade sensorial. Desenvolver as funções motoras e cerebrais através dos brinquedos.

Educadore: Joyce Souza
Local: Campinho 


InterBrincArTE

🗓️ 23/10 – Quarta
⏰ 14h

Releases: Possibilitar a interação entre crianças (filhos das mulheres criativas), adultos (mulheres criativas) e idosos (acompanhados pelo CRAS), proporcionando o compartilhamento de brincadeiras geracionais que fortalecem a cultura ancestral, o pertencimento ao território, valorização das manifestações da população negra.

Psicossocial: Henrique, Luan, Krisley, Rayssa.
Local: Sala Multiuso e Praça Central


Crescendo e aprendendo – jogos ancestrais: Etnia Terena Jogo – EMA 

🗓️ 23/10 – Quarta
⏰ 19h

Release: Propondo-se trabalhar a interculturalidade através de brincadeiras ancestrais, faremos alguns encontros com algumas brincadeiras de cultura indígena e africana. Para trabalharmos não só a diversão, mas também para envolver, engajar e transmitir conhecimentos.

Educadore: Joyce Sousa
Local: Campinho


Desenho e pintura – cuidados que florescem

🗓️ 24/10 – Quarta
⏰ 16h

Release: Através do desenho, um momento de partilhas será realizado com o grupo de idosas do Instituto Pisiquê. O espaço será de expressões através da representação de plantas que fizeram e fazem parte da vida destas mulheres, proporcionando uma ambiência de relaxamento e descontração a partir do desenhar dessas memórias.

Educadora: Narah Adjane
Local: Instituto Pisiquê


Filtrando sonhos

🗓️ 24/10 – Quarta
⏰ 16h

Release: Filtrando sonhos será uma vivência de filtro dos sonhos com o público da 3ª idade, a educadora vai ensinar os participantes a produzirem filtros dos sonhos, que de acordo com a sua crença, ao cair da noite, o ar se enche de sonhos que podem conter mensagens do Grande Espírito para nós, humanos. E para separar os bons sonhos das energias ruins que nos fazem mal, eles criaram o filtro dos sonhos.

Educadore: Deyse Mara
Local: CUBMGP – Centro União Beneficente dos Moradores do Bairro de Granja Portugal


Trabalhando a primeira infância –  Contação de história

🗓️ 25/10 – Quarta
⏰ 19h

Release: Desenvolver a concentração através do acesso à cultura 

Educadorie: Joyce Souza
Local: Espaço alternativo da dança

O Centro Cultural Bom Jardim ( CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) recebe em sua multigaleria e espaços alternativos do equipamento, a exposição ‘Festa, Baia, Gira, Cura”, de Jean dos Anjos, nesta sexta-feira dia (20/09), a partir das 18h.

O lançamento da exposição em seu território de origem foi pensado desde o princípio da montagem, conforme aponta artista expositor, Jean dos Anjos, que elaborou toda a criação das peças a partir da vivência do terreiro Cabana do Preto Velho da Mata Escura, Ilê Asé Ojú Oya, de Pai Valdo de Iansã, localizado no Bom Jardim.

“Festa, Baia, Gira, Cura” nasce da historicização do terreiro homenageado. O título surge a partir de elementos primordiais nas celebrações afroameríndias e das vivências do pesquisador. São apresentadas fotografias e materialidades das festas e rituais do terreiro, com enfoque especial para a festa da Rainha Pombagira Sete Encruzilhadas e Exu, a qual ele acompanha desde 2013.

“Festa Baia Gira Cura agora está em seu território. Termina um ciclo e começa outro. Ao Babalorixá Valdo de Oyá e à sua casa todo o meu respeito e a minha admiração. Ao Centro Cultural Bom Jardim meus agradecimentos. Nós vamos longe! Laroyê!”, comemora Jean dos Anjos. 

Dividida em quatro núcleos, a exposição mostra a riqueza da cultura dos terreiros, bem como a resistência dos povos de terreiros na busca pela preservação da memória da umbanda e do candomblé, bem como a luta dos seus praticantes pelo fim do racismo religioso.

A curadora, expografista e oordenadora, Marília Oliveira também comenta sobre a experiência com o sagrado nas artes. 

“Toda vez que se entra em um terreiro é chance de aprender. A umbanda não se ensina só explicando, mas pela intuição e observação. Ao adentrar a exposição, saiba que é no tempo (e no templo) do sagrado que está pisando. Em Festa Baia Gira Cura se permita abrir os olhos pra ver – escolhendo também as horas de silêncio e olhos fechados, coisa que este Jean dos Anjos, filho do vento, da moça e da macumba, faz. 

Para Marília, a obra de Jean dos Anjos é, sobretudo, um exercício de respeito e de escolha: “abaixar a câmera, manter distância, cerrar a vista  É assim que surge o clique. É assim que se fotografa o mistério”.

A exposição foi lançada no Centro Cultural Dragão do Mar, em 2023 e contou com 25 mil visitantes e agora chega em seu território de origem, no Bom Jardim, especialmente ancorando sua riqueza no CCBJ. Ambos equipamentos culturais integram a Rede de Equipamentos Culturais do Ceará (Secult).

“A visibilidade da exposição foi importante tanto para nós, fortalezenses, como para o público turista, porque mostra que temos cultura de terreiro, além de subverter a invisibilidade”, comenta o artista Jean dos Anjos.

FESTA, BAIA, GIRA, CURA NO CCBJ 

A exposição “Festa, Baia, Gira, Cura”, fruto de 20 anos de pesquisa do antropólogo Jean dos Anjos, que conduz o público a uma imersão pela história das festas da umbanda e do candomblé no Ceará, com destaque para o terreiro de Umbanda e Candomblé Cabana do Preto Velho da Mata Escura | Ilé Àse Ojú Oya, chega ao Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), nesta sexta, 20/09.

A exposição estará aberta no CCBJ por dois meses (setembro a novembro), das 16h às 19h e tem classificação indicativa livre.

SOBRE O ARTISTA 

Jean dos Anjos é antropólogo, professor, pesquisador, fotógrafo e trabalhador da arte. Pesquisa religiões de matriz africana há 20 anos, é doutorando em sociologia e recentemente lançou o livro de sua dissertação: “Amor, festa, devoção: a Rainha Pombagira Sete Encruzilhadas”

SERVIÇO 

Exposição: “Festa, Baia, Gira, Cura”, Jean dos Anjos
Data de abertura: 20/09 
Horário: 18h
Período da exposição: 2 meses
Horário de Visitação: terça a sexta, 14h a 19h
Formato: Presencial, Multigaleria e alguns espaços alternativos, com Banner e pintura 
Classificação indicativa: Livre.

Ficha técnica

Fotografia e pesquisa: Jean dos Anjos
Coordenação e expografia: Marília Oliveira
Curadoria: Marília Oliveira e Rafael Escócio
Consultoria: Pai Valdo de Iansã
Montagem: Tomaz Maranhão
Produção: Jean dos Anjos e Marília Oliveira
Imagens realizadas no terreiro Cabana do Preto Velho da Mata Escura, Ilê Asé Ojú Oya

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio de sua Escola de Cultura e Artes, divulga a Chamada Pública para a 3ª turma do Curso Técnico em Dança (CTD) e para as 1ª turmas dos Cursos Técnicos em Instrumento Musical (Habilitação: Violão), Programação de Jogos Digitais e Teatro. 

Os cursos oferecem diplomação pelo MEC, com reconhecimento técnico em intérpretes, criadores e agentes culturais, assumindo um lugar ímpar na formação cultural e artística da cidade de Fortaleza e no Ceará.

Um marco para o equipamento que tem quase 18 anos de existência e pela primeira vez oferece, de forma gratuita, mais três linguagens de formação técnica. O gestor executivo do CCBJ, Marcos Levi Nunes, comenta sobre esse alcance formativo.

“Nós do CCBJ (SECULT/IDM) compreendemos que existem uma série de políticas públicas que são essenciais para a população. Assim como precisamos aprender a ler e a escrever, precisamos de moradia, trabalho, necessitamos também acessar políticas culturais que fortaleçam nossa identidade, respeitando as estéticas que produzimos, garantindo a preservação da memória e prospectando outros mundos possíveis.

Levi aponta que as Políticas culturais e artísticas são essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e digna, com respeito às diferenças e capacidade crítica de produzir e consumir cultura. “Munido por esses princípios, acreditamos que a Escola de Cultura e Artes do CCBJ, por meio dos seus diversos cursos gratuitos, representa uma política cultural do Governo do Ceará que vem construindo, principalmente no Grande Bom Jardim, grandes transformações na vida de cada estudante, seja nas turmas de teatro, dança, audiovisual, cultura digital ou música”, diz o gestor. 

 Ao todo serão quase 100 vagas ofertadas para os cursos que tem duração de aproximadamente dois anos. Os cursos estão estruturados em módulos distribuídos segundo eixos temáticos e variam a carga horária entre 1.200 e 1.500 horas-aula. 

Cada estudante receberá uma bolsa-auxílio no valor de R$2.000, dividido em 5 parcelas de R$400,00. Os cursos acontecerão de forma presencial e a chamada tem 50% das vagas voltadas para ações afirmativas.

Marco nas ações formativas do CCBJ

O lançamento dos cursos é um marco para o CCBJ, esta é a primeira vez que um equipamento público oferta quatro cursos técnicos de forma gratuita para atender os jovens da cidade. 

 O Curso Técnico em Dança, lançado em 2005 já se consolidou como um marco na construção e fortalecimento da profissionalização da dança no Estado do Ceará, agora os alunos do Centro Cultural Bom Jardim terão a oportunidade de se tornarem profissionais de nível técnico com as novas ofertas. A novidade esse ano é ampliação das linguagens oferecidas, além da Dança outras três linguagens passam a ser de formação técnica.

A Coordenadora Pedagógica do Programa de Teatro, Kelly Enne Saldanha, fala sobre a importância para o equipamento em ser o único de gestão pública do estado a ofertar 4 cursos técnicos gratuitos em linguagens artísticas. “Isso demonstra o empenho da equipe técnica pedagógica da Escola de Cultura e Artes, em consonância com os objetivos do Centro Cultural Bom Jardim em proporcionar ao território, ações formativas de qualidade, buscando a diversidade, promovendo a acessibilidade e a encruza com saberes periféricos e afro-indígenas.” Declara a coordenadora.

Os candidatos que se inscreverem terão a oportunidade de se profissionalizar enquanto artistas nas linguagens estudadas, para que compreendam a complexidade de suas práticas artísticas e possam esboçar seus próprios perfis como criadores. Vivenciando uma encruza de saberes que vai proporcionar o contato com a teoria e a prática das linguagens que serão estudadas.

Henrique Gonzaga, Gerente de Formação da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, que vem acompanhando a história da ECA há alguns anos, antes mesmo de gerenciar o fazer, entende esse momento como o “reconhecimento de um longo processo de luta da comunidade e do CCBJ para que existam processos formativos com qualidade e consistência na periferia. Para além disso, é um grande passo para os/as artistas do Grande Bom Jardim e para a cidade que tem avançado na discussão da arte como espaço de trabalho formal, e como em qualquer outra profissão precisa de dedicação e formação de qualidade”, afirma.

Sobre a importância desse momento que se afirma como um marco na história do equipamento, Henrique fala sobre o sentimento de alegria em ver todo esse movimento acontecendo. “Esses cursos técnicos estando em um equipamento periférico é, também, entender que a  nossa estética e a nossa poética pode e deve ser compreendida como referência profissional no campo das artes” conclui o Gerente da Escola do CCBJ.

“Apenas com uma política cultural bem executada é possível sonhar com um povo mais crítico e consequentemente com mais acesso à cidadania plena, é com esse objetivo que realizamos cada um dos diversos cursos que acontecem no CCBJ”, aponta o gestor executivo, Marcos Levi Nunes.

Levi também fala de que forma os cursos técnicos impactam na periferia da cidade e quais os resultados esperados. Para ele, a modalidade de cursos técnicos representa uma vitória no campo cultural, principalmente quando se fala em cenários que foram historicamente vulnerabilizados. ‘Sabemos da dificuldade que atinge os profissionais do campo artístico quando tratamos sobre o acesso ao mercado de trabalho, assim, a construção de cursos técnicos, além de ampliar o estofo conceitual e estético dos alunos, possibilita de modo assertivo a chance de ingressar em circuitos profissionais no campo cultural”.

O gestor acrescenta que o lançamento de 4 cursos técnicos na Escola de Cultura e Artes do CCBJ é um marco importante pois trás consigo o respeito à periferia da cidade, apontando de modo inequívoco que o Grande Bom Jardim e outros diversos territórios possuem uma classe artística ávida por oportunidades que possam fortalecer uma economia da cultura e capaz de produzir cursos, trajetórias e espetáculos de altíssima qualidade. “Desse modo, esperamos que as turmas que acessem os cursos técnicos, facilitem o acesso ao mercado de trabalho e acreditamos que com essa nova fase teremos profissionais mais qualificados, com um circuito cultural potente e produções artísticas que valorizem nossas memórias, sensibilidades e trajetórias”.

Inscrições

As inscrições estão abertas até o dia 21 de setembro. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis na página de oportunidades do site do CCBJ e nos links abaixo.

Por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria de Cultural do Ceará (Secult CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza as campanhas Multiplicando Cuidados e Rolê Freiriano durante o mês de setembro. As ações tiveram início nos dias 6 e 11, respectivamente, com programações que se estendem até a última semana do mês.

A campanha Multiplicando Cuidados – Cuidar de si, cuidar do todo faz alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, conhecida no Brasil pela campanha Setembro Amarelo. Com a Multiplicando Cuidados, o NArTE oferece um espaço de diálogos sobre a importância da data e sobre a Luta Antimanicomial. As atividades são mediadas por Krisley Delfino e Rayssa Goes, que atuam no eixo de psicologia comunitária no CCBJ.

O Rolê Freiriano é um evento anual que traz ao equipamento a proposta de descentralizar a programação no Grande Bom Jardim e fortalecer a relação entre educação social e cultura e arte. O nome da campanha remete a Paulo Freire, como forma de celebrar a vida e obra do educador a partir da garantia do acesso de comunidades vulnerabilizadas à sua cidadania cultural. A ideia é oportunizar intercâmbios culturais, programação em escolas e associações localizadas no território, saraus e outras atividades.

A visita à comunidade Indígena Anacé e às cozinhas comunitárias do território, o mural cultural na EEMTI Prof Jociê Caminha de Menezes, a vivência no Centro Cultural Canindezinho, o Sarau Esperançar com participação do grupo BatuquErês e do coletivo Brincantes Sonoros são alguns dos destaques da programação do Rolê Freiriano.

Na campanha Multiplicando Cuidados – Cuidar de si, cuidar do todo, parte da programação também acontece em espaços externos, como na rua João XXIII, localizada no bairro Granja Lisboa, na Escola EcoCirco – Instituto Intervalo e no território indígena Anacé. Por tratar de temas sensíveis, as atividades têm classificação indicativa, embora abranjam um diversos grupos etários. Um dos destaques da programação é a participação do bloco de carnaval Doido É Tu para falar da importância da luta antimanicomial.

As programações concomitantes destacam a atuação do CCBJ na cidadania cultural e na promoção e defesa dos direitos humanos no território. Algumas das atividades programadas têm como norte programas ou grupos fixos, como o “Café com as Artesãs”, o “É na Casa de Quem Hoje?”e o “CCBJ na Comunidade”, que levam o equipamento para outros espaços do Grande Bom Jardim.

O Rolê Freiriano traz uma outra vertente deste programa, o “Comunidade no CCBJ”. A EEMTI Lireda Facó, por exemplo, outra escola dos arredores, receberá o CCBJ e também estará presente no equipamento, intensificando a relação com outras instituições do Grande Bom Jardim dentro e fora das paredes do centro cultural.
Confira a programação completa: NArTE/CCBJ em setembro

O TJA Teatro Escola – Canteiro de Artes da Técnica – Ateliês de Produção nasce a partir vocação formativa e educacional de dois equipamentos públicos, Theatro José de Alencar (TJA) e Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), estes em parceria com o Instituto Brasileiro de Políticas Digitais Mutirão.

Visando ampliar a capacitação nas áreas técnicas do teatro e da cultura, o projeto surge com o princípio fundamental do trabalho em rede, valorizando e promovendo oportunidades de acesso aos equipamentos culturais, fortalecendo a formação de pessoas negras, indígenas, mulheres trans e cisgênero, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+.

Iniciado no ano de 2022, através da parceria entre o Instituto Brasileiro de Políticas Digitais Mutirão e o Theatro José de Alencar, e incorporando na segunda edição em 2023 a parceria do Centro Cultural Bom Jardim, o TJA Teatro Escola – Canteiro de Artes da Técnica – Ateliês de Produção, retorna agora em 2024, novamente com os dois Equipamentos Culturais com Parceiro, para realizar sua terceira edição, ofertando 6 cursos técnicos de forma gratuita e com metodologias transversais.

São 160 horas de formação, sendo 110 horas de formação técnica, 30 horas de experiência prática,
20 horas de um módulo transversal realizando em todas as turmas, uma formação específica em
acessibilidade com o objetivo de sensibilizar as turmas para um olhar mais atento e um compromisso
mais efetivo com a pauta da acessibilidade cultural.

Cursos ofertados

Ateliê de Produção Cultural e Realização de Eventos – tem como finalidade proporcionar aos estudantes uma experiência profissionalizante dentro da área de Produção Cultural, que compreende elaboração de projetos para entidades públicas e privadas e a Realização de Eventos que compreende o planejamento, organização, infraestrutura, logística e realização. O/a participante passará por um aprofundamento técnico acerca de cada área.

Ateliê de Montagem e Manutenção de Computadores – tem a proposta de apresentar e ensinar noções básicas, teóricas e práticas de montagem e manutenção de computadores desktop (computadores de mesa) e notebooks. Softwares livres versus proprietários. Instalação e configuração de sistemas operacionais GNU/Linux. Introdução às redes de computadores. Arquitetura TCP/IP. Práticas de configuração de redes cabeadas e sem fio. Diálogos sobre a atuação de um técnico de informática e mercado de trabalho.

Ateliê de Conteúdo para as Redes Sociais – visa apresentar caminhos e técnicas de criação de conteúdo digital para as redes sociais. A turma irá estudar e compreender as diferenciações entre as redes e as características do conteúdo digital, criação de vídeos e estratégias usadas neste contexto; o processo de planejamento e de delimitação de identidade, público e objetivos de um projeto de audiovisual para as redes sociais; a produção de pequenos textos para descrição das peças e conteúdos; o funcionamento e a prática com ferramentas digitais.

Ateliê de Modelagem e Figurino – tem a proposta de apresentar e ensinar noções básicas, teóricas e práticas de modelagem e figurino para contextos artísticos. O curso abrange desde a atuação do figurinista em produções artísticas até a criação, elaboração e confecção de modelagens e figurinos. O estudante compreenderá sobre materiais, técnicas de desenho, tipos de tecidos, modelagens, além de explorar as articulações criativas e experiencial desses elementos para a produção de vestimentas cênicas.
Ateliê Técnico de Sonorização – propõe a habilitação para montagem e operação de sistemas de sonorização em diversas áreas do fazer artístico. Análise dos elementos que compõem a Música e suas ramificações (som, timbre, onda, frequência, decibéis e fenômenos acústicos), compreensão sobre equipamentos (microfones, caixas, consoles, sistema ativo e passivo), técnicas de sonorização (equalizadores, filtros, processadores de efeito e dinâmica), culminando assim no entendimento amplo dos processos de instalação e projeção do som em espaços públicos e privados.

Ateliê Técnico de Iluminação – visa desenvolver através da técnica em iluminação artística e profissional soluções em diferentes projetos e espaços comerciais e eventos. O curso é direcionado para a formação de profissionais nas artes da iluminação de eventos de pequeno e médio porte, além da cenotécnica e funcionalidade através dos recursos de luz e sombra (aplicando os conhecimentos em espetáculos musicais, teatrais e dança). No percurso formativo serão abordados temas, como: estudo de iluminação, composição de iluminação cenográfica, noções básicas sobre eletricidade, uso de equipamentos, construção de mapa e rider de luz, lightdesigner, sensibilidade e criatividade técnica, dramaturgia cênica na iluminação, aparelhos luminotécnicos e desenvolvimento de aparatos para a construção de iluminação artesanal.

Inscrições

Os interessados em participar devem acessar a chamada pública e formulário de inscrição on-line disponível portal do CCBJ (https://ccbj.org.br/oportunidades) ou na bio do perfil do instagram do projeto TJA Teatro Escola – Canteiro das Artes da Técnica – Ateliês de Produção (https://www.instagram.com/tjateatroescola/), e escolher entre uma das seis opções de cursos. As inscrições vão de 27 de Agosto a 05 de Setembro de 2024.

Seleção

As etapas de seleção seguem no corpo do Edital com as respectivas datas dos resultados classificatórios, que envolverá a avaliação dos documentos apresentados no ato da inscrição, entrevistas conforme estabelecido no edital. O resultado final será divulgado dia 25 de setembro.

São 15 vagas para cada curso. Como incentivo, os participantes selecionados receberão um auxílio total de R$ 1.500,00, pago em 5 parcelas de R$ 300,00 cada.

Os Ateliês serão realizados de Setembro de 2024 a Fevereiro de 2025, com encontros de forma presencial em dois equipamentos, Centro Cultural Bom Jardim/ CCBJ (Rua 3 Corações, 400 – Grande Bom Jardim) e Theatro José de Alencar/ TJA (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro), além de vivências práticas em outros equipamentos da Rece – Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará.

O TJA Teatro Escola – Canteiro de Artes da Técnica – Ateliês de Produção é realizado pelo Instituto Mutirão, em parceria com o Instituto Dragão do Mar e Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, do Centro Cultural Bom Jardim e do Theatro José de Alencar. Em parceria com os Laboratórios Culturais, conta com apoio cultural da Enel Distribuição Ceará. E, apoio institucional da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), por meio do XV Edital Mecenas.

SERVIÇO

Cursos técnicos do TJA Teatro Escola – Canteiro de Artes da Técnica – Ateliês de Produção
Inscrições:
até 05 de setembro
Formulário: Inscrições
Edital: Chamada Pública
Resultado da análise documental: 12 de setembro
Entrevistas: 16 a 19 de setembro
Resultado das entrevistas: 20 de setembro
Matrícula: 26 a 30 de setembro
Início das atividades: 30 de setembro
Período de realização: setembro de 2024 a fevereiro de 2025

A tradicional Festa de Iemanjá Praia de Iracema, registrada como Patrimônio Imaterial pela Prefeitura de Fortaleza, já faz parte do calendário cultural e festivo da cidade. Celebrando a Rainha do Mar, entidade da Umbanda conhecida como a mãe de todos os orixás, no Aterro da Praia de Iracema, a festa cobriu as areias da praia com um mar de gente nos dias 14 e 15 de agosto de 2024. Este ano, o evento teve como tema:  “Patrimônio, fé e luta”.

Os festejos são uma realização do Fórum Permanente do Povo de Terreiro do Ceará, com apoio da Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado do Ceará. Em sua 12° edição, a programação deste ano se dividiu entre a praia e os equipamentos da Rede de Equipamentos Culturais do Governo do Ceará (RECE). 

A programação teve início no dia 13/08, com pré abertura das atividades no Theatro José de Alencar, já nos dias 14 e 15 a festa aconteceu como de costume, na Praia de Iracema, onde aconteceram as apresentações dos grupos culturais, as giras e o tão esperado cortejo para Iemanjá.  A novidade dessa edição foi mais um dia de programação, com o encerramento dos festejos acontecendo pela primeira vez, na Estação das Artes, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Mirante e no Coletivo Raízes da Periferia, com uma programação cultural que aconteceu no sábado (17/08).

As atrações dos Festejos de Iemanjá, nessa 12° edição ficaram por conta das apresentações do Grupo Cultural Toque de Senzala, Filhos de Oyá, Feira Negra, Coco das Goiabeiras Rainha do Mar, Bumba Meu Boi Canarinho, Afro Kaos, Dgal e amigos com o batuque para Iemanjá, cortejo da sede do Coletivo Raízes da Periferia com destino Estação das Artes e Afoxé Filhos de Oyá.

Dediane Souza, esteve presente no evento representando a Secretaria de Cultura do Ceará, ela falou sobre o compromisso do Governo em favor das múltiplas expressões do povo de terreiro “nós consideramos muito importante essa manifestação como patrimônio do estado e da cidade, sendo este um espaço importante na disputa por uma sociedade do respeito e contra a intolerância religiosa”, afirma Dediane, que coordena a Coordenadoria de Diversidade, Acessibilidade e Cidadania Cultural (CODAC).

Pai Neto Tranca Rua, que junto com Pai Ricardo organiza o evento todos os anos, mobilizando e fechando parcerias,  fala sobre a relevância desse momento “Para nós, esta é uma realização de suma importância que precisamos cada vez mais insistir nessa resistência para garantir o festejo da Festa de Iemanjá, não só no aterro da Praia de Iracema, mas em todo o litoral cearense, é o desejo do fórum permanente do Povo de Terreiro. Salve Iemanjá!” afirma.

Pai Ricardo de Xangô, um dos realizadores da Festa também falou um pouco sobre a experiência, ressaltando sobre a importância do momento que é construída com muita fé e carinho, homenageando a rainha do mar e agradecendo pelas conquistas. 

Quem estava passando pela praia não se conteve em observar a distância. Anderson que é morador do Eusébio prestigiou o evento “eu pude perceber a variedade de como eles expressam toda a sua religiosidade. São pessoas de energia boa” declara o jovem.

Nesta edição, o evento na praia contou com a presença de 83 terreiros sendo 3 de Juazeiro do Norte (Ce), 1 de Boa Viagem, 2 de Madalena, 2 de Pentecoste, 2 de Maranguape, 1 de Curu, 2 de Maracanaú e 70 de Fortaleza, durante os dois dias de festejo.

Confira todas as fotos da edição de 2024 (Acervo CCBJ: Mar Pereira e Jordão): https://drive.google.com/drive/folders/1Q43lTh0lfi_nusqyV0ETOoBQDC_FqbjB