Apresentando a pluralidade de corpas e vidas trans, o TransFestival chega na sua quarta edição nos dias 20 e 21 de fevereiro. O festival acontece no Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) em parceria com os coletivos PoloTrans e Gueto Queen. A programação é composta por premiações e homenagens, apresentações musicais e roda de diálogos, sendo gratuita e aberta ao público.
O TransFestival é um evento de visibilidade às culturas, artes e estéticas de Pessoas T (Transsexuais, Travestis, Mulheres Trans, Transmasculine e outras identidades transitórias). Tendo como tema “Protagonismo, Permanências e Memória nas Periferias de Fortaleza”, o festival apresenta o Baile da Diversidade, um espaço de encontro, celebração e resistência do corpo em movimento.
Desde a primeira edição, o CCBJ é palco para o festival, valorizando as identidades, criações e produções artísticas e culturais em diversas linguagens e formatos. A ação ocorre em parceria com a Secretaria da Diversidade (Sediv), Casa de Andaluzia e Feira Empreendedora LGBT, com apoio da e da Associação de Travestis e Mulheres Transexuais do Ceará (Atrac).
Neste ano, o evento recebe a cerimônia de entrega do 1º Troféu Dandara Ketley, homenageando pessoas trans do estado do Ceará. Além disso, a Unidade Móvel Dandara Ketley estará presente no festival, oferecendo orientações para o público LGBTI+ acerca dos direitos e da cidadania.
Ritos de Presença
A cerimônia de abertura começa com uma performance. O espetáculo Atravessar: Feitiço para um Corpo em Encruzilhada ocupa o Teatro Marcus Miranda às 18 horas do dia 20. A apresentação solo de Stefany Mendes une teatro, poesia e ritual, abordando fé, autocuidado, periferia, travestilidade e reexistência.
As demais atividades e apresentações estarão acontecendo no dia 21. O festival retorna com set de música negra e ritmos brasileiros com o DJ e produtor Viúva Negra. A programação segue com o desfile Transformando da Casa de Andaluzia, organização referência no acolhimento e na formação empreendedora de mulheres trans no Ceará.
As performances continuam no palco do CCBJ. Com brilho, técnica e presença cênica, a artista Nicole Layser irá se apresentar no equipamento. Nicole é travesti, Miss Trans Barbie Ceará, Talento Ceará e Dublagem de Ouro Brasil. Stefany Mendes também volta ao palco com a apresentação de seu pocket show.
Uma das principais vozes da política de acessibilidade cultural para pessoas trans fecha a noite do festival com DJ set. Multiartista da Barra do Ceará, Angel History é produtora musical e compositora, atualmente se prepara para o lançamento do seu primeiro álbum autoral “CYBER CLUB PRINCESS”. O CCBJ reafirma seu compromisso com a valorização dos caminhos, das narrativas e das vidas da comunidade trans.
Serviço:
TransFestival Quarta Edição
Data: 20 e 21 de fevereiro
Horário: 18h
Local: Centro Cultural Bom Jardim (Rua Três Corações, 400 – Bom Jardim)
Encerrando as programações de Carnaval, o Bomja Folia chega a sua última semana de atividades no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Articulado entre os setores da Ação Cultural e o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento, as dinâmicas ocorrem no CCBJ e nos arredores do Grande Bom Jardim. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.
O encerramento da programação acontece na sexta-feira de Carnaval com Cortejo na Comunidade São Francisco. A festividade contará com o coletivo Maracatu Nação Bom Jardim e o grupo Duas Doses de Música & Os Tiragosto apresentando o show “Minha Vida é um Carnaval”.
No ritmo do Carnaval
As atividades no equipamento também estão voltadas para o ciclo carnavalesco. Começando na terça-feira às 18h no estúdio do CCBJ com a atividade de ritmos de brinquedos populares para introduzir na prática os ritmos carnavalescos nordestinos por meio da percussão.
Na quarta (11), acontecerá uma oficina para criação de adereços de fitas coloridas. A partir das 18 horas, na Sala Multiuso CCBJ, Amanda Quebrada conduz a criançada em uma oficina para confeccionarem argolas de fitilho para o cortejo carnavalesco do CCBJ. A Sala Multiuso também se torna espaço de confecção de boizinhos, símbolos tradicionais da cultura popular. O momento acontecerá na quinta-feira às 18 horas.
A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ entra na folia com o programa Sombrinha Literária. A atividade contará com a exibição do filme Rio na quinta-feira às 15h. As festividades continuam na biblioteca com a Oficina de Estandarte na sexta-feira às 15h.
É Pré no CCBJ!
Na sexta-feira de Carnaval, o equipamento celebra em festa com o Pré-Carnaval do Bomja Folia. Pensando no autocuidado comunitário, o NArTE ofertará às 16h na Sala Multiuso CCBJ uma redução de danos no Carnaval, promovendo pertencimento e coletividade para as folias nas ruas.
A festa começa às 17h na Praça Central com o espetáculo “Minha Vida é um Carnaval” do grupo Duas Doses de Música & Os Tiragosto. O show celebra a cultura popular brasileira com a mistura autoral dos ritmos de maracatu, cumbia, ijexá, reggae, baião, samba reggae e muito mais.
Finalizando a programação, o coletivo de Maracatu Nação Bom Jardim realiza um cortejo animado pela comunidade São Francisco. O grupo existe desde 2016 e é fruto do encontro entre artistas, moradores e instituições parceiras do território. As ruas serão o palco principal do cortejo, movimentando a comunidade coletivamente.
Informamos que, em virtude do Carnaval, o CCBJ estará fechado entre os dias 14 e 18 de fevereiro. As atividades retornam normalmente na quinta-feira, 19/02.
Serviço
Bomja Folia no Centro Cultural Bom Jardim
Quando: 10 a 14 de fevereiro
Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa
Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/
Pensar na imaginação de um corpo remonta desde a fase infantil. As crianças pegam bonecos e os reinventam: cortam cabelo, adicionam outra veste ou até mesmo uma parte de outro brinquedo. A transgeneridade também faz parte dessa remontagem. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe a 3ª edição da exposição Primeira Galeria do Mundo durante o mês de fevereiro.
A mostra é organizada pela Banida Plataforma com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Sendo espaço para celebração da infância e da transição, a exposição reúne mais de quinze artistas e coletivos trans, travestis e não-bináries de diferentes regiões do país. O acervo compõe obras de Aires, Amina Niara Terra, Arrudas, Ayume Andrade, Bárbara Banida, Bento Ben Leite, Beijamin Aragão, Caru Brandi, Curimatã, Dami Cruz, Indja, Lorena Falcão, Lui Foito, Ossy Erro e Projeto Reencantâncias.
“Nessa exposição, a gente celebra a inocência das crianças e seu gesto inacabado, mas também sua capacidade imaginativa, sem amarras de gênero ou forma, onde imagens que resistem na memória podem aparecer”, conta Sy Gomes, artista e uma das curadoras da galeria, junto à Bárbara Banida.
Para a terceira edição da Galeria, o acervo leva ao CCBJ novas obras de artistas cearenses, pernambucanos e de outros estados brasileiros. As regiões contemplam os bairros da Grande Messejana, Vila Peri, Aldeota, Joaquim Távora e Benfica. De outros municípios, os artistas residem em São Paulo, Recife, Porto Alegre e Brasília.
Além disso, a galeria foi construída a partir do mapeamento de artistas, em especial a presença de obras feitas por pessoas transmasculinas. “Muitas vezes, esses artistas não têm esse local de plataforma de arte e figuram menos dentro das exposições”, explica Bárbara Banida. Nas práticas de cada artista, as obras se encontram em trajetórias comuns a partir de fabulação e memórias da infância.
As múltiplas formas de Reconhecimento
Para quem chega na Primeira Galeria do Mundo, na galeria do CCBJ, há duas obras de arte que remontam ao período dos desenhos na televisão aberta. “Dave” e “Molambo Souvenir”, do artista transmasculino Bento Ben Leite, trazem, a partir da técnica mista de acrílico e óleo sobre tela, uma versão ressignificada de Gengar, espécie de Pokémon. As artes evocam desejos da infância que se assemelham ao Pokémon ilustrado: a possibilidade de se transformar.
“Foi um momento de lembrar dos desejos da infância que foram escondidos de mim mesmo durante décadas. A vontade de me transformar para me reconhecer”, explica o artista. As relações dos artistas com as obras são particulares, um exercício de autoconhecimento mediado pela imagem. Para Bento, a galeria serve para informar sobre as trajetórias das vidas trans que muitas vezes são invisibilizadas.
A proposta da galeria também está presente no equipamento como espaço fértil de experimentação. “A mostra surge de um desejo de repensar e reelaborar as poéticas criadas a partir dos nossos impulsos”, disserta Bárbara Banida. Os impulsos partem das memórias ou das criações que reverberam na infância. Sejam as ficções fabuladas dos brinquedos, amigos imaginários e até mesmo as dores da violência que, por meio das obras, são transformadas em potências.
O CCBJ impulsiona o pensamento sobre as infâncias trans nas periferias de Fortaleza. Possibilitando a presença de artistas trans, travestis e não bináries em um equipamento cultural público da cidade. A Primeira Galeria do Mundo fica aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro. O CCBJ conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.
Serviço
3º Edição da Exposição “Primeira Galeria do Mundo” no CCBJ
Quando: Até dia 28 de fevereiro, de terça a sábado, das 15h às 20h
Onde: Galeria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Bom Jardim, Fortaleza – CE)
Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726
A festividade do carnaval tomou conta do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O Bomja Folia é uma articulação entre a Ação Cultural e o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.
O destaque da semana vai para o Cortejo com Mini Trio Elétrico, partindo da Praça Santa Cecília até o Palco Marielle CCBJ. A concentração começa às 16h30 no sábado (7) com as atrações Banda Brasilis, Frevo Sanfonado (Vanin e Nicinha) e a cantora Yane Caracas.
Carnaval Seguro e Ecológico
Antes do Cortejo, a programação da semana incentiva a produção criativa e promove dicas de autocuidadodurante os períodos de festa. Na terça-feira (03), a partir das 17h30, na sala Multiuso CCBJ, a educadora Bia Arcanjo trará alternativas sustentáveis para o carnaval por meio da produção de confete ecológico.
Na sequência, às 19h, a educadora Narah Adjane conduzirá uma roda de conversa com os adolescentes sobre redução de danos, conscientizando sobre como se divertir com responsabilidade.
O Bomja Folia continua no dia seguinte com a atividade de construção de máscaras carnavalescas para as crianças às 14h na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. O espaço também será palco de ciclo de leitura, às 15h, com o livro “Tequinho e o Ensaio da Bateria”.
É o Brinca e Cortejo Elétrico
Para o sábado, as atividades começam pela manhã. O Bomja Folia traz uma edição especial do É o Brinca, a partir das 10h, com Karaokê Carnavalesco e Desafio Esportivo, integrando ludicidade, esporte e as principais músicas da cultura popular brasileira. O É o Brinca acontece todo sábado no equipamento com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais.
Já o Cortejo se concentra às 16h30 na Praça Santa Cecília e parte em direção ao Centro Cultural Bom Jardim. O Mini Trio Elétrico terá a presença da Banda Brasilis, que passeia por estilos musicais da lambada, axé, regional, samba, forrózim, carimbó e entre outros.
Ao chegar no CCBJ, a festa continua no palco Marielle. Vanin e Nancinha afirmam a força da sanfona como instrumento multifacetado a partir do Frevo Sanfonado. Com repertório que percorre composições de grandes nomes da cena cearense, a programação da semana se encerra com o show da cantora Yane Caracas, combinando performance e identidade cultural.
O Bomja Folia se estende até o dia 13 de fevereiro no equipamento e nos arredores do Grande Bom Jardim.
Serviço
Bomja Folia no Centro Cultural Bom Jardim
Quando: 3 a 7 de fevereiro
Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa
Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/
Buscando reconstruir as histórias e afetos das comunidades do Grande Bom Jardim, o espetáculo Maranguapinho cruza memórias e narrativas do rio por meio da dança. A apresentação acontece nos dias 21 e 22 de janeiro no Theatro José de Alencar (TJA), e é protagonizada por crianças e jovens do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento integrante da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O espetáculo é gratuito e contará com recursos de audiodescrição e interpretação em libras.
A produção é resultado do processo formativo das turmas da Formação Básica de Longa Duração em Dança da Escola de Cultura e Artes do CCBJ. Entre caminhos e descaminhos, o rio Maranguapinho, principal afluente do rio Ceará, atravessa um de seus ciclos mais críticos: poluído e esquecido. A partir dessa reflexão, professores e estudantes embarcaram em um exercício poético de narrar a história deste rio por meio da dança. “Então o espetáculo aponta muito para uma urgência de impacto ambiental muito real, há um racismo ambiental muito iminente”, explica Jonatas Joca, professor e um dos diretores de Maranguapinho.
“Percebemos que o Maranguapinho é uma resistência em relação à própria natureza pedindo socorro. Antes de a gente chegar ali, o rio já existia”, aponta a professora Doroteia Ferreira, que dirige o espetáculo junto com Joca. A performance conta a história de familiares da comunidade que possuem uma outra memória do Maranguapinho.
“A maioria das meninas conheciam o que está ao lado do nosso equipamento como canal de sujeira, não conhecia o rio Maranguapinho” conta a professora. Com o relato de familiares, a direção conectou as turmas com o tema, através das oralidades, das histórias e das sensações para estimular as memórias e identidades locais.
O espetáculo também abre portas para jovens se apresentarem pela primeira vez no Theatro. Com a presença de familiares e toda a equipe técnica, Maranguapinho envolve as turmas, as comunidades e o CCBJ. A construção da trilha sonora reúne vozes de moradores do território, como Rogério Costa, Benedita Vitória, Bilinha, Maria Imaculada e Maria Gorete. A cenografia do espetáculo apresenta materiais de forte valor histórico para o rio e para a comunidade do Grande Bom Jardim e foram pensados em parceria com o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. “Então o espetáculo tem uma coisa meio esponja, ele bebe das diversas narrativas possíveis”, menciona Joca.
Fortalecendo a formação em dança na periferia
O Programa de Formação em Dança do CCBJ foi criado a partir da consolidação dos cursos básicos de dança, oferecidos desde 2007, com o propósito de ampliar o acesso aos saberes da dança para a comunidade do Grande Bom Jardim. Com a criação da Escola de Cultura e Artes do equipamento, em 2017, o programa expandiu suas atividades, criando o Curso Técnico em Dança. Todos os percursos formativos são gratuitos e abordam elementos da dança, técnicas corporais, corpo e expressividade.
A Formação de Longa Duração tem duração de 6 anos e impacta mais de 120 crianças, adolescentes e suas famílias, a partir do processo de aprendizagem e do acesso às políticas públicas do Estado do Ceará. No espetáculo Maranguapinho, o elenco é formado por estudantes de 10 turmas, do 2º ao 6º ano de formação, com idades entre 7 e 17 anos.
Ao realizar a estreia no Theatro José de Alencar, outro equipamento público da Rece, o Maranguapinho promove uma ação em rede. A iniciativa também viabiliza que jovens artistas tenham a experiência de se apresentarem nesta Casa histórica, além de alcançar também familiares e outras pessoas da comunidade, que vão assistir o espetáculo.
Além da Formação Básica, o CCBJ possibilita aos estudantes seguirem o estudo em dança através do Curso Técnico em Dança, que forma intérpretes-criadores na área. O curso tem duração de 2 anos, com certificação de nível médio pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, também há os Laboratórios de Pesquisa do equipamento. Espaço de pesquisa e criação em dança, para investigação cênica e produção de conhecimentos ligados à linguagem.
Os espetáculos coletivos são celebrações da finalização de um ciclo da Formação Básica. FAVELA: O BOOM DO VIXXI foi a primeira performance produzida coletivamente pelas turmas, realizada em 2023, trazendo as potências do Grande Bom Jardim. Com Maranguapinho, o elenco aborda ecologia, racismo ambiental, consciência social e política, pertencimento, ancestralidade e a identidade das comunidades à margem do rio.
Os Caminhos do Rio
Eunira Lacerda é uma das moradoras do território que tem sua história atravessada pelo afluente. Vinda de Acopiara, chegou ao Grande Bom Jardim em 1987, acompanhada da filha. À época, não havia água encanada e nem energia elétrica, o que fazia com que Eunira utilizasse a água do Maranguapinho para a lavagem de roupas. “Quando colocaram o primeiro esgoto dentro do rio, tive que parar de lavar roupa lá. Ainda assim, sou testemunha do Maranguapinho e espero que o espetáculo ajude a reconstruir a memória do rio”, relata.
Quem integra o elenco do espetáculo é sua neta, Agatha Eloá, de 9 anos de idade. Ao lado dela, 115 crianças e jovens compõem a apresentação. Entre ensaios e um processo de construção coletiva que envolve corpo e voz, a expectativa é que a realidade do rio seja apresentada como um espaço vivo e dançante, evidenciando a necessidade de uma transformação política efetiva para as comunidades que vivem em seu entorno.
Letícia Santos, embora frequente o CCBJ desde os 7 anos de idade, não sabia que o canal ao lado do equipamento era o rio Maranguapinho. “É assim que a gente escuta e aprende sobre o rio, mas quem realmente sabe é quem viveu naquela época”, afirma. A descoberta da memória deste espaço surgiu ao longo do processo de criação do espetáculo, a partir da escuta dos relatos de moradores mais antigos, que testemunharam a vida do rio.
“Queremos mostrar que o Rio Maranguapinho sempre vai existir, independentemente das alterações que aconteçam ao longo do tempo. Ele nunca vai deixar de ser o Maranguapinho”, afirma a estudante do Curso Técnico em Dança do CCBJ.

Serviço:
Estreia do Espetáculo Maranguapinho
Dias 21 e 22 de janeiro, às 19 horas
Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza – CE)
Entrada Gratuita
Livre para todos os públicos
Acessível em Libras e Audiodescrição
Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro de 2025, a Mostra das Artes 2025 celebrou mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O último dia contou com a apresentação de ateliês, sessões solenes e parabéns ao equipamento.
O Teatro Marcus Miranda recebeu a sessão em homenagem a Elvis Alves, artista PCD, diretor, roteirista e produtor audiovisual periférico. Elvis foi aluno da segunda turma do curso Extensivo em Audiovisual da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). Também esteve à frente da direção do filme Nada Sobre Nós Sem Nós, obra criada por meio do Programa de Acessibilidade.
Para o espaço BrincArte a programação foi diferenciada com a última edição do Sarauzim de 2025 com microfone aberto e atividades festivas. Já a Multigaleria do equipamento serviu como hall para a partilha do que foi gerado nos Ateliês de Produção. Os Ateliês também marcaram presença na Praça Central com o BOMJA FASHION. O desfile contou com figurinos da turma do Ateliê de Corte, Costura e Moda Sustentável e do Ateliê Wendy Mesquisa, apresentando a coletânea Verde Lésbico.
Dos batuques às palmas
A programação seguiu com a presença do Batuque do BJ no palco Marielle. Organizado pelo Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ), as crianças se reuniram entre percussões e brasilidades. O último dia também contou com as apresentações teatrais “Que abram-se as portas” e “Mais um dia” das turmas de Longa Duração em Teatro.
Para finalizar a Mostra com celebração, às 20 horas a Praça Central recebeu o parabéns do equipamento juntamente com o clássico bolo de aniversário. Para a Mostra das Artes de 2025, em comemoração aos 19 anos de existência do CCBJ, o equipamento celebrou quem fortalece a política pública de cultura: as pessoas.
Desde a fundação, o CCBJ foi construído pela força popular e pela cidadania cultural. Em 2005, a Rede Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS), composta por 72 instituições, elaborou um plano de desenvolvimento territorial a partir das demandas da comunidade, incluindo a construção de um Centro Cultural no território. Um ano depois, com o canal de diálogo entre os moradores do Grande Bom Jardim e o Governo do Estado, o Centro Cultural Bom Jardim foi fundado.
Terminando a Mostra difundindo cultura e lazer, o coletivo Suor Preto trouxe a primeira edição do SOLTA O PAGODÃO! A programação contou com a presença da DJ Nayma, DJ Bielzão e do grupo de dança Swing Street. O CCBJ agradece quem construiu junto em 2025 uma cultura feita de gente.

Sobre o funcionamento pós Mostra das Artes
O Centro Cultural Bom Jardim estará fechado para recesso de 22 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026. Entre os dias 5 e 10 de janeiro, o equipamento funcionará em regime interno, dedicado ao alinhamento e planejamento da programação de 2026. As atividades culturais abertas ao público retornam no dia 12 de janeiro.
Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O segundo dia (19) intensificou a Mostra com encontros, apresentação do Núcleo Criativo e show da banda Lapada de Amor.
Começando no Teatro Marcus Miranda às 14 horas, Dançar entre Infâncias e Autismos abre o segundo dia convidando as crianças a ocupar o palco com instrumentos musicais, figurinos cênicos e experimentos da dança. Continuamos as atividades no espaço BrincArte, convidando a Juventude em Cena. O local contém atividades lúdicas como pula-pula, pintura de rosto e dança das cadeiras.
A Exposição Audiovisual, Jogos Digitais e Territórios do Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais e Extensivo de Audiovisual continua rolando na Multigaleria. O Núcleo Criativo também marcou presença com a Mostra de Jogos Digitais na Sala de Cultura Digital. A tarde encerrou com os melhores das Danças Fitness com o Projeto Dance+.
Encontros da memória
Os acordes se encontraram no Palco Marielle com o II Encontro de Violões da turma Curso Básico em Violão e Técnico em Instrumento Musical. Já a memória brinca no Teatro com o espetáculo Terra dos Monstros, trazendo um mundo fantasiado pela infância. A programação no Teatro seguiu com Flor e as Memórias Perdidas, ambas as apresentações são das turmas do Curso de Longa Duração em Teatro.
Em memória de uma das principais vozes da música brasileira, o Núcleo Criativo de Dança ocupou a praça central para apresentar o espetáculo Elza. A dança homenageia a cantora Elza Soares e trouxe os figurinos do Ateliê de Corte, Costura e Moda Sustentável. Preta Luz, uma das integrantes do Núcleo, foi entrevistada para o especial da Mostra das Artes 2025.
A programação também possui acessibilidade e participação da comunidade surda. O Experimento Cênico “Senta, que lá vem a história!” foi orquestrado pela Turma de Performance em Libras, fortalecendo o acesso à cultura e a inclusão efetivamente. Desde o evento Nada sobre Nós sem Nós de 2025, a turma vem construindo experiências únicas de arte e acessibilidade, como a utilização de boneco articulado no espetáculo Normalmente em setembro deste ano.
O final do segundo dia ficou por conta da banda Lapada de Amor no Palco Marielle. Na voz de Vivi Venâncio, o show veio com as maiores pedradas do forró de favela. Como as autorais “Cangote”, “Então Fica”, “Aprendi com a Dor” e de outras bandas de forró como Desejo de Menina. São 3 edições seguidas em que o forró romântico ocupa o palco da Mostra das Artes do CCBJ.
A Mostra termina no dia 20 de dezembro, confira a programação completa aqui.

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Desde o primeiro dia (18), a programação é construída pelo acolhimento e coletividade de todos.
Com a participação das turmas, grupos e coletivos que compõem o CCBJ, a Mostra começou movimentando o público ao resultado das produções artísticas, tecnológicas e culturais da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). Como o Desafio da Robótica, que apresentou projetos de robôs animados dos estudantes do Curso de Longa Duração em Cultura Digital.
O Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ) promoveu e continuará na programação da Mostra o espaço BrincArte. O local contém atividades lúdicas como pula-pula, pintura de rosto e brincadeiras de rua. Além de ter confraternização com grupo de graffiti organizado pelo núcleo.
As comunidades em ritmo
A participação comunitária expande para dentro e fora do equipamento. Com a apresentação do documentário “Um Lugar para Falar de Nós”, que apresenta a história da comunidade São Francisco, no Teatro Marcus Miranda às 16 horas. O momento foi uma preparação para o que viria depois: um cortejo dentro da comunidade com muito som e folia para quem chegasse.
Na volta do cortejo, a participação da juventude tomou conta da parede e do palco do CCBJ. O coletivo de graffiti do NArTE se juntou para fazer mais uma arte visual nos muros do equipamento. A criançada deu vida a bonecos teatrais, com o grupo Mamulengando Direitos apresentando o conto de Alice no País Bom Jardim.
Os cursos de Teatro e Música tiveram suas apresentações cênicas. Chiquinha Gonzaga: A Menina do Piano e dos Batuques, da turma de Longa Duração em Música, e “Fragmentos de Voz”, do Curso Técnico de Teatro, trouxeram as experiências obtidas durante o período dos cursos.
O grupo Fem’s Dance ocupou a Praça Central para apresentar o espetáculo “Mover e Expressar” com músicas contemporâneas. A fundadora do grupo, Lisa Oliveira, percorre o equipamento desde os seus 13 anos a partir do Curso de Longa Duração em Dança. A dançarina foi entrevistada para o especial da Mostra das Artes 2025.
O final do dia ficou por conta do Pagode do Lelé, apresentando um variado repertório com os clássicos do pagode. As melhores do Belo, Exaltasamba, Sorriso Maroto, Mumuzinho, dentre outros artistas, deixaram a comunidade em ritmo no Palco Marielle. A Mostra continua nos dias 19 e 20 de dezembro, confira a programação completa aqui.

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, o território do Grande Bom Jardim comemora a cultura construída pelo acolhimento e coletividade de todos. A Mostra das Artes 2025 celebra mais um ciclo do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece), da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).
A programação conta com apresentações e atividades culturais de música, teatro, dança, moda, grafite, exposições e feira criativa. Encerrando cada noite do evento, os shows de Pagode do Lelé (18/12), Lapada de Amor (19/12) e Suor Preto, com DJ Bielzão, DJ Nayma e Swing Street (20/12) chamam o público para dançar no ritmo do pagode, forró de favela e swingueira.
O festejo tem ações coletivas de todos os eixos estruturantes do equipamento. A Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) conta com apresentação dos processos formativos básico, de longa duração e técnico. O Núcleo de Articulação Técnica e Especializada (NArTE-CCBJ) promove atividades de fortalecimento da cidadania cultural, através da educação popular e dos direitos humanos. A programação artístico-cultural é toda conectada ao território e a produção dos três dias de festa, marcados pela difusão e fruição, fica com a Ação Cultural do equipamento.
Você pode acompanhar a programação completa da Mostra das Artes 2025 no Site e no Instagram do CCBJ.
Cortejo feito por muita gente!
Desde a fundação, o CCBJ foi construído pela força popular e pela cidadania cultural. Em 2005, a Rede Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLIS), composta por 72 instituições, elaborou um plano de desenvolvimento territorial a partir das demandas da comunidade, incluindo a construção de um Centro Cultural no território.
Um ano depois, com o canal de diálogo entre os moradores do Grande Bom Jardim e o Governo do Estado, o Centro Cultural Bom Jardim foi fundado. Em dezembro, no aniversário dos seus 19 anos de existência, o equipamento celebra quem fortalece o CCBJ enquanto política pública de cultura desde 2006: as pessoas.
Em homenagem a todos que constroem o CCBJ, a partir das 17 horas, o primeiro dia (18/12) conta com Cortejo de Abertura na Comunidade São Francisco, localizada ao lado do equipamento e que nutre forte relação com o Centro Cultural. A caminhada parte em direção às atividades culturais previstas para a quinta-feira. A primeira noite encerra com muito samba no pé, ao som do Pagode do Lelé.
A programação traz ainda experiência cênica em libras, desfile das roupas e figurinos sustentáveis, encontros musicais, apresentações teatrais e mostras digitais e audiovisuais. As atividades ocupam os diversos espaços do equipamento. A criançada é um público fiel do CCBJ, para elas foi pensado o Espaço BRINCARTE. As infâncias poderão aproveitar atividades lúdicas, lazer e brinquedos.
Aos apaixonados por música, a sexta-feira conta com um ritmo muito presente no som da periferia. A banda Lapada de Amor traz melodia e paixão com os sucessos do forró de favela, como “Cangote”, “Então Fica” e “Aprendi com a Dor”. São 3 edições seguidas em que o forró romântico ocupa o palco da Mostra das Artes do CCBJ.
No último dia da Mostra (20/12), teremos nosso tradicional bolo em comemoração ao aniversário do equipamento. Finalizando a noite, o público vai festejar ao som da swingueira, do pagodão baiano e do axé, com Suor Preto e DJ Nayma e DJ Bielzão. A programação contará também com a apresentação do grupo Swing Street.
A Mostra das Artes também terá a participação especial dos influenciadores digitais e periféricos Jota Preto e Vitoria Maria. Jota é professor de Humanidades e pesquisador da Cultura Hip Hop. Vitória é artista, empreendedora, produtora autoral de moda e curadora do Brechó Avia.
O cerimonial fica sob o comando de Melanie Jô, multiartista e produtora cultural e parceira de longa data do CCBJ. Junto a ela, Jota e Vitoria também estarão na apresentação da programação.
Confira a programação completa aqui.
Sobre a Mostra das Artes
A Mostra das Artes do Centro Cultural Bom Jardim é uma celebração à cultura, arte, luta e memória do Grande Bom Jardim e de todas as pessoas envolvidas nos processos de formação artística, difusão, fruição e cidadania cultural promovidos pelo CCBJ ao longo do ano.
A Mostra também é um momento de socializar os resultados de pesquisas, vivências e experiências. Composta por uma programação diversa, plural, democrática, com atrações que valorizam a memória, a estética e a linguagem artísticas produzidas no território do Grande Bom Jardim e nas periferias de Fortaleza.
O tema de 2025, “CCBJ: Cultura Feita de Gente”, reafirma o que o território já sabe: o CCBJ é um organismo vivo, pulsante, construído diariamente por artistas, moradores, educadores, professores, colaboradores e públicos diversos. É um equipamento cultural que acolhe, forma, inspira e defende o acesso. Um lugar onde arte, cultura e direitos humanos caminham lado a lado. Celebrar esse percurso é também celebrar quem o torna possível, esta comunidade que constrói, se reinventa e transforma o Grande Bom Jardim e tantos outros territórios periféricos da cidade.
Ao completar 19 anos, o CCBJ se consolida como política pública e reafirma sua missão de ser um espaço que floresce junto com o território, escuta a comunidade e multiplica vozes, afirmando a cultura como um direito, feito, sobretudo, de gente.
Serviço:
O quê? Mostra das Artes CCBJ 2025
Quando? 18, 19 e 20 de dezembro
Onde? Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa)
Horário: Confira na programação
Entre os dias 9 e 13 de dezembro, o Grande Bom Jardim se junta para reafirmar sua atuação pela cidadania cultural na cidade com a 9ª Semana dos Direitos Humanos (SDH). O evento ocorre no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que faz parte da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A programação é gratuita e livre para todos os públicos.
A semana é uma realização do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ. Nesta edição, o direito à cidade será abordado como ferramenta de pertencimento, circulação e transformação. O objetivo é apresentar a cidadania cultural como um direito fundamental e necessário para o fortalecimento das periferias de Fortaleza.
O evento celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), oficializada no dia 10 de dezembro. Para florescer os Direitos Humanos coletivamente, a semana contará com oficinas, brincadeiras livres, reuniões e espetáculos.
Desabrochando no Concreto
Para construir futuros possíveis de uma cidade mais justa, a SDH começa com o seminário de abertura “De Nossas Peles Brotam Flores e Cidades” na terça-feira, 9, às 14 horas, no Teatro Marcus Miranda. Será debatido o direito à cidade e a colaboração das pessoas da periferia na construção e qualificação dos fluxos urbanos.
Os encontros continuam no dia seguinte, com a Reunião Ampliada dos Equipamentos Públicos do Território e o Encontro de Assistentes Sociais e Psicólogas da Cultura no Ceará, no Espaço Paulo Freire. “As articulações dos territórios são essenciais porque quando a cidade floresce das nossas peles, ela se torna viva, plural e verdadeiramente humana”, destaca Cláudio Henrique, assistente social do NArTE.
Na quinta-feira, a partilha das iniciativas comunitárias ocorre a partir da apresentação de estandes. Além disso, a religiosidade se encontra com o lançamento do livro “Do Terreiro ao Mar: Umbandas do Ceará e a Festa de Iemanjá” de Éden dos Santos Barbosa.
O momento para botar ideias em ação permeia a semana. Na sexta-feira, acontece a 3ª Oficina Formativa do Projeto Bom Jardim para Todos! A formação tem o intuito de construir um jardim de chuva, promovendo uma arquitetura social e ambiental da comunidade. A realização é em parceria com o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Finalizando a semana, o É o Brinca chega com edição especial para a pivetada. Os bolsistas do projeto Só Uz Crias propõem uma programação especial de atividades lúdicas pensadas para o público do CCBJ. Terá aulão de dança, brincadeiras livres, ciclo de leitura, e tranças nagô.

Confira a Programação Completa
⏰ Terça-Feira – 09/12/2025
SEMINÁRIO DE ABERTURA – “De Nossas Peles Brotam Flores e Cidades”
Horário: 14h
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quarta-Feira – 10/12/2025
FORTALECENDO A REDE – Reunião Ampliada dos Equipamentos Públicos do Território
Horário: 14h
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
ENCONTRO DE ASSISTENTES SOCIAIS E PSICÓLOGAS DA CULTURA NO CEARÁ – Estratégias para Descentralização e Democratização das Políticas Culturais.
Horário: 18h
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quinta-Feira – 11/12/2025
SAÚDE NA COMUNIDADE – Oferta de serviço de vacinação, testagem IST’s, odontologia
Horário: 09h
📍 Espaço Marielle Franco / Praça Central / Camarim / Sala Multiuso e Multigaleria CCBJ
SOCIALIZAÇÃO – Stands das Iniciativas do Território
Horário: 14h
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
LANÇAMENTO DE LIVRO – Do Terreiro ao Mar: Umbandas do Ceará e a Festa de Iemanjá de Éden dos Santos Barbosa
Horário: 18h30
📍 Espaço Paulo Freire CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Sexta-Feira – 12/12/2025
III OFICINA FORMATIVA – Bom Jardim para Todos!
Horário: 13h
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
Entrada gratuita
APRESENTAÇÃO CULTURAL – Baile da Maricota
Horário: 18h
📍 Praça Central CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Sábado – 13/12/2025
É O BRINCA – Direitos em Cena
Horário: 14h
📍 Praça Central, Espaço das Palmeiras e Biblioteca Cristina Poeta CCBJ
Entrada gratuita
Nesta sexta-feira, 5, o empreendedorismo das mulheres estará reunido na Praça da Juventude da Granja Portugal. Numa construção coletiva, elas compartilham suas experiências de vida, colhem ideias e montam as feiras de economia criativa. Além de terem o Grande Bom Jardim como casa, suas paixões habitam em uma arte em comum: o artesanato.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM), promove a 4ª edição da CAFeira Bom Jardim. O evento é realizado anualmente pelo coletivo Café com as Artesãs.
A programação conta com Feira de Artesanato e Roda de Samba, com o grupo Associação Zumbi Capoeira. Além de oficinas, bingo e atividades infantis, que promovem um espaço de encontro para fortalecer artistas, empreendedores locais e o público que movimenta o território.
Entre linhas, fibras e cafés

O artesanato na comunidade envolve diversas atividades manuais, como produção de moda, acessórios, decoração e alimentos. O Café com as Artesãs, desenvolvido pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ, serve como partilha de conhecimentos e potência dos trabalhos, além de atividades de lazer, formação e alimentação.
Segundo o último levantamento do Cadastro de Feirantes realizado pelo NArTE, 58,3% das empreendedoras têm o artesanato como atividade principal e 38,9% como atividade secundária. As artistas presentes variam entre grupos e ofícios individuais, se encontrando mensalmente pelo território do Grande Bom Jardim.
“Pensando nisso, em se reunir, trocar boas energias, experienciar aprendizados, reencontrar e fazer novas parcerias, é que a metodologia foi sendo elaborada. O ato de comer junto tem todo o simbolismo de se fortalecer junto”, apresenta o NArTE.
Desde o surgimento do projeto, as artesãs foram coletivizando ações para formação artística, apoio social na comunidade, levantamento de dados de feirantes e eventos culturais. A CAFeira é a principal feira realizada pelo grupo em praças e espaços da região.
O Café com as Artesãs faz parte do projeto Fortalecendo Redes. Através dele, o CCBJ tem o propósito de criar e fortalecer pontes entre instituições, escolas, artistas, grupos, coletivos, entre outros agentes do território. As reuniões acontecem mensalmente de forma gratuita e livre.
Serviço:
4ª Edição CAFeira Bom Jardim
Quando: 05 de dezembro de 2025, às 18 horas
Onde: Praça da Juventude – Granja Portugal
R. Emílio de Menezes, 2057a – Granja Portugal, Fortaleza – CE, 60541-422.
Novos projetos de pesquisa nas linguagens de Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro estão a florescer no Grande Bom Jardim. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM). As atividades dos Laboratórios de Pesquisa de 2025 iniciaram no dia 14 de novembro e a cerimônia de abertura contou com a apresentação da Dj Miloca, conectando o momento ao Festival A Coisa Tá Preta.
Os Laboratórios de Pesquisa são organizados pela Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ), proporcionando experiência imersiva dedicada à pesquisa em artes. Os 10 projetos selecionados têm direito a auxílio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de um(a) professor(a) mediador(a). A seleção recebeu 73 inscrições e o processo contou com uma banca de pareceristas, com representações da gestão compartilhada e do IDM.
Com vigência de cinco meses, a pesquisa permite a experimentação de metodologias e a investigação de temas e formatos pertencentes aos saberes e fazeres de cada linguagem artística. Os laboratórios são organizados em cada eixo temático da ECA-CCBJ: Audiovisual, Arte Digital e Jogos, Dança, Música e Teatro. Foram priorizadas para a seleção pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, com deficiência ou moradores do Grande Bom Jardim.
Olhares Coletivos
Nascido e criado no Grande Bom Jardim, Diego Furtado começou a frequentar o equipamento em 2018. Em 2024, assumiu a supervisão dos Laboratórios de Pesquisa e dos Ateliês de Produção, acompanhando a produção e a pesquisa dos artistas. “Também já pude estar no CCBJ enquanto artista, me apresentando mais de uma vez na Mostra das Artes”, conta o supervisor.
O momento da abertura foi essencial para apresentar a diversidade temática entre os projetos selecionados. Como é o caso dos projetos musicais que estão em processo de pesquisa de composição. Há projetos de danças sobre a trajetória da cena do hip-hop, que tem relação com a capoeira e outras pesquisas que relacionam corpo, cultura e memória. No Teatro, um projeto que traz um olhar sobre os prédios antigos da cidade e na Cultura Digital, pesquisas sobre reisado e cultura popular. “Eu acho que,nos últimos anos, é o laboratório que mais as temáticas dos projetos se apresentaram diferentes, uma potencialidade muito rica do ponto de vista da pesquisa”, analisa Diego.
A criação do espaço de proximidade ajuda, ao longo do processo, a identificar ideias que abrem diálogos com outras. Intercambiando, materializando e coletivizando os projetos sem que haja a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo. Ao final do percurso, é destinada uma partilha para a comunidade e para a cidade sobre as pesquisas.
As expectativas para essa edição são que os projetos construídos e as pesquisas desenvolvidas cheguem a outros territórios da cidade. “Um desejo que a gente tem é de circular com essas pesquisas pela cidade, fazer com que a cidade compreenda melhor o laboratório do CCBJ”, explica Diego.
Bom Jardim Caboco

Edson Oliveira, cordelista e educador popular, participou dos Laboratórios de Pesquisa em 2024, na categoria música, com a pesquisa Cordéis Itinerantes. O objetivo central era o resgate da memória do Bom Jardim por meio da composição de cordéis musicalizados. Junto com Mateus Honori e Pedro Anderson, Edson trabalhou a pesquisa com a colaboração da população, coletando as histórias da forma em que o povo conta rotineiramente.
“Quanto à relação do diálogo com a memória da comunidade, isso foi o mais interessante, porque a pesquisa se deu junto à população. A gente visitou e conversou com muita gente e com a minha própria memória também, porque sou morador do bairro há mais de 40 anos, eu também tenho minhas histórias para contar”, apresenta Edson.
“A gente transformou essas histórias em cordel. Sou cordelista. E, depois, musicalizamos os cordéis e finalizamos o projeto com o espetáculo, constando todas essas músicas que a gente conseguiu produzir”, explica. Embora o laboratório tenha sido realizado há mais de um ano, a pesquisa ainda está gerando novas apresentações, como no festival Rock Cordel, em abril de 2026, no Centro Cultural Banco do Nordeste. A pesquisa de composição parte em coletivo com o grupo Caixeiros Viajantes.
Sobre os Laboratórios de Pesquisa
Os Laboratórios de Pesquisa são um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõem aos projetos participantes e mediadores uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes.A inicitaivavisa oportunizar o surgimento de novas investigações no campo artístico cultural, ou mesmo contribuir para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos que já vêm sendo realizados.
Tais experimentações poderão surgir de inquietações teóricas ainda não exploradas pelos pesquisadores, ou de processos investigativos já em desenvolvimento,sem que haja a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo.
O Programa de Audiovisual do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) mostra como a periferia é um espaço de produção cinematográfica, no campo das animações. O curta-metragem “Gatu” foi selecionado para o 6º Festival Internacional de Cinema Escolar de Alvorada. O filme foi realizado pelos estudantes do CCBJ, que integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria Instituto Dragão do Mar (IDM). O evento acontece entre os dias 24 e 29 de novembro no Rio Grande do Sul.
O festival teve mais de 1.065 filmes inscritos, vindos de 80 países, Gatu é finalista na categoria Educação de Jovens e Adultos. A premiação e mostra buscam promover o cinema como ferramenta pedagógica, cultural e social. “Gatu” foi produzido em 2023 pela turma de Introdução ao Cinema de Animação do Programa de Audiovisual.
No filme, Gatu, um gato abandonado, começa a explorar cada canto de seu novo lar, descobrindo aventuras e amigos inesperados. O curta-metragem já foi selecionado na programação da Mostra Cinema e Acessibilidade de Sergipe, realizada em junho deste ano. “Gatu” também estará presente na 23ª MUMIA — Mostra Udigrudi Mundial de Animação, em Belo Horizonte, de 2 a 12 de dezembro.
Modelando as Animações do Cinema
Raul Ferreira nunca tinha realizado atividades no CCBJ. Sua primeira experiência foi em 2023 com a turma de Introdução ao Cinema de Animação do Programa de Audiovisual. O curso foi o motor para a produção do curta-metragem “Gatu”, que atualmente concorre a um festival internacional. O curta possui elementos de animação 2D, 3D, manual e stop-motion, além de contar com legendas e interpretações em libras.
Em setembro de 2023, teve a primeira exibição do curta no equipamento, encerrando o Curso Básico de Introdução ao Cinema de Animação. Além do curta, foi apresentado todo o material trabalhado e produzido em sala de aula para a animação. Atualmente, Raul é bolsista do Curso Extensivo de Audiovisual em 2025. O Eixo é voltado para pessoas com experiências artísticas teóricas e práticas anteriores.
O cineasta destaca a importância do CCBJ possuir espaços de produção como salas multiuso e estúdios, fomentando a arte e a cultura da região. “É legal ter um espaço desse dedicado dentro da periferia, que acaba não sendo uma coisa muito acessível para a gente, né? Então, foi bem legal essa experiência”, relata.
Além de Gatu, o Programa de Audiovisual já produziu as animações “Maré Braba”, de Pâmela Peregrino, “Fotossíntese”, de Rodrigo Viveiro e “ARCAD’ÁGUA”, de Paulo Carter. O festival disponibilizou o curta pelo link “Gatu” – Fortaleza / CE, Brasil

Serviço
O que? Curta “Gatu” produzido pelo CCBJ é selecionado para o XI Festival Internacional de Cinema Escolar de Alvorada.
Onde? Alvorada, Rio Grande do Sul.
Quando? 24 a 29 de novembro
Onde assistir o curta? “Gatu” – Fortaleza / CE, Brasil
Ficha técnica: Gatu / 6’ / Alvo, Ana Paula, Clarice Nascimento, Joh, Luci, Raquel Souza, Raul F.A., Samia, Thamires / 2023 / Fortaleza
Sobre o Programa de Audiovisual
O Audiovisual do CCBJ tem o compromisso de formar profissionais e artistas, espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias, utilizando a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação na mídia hegemônica, que reforça diversas formas de violência, invisibilizando possibilidades de existências plurais e diversas, inerentes a todas as pessoas.
Mergulhados no conhecimento, a juventude periférica potencializa a produção local em competições estaduais. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio de sua Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ), representou o Grande Bom Jardim na 9ª Edição da Feira do Conhecimento (FDC). Com o tema “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, o equipamento ganhou premiações e reconhecimento em setores digitais e audiovisuais.
Em destaque, o Programa de Cultura Digital marcou presença importante na feira. Além de participar no Espaço Ceará Jogos, com o espaço Jardim de Arte Digital e competições, os estudantes da área receberam o 1º e 2º lugares da primeira Game Jam CE. Os vencedores foram os jogos “O Oceano Começa Aqui” (Equipe BJ Devis) e “Mar a Dois” (Equipe Quintura Digital).
O CCBJ esteve presente durante toda a Feira, ocorrida de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, com os Programas de Audiovisual e de Cultura Digital do equipamento. No audiovisual, a FDC contou com a “Mostra Cine Lab BOMJA”, com a exposição “O Grande Bom Jardim, uma história audiovisual” e oficinas de animação.
A ideia da mostra não competitiva de curtas-metragens cearenses era valorizar a produção local e fomentar o audiovisual como instrumento de arte, cultura e educação, e da exposição era trazer como destaque a história do território do Grande Bom Jardim que se faz até hoje através do Audiovisual.
O equipamento também contou com caravanas para levar mais de 130 alunos das turmas. A oportunidade teve apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) do Governo do Estado do Ceará.
De Caravanas em direção ao Palco
O Programa de Cultura Digital levou parte dos diversos projetos trabalhados nas turmas. Como a exposição “Jardim de Arte Digital”, mostra itinerante de projetos de computação física criados por estudantes do curso de Longa Duração em Cultura Digital. A vontade dos estudantes de permanecer no programa é tamanha que foi criado o Núcleo Criativo de Cultura Digital, formado por egressos que continuam produzindo.
As produções geraram produtos que se transformaram em máquinas de fliperama e jogos interativos. Entre os jogos estavam um de futebol 2D multijogador, dinâmica musical estilo Guitar Hero com guitarra artesanal e uma marreta interativa para amassar marmotas (Whac-A-Mole), além de um jogo de realidade virtual. Todos os projetos de arte digital e jogos apresentados na FDC foram produzidos totalmente com o uso de softwares livres e de código aberto.
Diêgo Barros, coordenador do Programa de Cultura Digital da ECA-CCBJ, explica o engajamento dos estudantes em trabalhar a relação entre o virtual e o real. “Então, tudo isso tem muito fruto do esforço dos estudantes, da vontade de criar a arte deles, com a orientação dos professores. Se não tivesse esse empenho dos estudantes, de que eles querem mostrar que o Bom Jardim faz arte digital, a gente não conseguiria”, reflete o coordenador pedagógico.
O momento mais marcante no evento foi no anúncio dos resultados da 1ª Game Jam CE, uma maratona criativa que reuniu desenvolvedores, artistas e educadores em torno do tema “Mar de Ideias – Cultura Oceânica no Ceará”. O Programa de Cultura Digital ficou com o 1º e 2º lugar da competição, com os respectivos jogos “O Oceano Começa Aqui” (Equipe BJ Devis) e “Mar à Dois” (Equipe Quintura Digital). Ambas as equipes fazem parte do Curso Técnico em Programação de Jogos Digitais.

Para Alexa Sousa, estudante que faz parte da equipe BJ Devis, a premiação teve caráter coletivo de todos que participaram da jornada. “Quando subi para receber o prêmio, o choro simplesmente veio. Foi algo muito forte. Não é só uma premiação, é a prova que quando a periferia ocupa esses espaços, a gente brilha”, conta a programadora e game designer.
Vladson Alves, ilustrador e animador do premiado “Mar à Dois”, considera o destaque como referência para mostrar as produções digitais periféricas. “É sobre tirar mais os holofotes de grandes bairros referências em jogos e trazer para nossa casa, a periferia, mostrando que não existem coisas bem feitas só nos bairros nobres”, discorre Vladson.
Além do Game Jam CE, o Programa ficou em 3º lugar na Mostra Ceará Jogos. Desenvolvido por adolescentes do Núcleo Criativo, o jogo Animal Wish ficou em na terceira posição da categoria Iniciantes. O game ainda está em produção, mas sua primeira versão está disponível para jogar pelo link: https://roguefairyacademy.itch.io/animals-wish .
Na Cena Animada
Trazer o cinema da periferia para fora de festivais foi uma das atividades potencializadas pelo Programa de Audiovisual do CCBJ. A Mostra Cine Lab BOMJA reuniu curtas-metragens cearenses que atravessam diferentes territórios, tempos e sensibilidades. Além da mostra, o Programa de Audiovisual da ECA em pareceria com o REMA (Repositório da Memória e Arquivística Audiovisual do Grande Bom Jardim) expôs produções do Grande Bom Jardim no estande e a oficina de Animação de Papel com Dil Nascimento e Paulo Carter, este último formado pela última turma do Extensivo em Audiovisual.
Na oficina, foi conversando sobre cinema, focando nos princípios de animação e construção óptica. Os adolescentes, enquanto isso, desenhavam e pintavam. “A ideia mesmo é que despertasse a curiosidade sobre animação, mas dizer que também é possível fazer animação em Fortaleza e que tem animadores muito talentosos da periferia da cidade”, explica Paulo Carter.
As produções audiovisuais expostas na mostra não-competitiva compreendiam a região do Grande Bom Jardim, outras periferias da Cidade e o interior do Ceará. A iniciativa amplia as perspectivas de um cinema fora do eixo. Apresentando as potências das produções audiovisuais periféricas. Na categoria “animações”, tiveram as obras “Maré Braba” do Instituto Terramar, “Fotossíntese” de Rodrigo Viveiro e “Arca D’água” de Paulo Carter.

Para Elena Meirelles, coordenadora do programa, a presença na feira foi essencial para informar ao público sobre as formações do equipamento e a riqueza audiovisual da região. “Acho que isso é o interessante desse espaço da feira para um público muito amplo. Tinham muitas escolas, muitos jovens, muitos adolescentes que acabaram conhecendo esse espaço de formação, abrindo os horizontes de possibilidades”, conta.
Sobre o Programa de Audiovisual
O programa vem com o compromisso de formar profissionais e artistas, mas também espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias e utilizar a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação da mesma nos veículos de comunicação hegemônicos, perpetuadora de diversas formas de violência e aniquiladora das possibilidades de existência plural e diversa inerente a qualquer e a toda população.
Sobre o Programa de Cultura Digital
O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo e, para isso, utiliza somente softwares livres em todos os seus processos formativos e nas criações de arte digital e jogos. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.
Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.
Entre os espaços das periferias de Fortaleza, a ancestralidade pulsa nas práticas artísticas e culturais da população. Nesse sentido, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta o Festival A Coisa Tá Preta durante o mês de novembro. A programação pretende afirmar os corpos pretos em equipamentos culturais e artísticos.
O evento faz parte do III Festival Afrocearensidades, organizado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura e da Secretaria da Igualdade Racial. O nome do festival do CCBJ tem inspiração no trecho da música “A Coisa Tá Preta”, de Rincon Sapiência: “Se eu te falar que se a coisa tá preta, a coisa tá boa”.
Momentos de Guias, Caminhos e Celebrações
No dia 22 de novembro, o equipamento contará com duas programações importantes para o festival. O seminário “Povos de Terreiro: O que nos Protege?” busca questionar sobre as políticas públicas de proteção aos terreiros no Ceará. O evento começa às 14 horas e acontecerá no Teatro Marcus Miranda e na Praça Central do CCBJ.
As atividades propostas do seminário são defumação e canto, entrega de mudas e kit de ervas, além de encerramento com microfone aberto. Os blocos temáticos se dividem em Contexto Histórico dos Povos de Terreiro no Ceará, Políticas Públicas e Identidade de Terreiro e Movimentos Sociais pelo Combate à Intolerância Religiosa. São 80 vagas disponíveis, para participar, a pessoa deve se inscrever no formulário: https://forms.gle/eo6nufsn4SmBLvYB6.
Mãe Janayna da Princesa Janaína é uma das representantes do Centro Espírita de Umbanda (CEU) Pai Jacob e Viramundo e estará presente no seminário. Para ela, o momento é essencial para buscar políticas públicas para a longevidade dos terreiros. “Somos resistência, preservamos a memória de nossos ancestrais, o CEU completou 60 anos de existência esse ano. Encaramos isso como um marco no estado do Ceará, tendo em vista que poucas casas perduram por tanto tempo no mesmo endereço”, explica.
Para Janaya, a mensagem a ser passada é certa: “O terreiro não é problema. O terreiro é solução. O que falta é o Estado reconhecer e fortalecer o que nós já fazemos”. A expectativa é que o encontro seja um espaço de escutas e encaminhamentos concretos. “Deve abrir caminhos reais, que fortaleça os terreiros enquanto território de cuidado e cultura. Trazendo mais segurança, respeito e políticas públicas que realmente cheguem na ponta”, afirma a líder religiosa.

As inscrições irão seguir até que alcance o número máximo / Reprodução: Centro Cultural Bom Jardim
A programação do seminário vai até às 19 horas em clima de festa. Logo após o público fica com o Baile A Coisa Tá Preta, que contará com a presença de DJ Negona, DJ Cabulosa e DJs Molhadonas. Com pesquisas e influências da música eletrônica periférica e negra, o repertório contará com pagodão, brega, rap e demais ritmos negros.
Confira o que ainda vai rolar
⏰ Quarta-feira – 19/11/2025
Ciclo de Leitura: Nós de Axé
Horário: 15h
📍 Biblioteca Cristina Poeta CCBJ
Masterclass “Abdias do Nascimento” Da Expressão Corporal a Palavra
Horário: 18h
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
⏰ Sexta-feira – 21/11/2025
É Tempo de Aquilombar
Horário: 13h30
📍 Centro Histórico de Fortaleza
Jogos Literários – Edição Festival A Coisa tá Preta
Horário: 15h
📍 Biblioteca Cristina Poeta CCBJ
Cine Narte – Consciência Negra
Horário: 17h
📍Sala Multiuso CCBJ
Coral – Banzobeat
Horário: 17h
📍 Praça Central CCBJ
A história da boneca Abayomi
Horário: 18h
📍 Sala Multiuso CCBJ
⏰ Sábado – 22/11/2025
Seminário “Povos de Terreiro: O que nos Protege? Políticas Públicas de Proteção aos Terreiros”
Horário: 14h
📍 Teatro Marcus Miranda e Praça Central CCBJ
Baile A Coisa Tá Preta, com DJ Negona, DJ Cabulosa e DJs Molhadonas
Horário: 19h
📍 Espaço Marielle Franco CCBJ
⏰ Quinta-feira – 27/11
Make it Jazzy, com Cia Anagrama
Horário: 17h30
📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
Está aberta uma oportunidade para coletivos que utilizam a arte e a cultura como instrumentos de transformação social. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), convoca a 6ª Chamada Pública para Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário. O apoio é realizado por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ.
As inscrições estão prorrogadas até 21 de novembro. Podem participar os grupos que tenham histórico de atuação em cultura, arte, educação social ou direitos humanos, desenvolvendo ações nas comunidades do Grande Bom Jardim e territórios próximos. Para a chamada, deve-se indicar três representantes maiores de 18 anos.
Cada iniciativa selecionada receberá bolsas no valor total de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). Distribuídas em cinco parcelas mensais de R$ 3.000,00 (três mil reais). Esse valor será repassado em R$ 1.000,00 (mil reais) para cada um dos três representantes.
O processo conta com ações afirmativas. Sendo 20% para pessoas negras (pretos e pardos); 10% para pessoas com deficiência; 5% para pessoas indígenas; 5% para pessoas quilombolas.
As expectativas são que a edição deste ano potencialize as atividades comunitárias.“Serão 10 representantes de uma comunidade viva sendo pontes nossas com o território, realizando suas ações já tão importantes para os moradores”, explica Aurianderson Amaro, articulador comunitário do CCBJ. É esperado que seja um ciclo de novidades e intervenções criativas
Promovendo a Cidade por meio da Cultura e Arte
O NArTE é o setor de cidadania cultural e atenção social do equipamento, atuando com foco nos direitos humanos, educação social, articulação comunitária e encaminhamento à rede de proteção. O objetivo da chamada é fortalecer vínculos com a política pública do Centro Cultural Bom Jardim.
As iniciativas comunitárias são grupos ou organizações que atuam em atividades ligadas às pautas de cultura, arte e direitos humanos, visando prevenir e enfrentar violações de direitos. Diferente da última edição, poderá ser abrangido outros territórios periféricos para além do Grande Bom Jardim. Além disso, o valor total da bolsa aumentou em 25% em comparação ao ano anterior.
Para acompanhar a execução do projeto, as organizações selecionadas devem cumprir alguns requisitos. Entre eles estão a entrega de um Plano de Ação, Relatório Mensais, participação dos Encontros Mensais das Iniciativas e realizar uma ação no CCBJ e entorno. As atividades terão início no dia 10 de dezembro de 2025.
Serviço
O quê: 6ª Chamada Pública para Iniciativas de Desenvolvimento Comunitário
Período de inscrição: de 4 a 21 de novembro de 2025.
Realização: Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE)
Onde se inscrever: https://ccbj.org.br/oportunidades/
Sobre o NArTE
O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de cidadania cultural do CCBJ e tem como foco desenvolver, por meio da arte educação e da cultura, os direitos humanos, a educação social, a articulação comunitária e o encaminhamento à rede de proteção no território do Grande Bom Jardim. Surgiu em 2017, da necessidade em responder o questionamento: como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade?
O NArTE tem por sua vocação cultural a responsabilidade de dar fluxo aos casos de violações de direitos, realizar ações de prevenção dessas violações e promover a cultura de paz. Tudo isso é realizado a partir da arte-educação, que apoia-se na perspectiva metodológica da Educação Social, de Paulo Freire. O objetivo geral do Núcleo é utilizar a cultura como ferramenta para a promoção de Direitos Humanos, vinculadas a conceitos como dialogicidade, vínculo e horizontalidade, partindo do CCBJ como epicentro da incidência sócio-pedagógica.
O desejo de se comunicar por meio da arte da dança é partilhado entre todos os espaços e movimentos. Para intercambiar os ritmos, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebeu os estudantes da São Paulo Escola de Dança. O momento foi uma realização da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) através do Programa de Dança.
Os estudantes tiveram guiada ao equipamento, seguida de bate-papo com a turma do 6º ano da Formação Básica de Longa Duração em Dança e do Núcleo Criativo em Dança. O grupo também teve aula de introdução às danças urbanas com a turma. A visita contou com a presença de Flávio Lima, coordenador dos cursos regulares (vespertino), e Rafaela Zavisch, coordenadora de produção.
Ampliando os Passos
Sofia Vianna se formou em 2024 pelo Curso Técnico em Dança e atualmente é monitora de outras turmas. A dançarina relata que o encontro com os estudantes foi um espaço de trocas de histórias e vivências da arte. Além de abrir novas perspectivas e futuras parcerias.
Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança do CCBJ, aponta que o momento foi bastante potente para os estudantes do equipamento e para a turma de São Paulo. “Quando trocamos vivências com pessoas de outros lugares, aprendemos novos jeitos de nos mover e também a observar o outro”, explica Sofia.
De acordo com Sofia, a São Paulo Escola de Dança destacou a importância do CCBJ como um equipamento aberto e de livre acesso ao público. Possibilitando uma maior confluência de ritmos e saberes gratuitamente. “Sempre gostei muito de dançar. Assim que tive a chance, pedi para minha mãe me colocar no curso básico, foi um passo importantíssimo na minha trajetória”, relata a monitora.
De acordo com Flávio Lima, coordenador dos curso regulares da Escola, a dança contemporânea aborda uma constante transformação do individuo de forma física o mental. O forte desejo deve passar por mediações e interações, sendo esse uma das funções importantes do aprendizado. “A função da formação é, sobretudo, preparar o corpo e a mente para a continuidade da aprendizagem: um corpo organizado, coordenado e, acima de tudo, flexível mentalmente, capaz de se deixar atravessar por novas experiências que surgirão ao longo da vida profissional”, explica Flávio.
Flávio Lima considera que o encontro foi importante para ampliar rede de conexões e olhar além do próprio território, percebendo a rica diversidade cultural de cada lugar. “Essa vivência reforçou a ideia de que cada território dança de um modo singular, expressando suas raízes e modos de ser por meio do corpo”, conta o coordenador.
Sobre o Curso Técnico em Dança
O Curso Técnico em Dança (CTD) é uma iniciativa pioneira na formação técnica de artistas da dança no Ceará. Criado em 2005, o curso marcou um passo importante na profissionalização da área no Estado, sendo fruto da parceria entre a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Senac.
Desde 2013, o CTD passou a integrar a grade formativa da Escola Porto Iracema das Artes. Em 2019, ganhou uma nova sede no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), com a abertura na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.
Em 2024, foi iniciada a 3ª Turma do CTD no CCBJ, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à formação técnica e o fortalecimento da dança como linguagem artística e campo de trabalho.
Propondo apresentar o cotidiano das cozinhas comunitárias, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), anuncia a abertura da exposição “Saberes, Sabores e Afetos – Cozinhas Comunitárias como Tecnologias Sociais” no dia 31 de outubro, às 17 horas. A mostra traz a imersão de quem enfrenta a fome e luta por direitos fundamentais das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional para as periferias da região.
A exposição convida o público a explorar as culturas, histórias e memórias que compõem a atuação cotidiana de dezenas de cozinhas comunitárias. O momento possibilita desvendar as camadas que compõem o complexo universo alimentar das periferias da cidade de Fortaleza e do estado do Ceará. Apresentando as potências de associações nas lutas por direitos.
O equipamento contará com uma programação especial na abertura da mostra. Sendo uma iniciativa do Grupo de Extensão e Pesquisa Diálogos, da Unilab e da Universidade Estadual do Ceará (UECE), do Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, da Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim e do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).
Saboreando saberes e afetos
A mostra apresenta uma jornada sensorial e cultural sobre as cozinhas comunitárias do Grande Bom Jardim. As iniciativas locais integram a preparação e distribuição de refeições para outras ações sociais. Atuando diretamente com pessoas e famílias de mais de sessenta áreas e comunidades em cinco bairros de Fortaleza: Bom Jardim, Canindezinho, Granja Lisboa, Granja Portugal e Siqueira.
A proposta surgiu do projeto de pesquisa “Cozinhas Comunitárias como Tecnologias Sociais: Uma Análise a partir da Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim (2023-2024)”. O estudo foi desenvolvido na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através do Grupo Interdisciplinar de Extensão e Pesquisa Diálogos. O grupo tem a presença da bolsista Nathyelly Araújo, fomentada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI-CNPq).
Por meio de artefatos e instalações visuais, sonoras e interativas, os visitantes terão a
oportunidade de conhecer a diversidade e a relevância social e territorial das cozinhas comunitárias. Entendendo como se desenvolve esse conjunto amplo e complexo de ações que apoiam, acolhem e fortalecem comunidades, grupos e famílias vulneráveis. Em particular, mulheres, crianças, idosos, população LGBTQUIA+, indígenas, egressos do sistema penal e socioeducativo e pessoas em situação de rua.
Sobre o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ):
O Centro Cultural Bom Jardim é um equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult
Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), que tem como missão promover o
acesso à cultura e à arte, fortalecer a cidadania e fomentar a produção artística local,
contribuindo para o desenvolvimento social e cultural das comunidades do Grande Bom Jardim.
Serviço:
O Quê: Abertura da Exposição “Saberes, Sabores e Afetos – cozinhas comunitárias como
tecnologias sociais”
Quando: 31 de outubro de 2025 às 17 horas
Onde: Teatro e Galeria do CCBJ – Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Bom
Jardim, Fortaleza – CE)
Entrada: Gratuita
Informações para a Imprensa:
Eduardo Gomes Machado (85) 99987-0702
eduardomachado@unilab.edu.br
Adriano Paulino de Almeida (85) 99127-9995
Neste sábado (25), a rua Três Corações, na altura da Comunidade São Francisco, no Bom Jardim, estará repleta de atividades lúdicas e artísticas pensadas para a infância e o direito de brincar. A Festa das Crianças chega à sua sexta edição e recebe apoio do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A participação visa o fomento à cidadania cultural por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE).
O projeto é em parceria com mais de 10 empreendimentos locais. A moradora Maria Valdania, mais conhecida como Bilinha, reconhece o evento como um momento de diversão para todas as idades. “É muito importante para as crianças e também para todos moradores, tão carente de diversão, haver momentos como esse”, reflete. A expectativa é que mais de 300 crianças estejam presentes. “Estamos muito alegres e unidos pois todos trabalhamos juntos por esse dia”, completa.
Todas as atividades do equipamento na festa fazem parte do É o Brinca, programação sociocultural voltada para o público infantil, realizada pelo CCBJ. O projeto acontece aos sábados, no período de 14h às 17h, com atividades de lazer, vivências artísticas e culturais, cineclube, desenho livre, jogos e brincadeiras. As atividades têm o objetivo de garantir o brincar como um direito da infância que mora em território de periferia.
Pinturas, Lendas e Fantasias
Com bastante ludicidade, o NArTE optou por trabalhar com atividades manuais e artesanais. Marcando as gerações das crianças na periferia, a educadora Flor de Maracujá trará brincadeiras populares como corrida de saco, dança das cadeiras, estátua musical, caça ao tesouro e pula corda.
Para as crianças que gostam de esporte, Amanda Quebrada vai conduzir uma atividade esportiva, fazendo também o debate sobre ética no esporte. A arte também toma palco no dia com pintura de rosto com Narah Adjane. Todas as atividades serão realizadas na Comunidade São Francisco, com o objetivo de estimular as crianças a expressarem seus interesses e identidade de forma divertida.

Revivendo um dos imaginários mais comuns do Nordeste, uma figura folclórica tomará conta da festa. O É o Brinca convida a atração “O Lobisomem de Maranguape”, que apresenta o mistério sobre o tema através da magia de bonecos. O espetáculo é de autoria de João Andirá, com direção de produção de Cleomir Alencar e direção musical de Gilvan Silva.
O Dia das Crianças segue com outras atividades realizadas pelos grupos parceiros. O CCBJ, equipamento cultural da periferia de Fortaleza, reconhece a importância do acesso à ludicidade e à expressão cultural e artística das crianças no território do Grande Bom Jardim.
Confira a Programação Realizada pelo CCBJ
BRINCADEIRAS POPULARES – Infância divertida (NArTE)
Educadora: Flor de Maracujá
Horário: 15h
📍 Comunidade São Francisco
DESAFIO ESPORTIVO (NArTE)
Educadora: Amanda Quebrada
Horário: 16h
📍 Comunidade São Francisco
PINTURA DE ROSTO – Sua identidade, sua cara! (NArTE)
Educadora: Narah Adjane
Horário: 17h
📍 Comunidade São Francisco
ESPETÁCULO – Lobisomem de Maranguape (NArTE)
Convidado: João Andirá
Horário: 18h
📍 Comunidade São Francisco
Sobre o NArTE
O Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) é o setor de cidadania cultural do CCBJ e tem como foco fortalecer, por meio da arte educação e da cultura, o combate às violações de direitos e o fortalecimento dos Direitos Humanos no território do Grande Bom Jardim. Surgiu em 2017, da necessidade em responder o questionamento: como a arte e a cultura podem ser instrumentos de transformação social em um cenário de extrema vulnerabilidade?
O NArTE atua ainda no encaminhamento de casos de violações de direitos para a Rede de Proteção, realizando ações de prevenção dessas violações e promovendo a cultura de paz. Tudo isso é realizado a partir da arte-educação, apoiada na perspectiva metodológica da Educação Social, de Paulo Freire.
Durante quatro dias, a literatura ganhará vida em diferentes formas. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza a IX Semana do Livro e da Biblioteca entre os dias 22 a 25 de outubro. O projeto é uma realização da Ação Cultural do CCBJ.
O evento ocorre em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. Com o tema “Entre traços e palavras”, o equipamento celebra as diversas formas de fazer literatura. As manifestações culturais e as atividades artísticas acontecem em dois espaços principais: na Biblioteca Cristina Poeta e no Teatro Marcus Miranda.
Para Adrielly Rodrigues, bibliotecária do CCBJ, o momento é essencial para consolidar a Biblioteca como um espaço de fomento à leitura e à cultura entre crianças e adolescentes do território. “Mais pessoas poderão ter acesso às atividades desenvolvidas, e para que, por meio da leitura dos livros, a imaginação ganhe asas em um espaço potente, acolhedor e transformador no Grande Bom Jardim”, acrescenta.
As várias páginas de um Livro
No dia 22 de outubro, às 16 horas, a literatura se encontra na Biblioteca em um estilo talk-show. O bate-papo será apresentado pela produtora e fã de quadrinhos Elis Oliveira, entrevistando uma referência do mercado de HQs no Ceará, Elinaudo Barbosa, roteirista e desenhista de histórias em quadrinhos. Ele fundou a EB Comics, um dos únicos universos brasileiros de super-heróis da literatura.

Teatro, poesia e biografia se misturam entre os dias 23 e 24 de outubro. O “Espetáculo Aurora” conta a história de uma menina mágica, ensinando o valor do lúdico ao senhor “Nhemnhemnhem”, que redescobre o encantamento do direito ao brincar. A peça é realizada pelo Grupo Avia de Teatro e acontece na quinta-feira (23), às 15 horas, na Biblioteca.
Homenageando Chico Anysio, renomado humorista e escritor cearense, o Coletivo Chuá Chuvosa apresenta “Fuxicando com o Chico”. Contando com uma narrativa dinâmica e divertida, o espetáculo busca reavivar o imaginário cearense da literatura e humor. O momento ocorre sexta-feira (24), às 15 horas, no Teatro Marcus Miranda e é pensado para o público jovem.
O sábado finaliza a semana com o Piquenique Literário, às 10h, voltado para estimular o hábito da leitura e a criatividade desde a infância. A Semana do Livro e da Biblioteca no CCBJ reconhece a pluralidade cultural da literatura em seus mais diversos eixos: nos quadrinhos, na oralidade, no teatro, na biografia e nas rodas de leitura.
Confira a Programação Completa:
⏰ Quarta-Feira – 22/10/2025
BATE PAPO – Café com quadrinhos com Elis Oliveira e Elinaudo Barbosa
Horário: 16h
📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Entrada gratuita
⏰ Quinta-Feira – 23/10/2025
APRESENTAÇÃO TEATRAL – Espetáculo Aurora com Grupo Avia de Teatro
Horário: 15h
📍 Teatro Marcus Miranda
Entrada gratuita
⏰ Sexta-Feira – 24/10/2025
ESPETÁCULO – Fuxicando com Chico com o Coletivo Chuá Chuvosa
Horário: 15h
📍 Teatro Marcus Miranda
Entrada gratuita
⏰ Sábado – 25/10/2025
CLUBE DE LEITURA – Piquenique Literário
Horário: 10h
📍 Biblioteca Cristina Poeta – CCBJ
Entrada gratuita
Sobre a Biblioteca Cristina Poeta
Inaugurada em 19 de dezembro de 2006, a Biblioteca Cristina Poeta do Centro Cultural Bom Jardim atende estudantes, funcionários(as) e, especialmente, crianças e jovens da comunidade do Grande Bom Jardim. O acervo possui cerca de 3 mil exemplares, constituídos de livros, obras de referência, revistas, catálogos, histórias em quadrinhos, folhetos, cordéis, DVDs e CDs.
A Biblioteca funciona de Terça a Sexta (9h às 12h e 13h às 18h) e no sábado (13h às 17h). Demais solicitações são realizadas pelos canais de atendimento biblioteca.ccbj@idm.org.br e (85) 9 9137-9549.