O curso básico de Podcast e Webrádio da Escola de Cultura e Artes (ECA/CCBJ), ministrado pela professora Danielle Fernandes, lançou ao fim do curso três produtos, fruto de todo o esforço e dedicação dos alunos: os Podcasts “Luz e Concreto”, “Depois do Bel, é nóiz” e “Uma Vida perdida”, nas plataformas Anchor e Spotify.
O Podcast é um canal de áudio sob demanda. O ouvinte acessa quando quiser, online ou offline, facilitando seu consumo a qualquer hora e em qualquer lugar, gratuitamente, semcompetir com outras atividades diárias. Seu formato de áudio possibilita inúmeras formas de consumo: pode ser ouvido no carro, no ônibus, na academia e durante o horário de almoço, por exemplo. Atualmente, esse tipo de mídia já é amplamente disponível para todos os dispositivos, via web e smartphones.
O Podcast “Luz e Concreto” é uma reflexão sobre a liberdade de ver, ouvir e sentir a cidade

O Programa Luz e Concreto surge com a orientação da professora Dani Guerra e a locução e roteiro dos professores Basílio de Melo e Rosilene Aires, alunos do curso e está disponível nas plataformas Anchor e Spotify. Terá episódios quinzenalmente e o episódio de abertura é um convite histórico-geográfico ao entendimento das origens e da dinâmica urbana fortalezense.
O podcast, ainda em construção, reúne saberes, olhares e vivências que discutem uma cidade desigual social e economicamente e, ao mesmo tempo, com uma pluralidade cultural e diversidade ambiental em seu território. Os ouvintes podem participar do podcast sugerindo temáticas a serem abordadas no quadro “você no programa”, basta enviar mensagem de texto ou áudio para o email: podcastluzeconcreto@gmail.com.
Programa Luz e Concreto #1: as origens e os sentidos da cidade
Roteiro e locução: Basílio de Melo e Rosilene Aires
Edição: Basílio de Melo
Arte gráfica: Rosilene Aires
Email: podcastluzeconcreto@gmail.com
Anchor: https://anchor.fm/luz-e-concreto-podcast
Spotify: https://open.spotify.com/episode/3phZpohvFN0akf48NL39UA
Podcast “Depois do Bel, é nóiz” lança o primeiro episódio com a artista LGBTQIA+ Angel History

O programa foi produzido por Jhenni Rubens, mãe e estudante na área, Kenya Lima, profissional de desenvolvimento humano e estudante de audiovisual e Mawtham, cantor, compositor e artista LGBTQIA+. O programa está disponível em diversas plataformas digitais, tais como Sua Música, YouTube e Spotify. O segundo episódio já está em produção.
O Podcast faz referência ao artista Belchior, grande músico cearense que levou suas canções pro mundo, e busca homenagear os artistas da nossa terra, abrindo espaço pra que estes divulguem seus trabalhos pro mundo. Os episódios são gravados de forma remota, pretendendo ter uma frequência quinzenal, através de entrevistas com artistas cearenses vinculados à área musical.
No quadro “Ruma de dica”, falamos sobre outros artistas e trabalhos produzidos em nosso Estado, com o objetivo de expandir o repertório dos nossos ouvintes acerca dos artistas cearenses. No primeiro episódio, Angel nos conta sobre sua trajetória e os eventos marcantes de sua carreira. A artista mora na Barra do Ceará e fala sobre como encontrou apoio na Rede CUCA, instrumento público cultural de Fortaleza que fornece diversas qualificações e entretenimentos para a comunidade local.
Locução: Jhenni, Kenya e Mawtham
Edição: Kenya e Mawtham
Arte de divulgação: Kenya e Mawtham
Spotify: https://open.spotify.com/show/0OevJry9nXlrSNnkkxCHc6?si=DBm0txZWQcOzEMuGfTmqmA
Podcast “Uma vida perdida” resgata a magia das radionovelas

O podcast “Uma vida perdida” é um audiodrama que conta a história de Pedro, um garoto rebelde, morador da periferia do Bom Jardim. O gênero audiodrama é similar às saudosas radionovelas ou aos carinhosos discos de vinil coloridos de historinhas, com narração, gravação das vozes dos personagens e efeitos sonoros. A proposta desse audiodrama é trazer uma reflexão sobre o uso de drogas e a relação familiar.
Pedro morava com a mãe, tinha poucos amigos e namorava a jovem Mirela. A vida do jovem começa a ter um rumo diferente, quando ele se envolve com drogas. “Uma vida perdida” foi dividido em três episódios de 3 minutos, narrando as aventuras de Pedro. Os episódios contam com trilhas sonoras pensadas para causar uma sensação de suspense, obscuro e um estilo dark. Os três episódios podem ser encontrados na plataforma digital Spotify.
Audiodrama Uma vida Perdida
Roteiro: Beatriz Queiroz
Edição: Bruno Alencar e Rebeca Freitas
Produção: Franciely de Assis Lima
Personagens:
Mirela: Beatriz Queiroz
Pedro: Bruno Alencar
Leonora e Narração: Iasmim de Souza
Spotify: https://open.spotify.com/show/2P4sbRPpfnIzHN6plkVCZz
Anchor: https://anchor.fm/uma-vida-perdida
Confira também a pesquisa de audiência feita pelos alunos do curso. Acesse: Pesquisa de Audiência
O Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – SECULT/CE, gerido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM, torna público o Resultado Final da Chamada Pública de Propostas Artísticas para Composição da Programação do Centro Cultural Bom Jardim 2021.1.
Para conferir o resultado, acesse: Resultado Habilitação Jurídica
Convocamos os projetos suplentes citados na lista abaixo para o encaminhamento da documentação e ocupação das vagas restantes da chamada. Para conferir a lista de suplentes convocados, acesse: Lista de suplentes
Segue abaixo as orientações e cronograma para o processo de habilitação jurídica dos grupos suplentes convocados:
Os grupos terão o prazo de 22 a 26 de janeiro para enviarem suas documentações para o email habjuridicaccbj@gmail.com .
O Resultado final será divulgado em nossas redes sociais no dia 27/01(quarta-feira).
Documentação
Orientações para envio da documentação:
Enviar toda a documentação para o endereço: habjuridicaccbj@gmail.com , em um único e-mail e identificar no assunto do e-mail o nome da proposta artística.
Dúvidas serão respondidas, exclusivamente, por este e-mail: habjuridicaccbj@gmail.com
Lista de documentação a ser anexada no e-mail
- Cópia da identidade civil do representante legal (RG, CNH, Passaporte, Carteira de Trabalho ou Carteira de aptidão profissional emitida por órgão competente)
- Cópia do CPF do representante legal;
- Cópia do comprovante de endereço do representante legal;
- Contrato Social, Estatuto ou Certificado do Microempreendedor Individual, e/ou suas alterações, se houver;
- Cópia do Cartão CNPJ da Entidade proponente;
- Cópia do termo de posse do representante legal, ata da reunião/ assembleia que o elegeu ou outro documento legal válido por meio do qual seja possível aferir a legitimidade do representante.
- Certidões negativas de débitos federais, estaduais, municipais, trabalhistas, Certificado de Regularidade do FGTS – válidos à época da contratação e do pagamento.
Para mais detalhes sobre a chamada, acesse o edital completo: http://bit.ly/EditalChamadaPublicaArtisticas2021
O Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – SECULT/CE, gerido pelo Instituto Dragão do Mar – IDM, lança hoje o novo site oficial do equipamento. O novo endereço está hospedado em: http://ccbj.org.br/ ou https://ccbj.org.br/
No novo endereço os frequentadores e interessados poderão encontrar tudo sobre os setores, atividades e serviços do centro cultural, bem como informações de contatos de todos os setores, horários de funcionamento, endereço, notícias sobre o equipamento e muito mais informações importantes.
O endereço antigo será mantido para manter os conteúdos já publicados como notícias, certificados e galerias de anos anteriores, até que seja possível fazer a migração total de conteúdos.
Endereço antigo: http://ccbj.redelivre.org.br/
Mais uma semana inicia e, esta especialmente, entra para história com a chegada do primeiro lote de vacinas CoronaVac, no Ceará, na tarde desta segunda (18). O Estado seguirá um plano operacional de vacinação contra Covid-19, que inicia às 17h desta segunda, e seguirá com a imunização dos perfis prioritários ( profissionais de saúde, pessoas de 75 anos ou mais, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população indigena, povos e comunidades ribeirinhas), a segunda fase contempla as pessoas de 60 a 74 anos e a terceira fase as pessoas com morbidades específicas e em seguida, os demais grupos.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) equipamento da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) comemora esse grande feito e continua seguindo todos protocolos de segurança em prevenção e combate à Covid-19, mantendo sua rede de programação virtual e algumas atividades presenciais. Para celebrar esta esperança em dias melhores que aquecem nossos corações, o CCBJ convida todos e todas para conferir a programação semanal de 18 a 24 de janeiro de 2021, repleta de conteúdos inéditos, estreias e lives para todas as idades.
Em destaque, domingo (24), o CCBJ apresenta duas atrações, uma às 16h em destaque, a live Periferia Vive e a Educação Social com bate-papo entre convidados falando da relevância da atuação dos educadores (as) sociais na periferia de Fortaleza. Este encontro é às 16h no Youtube CCBJ. Também neste domingo, mais uma Oficina de Vivências de Jogos Teatrais é lançada, no Youtube CCBJ. É destinada ao público infantojuvenil, mas toda família pode participar. Basta conferir a estreia no Instagram e no Facebook do CCBJ. A oficina tem a facilitação dos educadores sociais CCBJ: Fátima Muniz e Antônio Viana e trabalhará alguns exercícios de teatro, aprimorando a percepção de si, criação de pequenas cenas e muita diversão. Inicia às 14h e para participar, basta inscrever-se em: http://bit.ly/OficinaVivenciasTeatraisCCBJ
Nesta quarta-feira (20), a partir das 18h no Youtube CCBJ acontece a Reunião de Gestão Compartilhada, que é aberta a todos e todas interessados (as) nas deliberações acerca das ações e atividades do CCBJ, um espaço democrático e comunitário. O encontro é virtual, o link de acesso é disposto nas redes sociais CCBJ, meia hora antes e acontece na plataforma Google Meet, gravado e exibido no Youtube CCBJ.
Além desses destaques, o CCBJ apresenta a programação de estreias de vídeos, encontros pelo Google Meet e lives no Youtube. Vem conferir a programação resumida e detalhada de 18 a 24 de janeiro de 2021:
PROGRAMAÇÃO RESUMIDA:
20/01 – REUNIÃO DE GESTÃO COMPARTILHADA: Link disponível nas redes sociais CCBJ, meia hora antes, aberto ao público, plataforma Google Meet.
21/01 – NArTE EM PAUTA: Dia de Combate à Intolerância Religiosa – Beco da Bença, nas redes sociais do CCBJ.
22/01 – LEITURA DE AFETO: Amanda Ribeiro apresenta “A gente nasce ao abrir a boca”, nas redes sociais do CCBJ
22/01 – CONTRAPARTIDA: Coletivo Entre Olhos apresenta “Fabricando o ensino: jogos, cultura lúdica e educação”, ao vivo no canal do CCBJ no YouTube.
23/01 – CONTRAPARTIDA: Gueto Queen apresenta “Mostra Rebu (parte 1), ao vivo no canal do CCBJ no YouTube.
24/01 – NArTE EM PAUTA: Periferia Vive e a Educação Social, ao vivo no canal do CCBJ no YouTube.
24/01 – É O BRINCA: Oficina de Vivência de Jogos Teatrais, facilitada por Fátima Muniz e Antônio Viana, no Google Meet.
PROGRAMAÇÃO DETALHADA:
DIA 18/01 – SEGUNDA-FEIRA
GALERIA EM PAUTA – EXPOSIÇÃO VIRTUAL CORPO/CARCAÇA
RELEASE: No Galeria em Pauta dessa semana, o CCBJ apresenta o coletivo Cassão (@cassaocoletivo), do Laboratório de Pesquisa em Fotografia do CCBJ, divulgando a exposição virtual “Corpo/Carcaça”, projeto fomentado com recursos da Lei 14,017/2020 – Lei Aldir Blanc – por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza.
A Exposição virtual “Corpo/Carcaça” será composta por 9 obras que debruçam-se nas
tentativas de sobrevivências de corpas e corpos que são alvos de diversas violências, criando narrativas de luta multisetorial e sensível. O coletivo Cassão (@cassaocoletivo) surge do encontro de jovens fotógrafes que encontraram na arte um modo de resistência. Cansados de serem tratados como cassa, agora a cassa vai a cassa.
📌Serviço:
GALERIA EM PAUTA – EXPOSIÇÃO VIRTUAL CORPO/CARCAÇA
Quando: 18/01
Onde: Acesse http://bit.ly/ExposicaoCorpoCarcaca
DIA 19/01 – TERÇA-FEIRA
SOMBRINHA LITERÁRIA – CICLO DE LEITURA APRESENTA “O NABO GIGANTE” (LIVRE)
RELEASE: O Desafio Literário é uma iniciativa promovida pelo Ciclo de Leitura, ação do Programa Sombrinha Literária da Biblioteca CCBJ. A iniciativa, que acontece desde o mês de agosto, indica uma leitura semanalmente, com a proposta de proporcionar literatura digital, para que todos possam montar suas mini bibliotecas no drive, no pen drive, no celular e no computador. Além disso, um dos objetivos do Desafio Literário é espalhar literatura para ajudar neste momento de distanciamento social.
No Ciclo de Leitura desta terça-feira, vamos conhecer a história O Nabo Gigante, de Aleksei Tolstoi. Uma divertida história em que um velhinho e uma velhinha plantam um nabo que cresce até ficar gigante. Para tirá-lo do solo será necessária a ajuda de todos os animais da fazenda. Nesta adaptação do clássico conto russo, em que o menor dos ajudantes pode fazer a diferença, a cooperação de todos é a grande lição.
📌Serviço:
SOMBRINHA LITERÁRIA – CICLO DE LEITURA APRESENTA “O NABO GIGANTE” (LIVRE)
Quando: 19/01
Onde: Acesse https://youtu.be/O7ECcxYs4GY
DIA 20/01- QUARTA-FEIRA
BÚSSOLA INDICA – SECULT CEARÁ E ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO DIVULGAM CONVOCATÓRIA PARA SELECIONAR PROJETOS PARA A FESTA DO SOL
RELEASE: Resultado de ação da Lei Aldir Blanc no Ceará, a Associação Movimentos – instituição selecionada no Chamamento Público para elaboração e execução de programação nos espaços artísticos e culturais, em colaboração com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), lança convocatória de programação artística nos espaços culturais Festa do Sol – Circuito de Artes, Culturas e Negócios Criativos do Ceará. A partir da convocatória, serão selecionadas 94 propostas de propostas para prestação de serviços artísticos divididos em três categorias: apresentações artísticas (inéditas); temporadas ou mostras; projetos de circulação(inter-regional/estadual). As inscrições para a convocatória seguem abertas até dia 31 de janeiro, e serão feitas exclusivamente online, no site http://editais.cultura.ce.gov.br.
Se ainda tiver com dúvidas, não perca tempo e agende o atendimento com a bússola cultural pelo email (bussolacultural.ccbj@gmail.com)
📌Serviço:
BÚSSOLA INDICA – SECULT CEARÁ E ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO DIVULGAM CONVOCATÓRIA PARA SELECIONAR PROJETOS PARA A FESTA DO SOL
Quando: 20/01
Onde: Redes sociais CCBJ
PROGRAMA RECODE – PLATAFORMA DO PROGRAMA RECODE FOI ATUALIZADA
RELEASE: A Biblioteca do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) foi selecionada para ser uma instituição parceira do Programa Recode. O objetivo do Movimento Recode é capacitar jovens em situação de vulnerabilidade para o uso ético e cidadão da tecnologia, por meio de cursos on-line e gratuitos.
Nesta quarta-feira o CCBJ o site repaginado da ONG Recode, com o novo endereço da Plataforma Recode: recode.org.br. Para acessar os cursos disponíveis, basta clicar na aba “acessar cursos”. A Plataforma pode estar um pouco instável, pois ainda está sendo atualizada pela equipe Recode.
📌Serviço:
PROGRAMA RECODE – PLATAFORMA DO PROGRAMA RECODE FOI ATUALIZADA
O quê: Oferta de cursos gratuitos, on-line e com certificação
Onde: recode.org.br (Veja o passo a passo para se cadastrar como nosso aluno CCBJ);
Informações: biblioccbj@gmail.com
DIA 21/01 – QUINTA-FEIRA
SOMBRINHA LITERÁRIA – CINE LEITOR APRESENTA “O QUARTO DE JACK” (14 ANOS)
RELEASE: O Cine Leitor é um Programa da Sombrinha Literária, promovido pela Ação Cultural, por meio da Biblioteca CCBJ. A indicação desta quinta-feira é o filme “O Quarto de Jack”, inspirado no livro homônimo de Emma Donoghue.
Sinopse: O Quarto de Jack conta a história de Ma e seu filho Jack vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick, o homem que os mantém em cativeiro. Ma faz o possível para tornar suportável a vida no local. Quando seu filho completa cinco anos, ela decide elaborar um plano de fuga. Com a ajuda de Jack, ela tenta enganar Nick para retornar à realidade e apresentar um novo mundo a seu filho.
📌Serviço:
SOMBRINHA LITERÁRIA – CINE LEITOR APRESENTA “AS AVENTURAS DE PINÓQUIO” (14 ANOS)
Quando: 21/01 (quinta-feira)
Onde: Acesse https://youtu.be/YxqapS6b2wI
NARTE EM PAUTA – DIA DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
RELEASE: No Brasil, as religiões que sempre foram massivamente perseguidas são as de matriz africana. O CCBJ, por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE/CCBJ) exibe um vídeo com o objetivo de tentar quebrar o preconceito contra essas religiões.
No dia de combate à intolerância religiosa, o CCBJ apresenta o curta metragem “Beco da Bença”, realizado pela educadora social Deyse Mara. É uma narrativa construída através do ritual inicial de um trabalho no terreiro de Umbanda Sutão das Matas, da Mãe Fátima. Trazendo a luz esperançosa dessa Mãe de Santo abrindo os trabalhos da sua casa, que têm o beco como ligação do terreiro pro santuário da casa.
📌Serviço:
NARTE EM PAUTA – DIA DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
Quando: 21/01
Onde: Redes sociais CCBJ
DIA 22/01- SEXTA-FEIRA
CONTRAPARTIDA COLETIVO ENTRE OLHOS – OFICINA “FABRICANDO O ENSINO”
RELEASE: Nesta sexta-feira continuamos com o período de contrapartidas das atividades realizadas através da Convocatória Pública das atividades artísticas e culturais do GBJ 2020. O Coletivo Entre Olhos apresenta a oficina “Fabricando o Ensino: jogos, cultura lúdica e educação”, ao vivo no canal do CCBJ no YouTube.
A vídeo-aula/oficina será ministrada pelo pesquisador, doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará , Daniel C. Valentim. O professor falará sobre a importância da cultura lúdica e de que forma podemos multiplicar as pesquisas sobre este tema dentro do circuito de ensino e aprendizagem
📌Serviço:
CONTRAPARTIDA COLETIVO ENTRE OLHOS – OFICINA “FABRICANDO O ENSINO”
Quando: 22/01, às 16h
Onde: Canal do CCBJ no YouTube. Acesse: http://bit.ly/YoutubeCCBJ
SOMBRINHA LITERÁRIA – SEXTA MULTI – LEITURA DE AFETO
RELEASE: O “Leitura de Afeto”, ação do Programa Sombrinha Literária para as Sextas Multi do CCBJ, vem pra iniciar a programação de sexta-feira do CCBJ. Nesta atividade, convidamos alguém do público geral, leitor ou escritor, para ler um trecho de um texto literário que tenham marcado sua vida de alguma forma. Fica a critério do convidado: ler um trecho que tem algum significado importante e pessoal, ou algum texto que tenha aparecido de repente, seja na internet ou no livro físico.
Para participar, basta gravar um vídeo em casa lendo o trecho escolhido e enviar para o e-mail biblioccbj@gmail.com junto com o nome do autor. Trechos de livros e textos de autoria própria também são bem-vindos. Esta semana, nossa convidada é Amanda Ribeiro, auxiliar de biblioteca no CCBJ. Ela lerá um trecho de um texto de nome ‘A gente nasce ao abrir a boca’, de autoria de Cesar Sinicio, educador.
📌Serviço:
SOMBRINHA LITERÁRIA: SEXTA MULTI APRESENTA “LEITURA DE AFETO”
O quê: Leitura de Afeto convida para o envio de leituras de trechos literários que tenha marcado sua vida ou que lhe chama atenção.
Quando: 22/01
Como: Grave sua leitura de trecho especial e envie para biblioccbj@gmail.com
Onde: Redes sociais CCBJ
DIA 23/01 – SÁBADO
CONTRAPARTIDA COLETIVO GUETO QUEEN – MOSTRA REBU (PARTE 1)
RELEASE: Continuando com o período de contrapartidas das atividades realizadas através da Convocatória Pública das atividades artísticas e culturais do GBJ 2020, o Coletivo Gueto Queen apresenta a primeira parte do curta “Mostra Rebu”, ao vivo no canal do CCBJ no YouTube.
Sinopse: Em meio ao caos no território do bairro da Granja Lisboa, após um dia longo na zona de prostituição, a travesti Nick caminha em direção ao bar de sua amiga Preta para tomar uma bebida e relaxar um pouco. O bar da Preta por ser um ponto de encontro de muitas travestis, Nick conhece Rebeca Way, com intenções veladas e propostas maliciosas. Até que uma notícia de violência brutal transformou o momento de relaxamento e alegria em angústia e tristeza.
📌Serviço:
CONTRAPARTIDA COLETIVO GUETO QUEEN – MOSTRA REBU (PARTE 1)
Quando: 22/01, às 16h
Onde: Canal do CCBJ no YouTube. Acesse: http://bit.ly/YoutubeCCBJ
DIA 24/01 – DOMINGO
NARTE EM PAUTA – PERIFERIA VIVE E A EDUCAÇÃO SOCIAL
RELEASE: O CCBJ, por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE/CCBJ), conversará ao vivo, no canal do CCBJ no YouTube, com algumas educadoras que fazem a diferença nas periferias de Fortaleza. Os convidados e convidadas falarão um pouco sobre todos os seus projetos e ações. O bate-papo contará com a participação de Adna Lima, Maiara Mota e Bel Rodrigues, e será mediado por Antônio Viana.
A Periferia Vive é um espaço de compartilhamento das experiências, atividades e ações de iniciativas e coletivos da cidade, reconhecendo a sua importância e valorizando a contribuição da Educação Social na vida das pessoas.
📌Serviço:
NARTE EM PAUTA – PERIFERIA VIVE E A EDUCAÇÃO SOCIAL
Quando: 24/01, às 16h
Onde: Canal do CCBJ no YouTube. Acesse: http://bit.ly/YoutubeCCBJ
É O BRINCA – VIVÊNCIAS DE JOGOS TEATRAIS PARA CRIANÇAS
RELEASE: Na programação do É o Brinca desse domingo, o CCBJ promove uma oficina de jogos teatrais para crianças. Com ela, as crianças poderão fazer teatro em casa, experimentar e testar suas habilidades corporais, desenvolver mais concentração e brincar com a imaginação.
Na vivência de Jogos Teatrais para crianças, iremos trabalhar alguns exercícios de Teatro, aprimorando a percepção de si, a criar pequenas cenas e trazer um momento de leveza e diversão para os pequenos.
📌Serviço: É O BRINCA – VIVÊNCIAS DE JOGOS TEATRAIS PARA CRIANÇAS
Quando: 24/01, às 14h
Onde: Para realizar inscrição, acesse: http://bit.ly/OficinaVivenciasTeatraisCCBJ
“Pode entrar, mas espera um pouco que eu estava limpando a casa e vou me arrumar para nossa conversa”. Enquanto isso a equipe do CCBJ acompanhou parte da sua trajetória com outras mulheres, a partir de registros espalhados pela sala: retratos e um banner na entrada da sala, em que reunia alguns momentos importantes da sua jornada com as Vitoriosas, nome do projeto idealizado por Iracema, que apoia mulheres com câncer, no Parque Jerusalém (Grande Bom Jardim).
Ao encontro da equipe CCBJ, Iracema vem banhada e com um cheiro de rosas no ar, vem com um vestido de estampa indiana e máscara e tiara de cabelo rosa, combinando. Com muita disponibilidade em partilhar sua luta, Iracema, que mora há 25 anos no bairro, começa a relatar que por trabalhar na área da saúde sempre foi atenta quanto ao autoexame.
A vida antes do câncer
Ainda muito jovem, aos 18 anos Iracema foi ao médico por queixas de dores nas mamas, recebeu o diagnóstico de displasia. Realizou os tratamentos e relata ter esquecido de se cuidar, após esse fato. Na rotina dos hospitais, ela conta que teve uma vida muito agitada e com pouca qualidade, comendo fora de hora e refeições inadequadas, não fazia exercícios. Logo mais, aos 25 anos, foi mãe e isso interferiu no retorno das dores nas mamas. Continuava realizando os exames de rotina.
A notícia do diagnóstico
Confessa que deixou um ano sem realizar os exames e quando retornou ao médico, aos 44 anos, se deparou com o diagnóstico de câncer. “Um ano sem fazer exames e nesse período eu senti minha mama criando leite. Aqui acolá saia uma secreção clara e mais depois ficou escura. Eu pensei logo, seria impossível estar grávida pois já estava ligada. Pronto, procurei o médico. Bem, o médico disse que não era nada e eu confiei”, lembra.
Iracema diz ter procurado outros especialistas. Aos 45 foi diagnosticada com o câncer de mama. A partir daí começou a peregrinação de consultas, exames, resultados, sintomas diversos e muita determinação e resistência. “O ano era 2002. Fui muito bem amparada e prosseguir os cuidados. Retirei uma mama toda e ainda consegui a prótese. Foi tudo questão de dois meses, da desconfiança até a cirurgia, tudo por que eu corri atrás”
Iracema disse que quando chegou em casa abriu o jogo para família e disse: “Gente, deu câncer de mama! Eu me olhei no espelho e disse que eu posso! Senhor bota pessoas na minha vida que possam me ajudar, e botou seus anjos. Não foi fácil, mas tive o apoio da família, amigos e de uma equipe médica maravilhosa. Mas eu não fiquei pensando na doença, eu não sei te explicar, eu fiquei anestesiada. Eu pensei na solução. Daí comecei o tratamento, tomei seis sessões de quimioterapia, as da mais forte. Fiquei careca, mandei raspar pois é muito ruim quando começa a cair. Na época me chamavam de Ronaldinho (risos). Depois tomei os orais. Em 2005 foi detectado na outra mama. E eu disse que isso não iria me derrubar, me operei de novo, enfrentei tudo de novo. dessa vez não caiu meu cabelo. Fiz todo o tratamento de cabeça erguida. Mas tudo depende daqui”, diz ela apontando para a cabeça.
O primeiro tratamento foi de 2002 a 2007, sendo que em 2005 foi surpreendida por mais câncer na outra mama, seguiu se tratando até 2010. Hoje ela comemora 10 anos de curada e por isso se motiva a colaborar na superação do câncer com outras mulheres. Nesse período, de tratamento, Iracema já tinha um trabalho voluntário dentro da comunidade. “Será que eu vou poder continuar com esse trabalho?”, pensou ela ao enfrentar o câncer. O trabalho era com crianças e mulheres na Associação Parque Jerusalém. Tive um incentivo ainda mais, pois isso me ajudou muito, foi uma terapia maravilhosa. Das crianças passei a fazer com as mulheres e hoje tenho esse projeto das Vitoriosas. Cada uma que passou por aqui tem a missão de continuar esse trabalho”.
Mensagem de apoio às mulheres: “tem que se amar”
Iracema, uma vitoriosa faz uma alerta a todas mulheres. “ Vocês tem que se amar, se cuidar e se profissionalizar , buscar apoio da família. Não tive histórico na família, amamentei, mas tive uma vida corrida, bebia, fumava, sem exercício, tudo isso impactou né”. Emocionada, Iracema manda uma mensagem de incentivo às mulheres: “O outubro rosa é o ano todo. Cada caso é um caso, cada pessoa tem uma maneira de aceitar, mas é preciso “se tocar”, se tocar em se amar em primeiro lugar, se preocupa com filho, marido e outros e esquece da própria consulta. Eu pensei em mim e na minha saúde e fui enfrentar o câncer. Eu tô aqui vivendo, tô vencendo. A gente tem se fortalecido e as Vitoriosas fortalecem umas às outras, principalmente as que estão iniciando”.
Uma Vitoriosa que inspira e cuida de outras vitoriosas
Além da sua história pessoal com o câncer, Iracema é referência no bairro e perpassa outras trajetórias de superação, oferecendo sua colaboração em diversas articulações, dentre elas, participa de ações como:
- Conselho da Mulher do Estado do Ceará: Representante 2020 – Mulheres de Bairro;
- Conselho de Saúde: Representante a luta das mulheres com câncer, articulando as demandas entre o Posto de Saúde Regina Severino e a Regional V;
- Conselho da Mama da Secretaria de Saúde Municipal: Representante como Vitoriosa;
- Grupo Amigos do Peito (CRIO)
- Integrante do Grupo de Educação e Estudos Oncológicos – GEOON/UFC
- É voluntária no GEEON funciona como um Serviço de Referência para Diagnóstico em Mastologia (SDM) do Sistema Único de Saúde e como uma Extensão Universitária e Liga Acadêmica do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará;
- É parceira do CDVHS: realiza eventos, antes destinada às crianças e hoje, às mulheres, com as datas comemorativas do mês das mães e das mulheres, bem como ações em valorização da campanha outubro rosa. Manifesta sua eterna gratidão à Lúcia, responsável pelo CDVHS por toda parceria e apoio a sua luta em vários anos de movimento dentro do território;
E nessas lutas diárias em defesa das mulheres no enfrentamento contra o câncer e contra a violência, Iracema vem “fazendo o trabalho de formiguinha”, como ela destaca em sua fala.
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
Se Toca! é uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), em parceria com os setores do equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). A campanha tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
Na última semana de outubro, o CCBJ preparou uma série de entrevistas com moradoras do Grande Bom Jardim, que já enfrentaram e ainda enfrentam, a luta contra o câncer de mama. Foram seis entrevistas cheias de emoção, histórias lindas de superação e força, todas dispostas aqui nas nossas redes sociais e no site do CCBJ.
Confira logo mais, os links de acesso de todas as reportagens colhidas, especialmente para a campanha Se Toca!
BASTIDORES
O CCBJ⠀fica imensamente feliz em poder contar a história dessas mulheres e trazer o recado delas a todos e todas que acompanham o Centro. ” Foi uma série de reportagens que trazem como mote as histórias de vida de mulheres periféricas com diagnóstico de câncer de mama. Pensamos o formato, garimpando no território o perfil das mulheres, entramos em contato, marcamos rota de entrevistas e cobertura fotográfica em dias alternados saímos em campo. Claro, seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19. Foram dias de desafio, atravessar um pouco as vidas dessas mulheres, cheias de aprendizados e forças foi enriquecedor”, comenta Isabel Mayara, que faz a gestão da comunicação do equipamento.

Cada conversa foi uma partilha linda de uma fase tão delicada e cheia de lutas de mulheres corajosas e valentes. Durante as entrevistas, fotos eram feitas, cobrindo as diversas reações durante a fala, além de que a maioria das mulheres abriram as portas de suas casas e suas intimidades e dividiram com a equipe do CCBJ com tamanha disponibilidade e amor e orgulho por ter vencido o câncer. “ Cada vida, cada história, cada narrativa é valiosa e aprendemos muito, tanto equipe quanto o público do CCBJ. O CCBJ tem como um dos seus princípios o fortalecimento da Cultura de Paz por meio da execução de políticas públicas em arte e cultura e nos honra enquanto equipe fazer parte disso”, aponta a gestora que realizou o planejamento da Campanha e foi a campo junto à equipe.

Relembre as histórias das mulheres da campanha “SE TOCA!” e em seguida o vídeo exibido nas redes sociais com o resumo desta ação:
Se Toca com Maria José:
Site:
Redes sociais (Facebook e Instagram):
Se Toca com Teresa Maria:
Site:
Redes sociais (Facebook e Instagram):
Se Toca com Maria Bezerra:
Site:
Redes sociais (Facebook e Instagram):
Se Toca com Francisca Sousa:
Site:
Redes sociais (Facebook e Instagram):
Se Toca com Gleice Araújo:
Site:
Redes sociais (Facebook e Instagram):
Se Toca com Iracema Maria:
Site:
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Para encerrar a campanha Se Toca, o CCBJ fez este vídeo, exibido nas redes sociais do equipamento para celebrar os trabalhos da campanha Se Toca, de mapeamento, coleta e registro de mulheres com câncer de mama, em que elas nPara encerrar a campanha Se Toca, o CCBJ fez este vídeo, exibido nas redes sociais do equipamento. A intenção é celebrar os trabalhos da campanha Se Toca realizados a partir do mapeamento, coleta e registro de mulheres com câncer de mama, em que elas narram suas histórias de luta e superação da doença. Algumas delas ainda convivem com o câncer, outras já venceram essa batalha, mas todas trazem uma mensagem em comum: “o câncer não é um diagnóstico de morte”, como disse Ana Maria em uma das entrevistas. É possível superar esta fase e a Dona Iracema, uma das mulheres entrevistadas, que manda o recado neste vídeo:
Assista:
Se Toca com Iracema Vitoriosa:
Confira também nas redes sociais do CCBJ o vídeo estreia que lançou na campanha Outubro Rosa Se Toca!. Uma produção realizada pela Núcleo de Articulação Técnica e Especializada NArTE/CCBJ. O NArTE/CCBJ preparou um momento de conscientização sobre a importância da campanha Outubro Rosa, mês de prevenção ao Câncer de Mama! Se liga no vídeo que a Krisley Delfino, Psicóloga, preparou junto com Patricia Delfino, enfermeira especialista em Saúde da Família, sobre autocuidado relacionado à doença, com foco na prevenção e possibilidade de um diagnóstico precoce, que ajuda no tratamento.
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Assista no IGTV CCBJ:
NArTE EM PAUTA: OUTUBRO ROSA
SE TOCA! CÂNCER DE MAMA ASSUSTA MAS NÃO É INVENCÍVEL. CUIDA, TE PREVINE!
A moradora há quase 16 anos do Conjunto Tatumundé, que integra o território do Grande Bom Jardim, Gleice Carvalho de Aquino, de 40 anos, compartilha sua história com o câncer de mama, descoberto em setembro de 2019. Desse período até hoje, quase um ano de luta, muitos desafios marcaram a vida de Gleice: o tratamento do câncer, o diagnóstico do coronavírus e o medo e ansiedade que deixaram como herança, o desemprego e a solidão.
Como soube do câncer: “É aqui está meio esquisito! Doía muito, mesmo sendo pequeno”
“Eu moro sozinha e conto com ajuda de vizinhos e alguns familiares para me ajudar no dia a dia, como ir no mercantil por exemplo. Eu não tenho histórico na família, descobri com o autoexame mesmo, em setembro de 2019. Eu suspeitava em junho, em exames de toque. Eu topava sempre numa coisinha pequena, mas não tinha certeza e pensava: É aqui está meio esquisito! Doía muito, mesmo sendo pequeno. Quando vi o diagnóstico estava com 2cm, muito pequeno né! Nessa época eu trabalhava muito de babá e tinha condições de pagar plano de saúde. Foi muito rápido, descobri em setembro, fiz todos os exames pré operatório, e em janeiro eu operei. Foi muito difícil a sensação, pois me vi sem poder tomar um copo d’água, por não conseguir levantar o copo até a boca. E em abril já comecei as quimioterapias. Mas então veio mais uma coisa. Ter um câncer não é fácil, imagine passar pelo câncer na pandemia e ainda ter sido contaminada pelo coronavírus? Foi muito difícil, está sendo difícil. A quimioterapia é extremamente difícil e ainda mais morando só. Tinha dias que eu chegava das sessões e eu não conseguia segurar um copo, de tão fraca tinha dias que eu não conseguia subir as escadas”, relata Gleice, bem emocionada ao conversar com a equipe CCBJ.
Da descoberta aos novos desafios diários entre eles o coronavírus
Gleice durante o tratamento quimioterápico ficou muito fraca e com o deslocamento necessário, durante o ápice da pandemia em Fortaleza, com as defesas do corpo em baixa, foi inevitável. “Peguei o coronavírus, não foi muito forte. Na segunda semana de idas ao hospital para as quimios eu fui diagnosticada e lá já fiquei internada. Os sintomas às vezes se misturavam, eu não sabia o que era da quimio e o que era do corona. Mas não era minha hora, eu consegui. A quimioterapia vermelha tem sintomas parecidos com os coronavírus, como dores de cabeça, moleza no corpo, febre entre outros. No total foram 16 sessões de quimioterapia, mas teve essa suspensão por causa do coronavírus. Fiquei sete dias internada e mais sete em casa de reclusão e com o tratamento suspenso, seguindo a quinzena de isolamento, só depois retomei as sessões presenciais. Hoje estou pelo INSS, e isso me deixa muito angustiada pois a renovação é todos os meses, e eu nunca sei se eles irão renovar mesmo, então em novembro eu tenho garantido, em dezembro eu já não sei. Por isso eu digo que vivo numa panela de pressão, por conta do câncer, do coronavírus e da incerteza de saber se vou receber ou não”, compartilha Gleice.
De onde vem a força para continuar?
Quando questionada de onde ela tira tanta força para vencer tantos desafios diários, com olhos marejados e a voz embargada é dito: “Essa força é de Deus, é inexplicável, ninguém explica Deus, eu só sinto. Eu vivo sozinha, tipo 80% da minha vida eu sou sozinha e se não fosse a fé e a força de Deus eu não conseguia, pois se dependesse de mim eu não conseguiria nem descer a escada. Mas Deus é tão bom. Eu cheguei em casa mais doente do que eu fui, pois voltei com anemia. Então, quando retornei para casa, senti que tinha mil quilos em cada perna, foi muito doloroso saber que eu não conseguia subir apenas um lance de escadas, por estar fraca. Minhas carnes tremiam. Tive uma grande amiga que me ajudou, bem como seus filhos, me ajudam até hoje”, relembra.
Gleice conta que sua vida hoje ainda tem resquícios do coronavírus, o receio de sair nas ruas. Ela revela que saiu de casa apenas para ir aos médicos, alguns vizinhos ajudam ir nos mercadinhos e farmácias para comprar algo, e não se sente segura nem para ir até a varanda do apartamento em que mora, ver a rua pela janela.
“Terminei o tratamento quimioterápico em setembro de 2020 e comecei um novo, o hormonoterapia, e pode durar de dois, cinco a dez anos. O médico disse que pode até ser dois anos. Ainda tenho uma rotina grande pela frente. Mas fico mais aliviada em saber que eu operei o tumor, retirei a mama, fiz reconstituição. O pior já passou, mas fico apreensiva.
Eu não fiquei tão mal com o câncer em si, com a operação e tal, mas a quimioterapia é mais desgastante. Foi um misto de sentimentos, eu vou fazer o que tiver de fazer, mas eu não sabia o que me esperava na quimioterapia, pois apesar de curar ela é muito agressiva. Hoje eu me apego a oração, já consegui ir para igreja, assisto os cultos on-line, isso me fortalece demais. Não tem ninguém que vá conseguir me fazer ficar bem, e a igreja, Jesus me reconstrói.
Daqui para frente
Ao falar dos seus projetos para breve, Gleice compartilha que sua prioridade é ficar bem para retomar a vida. “Eu tenho alguns projetos de viagens. (risos) É uma bobagem, mas eu sonho em ir para Jericoacoara que é bem aí, e eu nunca consegui ir ainda. Mas vai dá certo”. O CCBJ está na torcida por sua recuperação e vibra para que você consiga realizar seu sonho de viajar e conhecer novos lugares que preenchem teu ser e alimentem tua força.
Mensagem de apoio às mulheres: “No dia que tiver de chorar, chore. Você não é super herói”
“Eu desejo força as mulheres e peço que contem com os amigos e familiares, isso é muito importante. No dia que tiver de chorar, chore. Você não é super herói, então se tiver de chorar, faça. Reconheça seus limites e faça o autoexame sempre!”, indica Gleice a todos e todas em prol da prevenção do câncer.
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
Quase oito anos, Francisca Sousa, de 69 anos, mora em uma casa localizada numa travessa do Granja Lisboa, um dos bairros que compreende o território do Grande Bom Jardim. As condições básicas como saneamento básico, energia elétrica ainda são precárias por lá. Em frente a um córrego, no chão batido de terra, quase ao final da travessa é localizada a casa de Dona Fransquinha, como é chamada. Lá moram ela, a filha Diva que lhe dá todo o suporte necessário aos cuidados necessários, dois cachorros: o Belo, a Pretinha, a gata Branca e um periquito que sempre chama “Fransquinha”, quando está com fome.
Quase uma década vivendo com o câncer
Na cozinha da casa, Fransquinha conta como foi essa fase, já quase completando sete décadas de vida. “Desse lado aqui, vimos uma bolha d’água, e eu pensava que era desse lado, mas o câncer estava do outro lado aqui, na mama e na axila. Ainda hoje essa bolha tá aqui”, conta ao mencionar que descobriu numa consulta de rotina no posto.
Conforme a dona de casa, o nódulo não era dolorido, não saia secreção, sendo a bolha d’água a única coisa que lhe chamou atenção para buscar o médico. Com o tempo, o bico do peito, em que se concentrava o nódulo, ficou retraído. Esses foram os “sinais” que Fransquinha percebeu junto aos médicos, antes do diagnóstico. Da consulta de rotina, no posto de saúde, até hoje, foi um percurso difícil. Com a desconfiança, Dona Fransquinha seguiu direto para os especialistas, realizou os exames específicos e recebeu o diagnóstico em agosto de 2019. Em outubro do ano passado, realizou a retirada da mama e em seguida, foi conduzida para quase 30 sessões de quimioterapia e radioterapia.
Ao saber do diagnóstico: “Foi tudo tão acelerado”
“Quando a gente recebeu o diagnóstico tudo foi acelerado, o bico do peito entrou, fiz a mamografia, biópsia, retirada da mama, tratamento. Fácil não foi! O tratamento pós cirúrgico foi muito difícil, eu desmaiei no banheiro, me sentia fraca. Fiquei carequinha, caiu tudo, mas olha aqui como está? Cresceu rápido hein e todo mechado, tem mais de um palmo de cabelo”, conta orgulhosa, tirando a fivela do cabelo e deixando os cabelos soltos”.
Ela revela que as sessões de quimio e radioterapia encerraram logo que iniciou a pandemia no Brasil, em fevereiro de 2020. “Ainda bem que deu tempo de terminar, já pensou em interromper meu tratamento no meio da pandemia?”, diz aliviada.
Que doença ‘desgramada’ é essa pois eu não sentia nada.
De fevereiro de 2020 para cá, os tratamentos continuam. As avaliações estão centradas na outra mama, onde tem a bolha d’água. No outro dia, da entrevista, Fransquinha iria fazer a biópsia da mama e iniciar as investigações. “Nesse meio tempo descobrimos um outro câncer, no fígado. Numa ressonância foi diagnosticada uma mancha e foi diagnosticado mais um nódulo no fígado. Hoje estou fazendo o tratamento em casa, com medicamentos e até agora por enquanto não será realizado nenhum tratamento mais invasivo. Eu não senti nada também no fígado, só soube através dos exames. Para controlar este câncer, eu tomo três comprimidos depois do almoço e mais três depois da janta, são seis por dia. É tudo muito silencioso. Que doença ‘desgramada’ é essa pois eu não sentia nada. Eu acordo cedo, vou aguar minhas plantinhas, lavo louças, roupas, faço comida, varro o quintal, costuro, sou muito ativa e não sentia nada”, relata.
De olho no câncer de mama: mãe e filha vencendo o câncer
A filha de Fransquinha estava ao lado dela, durante a entrevista também acrescentou sua experiência ao lado da mãe. “Eu tenho que me cuidar, já que ela tem né?! Nesse um ano eu me dedico a ela, mas agora com os tratamentos em casa, eu consegui ter tempo para cuidar de mim. Fui ao posto, peguei encaminhamento para a Maternidade Escola e estou à espera da mamografia para dezembro deste ano. Atualmente, tenho nódulos nas duas mamas, mas é benigno, mas eu tenho que ficar de olho né…todo ano, pois já tem ela com esse quadro, minha avó , a mãe dela também teve câncer no útero e foi a causa da sua morte, uma sobrinha também teve, enfim as mulheres da nossa família já tem um histórico e eu tenho que me cuidar”, complementa e alerta Diva Sousa Feitosa, filha de Fransquinha.
Mensagem de apoio às mulheres: o suporte da família é essencial
“Passou por tanta coisa na minha cabeça, foi um baque para mim e para minha família. Minha filha emagreceu de tanta preocupação, mas Jesus está comigo, tenho muita fé em Deus e eu sei que ele já deu minha cura, eu já me sinto curada. Aconselho a todas as mulheres irem ao médico, ninguém sabe o dia de amanhã, todo mundo tem que fazer os exames. Tem que se cuidar.
Façam o tratamento bem direitinho e busquem o apoio da família, como eu tive. Moro com esta filha, mas os outros moram perto, são seis no total e vários netos e um bisneto. Eles sempre vêm aqui, fazem campanhas de orações, me ajudam e me apoiam. Isso é muito importante para o tratamento dar certo. Hoje estou nas mãos do Senhor. ”, indica Fransquinha.
Novos projetos
“Durante esses meses passei a costurar na mão, além das coisas de casa. Faço colcha de cama de retalho feita na mão. Para mim e para meus familiares. Espera aí que eu vou pegar uma para você ver. Nesse tempo eu já fiz umas dez peças. É muita paciência viu, mas isso me ajuda”. Fransquinha diz que quer se curar do câncer de vez, pois tem projetos pela frente. “Quero continuar costurando, fazendo minhas coisinhas, quero arrumar minha casa, vou construir lá na frente uma sala, quarto e área. Na área, eu quero botar meu brechó, pois recebo muita doação de roupas e quero deixar exposto na frente da minha casa”, planeja Fransquinha. É isso aí, mais uma mulher de garra que vem passando pelo enfrentamento ao câncer e não deixa morrer os sonhos que habitam nela. Força na luta, você já é uma vencedora, Fransquinha.
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
Ana Maria Bezerra Barbosa tem 47 anos e mora na Granja Lisboa há 15 anos. Descobriu o câncer de mama em setembro de 2017. Agiu rápido no tratamento, fazendo a cirurgia no mês seguinte e continuou com o tratamento de radio e quimioterapia por cerca de 7 meses e hoje está curada. Ela afirma que tirou todas as suas forças da espiritualidade e fé, para acreditar na cura e continuar o tratamento, feito no Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO).
Como identificou o câncer
“Começou com um incômodo anormal, e eu achando que era só questões da menstruação, mensal, né, e deixei e fui seguindo. Aí começou a inchar, e depois começou um sangramento. Aí eu disse: “nossa, é uma coisa muito séria que tá acontecendo”. Então eu fui procurar médicos.”, conta Dona Ana Maria, ao lembrar de como foram os primeiros sintomas da doença e quando resolveu procurar tratamento. Quando foi ao médico e recebeu o diagnóstico, ela diz, com a voz embargada pelo choro, que a sensação que teve não se assemelhava a nada. Era um misto de medo e confusão.
Do diagnóstico e a luta do processo em busca da cura
O médico lhe recomendou fazer rapidamente a cirurgia, encaminhando-a para os exames pré-cirúrgicos. Depois da cirurgia, foi dado início ao tratamento restante, com quimio e radioterapia. Hoje, Dona Ana Maria está curada, bem disposta e com coragem para enfrentar os desafios da vida. “Eu venci. E quando é pra eu relatar, falar do assunto, como eu já falei pra outras pessoas eu me alegro. Aquele sentimento que eu tinha de estar perdida, hoje ele é uma alegria pela vitória alcançada. Hoje eu sou feliz em tudo, por ter vencido.”, conta.
Mensagem de apoio às mulheres
A mensagem de Dona Ana Maria para quem luta contra o câncer de mama é a seguinte: “Não é diagnóstico de morte. É uma doença que precisa de um tratamento, que precisa de luta, de ir para o combate na busca de médico, de tratamento, de se esforçar e não desistir. Existe uma real possibilidade de cura, é só persistir, ir até onde for preciso ir.”
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
“Câncer não pega em ninguém. Não precisa ter vergonha”
“Eu vou contar minha história para você contar a tantas outras”. É com disposição em falar que venceu o câncer e com o astral lá em cima, que Teresa Maria de Souza de 72 anos, com mais de 20 sendo moradora do Grande Bom Jardim, Siqueira relata sua história de luta contra o câncer.
Com sorriso no rosto e muito bom humor ela fala que em 2010, numa consulta de rotina, para receber a alta do câncer o médico perguntou como ela estava e disparada ela respondeu: “Vou bem, mas aqui só tem a amostra grátis doutor”, se referindo à mama retirada.
Dois cachorros de grande porte recepcionam a equipe CCBJ.“Pode entrar, a pretinha e este outro aí são mansos”. Fala Terezinha, dando boas vindas a equipe CCBJ, e justificando a presença dos integrantes da casa. Pretinha é sua companheira, além da filha e neta, que moram na casa e mais o outro cachorro da filha, que Terezinha nem lembrava mais o nome. “ É um nome estranho, sei nem falar”, diz ela com bom humor. Além dos dois cachorros que participaram da entrevista conosco, sentados na sala, tinha também um gato deitado na cadeira. Foi assim, na sala da sua casa, na companhia dos animais, entre alguns porta-retratos com lembranças dos filhos, uma TV grande, um sofá e uma rede que Teresinha abre seu coração e compartilha sua jornada de enfrentamento ao câncer de mama.
Como descobriu o câncer
“O bico do peito estava entrando e pensei logo, que arrumação é essa? E começou a sair uma secreção com mau cheiro, mas nada era dolorido. ”, relata Tereza ao falar lembrar de como descobriu o câncer, em 2010. Segundo ela, os primeiros médicos não chegaram ao diagnóstico do câncer. “Eu me toquei logo, esse é irmão desse. Isso é negócio de câncer. Depois de tentar de novo com outro médico, eu já recebi o resultado”.
Em dois meses, após o diagnóstico, consultas, ultrassom mamária, mamografia, ela conseguiu operar, onde foi retirada uma mama. Quando descobriu em seguida, foi à luta “Eu não reneguei o câncer, ele não pega em ninguém, então pronto não tive vergonha. Eu aceitei e fiz todos os procedimentos e hoje venci, mas não tem como não ficar nervosa”.
Após isso seguiu com oito sessões de quimioterapia e mais 25 de radioterapia e três anos tomando coquetel de remédios, fora as consultas e exames de rotina. Teresinha conta que foi um período muito difícil da sua vida e é preciso ter disposição e disciplina para cumprir a jornada de ações preventivas e combate ao câncer.
“Hoje estou curada há dez anos”, fala Terezinha com sorriso no rosto e dizendo que nunca teve vergonha da sua condição. Descobriu, enfrentou e hoje comemora sua cura, contudo está na fila de espera do posto para fazer um último exame e receber a alta de vez do médico. “Estou acompanhando a fila de espera para fazer o exame e hoje eu não fumo e nem bebo mais”. O médico tinha atribuído o hábito de fumar como fator preponderante ao câncer.
As lutas diárias
Atualmente, Teresinha tem outra missão além do câncer, é a busca do seu filho que saiu de casa alguns anos e sempre que alguém lhe avisa que viu ele em algum canto, ela vai conferir. “Eu só vivo agora procurando meu filho perdido, taí já fui de novo e nada”, contextualiza. Naquele dia da entrevista, a rede estava armada na sala ao chegarmos, pois Terezinha revelou que chegou cansada de mais uma tentativa em busca de seu filho, após uma pista. Porém sem sucesso. E assim segue a vida de Tereza superando a cada dia os desafios da vida.
Mensagem de apoio às mulheres
“Mulheres têm que se cuidar, se apalpar, e correr logo para o médico e ter mais de uma comprovação. O meu primeiro não viu o câncer, eu insisti e no segundo eu achei o bicho e tirei ele. Vá logo fazer seus exames de rotina, o câncer cresce rápido e eu hoje vivo bem”, mensagem de Teresinha para todos e todas que acompanham este conteúdo.
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.
Essa foi a expressão verbalizada por Maria José Alves Santos, de 87 anos e há 26, reside no Grande Bom Jardim, no Siqueira. Em seu entorno, na sala da sua casa muitas imagens católicas e, visivelmente, uma devota Mariana. Mazé como gosta de ser chamada, já inicia sua fala com muita emoção. Durante a contextualização sobre a proposta da campanha (propagar as narrativas das mulheres do território, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos)
Ao ser informada que parte da sua trajetória é inspiração para tantas outras mulheres, Mazé chora e dá uma pausa, falando espaçadamente, entre um choro e uma lembrança. “Em 2014, quando estava fazendo 81 anos, eu estava entrando numa mesa de cirurgia da mama, para retirar um nódulo que tinha virado um câncer. Foi retirada a mama toda. Eu estava nas mãos de Deus e daquele médico, com dois anos apareceu nódulos na axila e mais recente apareceu outro aqui”. Sua fala resumiu os três encontros que Mazé teve e tem com o câncer.
Aos 80 anos descobriu o desafio de conviver com o câncer de mama. Em 2012, por meio de exame de toque no banho (que sempre realizava, por ter tido experiência profissional em saúde, Mazé fazia o autoexame com frequência). A questão é que de 2012 para 2013 ela silenciou o fato de ter achado um caroço em sua mama. Nesse tempo passa tudo, falta de tempo, coragem para enfrentar, são tantas circunstâncias que motivam ou não, ao enfrentamento da doença. Mas fica aqui o alerta quanto a importância de realizar a prevenção por meio do autoexame é também a importância de dar o primeiro passo após o suposto diagnóstico.
Somente em 2013, em uma consulta de rotina tratando da diabetes, ela confessou ao médico que lhe atendeu que tinha identificado um ano atrás um nódulo no peito. Começou uma série de exames e, realmente, foi diagnosticado.
Como chegou a notícia:
“Sempre eu fiz o exame de toque, e um dia eu senti um caroço, e fiquei quieta. hoje eu sei que ninguém guarda doença. Mesmo tendo trabalhado na saúde, passei mais de 22 anos em centro cirúrgico, de tanto ver as coisas, quando foi comigo eu calei. No dia 31 de julho de 2014, eu senti. Vix maria o que será hein? Fiquei um ano com isso”, relata como foi o momento da descoberta do câncer.
Quando recebeu o diagnóstico das mãos da médica que lhe atendia, foi aquela tensão. “ Ela olhava para o papel e olhava para mim, e eu disse diga, que eu estou aqui para escutar. Mazé confessa que deu uma vontade de chorar, mas fincou o pé no chão e seguiu com fé que seria curada “Seja feita tua vontade”, disse ela olhando para cima.
O reencontro com o câncer em 2016
Em 2014 retira a mama, continua os tratamentos pós operatório e em 2016 descobre mais um nódulo no braço, próximo à mama, que resiste até hoje, lhe causando dores e preocupação. Depois de muitas consultas, exames e tratamentos invasivos, Mazé consegue uma data para a cirurgia para fevereiro deste ano. Com a pandemia, tudo retrocedeu. Segundo ela, os exames pré-operatórios não foram possíveis de ser realizados e a operação foi adiada. Ao lhe perguntar como está sua condição atual, Mazé responde que vive com poucos recursos e não tem como pagar um carro para ir começar fazer as consultas e exames e mais uma vez vem adiando os cuidados necessários e a retomada dos planos para cirurgia que já estava pré-agendada, pouco tempo assim que começou a pandemia no Brasil. “É muito difícil eu não tenho como ir ficar indo toda hora de ônibus para as consultas e não tenho dinheiro para pagar um transporte que varia em média R$ 50,00. Antes não doía nada, agora com o passar do tempo dói as costas”.
Como era sua vida antes do câncer
Mazé tinha uma vida agitada profissionalmente e ao exercer a função de atendente de enfermagem, repleta de hábitos não saudáveis. Ela na lucidez dos seus quase 90 anos, considera também essas razões um estímulo a chegada do câncer. reforçar que sua rotina frenética, nos hospitais por onde passou, repletas de plantões, noites mal dormidas, refeições fora de hora, nunca praticava atividade física.
Mensagem de apoio às mulheres: “Não silenciem!”
A mensagem da Mazé, em apoio às mulheres que recebem o diagnóstico de câncer é: “Se apegar a Deus, e no meu caso à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e até agora venho vencendo. Digo a todas que tenham coragem e não silenciem, ao perceber um caroço qualquer, vá em busca de saber o que é. Eu peço a Deus todos os dias que não quero morrer de câncer, é uma dor que não passa. Eu venci dois, quero vencer mais este”, intenciona Mazé, ainda emocionada.
“Se toca!”
É uma campanha de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (SECULT), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem por objetivo propagar as narrativas das mulheres do território do Grande Bom Jardim, com diagnóstico de câncer de mama e alertar tantas outras mulheres, quanto aos cuidados em preventivos, por meio de suas histórias de vida.