A segunda turma do Curso Técnico de Dança (CTD) da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA/CCBJ) realizou, no dia 18 de março de 2023, uma aula em campo na Escola Indígena Maria Venância Tremembé, localizada na cidade de Itarema, no Ceará.
A visita aos povos Tremembés de Almofala foi realizada no componente curricular do curso chamado Dança e Ancestralidades II, ministrado pela professora Circe Macena, em parceria com Lourdes Macena. As professoras do módulo, a coordenadora do Programa de Dança e os estudantes foram recebidos pelo cacique João Venâncio.
Silvana Marques, a coordenadora do Programa de Dança do CCBJ, considera que a aula favoreceu para estabelecer maior proximidade com a cultura indígena, proporcionando “reflexão aos discentes sobre seus modos de fazer, suas danças e sua formação enquanto artistas”. Da experiência, ela destaca a importância da troca de saberes para o processo formativo.
A sabedoria do cacique que recebeu a turma do CTD é uma das razões que leva Silvana Marques a definir o momento como o mais especial de todo o módulo. E, de acordo com a coordenadora, os alunos concordam com sua colocação. “O módulo pôde trazer reflexões mais práticas que se aproximam da vida e luta de cada um deles [alunos], sendo assim mais proveitoso”, conta.
A fala é de Camomila Costa, graduanda de Dança e aluna do CTD da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). A estudante ressalta o valor do encontro para sua vida profissional e estudantil.
Conforme a ementa da disciplina, Dança e Ancestralidades II se lança sobre o “ensino de danças indígenas a partir do estudo prático-teórico das matrizes culturais dos povos indígenas brasileiros, trazendo abordagens sobre as corpografias nas danças dos povos indígenas, seus rituais, símbolos, amuletos, instrumentos musicais, ritmos e adornos, dentro e fora do contexto religioso.”
Com base nas declarações, o intuito de provocar aproximação do estudo mais identitário e um contato com a sabedoria ancestral indígena parece ter sido cumprido com êxito no módulo cujo eixo temático é designado como “Dança, cultura e sociedade”. Este eixo é orientado pelas dimensões histórica e política e valoriza a relação com a ancestralidade e a afirmação da identidade cultural.
Veja mais sobre a aula em campo: Visita à Escola Índigena Maria Venância Tremembé
O Rolê Freireano é um evento anual, realizado pelo Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), por meio do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) em parceria com a Coordenação de Cidadania Cultural do Instituto Dragão do Mar e a rede de equipamentos culturais geridos por ele. O evento tem o objetivo de celebrar a vida e a obra de Paulo Freire, a partir de ações descentralizadas para o acesso a políticas culturais pela/com/para a população do Grande Bom Jardim (GBJ).
A programação do Rolê Freireano vem possibilitar o fortalecimento da cidadania cultural através da leitura de mundo e práticas sociais voltadas ao desenvolvimento da autonomia e liberdade, que nos coloca como seres sociais em constante construção e transformação na relação dialógica, assim como acredita a metodologia freireana. Em 2023, para fortalecer a diretriz da cidadania cultural, o Rolê acontece em parte da rede de equipamentos culturais da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult Ce) – Centro Cultural Bom Jardim, Cine São Luiz, Complexo Gastronômico da Sabiaguaba com percursos em outras periferias, como também Poço da Draga e Moura Brasil, e no território do Grande Bom Jardim, como comunidades dos bairros Canindezinho, Bom Jardim e Granja Lisboa, entendendo a importância da educação social para a promoção e garantia dos direitos nas ações de cidadania, diversidade e acessibilidade, ao compartilhar experiências e metodologias na interseção com a cultura e a arte.
Programação
Terça-feira, dia 19:
Vivência em Teatro do Oprimido | Às 13h30, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ ( Inscrições no link: https://bit.ly/RoleVivenciaTeatroOprimido)
Quiz sobre Paulo Freire | Às 18h00, no Cineclube do CCBJ.
Quarta-feira, dia 20:
Rolê na Comunidade – Marrocos | Às 14h00.
Rolê nas comunidades Poço da Draga e Moura Brasil | Às 09h00.
Ação sociocultural na Praça do Ferreira | Às 16h00.
Vivência e método freiriano por valores civilizatórios | Às 09h00, no CCBJ.
Navegando em Letrinhas – Ester conhece Paulo Freire | Às 18h00 no CCBJ.
Quinta-feira, dia 21:
Rolê no Canindezinho | Às 14h00, no Centro Cultural Canindezinho.
Sexta-feira, dia 22:
Rolê na Granja Lisboa | Às 14h00, no Projeto Lamparina Missões.
Não posso ser, se outres não são | Às 17h00, no CCBJ.
Sábado, dia 23:
Sarau Esperançar | Às 18h00, no CCBJ.
Roda de leituras e partilha de histórias | Às 10h00, no CCBJ.
Labirinto de Paulo Freire | Às 14h00, no CCBJ.
Produção de quadros e diálogo sobre a Educação Social | Às 16h00, no CCBJ.
Danças “serpentinianas” para percepção de si e outros | Às 15h00, no CCBJ.
Vivência em Educação Musical | Às 16h00, no CCBJ.
“Quando a gente pensa uma pedagogia das encruzilhadas, ela tem menos um desejo de efetividade metodológica e mais uma esperança de responsabilidade com as nossas ações”. A fala é do pedagogo Luiz Rufino, que foi recebido no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) – equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) – por meio da sua Escola de Cultura e Artes (ECA).
Rufino juntou-se, no dia 29 de agosto, à mesa composta por Kelly Enne Saldanha, a coordenadora do Programa de Teatro da Escola de Cultura e Artes (ECA) do CCBJ que mediou o evento, e pela mestra da cultura do estado do Ceará Carla Mara, para falar sobre a pedagogia das encruzilhadas, seu objeto de pesquisa e filosofia de ensino aplicada na ECA.
Com a presença dos mestres da cultura Lula, do grupo Zumbi de Capoeira, e Pai Neto Tranca Rua, além da mestra Carla, foi formada uma roda de boas vindas a Luiz Rufino na Praça Central do CCBJ. Além dos mestres da cultura do Grande Bom Jardim, professores e coordenadores da Escola marcaram presença e participação na roda, contando com instrumentos de capoeira e manifestações de religiões de matriz africana.
Esse momento inicial foi definido por Rufino como uma festa; uma oferenda a Exu, entidade que norteia a pedagogia das encruzilhadas. Nessa perspectiva, o pesquisador define a escola tradicional como espaço de reafirmação colonial, enquanto a pedagogia das encruzilhadas vai na contramão dessa lógica eurocêntrica.
“Se a gente acha que, por exemplo, barulho é um problema, pega um tambor e vamo tocar!”
Rufino, nesse sentido, referenciou a ECA do CCBJ como uma iniciativa potencial de trabalhar na contrapartida do papel colonizador que, segundo o pesquisador, as escolas têm cumprido. “Talvez uma “escola de cultura e arte”, com uma inspiração do arrebate de Exu, tem mais que fazer com que isso que vem dando certo comece a dar errado, comece a incorporar uma espécie de capoeiragem”.
Ao finalizar a fala de Rufino, Kelly Saldanha apontou a importância da periferia enquanto espaço de produção e destacou o momento em que o pesquisador falou sobre o estado constante de disputar vidas. O evento se seguiu com as contribuições das pessoas presentes na partilha de Luiz Rufino no CCBJ.
A vinda de Rufino ao Ceará ocorreu por meio do Centro Cultural Bom Jardim e do Porto Iracema das Artes. O avô de santo Pai Neto Tranca Rua pontua a importância do evento do CCBJ por “sair do terreiro e levar para as comunidades”, ampliando as práticas dos povos de terreiro para outros espaços.
O que é a pedagogia das encruzilhadas?
Segundo o próprio Luiz Rufino, autor do livro “Pedagogia das Encruzilhadas” (2019), o projeto pensa Exu como educação, trazendo a simbologia poética e política do orixá para pensar questões relacionadas aos campos da ética, das aprendizagens e da cultura.
Além disso, o método se lança sobre a crítica da herança colonial que afeta a educação. Sobre isso, o autor afirma que o modelo dominante resultado do processo colonial faz com que a educação “ao invés de ser um processo de liberdade, seja uma experiência profundamente castradora da criatividade e da capacidade humana no que tange às invenções e criações todas”.
Joaquim Araújo, gerente da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, define a pedagogia das encruzilhadas como uma “elaboração ancestral a partir das experiências religiosas dos terreiros de umbanda e do candomblé especificamente, através da entidade ou do orixá Exu”. Essa elaboração, feita por Rufino, é considerada por Joaquim uma forma de desconstrução da demonização de Exu.
A reflexão do profissional do CCBJ encontra reforço quando Luiz Rufino, no início de sua exposição, contou dos percalços na defesa de sua tese de doutorado acerca da pedagogia desenvolvida pelo autor, provocada pela resistência e dificuldade de compreensão da cultura dos povos de terreiro.
“Ele [Exu] está em tudo. [...] Se ele tá em tudo, ele participa de tudo, ele é o fundamento do conhecimento. Sendo um fundamento do conhecimento, ele é um fundamento da linguagem. Sendo um fundamento da linguagem, ele é um fundamento da política, ele é um fundamento da ética. Sendo um fundamento da política, um fundamento da ética, ele é um fundamento da educação.”
Conforme Rufino, “Exu é um princípio vivo” e, por isso, ele mesmo seria autor da própria teoria, não o objeto da pesquisa. Quando questionado pela professora da banca examinadora de sua tese acerca do seu objetivo em relação a Exu na educação, ele afirma que, tempos depois, descobriu o que queria: uma escola de samba.
“Quando eu entro aqui hoje, eu descubro que é uma escola que faz um grande carnaval e, talvez, eu acho que esse seja o grande mote. Eu acho que, talvez, o CCBJ esteja respondendo de forma mais potente à própria educação com Exu do que o que eu tenho feito no âmbito da pesquisa”, aponta o escritor.
A pedagogia das encruzilhadas no Centro Cultural Bom Jardim
“A equipe [da ECA] desenvolve sete encruzilhadas durante a semana inteira, que são encontros entre programas, entre alunos, entre professores e a própria equipe”, conta Joaquim Araújo. A partir das trocas de saberes, se constroem o que ele chama de encruzas entre os aprendizados.
Ao lado de Paulo Freire, Ana Mae Barbosa, Djanira e Conceição Evaristo, Luiz Rufino, com a pedagogia das encruzilhadas, é uma referência na construção da abordagem aplicada no CCBJ por meio da sua Escola de Cultura e Artes, que promove educação popular em diversas linguagens da cultura.
Cada processo formativo da ECA tem seu referencial na rua. Kelly explica que a metodologia da Escola é dividida em quatro eixos. Os cursos básicos seriam a calçada, onde o processo de formação é inicial; da calçada não se tem acesso a tudo e, embora já se tenha contato com o outro e algum nível de expansão da realidade, este ainda é mínimo.
Já os ateliês representam a esquina; a encruzilhada. Da esquina, já se tem maior campo de visão: é possível visualizar as ruas, a própria esquina e a calçada, ainda que não se tenha chegado nessas. Nos ateliês, é possível flertar com todos os caminhos possíveis de uma linguagem.
Os cursos técnicos e extensivos, por sua vez, são, nesta analogia, a rua. Na rua, já se tem mais liberdade e acesso. Os técnicos e extensivos aprofundam os conhecimentos dos ateliês.
Os laboratórios de pesquisa, por fim, contemplam a esquina, a calçada, as ruas e seus atravessamentos. Os laboratórios trazem as perspectivas dos ateliês e aprofundam os cursos básicos e técnicos/extensivos, promovendo imersão e possibilidades diversas. “A gente veio de uma estrada, pode ir pra outra; a gente pode fazer muita coisa nos laboratórios de pesquisa”, declarou Kelly.
A construção apresentada por Kelly antes da mesa é uma adaptação da pedagogia das encruzilhadas, isto é, a Escola de Cultura e Artes desenvolveu a própria metodologia com base neste e em outros estudos.
A rua é pensada por Rufino a partir das oferendas a Exu dispostas nas esquinas. Essas oferendas são consideradas pelo autor como manifestações de um processo de resistência ao modelo social dominante herdado do processo de colonização.
“Aqui no CCBJ foi uma alegria encontrar uma turma bastante animada e que de certa forma já encarna a pedagogia das encruzilhadas no seu fazer, no seu cotidiano a partir das experiências locais”, observa Luiz Rufino. Com essa fala, o pesquisador reconhece o exercício prático da teoria aplicado com louvor na ECA do CCBJ.
Até o dia 15 de setembro, o CCBJ entra no circuito da feira de negócios como mobilizador de inscrições para perfis empreendedores do Grande Bom Jardim. As inscrições para o cadastro de negócios são online e gratuitas.
Ao firmar parceria com a Expo Favela Innovation, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult Ceará) gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), reafirma sua função social de impulsionar a periferia e difundir cultura com e para o público do território do Grande Bom Jardim. O CCBJ chega para potencializar a divulgação do cadastro de negócios para quem tem interesse em participar da feira de negócios em Fortaleza, tendo chance de ser selecionado para a Expo Favela Innovation nacional, que ocorrerá em dezembro na cidade de São Paulo.
As inscrições para o cadastro de negócios estão abertas, sendo este o primeiro passo para participar do processo seletivo. Os projetos aprovados pela curadoria da Expo Favela participarão da feira de negócios em seu estado, podendo ser convidados para a Expo Favela Innovation nacional, em São Paulo, no mês de dezembro.
O evento se propõe a ser uma vitrine para as iniciativas nascidas nas favelas, promovendo o contato desses negócios com potenciais investidores e a oportunidade de expô-los ao público, com direito a mentoria pré-evento e convite de formação empreendedora posteriormente.
“O objetivo é dar visibilidade para estas iniciativas e, assim, promover um palco para este encontro com investidores que possam acelerar estes empreendimentos e gerar negócios, a partir das oportunidades que nascerão nos eventos”, resume o site da Expo Favela sobre o propósito da iniciativa, que abrange iniciativas no âmbito da cultura, moda, games, gastronomia, literatura e diversas linguagens.
SOBRE A EXPO FAVELA INNOVATION
A Expo Favela Innovation é uma feira de negócios voltada para os empreendimentos de periferia. Em 2023, o projeto contemplará todo o território nacional com edições estaduais. Além da feira, o evento conta com palestras, workshops, shows, mentorias, cursos, debates, desfiles, entre outras iniciativas de moradores de periferia.
A edição do evento no Ceará acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, no Centro de Eventos, com a presença de Kondzilla, MV Bill, Nick Sol, Dexter, Pedro Bial, Regina Casé e outros artistas e comunicadores conhecidos. A ExpoFavela Ceará se apresenta como uma oportunidade às iniciativas de territórios como o Grande Bom Jardim.
Para cadastrar o seu empreendimento na Expo Favela Ceará, acesse: https://bit.ly/InscricaoExpofavelaCeara2023
PORQUE PARTICIPAR COMO EMPREENDEDOR?
- Mentoria de negócios pré-evento
- Relacionamento com investidores durante o evento
- Oportunidade de expor suas ideias ou negócio já consolidado para o público
- Concorrer a ser Top 10 no seu estado e ser convidado para a Expo Favela Innovation Brasil em dezembro
- Convite para uma jornada de formação empreendedora pós Expo Favela Innovation.
SERVIÇO
Inscrições até 15 de setembro
Link para cadastro: https://bit.ly/InscricaoExpofavelaCeara2023
Evento dias 27 e 28/10
Local: Centro de Eventos do Ceará
Gratuito
Classificação: Livre
A primeira semana do mês de setembro no CCBJ, marcada pelo início da campanha Setembro Amarelo, foi movimentada por exposição artística e programações voltadas às crianças.
Já na segunda-feira tivemos a exibição do curta-metragem Gatu, encerrando o Curso Básico de Introdução ao Cinema de Animação,tivemos a exibição do curta-metragem Gatu e da instalação do material que foi trabalhado e produzido em sala de aula para a animação.
O programa Galeria CCBJ trouxe a exposição fotográfica “Periferia Presente”, do coletivo Imagem Território, na noite do dia 06, quarta-feira. A exposição será exibida até o dia 28 e tem como tema a fotografia de rua e a fotografia documental contemporânea sendo direcionada para artistas dissidentes, negres e periféricos, com curadoria e expografia do artista e curador Jauhf, que também participa da exposição.
No dia seguinte, o Quiz: Me conheça! animou a criançada frequentadora do equipamento e, no sábado, dia 09, teve programação dobrada com os programas É O Brinca! e Cine NArTE. O primeiro, com o tema “a criança, o esporte e o lazer”, movimentou as crianças com jogos esportivos, enquanto o segundo programa exibiu o filme “Alice Júnior”, levantando discussões importantes para a sociedade.
O Instituto Dragão do Mar está com seleção aberta para atuação no Centro Cultural Bom Jardim para os cargos de Bibliotecário(a) e Eletricista, sob o regime celetista e formação de cadastro de reserva.
INSCRIÇÕES
Presencial: de 11 a 15 de setembro e de 18 a 20 de setembro de 2023.
Online (via Mapa Cultural): de 11 a 20 de setembro de 2023.
Para se inscrever presencialmente, o candidato deverá se dirigir à recepção, próximo ao Planetário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, situado à Rua Dragão do Mar, no 81, Praia de Iracema, de segunda a sexta-feira, no horário de 9h às 12h e de 14h às 17h.
Inscreva-se e confira o edital completo no site do Instituto Dragão do Mar.
Dúvidas: fernanda.alcantara@idm.org.br.
A fim de refletir sobre a importância da vida, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), realiza de 12 a 26 de setembro, a campanha Setembro Amarelo, com o lema “Se precisar, peça ajuda!”.
A campanha, existente desde 2015, ocorre em alusão ao dia 10 deste mês, considerado, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. O CCBJ, entretanto, atua no eixo da atenção psicossocial durante todo o ano, por meio do seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE).
Conforme Krisley Delfino, psicóloga do NArTE, o setor atua no enfrentamento das violações dos direitos humanos no território do Grande Bom Jardim. Através de parceria com o projeto de extensão Escutas Sensíveis, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Núcleo de Articulação Técnica Especializada oferece atendimento psicossocial às pessoas que estudam na Escola de Cultura e Artes do CCBJ e em instituições parceiras, bem como abrange uma demanda espontânea.
Embora não ofereça atendimento clínico psicológico, o NArTE realiza escutas solidárias àqueles que solicitam o atendimento e, em casos de violação de direitos humanos, o solicitante é encaminhado para a Rede de Garantia de Direitos.
“Para além destas escutas a Psicologia Comunitária e o Escutas Sensíveis atuam também nas escolas que compõem o Fórum de Escolas do Grande Bom Jardim ofertando tanto acolhimentos, como círculos de diálogo voltados ao campo da saúde mental, atualmente estamos realizando círculos de diálogo com o público infantil, adolescente e jovem no CCBJ”, complementa Krisley Delfino.
A atual monitora da Web Rádio do Centro Cultural Bom Jardim e frequentadora do equipamento, Isabela Souza, foi uma das pessoas beneficiadas pelo serviço do NArTE voltado à saúde mental. À época, ela era aluna de Cultura Digital, um dos programas da Escola de Cultura e Artes (ECA) do equipamento, quando recorreu ao CCBJ para receber algum tipo de suporte à sua saúde mental.
Assim como Isabela, Edu Bruno passou pela experiência de receber atendimento através do NArTE quando estava passando por um momento delicado da vida. Ele também era aluno da ECA no período e, embora não soubesse que poderia encontrar esse tipo de serviço no CCBJ, procurou a coordenadora do Programa de Audiovisual, Rúbia Mércia, para pedir suporte.
Diagnosticado com depressão crônica, Edu Bruno percebe quando precisa se voltar à sua saúde mental com mais atenção. Quando buscou ajuda pelo CCBJ, ele relata que estava se sentindo emocionalmente sobrecarregado e, com as sessões, descobriu um TDAH (Transtorno de Desvio de Atenção com Hiperatividade) que não havia sido diagnosticado.
Já no caso de Isabela, a psicóloga que lhe acompanhava havia entrado de férias. Então, a jovem encontrou assistência psicológica nas oito sessões realizadas, por meio do NArTE, com uma estagiária de Psicologia da UFC, devido às consequências de questões psicológicas implicadas no seu estudo. Ela conta um pouco sobre o resultado que sentiu após o processo:
A psicóloga comunitária Krisley Delfino observa que “com a realização das escutas individuais e dos grupos, pode-se perceber o impacto em que estes indivíduos passam a compreender melhor sua realidade e libertam-se dos condicionantes em que a estrutura social nos impõe”.
“Assim como o empoderamento destas pessoas, em que se tornam agentes de transformação, na realização dos grupos, nota-se um aumento de autonomia e protagonismo que cada um vem desenvolvendo”, finaliza a psicóloga, reforçando os depoimentos dos frequentadores do equipamento e a importância do serviço para a comunidade.
Programação da campanha Setembro Amarelo no CCBJ:
Dia 12/09
| Hora | Nome da atividade | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | Local |
| 13:30 | Evento de abertura | Rodas de conversação sobre a Rede de Atenção Psicossocial e oficinas. | Bia DoteCaps Infantil Caps Geral Caps AD Movimento de Saúde Mental | Aberto | Livre | Biblioteca Cristina Poeta |
| 17:00 | Construindo Futuros; Maquinando Existências | Momento de conversação e produção de narrativas. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino e Projeto Escutas Sensíveis; | 15 | 13 a 17 anos | Sala de Multiuso |
Dia 14/09
| Hora | Nome da atividade | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | Local |
| 14:00 | Cine Debate – Filme: Elementos. | Diálogo sobre respeito às diferenças e como lidar com as emoções. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino | 15 | 07 a 12 anos | Cine clube |
Dia 14/ 09
| Hora | Nome da atividade | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | Local |
| 18:00 | Cine Debate – Filme: Elementos. | Diálogo sobre respeito às diferenças e como lidar com as emoções. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino | 15 | 13 a 17 anos | Biblioteca |
Dia 15/ 09
| Hora | Nome da atividade | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | Local |
| 10:30 | Vamos construir? | Construção de um mural com bilhetes coletivo, com intuito de ofertar mensagens de acolhimento. | Psicóloga comunitária | 10 | 07 a 11 anos | Sala Multiuso |
Dia 19/ 09
| Hora | O quê | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | local |
| 10:00 | Vidinha de Modelar | Conversação e produção artística com massinha de modelar | Psicóloga comunitária Krisley Delfino e Projeto Escutas Sensíveis; | 10 | 7 a 11 anos | Cine Clube |
Dia 20/ 09
| Hora | O quê | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | local |
| 18:00 | Redes sociais e nossa saúde mental. | Diálogo sobre a influência das redes sociais no adoecimento psíquico nos dias atuais. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino | 15 | 12 a 17 anos | Biblioteca |
Dia 26/ 09
| Hora | O quê | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | local |
| 08:00 às 09:30 | Construindo Futuros; Maquinando Existências | Momento de conversação e produção de narrativas. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino e Projeto Escutas Sensíveis; | – | 13 a 17 anos | EEFM Paulo Elpídio |
| Hora | O quê | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | local |
| 10:00 às 11:00 | Construindo Futuros; Maquinando Existências | Momento de conversação e produção de narrativas. | Psicóloga comunitária Krisley Delfino e Projeto Escutas Sensíveis; | – | 13 a 17 anos | EEFM Paulo Elpídio |
| Hora | O quê | Descrição da atividade | Quem | Vagas | Idade | local |
| 16:00 | O cuidado compartilhado para nossa saúde mental | Momento de diálogo, troca de saberes e fortalecimento de vínculos na comunidade, potencializando o autocuidado e autonomia dos participantes. | Psicossocial | 20 | 30 + | Comunidade São Francisco |
No Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), a última semana do mês de agosto foi marcada pelas apresentações artísticas que compuseram programas fixos do equipamento, seja por meio do seus Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), Ação Cultural ou Biblioteca Cristina Poeta.
O encontro do Café com as Artesãs aconteceu, dia 30/08, no espaço holístico da massoterapeuta Mariana Freitas. Além de fortalecer essa rede, ampliar os contatos e afetos, em torno de um bom café, foi um momento de alinhamento para planejamento do próximo evento Cafeira.
Compondo a programação do Jardim de Possibilidades, no último dia do mês, Rayssa Pessôa apresentou a performance “O Mar Sustenta”, mostrando a importância de preservar o Rio e o Mar. O setor Ação Cultural, promoveu mais espetáculos por meio dos programas Sexta com Dança, Solicitação de Pauta e Todos os Sons.
O Programa Sexta com Dança, exibiu, no dia 01/09, o espetáculos É Sal ou Cena?, de Um Artista Periférico. Ainda no clima de espetáculos, no programa Todos os Sons, o Samba da Mica apresentou as mais diversas variações do samba, como o samba de terreiro, samba de roda.
Encerrando a programação da semana, o Workshop Dancehall do Coletivo Riddims Collabs, participou por meio do programa Solicitação de Pauta.
Em alusão ao Dia Internacional da Juventude, comemorado no dia 12 de agosto, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) realizou, pela primeira vez, o festival cultural JUV Perifa. Contando com atrações e atividades artísticas, o evento movimentou a economia local com uma programação gratuita pensada para a juventude da periferia.
O evento ocorreu por meio do NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada – com programação cultural diversa nos espaços do CCBJ. Na praça central, ocorreram apresentações de dança, pelos jovens que frequentam o equipamento, e de circo com a companhia Circulart, além do show de Nick Sol.
A grade de programação do evento também contou com atividades na Biblioteca Cristina Poeta, nos espaços Rafael Agostino, NArTE e Alternativo do CCBJ. O jogo do Estatuto do Adolescente, promovendo conhecimento de maneira descontraída, aconteceu na biblioteca do CCBJ e foi batizado como “Tá Interade?”.
A atividade designada ao Espaço Rafael Agostino foi a “Vivências em Artes Visuais”, uma oficina de criação de miniaturas inspiradas na arquitetura de casas da periferia de Fortaleza. Já no Espaço NArTE, ocorreu a “Barraca de Redução de Danos” e a “Batalha de Danças Periféricas”, unindo diversão e informação para a juventude, incentivando sua participação.
A finalização do evento ficou por conta da cantora Nick Sol, com o projeto ‘Sol Para Todxs’. Além da cantora, o palco foi preenchido pela presença de um DJ e três dançarinos, que fizeram um show com hits do funk, do pop e de outros ritmos, mesclando também canções autorais. Além das atrações culturais, o festival recebeu feirantes para venda de roupas, comidas e acessórios.
Marcos Levi, gestor do CCBJ, ressaltou a importância da presença dos jovens no evento e destacou a necessidade de ocupação da juventude no equipamento, fazendo votos para que o Centro Cultural Bom Jardim seja gerido por esses jovens no futuro.
Adelita Monteiro, representante da Secretaria da Juventude do Ceará, marcou presença no evento e parabenizou o CCBJ pela trajetória de suporte aos “jovens que mais precisam”. A secretária ressaltou o direito à cultura, à arte e ao lazer em sua fala acerca da importância do JUV Perifa.
O NArTE é o setor do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), que atua no fortalecimento dos Direitos Humanos a partir da arte educação e da promoção da cultura, que se manifesta em ações como o JUV Perifa.
Veja as imagens de cobertura do evento, no link a seguir. O CCBJ informa que o link é temporário, por isso baixem os registros o mais breve possível e, ao divulgar, por gentileza indicar os créditos das fotos com: Acervo CCBJ, fotos por Flávia Almeida e Mar Pereira.
Monalisa Oliveira tem 18 anos e é monitora do Curso de Longa Duração em Dança da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). Além disso, é dançarina, coreógrafa e fundadora do FEMS Dance, um grupo de dança composto por crianças da comunidade que ensaiam diariamente na Praça Central do CCBJ, coreografando e organizando apresentações de dança a serem realizadas no equipamento e em escolas do Grande Bom Jardim.
O grupo surgiu a partir de uma apresentação realizada na Mostra das Artes de 2019, quando Monalisa sentiu o impulso de continuar trabalhando e se divertindo com suas amigas, coreografando as músicas do mundo pop que amam e mostrando à comunidade o resultado do trabalho de meses de ensaios. FEMS, o nome do grupo, é composto pela inicial de cada uma das fundadoras: Fernanda, Emily, Monalisa e Sofia. O quarteto expandiu suas fronteiras e hoje, o grupo FEMS Dance conta com mais de 15 integrantes.
“Meu sonho sempre foi entrar no grupo FEMS”, conta Geovana Nayra, uma das integrantes atuais do grupo, que se apaixonou pela dança assistindo aos ensaios liderados por Monalisa, que acontecem quase que diariamente na Praça Central do Centro Cultural Bom Jardim. Geovana diz que o desejo de entrar no grupo veio da vontade de melhorar suas técnicas de dança. “Eu me apeguei muito a elas. O FEMS virou uma parte da minha vida e eu não sei o que eu faria sem elas”, conta Joana Beatriz, outra integrante do grupo.
Monalisa diz que já perdeu a conta de quantas apresentações o grupo já realizou. Desde os eventos promovidos pelo Centro Cultural Bom Jardim até o projeto do grupo de se apresentar em escolas do Grande Bom Jardim, a fundadora do FEMS Dance que antes nem sonhava em criar um grupo de dança, hoje enfrenta os desafios e colhe os frutos de ser coreógrafa, coordenadora e diretora de 15 dançarinos. “A gente não é reconhecido do jeito que a gente merece. A comunidade diz ‘a Monalisa é muito nova pra ter um grupo só de dança’. Eu acho que isso é a parte mais complicada pra gente”, conta.
No dia 26 de agosto, o grupo encerrou o ciclo de 2023 com uma apresentação lotada no Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A partir de agora, Monalisa começa os ensaios e preparativos para o próximo ciclo do grupo, coreografando e direcionando as 15 dançarinos que sonham em expandir suas fronteiras, desbravando com apresentações em toda a cidade de Fortaleza.
Os programas Teatro em Pauta, Sexta com Dança e uma apresentação especial de dança do grupos FEMS Dance marcaram a programação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) nos dias 21 a 27 de agosto.
Compondo a programação do Teatro em Pauta, no dia 24 de agosto Rhamon Matarazzo apresentou “Corpo Dócil”, um espetáculo auto ficcional baseado na vida do artista Rhamon Matarazzo que em micro rupturas da realidade elenca elementos de sua trajetória com o HIV junto a ficções que englobam alguns arquétipos criados pela sociedade no decorrer das quatro décadas da herança do preconceito vivido por homens gays que lidam com a culpa e o medo de uma sociedade higienista que ainda não tolera corpos dissidentes.
Sexta-feira, no programa Sexta com Dança, o Coletivo Muvuca apresentou o espetáculo “Muvuca”, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ. MUVUCA é uma técnica de plantação afroindígena que consiste na mistura de sementes para o plantio em áreas desmatadas, outro conceito é de multidão, de aglomeração. O espetáculo carrega essas misturas, aproximando e embolando por exemplo; o House Dance com Coco, o Hip Hop com o forró, do urbano ao popular ou vice-versa, da sonoridade melódica do baião ao frenesi da house music, uma diversidade de estéticas corporais e ritmos. Somos árvores na urbes, fazendo plantação em meio a essa floresta de concreto, deixando duas perguntas: que árvore desejamos ser? E onde desejamos ser plantadas?
No sábado, compondo a programação artística do CCBJ, neste sábado o Grupo FEMS Dance apresentou o espetáculo RITMOS, uma mostra do trabalho do grupo que usa não apenas a técnica do contemporâneo mas também a salsa, flashback e etc. A apresentação encerrou o ciclo de 2023 do grupo.
A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ, por meio do programa Sombrinha Literária, trouxe para o Ciclo de Leitura a leitura do livro “O Caçador de Palavras”, no Cine Leitor a exibição do filme “As Aventuras de Paddington” e mais uma edição do Karaokê na sexta-feira. A programação acontece semanalmente nas terças e quintas-feiras na Biblioteca e é aberta ao público geral que frequenta o equipamento.
A programação do CCBJ contou com diversas oficinas e atividades promovidas pelo seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), voltadas para crianças e adolescentes frequentadores do equipamento, trabalhando o tema “Memória e Patrimônio”: as atividades “Vamos pular de elástico?” e “Dia do Folclore”, do projeto Brincando e Aprendendo; as atividades “Colorindo com Cidadania”, “Pintando a Identidade” e “Musicalização e Direitos Humanos”, do projeto Vivências Artísticas; a atividade “Desenho e pintura: tradição cultural”, do projeto NArTE em Cores e a atividade “O Direito de Pertencer”, do projeto Navegando em Letrinhas.
Acompanhe a programação artística e cultural semanal do CCBJ através do Instagram, Facebook e site do CCBJ.
Cinema infantil com o projeto Cine Miau e apresentações artísticas nos programa Teatro em Pauta, Cultura Digital e Populart, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) trouxe uma série de atividades e programações para todas as idades de 14 a 20 de agosto.
Nos dias 16, 17 e 18, chegou ao CCBJ mais uma edição do Cine Miau, projeto que realiza sessões gratuitas de cinema infantil para escolas e comunidades e debates e oficinas em escolas públicas de ensino infantil e fundamental, promovendo a democratização do acesso ao cinema aliada a uma proposta educativa. A programação foi voltada para as escolas parceiras do CCBJ e crianças da comunidade e contou com duas sessões de exibição por dia, uma pela manhã e outra à tarde. Saiba mais sobre os filmes exibidos no site: https://cinemiau.com.br/
Na sexta-feira (17), aconteceu no Teatro Marcus Miranda a abertura das novas turmas dos Ateliês de Produção do CCBJ, por meio da sua Escola de Cultura e Artes. Na ocasião, estiveram presentes a nova turma de alunes selecionados na chamada pública, ex-alunes, professores e coordenadores dos programas da Escola, além da gestão executiva do CCBJ.
Além disso, a programação cultural do CCBJ contou o espetáculo “Nutrir a Seiva Corpa”, de Pedra Silva, produzido em parceria com Dj Big Bug e Ilton Rodrigues, compondo a programação do Teatro em Pauta. A instalação-cênica atravessa os campos da cultura digital, da dança, do teatro e da música articulando criação, produção, pesquisa, formação e curadoria em diferentes contextos a partir da ancestralidade, da memória e do trânsito.
No sábado, compondo a programação do Cultura Digital, Garu Pirani apresentou a obra virtual “Para a Terra Volta Toda Corpa em Matéria”, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A obra é um projeto entre o Webart e Jogo e pode ser acessada direto do navegador em smartphones e computadores sem precisar da instalação de nenhum app, possibilitando um acesso amplo a uma experiência de Realidade Virtual.
Encerrando a programação do fim de semana, ainda no sábado, compondo a programação do POPULART, a Associação Cultural Afoxé Omorisá Odè apresentou “A dança dos Orixás” na Praça Central do CCBJ, trazendo o encantamento dos Orixás com suas danças, rica indumentária, toques e cantos em Yorubá formando um lindo Xirê onde sete Orixás evoluem emanando energia e arte. Composto de batuqueiros e bailarinos, é um espetáculo que visa desmistificar a imagem dos Orixás tirando-os de dentro dos terreiros e assim combater a intolerância religiosa.
A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ, por meio do programa Sombrinha Literária, trouxe para o Cine Leitor a exibição do filme “Gato de Botas”e mais uma edição da atividade “Jogos Literários” na sexta-feira. A programação acontece semanalmente nas terças e quintas-feiras na Biblioteca e é aberta ao público geral que frequenta o equipamento.
A programação do CCBJ contou com diversas oficinas e atividades promovidas pelo seu Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE), voltadas para crianças e adolescentes frequentadores do equipamento, trabalhando o tema “Memória e Patrimônio”: as atividades “Brincando, com muito respeito” e “Na artesania da nossa cultura”, do programa Rede Cultura Infância; as atividades “Colorindo a Memória”, “Bingo das Memórias”, “Colorindo a Identidade”, “Colorindo o Patrimônio”, “Bingo dos Patrimônios”, do programa Vivências Artísticas; o Cine debate: Ada Batista, cientista, do programa Cine NArTE; a atividade de colagem “Memória e tradição” e o encontro com grupo LONART: memória e ancestralidade, do programa NArTE em Cores e a atividade “Entrecruzamentos que ensinam”, do programa Navegando em Letrinhas;
Acompanhe a programação artística e cultural semanal do CCBJ através do Instagram, Facebook e site do CCBJ.
Reforçando seu compromisso com iniciativas comunitárias, grupos e coletivos artísticos do Grande Bom Jardim, foi com o auxílio da Bússola Cultural do CCBJ que o Palácio Maria Luziara e Quintal Cultural Raimundo Vieira foram certificados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura do Ceará, como Pontos de Cultura do Ceará, junto com outras 69 entidades e coletivos culturais.
A Bússola Cultural é um serviço gratuito de assessoria de projetos culturais promovido pelo Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). O projeto busca atender artistas, coletivos, grupos e instituições do terceiro setor, esclarecendo dúvidas nos processos de participação de editais, preparação de material, prestação de contas e inscrições.
Maria Jacqueline Farias Gonçalves, fundadora do Palácio Maria Luziara, conta que o projeto faz jus ao nome, fornecendo as informações necessárias para que o artista, grupo ou instituição assessorada encontre o caminho certo na hora de concorrer em editais e chamadas públicas. “Eu não sabia nem por onde começar, assim como muitos não sabem por onde começar. Acho essencial esse trabalho pra comunidade!”, conta Jacqueline.
Monique Souza, Assessora Técnica de Projetos Culturais responsável pela Bússola Cultural, conta que além de auxiliar conquista de captação de recursos para projetos sociais e culturais por meio de editais, o projeto também funciona como uma forma de mapear artistas, produtores e agentes culturais de modo geral, que já passaram pelo atendimentos, formando um banco de indicações e possibilitando parcerias com projetos similares ou que podem contribuir mutuamente entre si.
A felicidade de Monique inicia antes mesmo da aprovação, ainda no momento que o grupo ou artista envia o projeto aos editais. “Depois do primeiro projeto enviado as inseguranças de enviar propostas vão diminuindo. É muito importante frisar que o atendimento pode ser um acompanhamento contínuo onde as pessoas podem ter o primeiro atendimento para entender melhor sobre editais ou já com um projeto pré-pronto para inscrição em editais, mas depois pode marcar quanto retornos quiser para poder revisar até enviar a inscrição junto durante o atendimento, adaptar os projetos para outros editais e receber dicas de como executar e prestar contas”, conta Monique.
O trabalho de Monique foi celebrado e reconhecido também por Lenice Ferreira, fundadora do Quintal Cultural Raimundo Vieira. Lenice conta que teve todo o apoio e orientação necessários para os processos de participação no edital. “Um trabalho ímpar. Que deveria ser mais e mais divulgado para que outras instituições possam ser orientadas para concorrerem a editais para que possam receber incentivos para atuar na comunidade”, conta.
Sobre o Bússola Cultural
O objetivo da Bússola Cultural é fortalecer e contribuir com os processos de construção de grupos, artistas e coletivos, para a elaboração de propostas artísticas nas diversas linguagens. Os grupos e artistas agendam o atendimento com a assessoria de projetos culturais do CCBJ. O atendimento é realizado em duas etapas: orientação e retorno e pode acontecer no formato virtual ou presencial. Logo mais é destacado como fazer para se ter acesso ao projeto Bússola Cultural.
A Bússola Cultural oferece os seguintes serviços:
- Revisão, análise e desenvolvimento de projetos para editais culturais, aplicáveis em diversas linguagens, visando estimular a participação em diversos editais e outras ações de acesso e visibilidade aos artistas e instituições;
- Orientação, esclarecendo dúvidas nos processos de participação de editais;
- Orientação na preparação de materiais como portfólio, currículo, orçamento, plano de comunicação e entre outros;
- Orientação e dúvidas simples em prestação de contas de editais.
Para agendar seu atendimento, clique aqui e preencha o formulário. Em seguida, a equipe CCBJ entra em contato por e-mail para confirmação do encontro virtual. Caso possua dúvida no preenchimento, pode enviar para o e-mail para bussolacultural.ccbj@idm.org.br .
Em casos de dificuldades de acesso à internet ou se preferir o atendimento presencial, o agendamento pode ser feito por meio de formulário impresso, solicitado no setor da Ação Cultural (Rua Três Corações, 400, Bom Jardim) e também pode ser solicitado via formulário ou e-mail.
A professora e bióloga marinha Sandra Beltran-Pedreros foi recebida no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria de Cultura do Ceará (SECULT CE) gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), para realizar uma palestra em alusão à Semana Estadual da Proteção aos Manguezais.
O evento, voltado às mulheres da comunidade do Grande Bom Jardim, contou com uma sessão de cinema, na qual foi exibido “Museu Itinerante: educar para libertar”, um vídeo educativo que mostra imagens do Ecomuseu Natural do Mangue, localizado no bairro Sabiaguaba, em Fortaleza.
Sandra Beltran-Pedreros também é coordenadora de pesquisa do Ecomuseu e estava ao lado de Beth Araújo, produtora cultural do Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba. As convidadas falaram sobre a importância da preservação dos manguezais e ressaltaram o papel desse ecossistema para o meio ambiente.
Para dar início à sua exposição, Beltran-Pedreros tratou o tema do evento de modo a aproximá-lo da vida cotidiana. “Os manguezais são lugares de onde vocês [mulheres] vão buscar o sustento”, disse a bióloga, pontuando a relevância do ecossistema na produção de alimentos.
A professora também exaltou a importância da preservação dos manguezais para a conservação da biodiversidade, ressaltando o ecossistema como berçário do mundo. Afinal, segundo Sandra Beltran-Pedreros, os manguezais sustentam 80% das espécies de peixe.
O evento do CCBJ se seguiu em clima de sensibilização e conscientização da causa ambiental, sobretudo em relação aos mangues e manguezais, a fim de compartilhar conhecimento acerca desse ecossistema rico em biodiversidade. Segundo a professora Sandra, o conhecimento é o primeiro passo para corrigir os comportamentos nocivos ao meio ambiente.
A ação foi realizada pelo Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba em parceria com o CCBJ, ambos equipamentos geridos pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), junto a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA), o Ecomuseu Natural do Mangue e a ONG Aquófilos, em referência ao Dia Internacional da Conservação dos Manguezais, data celebrada no dia 26 de julho.
Por meio da Secretaria de Cultura do Ceará, o Governo do Estado certificou 69 entidades e coletivos culturais, sendo seis deles localizados no Grande Bom Jardim. O resultado foi divulgado no dia 24 de julho, e os projetos contemplados pela chamada pública de 2023 agora são considerados Pontos de Cultura do Ceará.
Bloco Zé Almir, Bonde Somos Todas Marias, Brincantes Sonoros, Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim, Palácio Maria Luziara e Quintal Cultural Raimundo Vieira são os seis novos Pontos de Cultura do Grande Bom Jardim, tendo sido os dois últimos assessorados pelo Bússola Cultural, um dos serviços do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).
Cada uma dessas iniciativas promove atividades culturais relacionadas ao teatro, à dança, à música e outras linguagens artísticas, associando-as à militância e à luta política, e atuam na difusão da cultura e da educação, visto que muitos desses grupos ofertam oficinas e formações, no território do Grande Bom Jardim e em outras áreas de periferia.
“A certificação pode proporcionar benefícios como acesso a incentivos fiscais, proteção de patrimônio e visibilidade, contribuindo para a preservação e promoção da diversidade”, afirma a massoterapeuta e mãe de santo Jacqueline Gonçalves, representante do terreiro Palácio Maria Luziara.
As expectativas de Lenice Ferreira, Bruno Sodré e Graça Castro, os respectivos representantes do Quintal Cultural, Brincantes Sonoros e Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim, são o fortalecimento das atividades e maior abrangência de público. O reconhecimento também é considerado uma vitória para a periferia.
“A certificação pelo Governo do Estado é uma prova de que a luta comunitária e popular vale a pena e que a cultura periférica está cada vez mais próxima de onde deve estar: no centro dos debates, das oportunidades e das condições de produzir arte mudando vidas”, diz a articuladora comunitária Graça Castro.
“Como Ponto de Cultura, podemos fortalecer o fazer e o pensar artístico periférico e, assim, tecer caminhos e redes de ação coletiva com artistas e grupos”. Assim como Graça Castro, Bruno Sodré avalia o reconhecimento oficial como uma forma de impulsionar o contato do Brincantes Sonoros com outros pontos de cultura do estado.
Além de potencializar os serviços e ações promovidos pelos Pontos de Cultura, a certificação do Governo do Estado pode fortalecer a rede de coletivos, entidades culturais do estado e trabalhadores da cultura, podendo ampliar também a credibilidade desses grupos, como acredita Jacqueline Gonçalves.
A relação do Centro Cultural Bom Jardim com os Pontos de Cultura do território
O CCBJ, equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), também faz parte da história do coletivo Brincantes Sonoros, que iniciou suas atividades no CCBJ há mais de dez anos.
Bruno Sodré, coordenador geral do Brincantes Sonoros, conta que as atividades do projeto começaram quando ele ainda fazia um curso de percussão no equipamento. Assim, ele começou a dar aulas de percussão no CCBJ e, aos poucos, foi acrescentando outras atividades que contemplam diferentes linguagens artísticas e expandindo o projeto.
Além da assessoria do Bússola Cultural, o CCBJ também tem um histórico com o Quintal Cultural Raimundo Vieira, que existe desde 2017 e participou, a convite do evento, do curso de produção de eventos literários. A partir do curso, foi criada a biblioteca comunitária do Quintal Cultural, que serviu como ponto de partida para a expansão das atividades do projeto.
Já para o Fórum de Cultura do Grande Bom Jardim, a relação é de respeito e admiração pelo Centro Cultural. “Nós temos amor pelo equipamento pelo significado simbólico de sua existência e de sua função como semeador de sonhos”. O significado simbólico mencionado por Graça Castro pode ser percebido na definição do trabalho do CCBJ feita por Jacqueline Gonçalves.
A fundadora do terreiro Palácio Maria Luziara, um dos grupos orientados e assessorados pelo Centro Cultural Bom Jardim por meio do Bússola Cultural, compreende que a importância do trabalho do equipamento está no “desenvolvimento do senso de pertencimento e coesão social na comunidade”.
Enquanto beneficiadas pelo serviço do CCBJ, Lenice Ferreira e Jacqueline Gonçalves associam a conquista da certificação do Quintal Cultural Raimundo Vieira e do Palácio Maria Luziara como Pontos de Cultura diretamente ao Bússola Cultural.
Para agendar atendimento com o Bússola Cultural, acesse aqui. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail bussolacultural.ccbj@idm.org.br.
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (SECULT/CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) abre inscrições para credenciamento de prestadores de serviço para atuação no eixo de Ação Cultural do equipamento. As inscrições vão até 26 de agosto através de formulário online.
Inscreva-se e confira o edital completo no site do Instituto Dragão do Mar.
Dúvidas: fernanda.alcantara@idm.org.br.
Por meio de parceria com o Movimento Amazônia de Pé, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), se soma à luta pela defesa da Amazônia e da questão ambiental.
“Acredito que seja de muita importância que os movimentos culturais, os movimentos artísticos e o movimento ambientalista, eles têm que estar agregados um ao outro”, diz Eduardo Marques. O educador do Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do CCBJ julga ser possível a maior compreensão do panorama político e social a partir da interdisciplinaridade.
O Movimento Amazônia de Pé se define como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), isto é, um projeto proposto pela população ao Congresso Nacional. A Lei Amazônia de Pé se propõe a destinar 57 milhões de hectares amazonenses a povos indígenas, quilombolas, pequenos produtores extrativistas e novas Unidades de Conservação da Natureza de Uso Sustentável.
Para que a proposta chegue ao Congresso a fim de ser analisada e votada, o Amazônia de Pé possui a meta de coletar um milhão e meio de assinaturas físicas, que corresponde a 1% do eleitorado brasileiro. Desse modo, o papel do Centro Cultural Bom Jardim nesta parceria, firmada por meio do NArTE, se dá pelo recolhimento de assinaturas no equipamento.
Eduardo Marques, o educador social responsável por mediar a parceria do CCBJ/NArTE com o Movimento Amazônia de Pé, ressalta a necessidade de que o eixo de educação social do setor esteja afinado com a educação ambiental, destacando a importância dessa especialidade de ensino para a periferia devido à capacidade de sensibilizar através do conhecimento.
O Movimento Amazônia de Pé, além das proposições do PLIP, atua contra o Marco Temporal e as políticas de desmatamento, mobilizando pressão a políticos em defesa dos direitos dos povos indígenas e das populações ribeirinhas e quilombolas.
Segundo Eduardo, o Amazônia de Pé tem buscado parceria com equipamentos culturais para aproximar os movimentos ambientalista e cultural. O Centro Cultural Bom Jardim, então, será um dos pontos de coleta de assinaturas de funcionários e frequentadores do equipamento como forma de contribuir para a mobilização em defesa da preservação ambiental.
As assinaturas serão coletadas presencialmente e as fichas de assinatura ficarão disponíveis até o mês de setembro no Centro Cultural Bom Jardim. O equipamento fica localizado na Rua 3 Corações, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza.
O mês de férias proporcionou aos alunos e alunas do programa de Cultura Digital do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), um momento de imersão no universo dos games através do Festival Bojogá na Kuya.
As alunas do curso básico “Mulheres na Programação: Desenvolvimento de Jogos Digitais”, promovido pelo Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes do CCBJ, participaram da abertura do evento, realizada no dia 7 de julho na Kuya — Centro de Design do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará gerido pelo Instituto Mirante.
A abertura iniciou com o debate “Economia Criativa e inovação: Como os Games Empoderam a Cultura pelo Design”, que contou com a participação de Luisa Cela (Secretária da Cultura), Salmito Filho (SDE), Vladyson Viana (Secretário do Trabalho) e Alci Porto (Sebrae). Em seguida, as alunas conferiram a inauguração da mostra “Gamecultura: o Design dos Jogos ao longo do tempo”, uma mostra interativa que traz jogos clássicos e contemporâneos, trazendo uma linha do tempo de consoles e até as antigas máquinas de jogos. Antes da abertura, as meninas fizeram uma visita guiada aos equipamentos presentes na Estação das Artes, conhecendo a Pinacoteca, Estação das Artes e Kuya.
Mariana da Silva Rebouças de Carvalho, 18 anos, aluna do curso, conta animada dos planos de retornar à mostra com mais tempo para aproveitar todos os jogos. “Tô achando incrível, principalmente a de agora. Até agora os consoles são muito lindos, o problema é que a gente não pode tocar mas são lindos. Tô fingindo que tô jogando aqui”, diz.
No segundo dia de evento, os alunos e alunas do Curso de Longa Duração em Jogos Digitais promoveram um showcase de projetos, onde os visitantes podiam interagir e jogar os jogos que foram criados do zero durante o curso. Jamili, uma das alunas do curso, conta que “foi uma experiência incrível tá aqui, vimos obras de arte, jogamos, apresentamos o nosso jogo. É muito bom que as pessoas gostaram dele, me sinto muito grata”. Jamili e Melissa programaram o jogo “Capivara Migrante”, que também estava disponível na showcase.
Sobre o Festival
O Festival Bojogá na Kuya é uma parceria entre a Kuya – Centro de Design do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará gerido pelo Instituto Mirante, e o Instituto Bojogá de Inovação de Jogos. O tema de 2023 do festival foi “Jogos: Design, Cultura e Indústria”, e a programação aconteceu de 7 a 30 de julho, trazendo uma programação aberta ao público, Trazendo exibições de palestras, documentários, shows virtuais e bate-papos sobre a história das gerações dos jogos digitais, uma feira de criadores e desenvolvedores de jogos, oficinas, rodas de conversa, debates e espaço de negócios.
Registrada como Patrimônio Imaterial pela Prefeitura de Fortaleza, a programação da Tradicional Festa de Iemanjá teve seu ponto alto nos dias 14 e 15 de agosto, celebrando a Rainha do Mar, entidade da Umbanda conhecida como a mãe de todos os orixás, no Aterro da Praia de Iracema.
Com o tema “Tradição e Luta pelos Direitos e Garantias do Patrimônio Imaterial do Estado do Ceará”, a abertura do festejo ocorreu, no dia 14, a partir das 18h, com falas institucionais e saudações a Iemanjá feitas por autoridades religiosas da Umbanda e com a apresentação musical do grupo D’ Passagem, além dos rituais religiosos conhecidos como giras seguidos por toda a noite. Durante os dois dias tivemos a presença de 78 terreiros, 2 de Boa Viagem, 1 de Madalena, 1 de Canindé, 1 pentecoste, 1 de Itapajé, 1 de Acaraú, 2 Maranguape, 1 de Pindaré Mirim – MA. E restante de Fortaleza, atingimos um público aproximadamente de 30 mil pessoas
As giras ocorreram nas tendas dispostas na areia da praia, cada uma pertencente a uma família de Umbanda, enquanto as apresentações eram feitas no palco principal. Havia cerca de 15 tendas no local, com a presença de adeptos e simpatizantes à religião.
O dia 15 se seguiu com apresentações culturais de Pingo de Fortaleza, Toque de Senzala, Cigana Kassandra e Cigana Shoraya e DGAL SOLO e com a chegada da jangada com a imagem de Iemanjá. O encerramento do festejo se deu com o retorno da imagem ao mar, junto de oferendas à entidade, no mesmo dia.
“A Festa de Iemanjá, ela é uma demonstração da história, da memória do povo de terreiro desse estado”, disse Selma Madeira, secretária da Igualdade Racial do Ceará. Em sua fala, a secretária pontuou a importância do evento para o fortalecimento das religiões de matriz africana.
Realizada pelo Fórum Permanente do Povo de Terreiro do Ceará, coordenado pelo avô de santo Pai Neto Tranca Rua, a Festa de Iemanjá recebeu secretários da Cultura, da Igualdade Racial e da Diversidade e o vereador Ronivaldo Maia, autor do projeto de lei que permitirá a implementação da estátua de Iemanjá na Praia de Iracema.
O evento conta com o apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura do Ceará e de seus equipamentos, o Centro Cultural Bom Jardim e o Teatro José de Alencar, geridos pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), bem como da Secretaria de Igualdade Racial e da Secretaria de Diversidade.
No âmbito municipal, a Festa de Iemanjá, considerada o maior festejo das religiões de matriz africana do Ceará, também tem a parceria da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secult For).
Iemanjá
É a nossa senhora do mar e no Brasil ela é representada com um vestido azul e tiara na cabeça e paira pelas águas com cabelos soltos. Por meio do sincretismo religioso é associada a Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Assunção, também festejada dia 15 de agosto, onde é celebrada como padroeira do Estado do Ceará. A data 15 de agosto é feriado municipal e mais outra conquista dos Povos de Terreiro é que este dia, integra o calendário oficial dos festejos tradicionais, pela Lei 17, 104 e a celebração passa a ser considerada como patrimônio imaterial, conforme o decreto 14.262.
Cobertura
Para ter acesso às imagens fotográficas do festejo de Iemanjá 2023, realizadas pela comunicação do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), um dos apoiadores do evento, acesse:
https://bit.ly/FotosCoberturaFestejoIemanjaCCBJ (Fotos Mar Pereira)
https://bit.ly/FotosCoberturaFestejoIemanjaCCBJ2 (Fotos Flávia Almeida)
O CCBJ solicita que salvem suas imagens o mais breve possível, pois o link é temporário e ao divulgar, por gentileza, inserir os créditos das imagens: Acervo CCBJ, imagens por Flávia Almeida e Mar Pereira.
Inscrições abertas para a primeira edição do curso “Leituras Guiadas Achille Mbembe” na obra seminal “Crítica da Razão Negra” (2013). O curso é ministrado pelo professor, curador e pesquisador Rômulo Silva. Rômulo já participou de diversas programações culturais e formativas no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), por meio da sua Escola de Cultura e Artes.
O curso acontece de 9 de outubro a 3 de novembro, das 19h às 21h e possui 32 vagas, com 5 vagas reservadas para pessoas trans. Saiba mais e inscreva-se em: https://bit.ly/LeiturasGuiadasAchilleMbembe
O objetivo principal dos encontros é apresentar, ler, refletir e pensar o pensamento com e a partir de cada capítulo da principal obra do filósofo. Dialogando com o pensamento de Frantz Fanon, Édouard Glissant e com as metafísicas africanas, dentre outros autores, a cada capítulo somos convidados a olhar o contemporâneo a partir da experiência negra, onde veremos alguns conceitos centrais em sua obra: necropolítica, a questão da raça, o Branco e o Negro, diferença e autodeterminação, a clínica do sujeito e devir-negro do mundo.
Conforme Mbembe, pela primeira vez na história humana, o nome Negro deixa de remeter unicamente para a condição atribuída aos genes de origem africana durante o primeiro capitalismo. A este caráter descartável e solúvel, à sua institucionalização enquanto padrão de vida e à sua generalização ao mundo inteiro, chamamos o devir-negro do mundo.