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PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO, CCBJ SEDIA A 22ª EDIÇÃO DA FLISOL

Para quem é interessado em tecnologia digital e busca a utilização de softwares livres, o Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL) chega em sua 22ª edição. Em Fortaleza, o festival acontece dia 25 de abril, a partir das 8 horas,  no Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A entrada e a participação no evento são gratuitas.

É o quarto ano consecutivo na qual o CCBJ sedia o FLISol na cidade de Fortaleza. A organização é feita por meio do Programa de Cultura Digital da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). O evento é o maior de divulgação de software livre da América Latina. Software livre é qualquer programa de computador que pode ser utilizado, copiado, estudado, modificado e redistribuído de forma colaborativa.

Realizado anualmente desde 2005, o festival ocorre de forma simultânea em diversas cidades da América Latina. O principal objetivo deste evento é promover o uso de Software Livre, apresentando ao público em geral sua filosofia, abrangência, avanços e desenvolvimento. Além das instalações, a programação do dia conta com palestras, oficinas, exposições de jogos e outras atividades paralelas relacionadas à temática.

O Programa de Cultura Digital é referência na área e já participou de jogos, premiações e eventos. As tecnologias digitais desenvolvidas no equipamento utilizam como base softwares livres aprendidos no curso, como Godot Engine, Inkscape, Krita, Gimp e Libresprite. Essas e outras ferramentas livres são importantes para a criação de espaços de produção e circulação da cultura digital nas periferias.

Quem deseja receber certificado de participação com descrição de atividade e carga horária, a inscrição é necessária. Para mais informações sobre o evento, acesse https://flisol.info/FLISOL2026/Brasil/Ceara/Fortaleza

Confira a programação completa

🎮 ESPAÇO INSTALAÇÃO E EXPERIÊNCIA JOGOS DIGITAIS

Horário: 09h às 11h30 e 14h às 16h30

📍 Cineclube Elvis Alves CCBJ

🎤 PALESTRAS – Programação da Manhã

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

ABERTURA
Horário: 08h30
Programa de Cultura Digital ECA-CCBJ

PALESTRA – “Software Livre é muito mais do que gratuito”
Horário: 09h às 09h30
Com: Marcello de Souza e Diêgo Barros

DEMONSTRAÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO – “Jogo Animals Wish”
Horário: 09h40 às 10h20
Com: Samuel Rodrigues

DEMONSTRAÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO – “Bolas de Tijolo, Gatos e Software Livre: A Criação do jogo ‘Carimba de Rua’”
Horário: 10h30 às 12h
Com: Gabura e Rômulo Jardim

🛠️ OFICINAS – Programação da Manhã

OFICINA – “Introdução ao Mundo do 3D com Blender”
Horário: 09h30 às 11h30
📍 Sala de Cultura Digital CCBJ
Com: Miguel Ângelo Nascimento

🎤 PALESTRAS – Programação da Tarde

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ

PALESTRA – “Inicialização na área de programação com softwares livres e de código aberto”
Horário: 13h30 às 14h10
Com: Carlos Daniel Almeida e João Miguel Fontenele

DEMONSTRAÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO – “Jogo Retrô 2000”
Horário: 14h10 às 14h50
Com: Alexa Sousa, Vanessa Hilário e Clarissa Hilário (Coletivo Cyber Pink)

DEMONSTRAÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO – “Jogo Entrega do Vetin”
Horário: 15h às 15h40
Com: Jorismar Barroso (Coletivo Lapada Games)

PALESTRA – “Hardware Livre: o que é? Por que usar?”
Horário: 15h40 às 16h20
Com: Carlos Daniel Almeida

🛠️ OFICINAS – Programação da Tarde

OFICINA – “Introdução à Lógica de Programação com a Godot Engine”
Horário: 14h às 16h

📍 Sala de Cultura Digital CCBJ
Com: Anderson Santos e Felipe Vieira

ENCERRAMENTO 

📍 Teatro Marcus Miranda CCBJ
Horário: 16h30
Com: Equipe FLISoL Fortaleza 2026

Sobre o Programa de Cultura Digital

O programa tem como objetivo a democratização do acesso às tecnologias digitais e à formação artística neste campo criativo. O CCBJ tem atuado no apoio, no incentivo e no fortalecimento da Cultura Digital, através do oferecimento de cursos básicos e percursos formativos que dialogam com as experiências culturais vivenciadas no ambiente virtual. Com a participação nas formações, a comunidade tem a oportunidade de passar da condição de consumidores a criadores de conteúdo e difusores do conhecimento.

Embora o conceito de Cultura Digital seja amplo, este programa visa atender as demandas de um Centro Cultural  com uma história no campo artístico, existindo um direcionamento da área para alguns tópicos como: inclusão; novas mídias; linguagens eletrônicas; suporte e integração a outras áreas.

Serviço

22ª Edição do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre (FLISoL)

Quando: Dia 25 de abril, a partir das 8 horas.

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa.

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://flisol.info/FLISOL2026/Brasil/Ceara/Fortaleza.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a programação dos dias 22 a 25 de abril. A semana conta com espetáculos e atividades em alusão ao Mês da Dança e momentos em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

Como parte do intercâmbio artístico entre as Escolas de Dança de Fortaleza o CCBJ recebe o Corpo Artístico Jovem de Dança (CAJU) da Escola Pública de Dança da Vila das Artes, com o espetáculo “Ritos”, que se debruça na investigação dos rituais sagrados que antecedem o momento de ‘entrar em cena’ e as memórias que a experiência de estar nos palcos gera nos corpos. A apresentação ocorre no dia 23 de abril, às 16 horas, na Praça Central CCBJ.

O CCBJ chega à Vila das Artes no dia 24 de abril, às 16h30, para apresentar o espetáculo “ELZA”. Em balanços e gingados, mulheres periféricas contam essa história, dançam discursos atemporais e trazem para a cena a diversidade e o impacto da cantora Elza Soares.

Sombrinha Literária e Bem Viver

A semana de atividades começa na quarta-feira (22), às 15 horas, na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. Celebrando os povos indígenas, o Ciclo de Leitura apresenta “A Lagoa Encantada”, a lenda narrada é inspirada na tradição do povo Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, no Ceará. A programação faz parte do Sombrinha Literária, programa fixo na biblioteca do equipamento.

Às 19 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ, a atividade “Pintura Livre de Cartaz: Respeito aos Povos Indígenas” trará uma roda de conversa com momentos interativos sobre a luta pelos direitos dos povos indígenas. O momento também ocorre em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado no dia 19 de abril.

Na quinta-feira (23), a programação começa de forma descentralizada. A partir das 9 horas, haverá uma vivência externa com o grupo das Mulheres Criativas para o espaço CAAPORA Bem Viver na Pacatuba. Serão ministradas oficinas de produtos artesanais de práticas ancestrais. 

Já no equipamento, a Sombrinha Literária toma conta da semana. No dia 24 de abril, às 15 horas, na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ, ocorrem os Jogos Literários. A atividade tem como objetivo incentivar a leitura e a socialização, especialmente para as crianças.

No sábado, o Piquenique Literário chega às 10 horas, na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. A atividade especial funciona como um clube de leitura, mas de forma interativa e dinâmica. O objetivo é incentivar a leitura, estimular a criatividade e promover momentos de confraternização por meio da literatura. 

Finalizando a programação, às 19 horas, a Praça Central do CCBJ será palco do Sarau EGUAHÊ PORÃ. No Corpo & na Voz. O Sarau CORPO E VOZ é uma ação artístico-cultural promovida pelo Coletivo BRIOARTE, dedicada à valorização da performance e da música como linguagens centrais de expressão artística. 

O CCBJ informa que estará fechado no dia 21 de abril, terça-feira, em virtude do feriado Tiradentes. As atividades retornam normalmente na quarta-feira, dia 22 de abril.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 22 a 25 de abril

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a programação da semana entre os dias 14 a 18 de abril. A semana conta com momentos em alusão aos aniversário de 300 anos da cidade de Fortaleza. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

O É o Brinca, programação fixa do equipamento, realiza o momento “História de Fortaleza com imagens e pinturas” no sábado (18), às 16 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ. Para homenagear a cidade, o Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) apresenta de forma lúdica as histórias dos bairros e de como a cidade cresceu.

No mesmo dia, a Praça Central CCBJ vira palco para contações de histórias da capital. Às 17 horas, os narradores Almir Mota e Júlia Barros apresentam “O Bode Ioiô e Outras Histórias”, uma envolvente contação de histórias para toda a família, repleta de narrativas divertidas, musicalidade e brincadeiras populares que atravessam gerações.

Festival, Encontro e Espetáculo

A semana começa na quarta-feira (15), às 15 horas, dentro da Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. O Ciclo de Leitura apresenta “No Fundo do Fundo do Mar”, o livro apresenta a aventura do leãozinho que parte em um barco em busca de si mesmo e de seus sonhos. A programação faz parte do Sombrinha Literária, programa fixo na biblioteca do equipamento.

No dia seguinte, o CCBJ vira palco de manifestações indígenas. A Celebração aos Povos Indígenas: Grupo Thinya Thudya Fulni-ô chega às 19 horas no Teatro Marcus Miranda CCBJ divulgando a cultura, a arte e a espiritualidade do seu povo. O canto e a musicalidade Fulni-ô são marcados por rezos, cafurnas, samba de côco e toré. 

A sexta-feira (17) concentra duas atividades culturais no equipamento. A partir de 18 horas, no Teatro Marcus Miranda CCBJ, a Associação Zumbi Capoeira apresenta o 2° Encontro Nacional de Capoeira Nossas Raízes & Tradições. O evento promove oficinas, vivências, rodas de conversa, apresentações culturais e capoeira com batizado e troca de cordas dos alunos do núcleo Granja Lisboa.

Já as 19 horas, na Sala Multiuso CCBJ, o NArTE realiza a roda de conversa de proteção coletiva: “Como você se sente em meio a tantas informações nas redes sociais?”. O momento serve para conscientizar sobre como frequentar ambientes sem se expor nas redes sociais, trazendo uma auto proteção.

A programação da semana termina no sábado (18), às 19 horas, no Teatro Marcus Miranda CCBJ. O espetáculo “VOZES SILENCIADAS” é uma performance que dramatiza relatos reais de surdos do interior cearense, abordando temas como diagnóstico, educação, emprego, exploração financeira e discriminação. A performance busca sensibilizar o público sobre as injustiças enfrentadas pela comunidade surda e destacar a importância de amplificar suas vozes.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 14 a 18 de abril

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Em homenagem ao Dia Internacional da Dança, celebrado no dia 29 de abril, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) promove programação integrada com outros equipamentos públicos culturais da cidade e com a Bienal Internacional de Dança do Ceará. O CCBJ, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta as atividades do Mês da Dança no equipamento. As apresentações dos espetáculos “Ritos” e “Elza”, o projeto “Danças em Travessias” e a participação do coreógrafo Jorge Garcia são destaques. 

Para o mês de abril, a programação voltada à dança propõe ações integradas com artistas e equipamentos culturais de Fortaleza. A articulação acontece em conjunto com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), a Porto Iracema das Artes, o Theatro José de Alencar (TJA), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Vila das Artes. “Festejar a dança na cidade é reunir corpos, vozes e desejos em um mesmo movimento. Nesse gesto coletivo entre instituições formativas, convidamos todas as pessoas para uma programação integrada”, explica Silvana Marques, coordenadora do Programa de Formação em Dança do equipamento.

O Mês da Dança é promovido pelo Programa de Dança da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). Além da Formação Básica em Longa Duração, o CCBJ possibilita aos estudantes seguirem o estudo em dança através do Curso Técnico em Dança, que forma intérpretes-criadores na área. A linguagem da Dança também pode ser produto de pesquisa no equipamento, a partir dos Laboratórios de Pesquisa.

Jorge Garcia e Intercâmbios Artísticos 

Entre os dias 14 e 18 de abril, o Núcleo Criativo em Dança do CCBJ terá partilhas de processo criativo com o renomado coreógrafo Jorge Garcia, a ação faz parte da Bienal Internacional de Dança do Ceará. Nascido em Recife, conhecido por sua trajetória na dança contemporânea e por integrar a Cisne Negro Cia. De Dança e o Balé da Cidade de São Paulo, o momento com o artista potencializa a montagem de uma nova produção cênica do núcleo. Em parceria com a Bienal Internacional de Dança do Ceará, o novo espetáculo visa uma ação na edição deste ano, prevista para outubro. 

O Núcleo Criativo em Dança também protagoniza intercâmbio artístico com o Corpo Artístico Jovem de Dança da Vila das Artes. No dia 23 de abril, às 16 horas, na Praça Central CCBJ, o espetáculo “RITOS” se debruça na investigação dos rituais sagrados que antecedem o momento de ‘entrar em cena’ e quais memórias a experiência de estar nos palcos guarda nos corpos.

Para o dia 24 de abril, às 16h30, o CCBJ chega à Vila das Artes para apresentar o espetáculo “ELZA”. Em balanços e gingados, mulheres periféricas contam essa história, dançam discursos atemporais e trazem para a cena a diversidade e o impacto da cantora Elza Soares. O espetáculo também será apresentado no Teatro do Dragão do Mar, o momento acontece dia 30 de abril às 19h30. A articulação fortalece vínculos entre instituições públicas da cidade, amplia repertórios e saberes compartilhados e evidencia a potência das formações em dança desenvolvidas nesses espaços.

Danças em Travessias 

As parcerias acontecerão em conjunto com o corpo docente do CCBJ. O projeto “Danças em Travessias” integra os equipamentos de formação ligados à semana comemorativa da dança. No equipamento, Professores da Vila das Artes e do Porto Iracema das Artes irão ministrar duas vivências práticas com as turmas de Longa Duração em Dança do CCBJ.

Jônatas Joca, professor do Programa de Dança do CCBJ, irá ministrar aulas de dança em dois espaços diferentes. As turmas de graduação em Dança da UFC e o Curso Técnico em Dança da Porto Iracema das Artes serão contemplados no projeto. “Esse intercâmbio entre experiências pedagógicas e educacionais é importante, sobretudo, quando a gente interliga atuações em diferentes territórios. Levando as danças de rua, sendo danças afro-diaspóricas que trabalham composição e improvisação”, explica Joca.

O CCBJ também participa da programação dos outros equipamentos. Na Vila das Artes, a professora Day Soufer ministrou, entre os dias 6 e 8 de abril, a formação de iniciação em balé para pessoas adultas. Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança, partilha sobre suas trajetórias na arte no dia 17 de abril, às 15h30, na Vila das Artes.

A presença de estudantes, docentes e artistas do CCBJ em outras escolas de formação pública fomenta o desenvolvimento e a profissionalização artística em rede. O Mês da Dança estimula crianças, jovens e adolescentes a ocuparem a cena artística da cidade. As formações no equipamento são gratuitas e vão desde o básico ao técnico na área.

Serviço

Mês da Dança no Centro Cultural Bom Jardim

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações: @ccbj_centroculturalbomjardim 

Conscientizando a prática artística como terapia, o Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), abre a exposição “A ARTE COMO TERAPIA” de Milton Ferreira. Os temas das obras são resultado das vivências do artista enquanto arteterapeuta. A abertura da exposição acontece na quarta-feira (8), a visitação é gratuita e estará disponível durante o mês de abril na Multigaleria do equipamento.

As pinturas foram produzidas pelo artista para evidenciar a prática como processo de bem-estar emocional e cognitivo. Em conjunto com as obras, a exposição também apresenta textos explicativos e fotos que elucidam as expressões e emoções geradas a partir da atividade terapêutica. Os materiais utilizados são variações da tinta acrílica, giz pastel óleo nas bases de tela, madeira ou folhas de papel paraná ou panamá.

A exposição “A ARTE COMO TERAPIA” é uma exposição itinerante e já esteve presente na Associação de Moradores do Bairro da Serrinha (AMORBASE) e no Instituto Olga Barroso, no Mucuripe. 

Pincelando transformações

A Arteterapia foi sistematizada por volta da metade do século 20, quando foram reconhecidos os efeitos benéficos da atividade para a cognição humana. O momento terapêutico aperfeiçoa as habilidades de comunicação, melhora a autoestima e a confiança, fortalece vínculos sociais, desenvolve a concentração, a criatividade e a inteligência. 

Com uma trajetória de mais de 20 anos como artista plástico e arte-educador, Milton iniciou em 2024 sua experiência profissional como arteterapeuta. A exposição valoriza a arteterapia como ferramenta fundamental para a saúde mental. “Além disso, a natureza é um tema recorrente nas obras, pois ela é nosso ponto de origem e elemento capaz de sustentar nossas vidas e nossa saúde. Da natureza tudo vem e para ela tudo retorna”, explica o artista. 

O CCBJ incentiva a arte como prática cultural, terapêutica e transformadora. “A ARTE COMO TERAPIA” fica aberta à visitação até o dia 30 de abril. O equipamento conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.

Serviço

Exposição “A ARTE COMO TERAPIA” no CCBJ

Quando: A partir de 8 de abril, de terça a sábado, das 15h às 20h 

Onde: Multigaleria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa, Fortaleza – CE)

Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726

Iniciando o segundo trimestre de atividades, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a programação da semana entre os dias 7 a 11 de abril. O Festival de Circo “EXTREMA” e a abertura da exposição “A ARTE COMO TERAPIA” são destaques. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

A Multigaleria do equipamento chega na quarta-feira (8), às 17h30, com a exposição “A ARTE COMO TERAPIA” de Milton Ferreira. As pinturas foram produzidas pelo artista para evidenciar a prática como processo de bem-estar. A exposição fica aberta à visitação até o dia 30 de abril e conta com visitas guiadas, por meio do telefone 85 99138-3726.

O “EXTREMA – Festival de Circo” ocorre nos dias 9 e 10 de abril, a partir das 19 horas, no Teatro Marcus Miranda CCBJ, o projeto é voltado para a difusão da arte circense em Fortaleza. As apresentações são protagonizadas por intérpretes negros, periféricos, mulheres, população LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. 

O festival conta com números e espetáculos de circo. Na quinta-feira (9) os espetáculos são “Amor no Ciclo”, com Paula Itida (RJ), “Cumulonimbus”, com a argentina Ayelen Kusiy  e “Apocalipse”, com o artista chileno Victor.  Encerrando no dia 10 de abril, o artista cearense Gil Rodriguês apresenta o espetáculo “Preces  – Há algo a perceber na ternura enganada em preces fatigadas”.

Xilogravura, Cineclube e Espetáculo

A programação da semana começa na terça-feira (7) com a construção de xilogravuras sobre inclusão. O momento acontece às 18 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ e é organizado pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento. Através do lúdico, a atividade propõe roda de conversa sobre a inclusão das crianças neurodivergentes.

O sábado (11) será bastante movimentado. A Praça Central CCBJ é o destino da criançada a partir das 15 horas, na atividade “Escadas e Escorregas”. Na ação,  os participantes percorrem um tabuleiro numerado com o objetivo de alcançar a última casa do percurso. O momento faz parte do É o Brinca, programação que acontece todos os sábados no equipamento.

No Cineclube Elvis Alves CCBJ, às 16 horas, ocorre a exibição da série “Caderno da Morte”. A trama acompanha María José, uma mulher fria, estratégica e campeã de xadrez, cuja vida desmorona quando seu filho é preso durante um assalto mal explicado. Tudo muda quando ela encontra um caderno misterioso com um poder sobrenatural, a série se desenrola no poder do caderno e em suas consequências. 

Finalizando a programação às 17h30, no Teatro Marcus Miranda CCBJ, o ensaio do grupo Fems Dance acontece ao público. “O que nos trouxe até aqui” é um espetáculo que nasce do atravessamento de vivências, memórias e processos coletivos construídos ao longo da trajetória do grupo. A obra propõe uma imersão sensível nas experiências que moldam corpos, histórias e identidades, atravessando questões sociais, afetivas e territoriais.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 7 a 11 de abril

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Do Grande Bom Jardim, O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) realiza a circulação de dez projetos de pesquisa nas linguagens de Audiovisual, Arte Digital e Jogos, Dança, Música e Teatro. O CCBJ, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga as Partilhas Públicas da 8ª edição do Laboratório de Pesquisa. As apresentações ocorrem entre os dias 6 e 8, no Teatro Marcus Miranda CCBJ e nos dias 14 a 16 no Hub Cultural Porto Dragão, sempre a partir das 18 horas. As partilhas são abertas e acessíveis em libras.

O Laboratório de Pesquisa é um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e propõe aos projetos participantes uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes. Nesta edição, 10 grupos foram selecionados, tendo direito a auxílio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de uma pessoa professora mediadora. Cada integrante dos projetos deve cumprir 278 horas de atividades, ao longo de cinco meses. Os grupos realizam ainda aulas abertas e partilhas internas e públicas do processo de pesquisa.

As partilhas públicas são as etapas de encerramento da ação. Os encontros possibilitam fortalecer vínculos e projetar visibilidade às investigações construídas coletivamente ao longo do Laboratório de Pesquisa. “Essa é a primeira vez que as partilhas públicas deixam o Bom Jardim e ganham a cidade, em uma perspectiva de difusão dos processos experimentados aqui”, conta João Pedro, Assistente de Formação na Escola de Cultura e Artes do CCBJ.

Nesta edição, as pesquisas acompanhadas abordam temas contemporâneos e com atravessamento territorial. Os projetos dialogam com ancestralidade, meio ambiente, memória, patrimônio público, território, educação, tecnologia, corpo, história e cultura popular. O CCBJ oferta o Laboratório de Pesquisa desde 2018, afirmando a pesquisa como direito fundamental para a cultura e arte da população, incentivando a experimentação e investigação cênica na periferia da cidade de Fortaleza. 

Iniciação, Contrapartida e Partilha

As atividades do Laboratório de Pesquisa iniciaram no dia 14 de novembro de 2025, o primeiro momento contou com cerimônia de abertura e apresentação da DJ Miloca. Posteriormente, cada grupo teve sua jornada de experimentação de metodologias e a investigação de temas e formatos pertencentes aos saberes e fazeres de cada linguagem artística. A partir de dezembro de 2025, as pesquisa passaram a contar com a mediação de pessoas professoras com experiência nas respectivas áreas estudadas.

Na metade do percurso, nos dias 10 e 11 de fevereiro, os grupos do Laboratório de Pesquisa se reuniramno Teatro Marcus Miranda CCBJ. Nesse momento, os coletivos se integraram para compartilhar experiências, estimular as trocas de saberes, aproximando os eixos de atuação e promovendo o intercâmbio entre as linguagens artísticas. A partilha interna antecipa a construção para a finalização dos projetos do laboratório.

Além disso, os coletivos de pesquisa receberam encontros formativos abertos ao público. A contrapartida do Laboratório de Pesquisa contou com atividades abertas à comunidade, voltadas ao compartilhamento do processo criativo e das pesquisas metodológicas. Com os encontros, o Laboratório busca compartilhar saberes, democratizar acessos e fortalecer a relação entre artistas, pesquisadores, educadores e território.

O Laboratório de Pesquisa não possui a obrigatoriedade de apresentar um trabalho final, o espaço é dedicado exclusivamente a proporcionar uma experiência imersiva dedicada à investigação em Artes. As partilhas públicas abrem espaço para diálogo, escuta e aproximação com o público do território e com a cena artística e cultural da cidade. 

A presença das partilhas no Hub Cultural Porto Dragão fortalece a pesquisa em rede, movimentando novos caminhos para os projetos de pesquisas das diversas linguagens oferecidas. “Quando as partilhas públicas chegam ao Hub Cultural Porto Dragão, estamos afirmando que a periferia produz conhecimento, arte, pensamento crítico e formas próprias de imaginar e construir o mundo”, explica João.

Confira a Programação das Pesquisas

📍 DIA 6 – SEGUNDA-FEIRA – TEATRO MARCUS MIRANDA CCBJ

18h – +Melanina | Pesquisa de composição do 1° Álbum autoral

(Pesquisa em Música)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga a composição que possibilite novas letras e melodias, fortalecendo o repertório autoral em diálogo com artistas independentes do Ceará, reafirmando a identidade do grupo e o seu papel na cena cultural da cidade.

19h – Espelhos: Um Futuro Ancestral 

(Pesquisa Em Arte Digital E Jogos)

Sobre a pesquisa: Este projeto é voltado a uma perspectiva do Nordeste Futurista, usando a tradição e tecnologia para investigar e apresentar aspectos da cultura cearense.

20h – Tudo Que a Boca Come: Mandynga e Circularidade da Capoeira 

(Pesquisa em Dança)

Sobre a pesquisa: Este projeto tem como base pensar a corporeidade a partir de metodologias de Contato Improvisação (C.I) e as vertentes da Dança Contemporânea no intuito de se atingir o corpo da mandynga circular da capoeira celebrada por Itans de Exu.

📍 DIA 7 – TERÇA-FEIRA – TEATRO MARCUS MIRANDA CCBJ

18h – Cidade de Areia

(Pesquisa em Teatro)

Sobre a pesquisa: Este projeto nasce de uma pesquisa iniciada em 2024, no curso de Licenciatura em Teatro do IFCE, a partir da demolição do Edifício São Pedro e da remoção dos dezesseis moradores que o habitavam. Esse primeiro movimento resultou em uma ação de imersão sonora.

18h50 – Anacronia: a memória da cidade em uma narrativa interativa

(Pesquisa em Audiovisual)

Sobre a pesquisa: A pesquisa trata-se de um relatório técnico detalhando nosso processo de desenvolvimento e também de pesquisa sobre a história recente da cidade para compor um retrato verossímil do período e bairros em que o jogo se passa. 

19h40 – Ecoplay: Jogos Digitais como Ferramentas de Conscientização Ambiental 

(Pesquisa em Arte Digital e Jogos)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga o potencial dos jogos digitais como ferramentas de conscientização ambiental entre adolescentes e jovens do Grande Bom Jardim (GBJ), território marcado por forte vitalidade cultural, mas também por desafios sociais e ambientais.

20h30 – 30 Anos em Dança: Como Contar o Tempo 

(Pesquisa em Dança)

Sobre a pesquisa: Este projeto reúne materialidades, memórias e arquivos da trajetória de 30 anos com danças urbanas do dançarino, artista e pesquisador Luís Alexandre, enquanto uma grande referência na educação e criação em dança.

📍 DIA 8 – QUARTA-FEIRA – TEATRO MARCUS MIRANDA CCBJ

18h – Herança das Águas 

(Pesquisa em Teatro)

Sobre a pesquisa: Este projeto propõe uma experimentação, na qual suas bases principais são a Percussão, a Ativação do Movimento Ancestral e Oxum. Eu sempre fui muito eu, mas quem eu seria se as águas doces não cuidassem de mim? Se meu corpo não fosse cachoeira, e minha força não estivesse na queda das águas? Herança das Águas busca essas respostas. 

19h – Festa de Negro é pra se Libertar 

(Pesquisa em Audiovisual)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga as afrografias das memórias culturais negras em Fortaleza, compreendendo as confluências entre giras de religiões afro-indígena-brasileiras e festas negras periféricas.

20h – Divina Sanfona e Tambores de Kaiá 

(Pesquisa em Música)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga as confluências entre a cultura nordestina e os saberes ancestrais presentes nos rituais musicais que reverenciam o sagrado na natureza.

📍 DIA 14 – TERÇA-FEIRA – TEATRO B. DE PAIVA DO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO

18h – Cidade de Areia 

(Pesquisa em Teatro)

Sobre a pesquisa: Este projeto nasce de uma pesquisa iniciada em 2024, no curso de Licenciatura em Teatro do IFCE, a partir da demolição do Edifício São Pedro e da remoção dos dezesseis moradores que o habitavam. Esse primeiro movimento resultou em uma ação de imersão sonora.

19h – Festa de Negro é pra se Libertar 

(Pesquisa em Audiovisual)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga as afrografias das memórias culturais negras em Fortaleza, compreendendo as confluências entre giras de religiões afro-indígena-brasileiras e festas negras periféricas.

PRAÇA DAS ARTES DO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO

20h – Divina Sanfona e Tambores de Kaiá

(Pesquisa em Música)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga as confluências entre a cultura nordestina e os saberes ancestrais presentes nos rituais musicais que reverenciam o sagrado na natureza.

📍 DIA 15 – QUARTA-FEIRA – TEATRO B. DE PAIVA DO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO

18h – 30 Anos em Dança: Como Contar o Tempo 

(Pesquisa em Dança)

Sobre a pesquisa: Este projeto reúne materialidades, memórias e arquivos da trajetória de 30 anos com danças urbanas do dançarino, artista e pesquisador Luís Alexandre, enquanto uma grande referência na educação e criação em dança.

19h – Anacronia: a memória da cidade em uma narrativa interativa

(Pesquisa em Audiovisual)

Sobre a pesquisa: A pesquisa trata-se de um relatório técnico detalhando nosso processo de desenvolvimento e também de pesquisa sobre a história recente da cidade para compor um retrato verossímil do período e bairros em que o jogo se passa. 

20h – Tudo Que a Boca Come: Mandynga e Circularidade da Capoeira

(Pesquisa em Dança)

Sobre a pesquisa: Este projeto tem como base pensar a corporeidade a partir de metodologias de Contato Improvisação (C.I) e as vertentes da Dança Contemporânea no intuito de se atingir o corpo da mandynga circular da capoeira celebrada por Itans de Exu.

📍 DIA 16 – QUINTA-FEIRA – TEATRO B. DE PAIVA DO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO

18h – Herança das Águas 

(Pesquisa em Teatro)

Sobre a pesquisa: Este projeto propõe uma experimentação, na qual suas bases principais são a Percussão, a Ativação do Movimento Ancestral e Oxum. Eu sempre fui muito eu, mas quem eu seria se as águas doces não cuidassem de mim? Se meu corpo não fosse cachoeira, e minha força não estivesse na queda das águas? Herança das Águas busca essas respostas. 

18h50 – Espelhos: Um Futuro Ancestral 

(Pesquisa em Arte Digital e Jogos)

Sobre a pesquisa: Este projeto é voltado a uma perspectiva do Nordeste Futurista, usando a tradição e tecnologia para investigar e apresentar aspectos da cultura cearense.

19h40 – Ecoplay: Jogos Digitais como Ferramentas de Conscientização Ambiental

(Pesquisa em Arte Digital e Jogos)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga o potencial dos jogos digitais como ferramentas de conscientização ambiental entre adolescentes e jovens do Grande Bom Jardim (GBJ), território marcado por forte vitalidade cultural, mas também por desafios sociais e ambientais.

PRAÇA DAS ARTES DO HUB CULTURAL PORTO DRAGÃO

20h30 – +Melanina | Pesquisa de composição do 1° Álbum autoral

(Pesquisa em Música)

Sobre a pesquisa: Este projeto investiga a composição que possibilite novas letras e melodias, fortalecendo o repertório autoral em diálogo com artistas independentes do Ceará, reafirmando a identidade do grupo e o seu papel na cena cultural da cidade.

Serviço

O quê: Partilhas Públicas da 8ª edição do Laboratório de Pesquisa do CCBJ.

Quando: Dias 6 a 8 no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) e dias 14 a 16 no Hub Cultural Porto Dragão, sempre a partir das 18 horas. 

Realização: Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Gratuito e aberto ao público.

Acessível em Libras.

Março marca a finalização do primeiro trimestre de atividades de 2026 do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Na programação, o público conferiu eventos e atividades culturais diversas e gratuitas, como apresentações de espetáculos, atividades carnavalescas e festivais voltados ao Dia da Visibilidade Trans e ao Dia Internacional da Mulher.

Os espetáculos de finalização foram destaque na programação do equipamento. “Odu Eleiye: pássaro que corta o mundo” marcou a conclusão da primeira turma do Curso Técnico em Teatro do CCBJ. “Maranguapinho” e a 4ª Mostrinha de Teatro circularam com apresentações autorais em equipamentos públicos da cidade, fortalecendo as ações em rede.

O trimestre do equipamento também ressalta a finalização de ciclo dos projetos Uz Crias e Mulheres Criativas. Organizado pelo Núcleo de Articulação Técnica Especializada (NArTE) do equipamento, os projetos acompanham os adolescentes e mulheres frequentadores do CCBJ e moradores do território do Grande Bom Jardim, proporcionando vivências culturais coletivas.

“Fazer parte das Mulheres Criativas foi um prazer. Conheci pessoas novas, aprendi muito com oficinas e rodas de conversa. Foi um excelente trabalho que fizeram conosco”, conta Katia Maria, moradora que faz parte das Mulheres Criativas. Os projetos promovem atividades externas ao Bom Jardim, possibilitando aos residentes conhecerem outros espaços culturais da cidade e fortalecerem a articulação comunitária.

Maranguapinho, Bomja Folia e Transfestival 

Maranguapinho marcou o retorno das atividades do equipamento em 2026. Estreando nos dias 21 e 22 de janeiro, no Theatro José de Alencar, o espetácilo de dança tem como tema as memórias e narrativas do Rio Maranguapinho.  A produção foi resultado do processo formativo das turmas da Formação Básica de Longa Duração em Dança da Escola de Cultura e Artes do CCBJ (ECA-CCBJ). Mais de 100 crianças e adolescentes construíram um espetáculo coletivo e acessível para o público.

Iniciando o mês de fevereiro, o CCBJ entrou no clima de Carnaval com mais uma edição do Bomja Folia. O festival orquestrou momentos formativos, rodas de conversas e apresentações culturais. A folia também circulou fora do equipamento, com o Cortejo com Mini Trio Elétrico, partindo da Praça Santa Cecília até o Palco Marielle CCBJ, e no cortejo com o Maracatu Nação Bom Jardim pela comunidade São Francisco.

Reprodução: Edvania Ayres / Centro Cultural Bom Jardim

As atividades de fevereiro se encerraram com a 4ª edição do Transfestival. Realizado nos dias 20 e 21, o evento foi realizado em parceria com os coletivos PoloTrans e Gueto Queen. A programação foi composta pela a cerimônia de entrega do 1º Troféu Dandara Ketley e homenagens, apresentações musicais e roda de diálogos.

A Multigaleria do equipamento também recebeu a primeira exposição do ano. A 3ª edição da exposição Primeira Galeria do Mundo esteve aberta durante o mês de fevereiro e reuniu mais de quinze artistas e coletivos trans, travestis e não-bináries de diferentes regiões do país.

Elas Perifa, Mostrinha de Teatro e Odu Eleiye

Reprodução: Edvania Ayres / Centro Cultural Bom Jardim

O festival Elas Perifa e a Mostrinha de Teatro foram destaques no mês de março. Elas Perifa teve início com o pré-lançamento do livro “Pequenas dores são como raios em minha coroa” e a abertura da exposição “Quem tem Cara de Papangu”. O festival encerrou no dia 28 com a Mostra Itinerante de Skate Feminino.

A 4ª edição da Mostrinha de Teatro aconteceu nos dias 13, 14, 20 e 21 de março em dois espaços públicos de cultura: no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) e no CCBJ. A Mostrinha apresentou os trabalhos de quatro turmas da Formação Básica em Teatro do equipamento, totalizando 48 estudantes presentes nos espetáculos e somou um público de mais de 500 pessoas assistindo às apresentações. 

Além dos dois festivais, o equipamento realizou a 8ª Semana Literária na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. O evento celebrou o hábito da leitura e contou com a participação de artistas da literatura. As aulas abertas também ingressaram na programação mensal, em alusão ao processo de finalização dos Laboratórios de Pesquisa.

No dia 26 de março, o CCBJ estreou o espetáculo de finalização da primeira turma do Curso Técnico em Teatro. “Odu Eleiye: pássaro que corta o mundo” apresenta diferentes histórias sobre os femininos, que se entrecruzam a partir de narrativas míticas e contemporâneas. O equipamento é referência pois oferece a única formaçãotécnica gratuita voltada ao teatro no Ceará.

As próximas atividades do CCBJ propõem intercâmbios artísticos, partilhas de pesquisas e mais espetáculos de finalização de cursos técnicos do equipamento. O calendário de programação é divulgado semanalmente no site em https://ccbj.org.br/programacao/ e no Instagram @ccbj_centroculturalbomjardim.

O equipamento oferece um canal de Whatsapp próprio para atualizações rápidas sobre programação, cursos, eventos e oportunidades. Acesse pelo link: https://whatsapp.com/channel/0029Vb6pqupLCoWue4S6Xm3l 

Apresentando diferentes histórias sobre os femininos, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), estreia o espetáculo “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo” em sua programação. As atividades do festival Elas Perifa seguem essa semana, com os programas fixos do equipamento.

Em destaque, “Odu Eleiye” circula em três espaços públicos da cidade, no dia 26 no Teatro Marcus Miranda CCBJ, nos dias 27 e 28 no Teatro Dragão do Mar e no dia 31 no Teatro B. de Paiva do Hub Cultural Porto Dragão, sempre às 19 horas.. A peça cênica é resultado da conclusão da primeira turma do Curso Técnico em Teatro, formada na periferia de Fortaleza. A entrada é gratuita, com classificação indicativa para maiores de 16 anos e conta com acessibilidade em Libras.

Elas Perifa, Karaokê e Movimenta Angolinha 

As atividades da semana estão concentradas na sexta-feira (27) e sábado (28). Na sexta-feira, na Biblioteca Cristina Poeta, a partir das 15 horas, a Sombrinha Literária chega com a atividade de Karaokê. O momento chega para o espaço da biblioteca para socializar e se divertir, visando o diálogo da literatura com a música, alcançando público de várias faixas etárias.

No sábado (28), às 10 horas, a programação do É o Brinca traz a atividade “Movimenta Angolinha”. Ocupando a Praça Central CCBJ, o exercício busca promover o conhecimento sobre a história da Capoeira Angola, unindo movimentos básicos, musicalidade e  socialização.

O Elas Perifa realiza sua última atividade no sábado (28), a partir das 18 horas, no Cineclube Elvis Alves CCBJ. A Mostra Itinerante de Skate Feminino apresenta vídeos do skate feminino, realizados em diferentes Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (CUCA) de Fortaleza, como José Walter, Jangurussu, Mondubim e Barra do Ceará.

O CCBJ informa que o equipamento estará fechado na quarta-feira,  dia 25 de março, em virtude da Data Magna. As atividades retornam normalmente na quinta-feira, dia 26 de março.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 24 a 28 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

“Na grande encruzilhada do mundo, atravessa uma massa de corpos para reverenciar o feminino”, a frase abre a sinopse de “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo”. O espetáculo é resultado do processo formativo do Curso Técnico em Teatro (CTT) do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). As apresentações da turma circulam no dia 26 no Teatro Marcus Miranda CCBJ, nos dias 27 e 28 no Teatro Dragão do Mar e no dia 31 no Teatro B. de Paiva do Hub Cultural Porto Dragão, sempre às 19 horas. A entrada é gratuita, com classificação indicativa para maiores de 16 anos e conta com acessibilidade em Libras.

O espetáculo apresenta diferentes histórias sobre os femininos, que se entrecruzam a partir de narrativas míticas e contemporâneas. Composta por 19 estudantes, “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo” marca a conclusão da primeira turma do Curso Técnico em Teatro, formada na periferia de Fortaleza. A formação é realizada pelo Centro Cultural Bom Jardim, a partir da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ).

A peça se debruça sobre as questões das mulheridades que atravessam o mundo, reverenciando a pluralidade dos seus manifestos. A construção da dramaturgia que envolve a trama do espetáculo foi feita coletivamente, e conta com a colaboração de Onisajé, a partir de citações do texto dramático “Oduduwa – o poder feminino da criação”. A montagem conecta texto, elenco, caracterização, produção, sonoplastia e ambientação, com orientação artístico-pedagógica de Liliana Matos. 

“A temática do espetáculo dialoga com o histórico mítico e contemporâneo sobre a força e a tentativa de silenciamento da potência do feminino, que atravessa todas as existências, nas sociedades. Ela cria, organiza e sustenta a sociedade na base psíquica, afetiva, econômica”, explica a professora e orientadora artístico-pedagógica. Os módulos de Teatro Negrorreferenciado e de Montagem foram essenciais para a construção do espetáculo, referenciados em narrativas ancestrais.

Mulheridades, Odu Eleiye e a Potência Ancestral Feminina

O conceito de mulheridade foi construído coletivamente entre diversas identidades femininas. Pensado para além do termo universal de “mulher”, as mulheridades conversam com corpos dissidentes, como mulheres negras, travestis, transgêneros e outros atravessamentos. Para “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo”, as mulheridades surgem para contar memórias e histórias que falam sobre a humanidade.

O espetáculo também propõe uma remodelação dos pilares rígidos que formam a estrutura da sociedade, ao revelar a origem e destino da humanidade pelo matriarcado. Odu remonta à cosmologia Yorùbá, sendo a primeira mulher citada na narrativa e representante da sabedoria ancestral feminina de Ìyàmi, mãe ancestral e força feminina dos cosmos. A narrativa do espetáculo reivindica as mulheridades na construção do mundo, das sociedades e de um futuro possível.

Para a expressão cênica do espetáculo, a turma aborda as epistemologias negras a partir dos conceitos de tempo espiralar e de encruzilhada.  Fazendo coexistir, a partir da ritualidade cênica, o passado, o presente e o futuro como tecnologia da narrativa ancestral.

Odu Eleiye significa mulher-pássaro. O nome remete à força feminina que não se pode controlar e as Ìyàmis são a prova disso. Essas mulheres ancestrais estão aqui desde o começo, bem antes de nós, e trabalham no equilíbrio da Terra”, afirma Luana Barbosa, estudante do Curso Técnico em Teatro. Os ritos de iniciação, as memórias das ancestrais, o barro e a cabaça são elementos presentes na obra que conectam o poder da criação ao feminino.

A maior parte da turma é composta por mulheres e pessoas não binárias. Dessa forma, o espetáculo valoriza as diferentes feminilidades presentes na sociedade. “Odu Eleiye se relaciona com o momento atual da sociedade ao trazer reflexões sobre as questões do machismo, da desigualdade e da diversidade de gênero em uma constante luta por uma transformação social efetiva”, explica Letícia Agrella, estudante que compõe o elenco da peça.

A Primeira Turma Formada pelo Curso Técnico de Teatro do CCBJ

Os Cursos Técnicos do CCBJ são um marco na formação artística e profissional na periferia de Fortaleza. O primeiro curso profissionalizante surgiu em 2019, com o Curso Técnico em Dança (CTD). Posteriormente, em 2024, mais três cursos técnicos chegam ao equipamento: Instrumento Musical, Programação de Jogos Digitais e Teatro. As formações técnicas são uma conquista que atende à demanda da comunidade por cursos mais longos e aprofundados.

“A formação técnica tem como objetivo principal o investimento no artista, fortalecendo o conhecimento, valorização profissional local, além de fomentar outros tipos de pesquisa, compreendendo a complexidade do contexto histórico-social do Grande Bom Jardim e de outras periferias”, explica Lis Oliveira, assistente de formação do Programa de Teatro. Para quem busca iniciar no percurso artístico, os programas de formação do CCBJ ofertam também os Cursos Básicos, voltados ao primeiro contato com a arte.  

O Curso Técnico de Teatro tem carga horária de 1.200 horas, com certificação de nível médio pelo Ministério da Educação (MEC), o CCBJ se destaca como referência no Ceará ao oferecer um dos únicos Cursos Técnicos em Teatro do Estado. Além disso, também há a possibilidade de pesquisa na área teatral com os Laboratórios de Pesquisa do equipamento. “O Bom Jardim merece um curso desse. Os jovens que ocupam o CCBJ merecem um curso assim. Ele abrange muitas técnicas, a gente teve contato com muitos professores de diversas áreas, diversas visões, diversas formas de estudo, e no qual abraçou muito a gente”, conta Luana.

Para a primeira turma do CTT, a apresentação do espetáculo é o ponto de culminância e celebração da trajetória formativa. Com a temática acerca das mulheridades, o grupo apresenta as urgências da participação feminina no passado, presente e futuro da sociedade. A presença de “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo” em outros espaços culturais públicos da cidade fortalece e valoriza a construção do espetáculo e dos artistas participantes em uma articulação em rede.

“Agradeço profundamente o convite para fazer parte da história formativa dessa turma, a primeira da cidade de Fortaleza. Contribuir para a criação cênica em um dos equipamentos mais produtivos da cidade, que floresce em práticas culturais e sociais com a comunidade, foi de muita honra como profissional”, reconhece Liliana Matos.

Reprodução: Mar Pereira / Centro Cultural Bom Jardim

Serviço

O quê: Espetáculo “Odu Eleiye: Pássaro que corta o mundo”. 

Classificação indicativa: 16 anos.

Quando: Dia 26 no Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Bom Jardim, dias 27 e 28 no Teatro Dragão do Mar e dia 31 no Teatro B. de Paiva do Hub Cultural Porto Dragão. Sempre às 19h.

Sinopse: Na grande encruzilhada do mundo, atravessa uma massa de corpos para reverenciar o feminino. Num rito espiralar, as mulheridades surgem para contar memórias e histórias ancestrais, que sobrevoam a humanidade desde a sua criação. Ao remodelar os pilares rígidos que formam a estrutura da sociedade, a trama da vida é rasgada para que o universo nasça novamente.

Realização: Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ)

Gratuito e aberto ao público.

Ficha Técnica: 

Orientação Artístico-pedagógica: 

Liliana Matos

Dramaturgia:

Liliana Matos 

Camilla Paim

Jean Brito

Lívia Marques

Mikayla Ferré

Kevyn Costa

Elenco: 

Adisson Mattos

Ana Caroline Pires

Baruque Teixeira

Caio Lincoln

Camilla Paim

Enally Pantoja

Inaiê

Jean Brito

Kopas

Letícia Agrella  

Lívia Marques

Luana Barbosa

Mikayla Ferré

Nicoly Motta

Nil Lima

Rydlla Furtado

Caracterização:

Baruque Teixeira

Enally Pantoja

Letícia Agrella  

Sonoplastia:

Ana Caroline Pires

Jean Brito

Nicoly Motta

Rydlla Furtado

Ambientação:

Adisson Mattos

Inaiê

Kopas

Luana Barbosa

Produção:

Adisson Mattos

Ana Caroline Pires

Caio Lincoln

Camilla Paim

Déborah Santos

Inaiê

Nil Lima

Rydlla Furtado

Professoras: 

Liliana Matos

Déborah Santos

Supervisora Pedagógica: 

Ana Carla Campos

Assistente de Formação: 

Lis Pereira

Monitoria e Operação de luz

Ayê Lopes 

Protagonizado pelas turmas dos Cursos Básicos do Programa de Teatro, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), apresenta a 4ª Mostrinha de Teatro em sua programação. As atividades do festival Elas Perifa seguem essa semana, com os programas fixos do equipamento.

Em destaque, a Mostrinha acontece nos dias 20 e 21 de março, às 19 horas, no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Serão dois espetáculos apresentados por dia e contam com acessibilidade em Libras. Para a 4ª edição do evento, as peças são “Terra dos Monstros” e “Flor e as Memórias Perdidas” no dia 20 e “Mais um Dia” e “Que Abram-se as Portas” no dia 21.

Mostrinha de Teatro e Elas Perifa

A quarta edição da Mostrinha de Teatro aborda temas que vão desde o lúdico do mundo infantil até as relações familiares, explorando as complexidades dessas experiências. A Mostrinha de Teatro apresenta os trabalhos de quatro turmas, totalizando 48 estudantes presentes nos espetáculos. O processo de criação e produção das peças é realizado com a participação ativa dos alunos. As abordagens são acompanhadas e orientadas pelos professores Edivaldo Batista e Roberta Bernardo.

Já o Elas Perifa apresenta suas duas rodas de conversa com o NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada. Começando na terça-feira (17), às 18 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ“O que é violência de gênero” conversa sobre as violências de gênero que ocorrem na infância e na adolescência para meninas, jovens e corpas lgbt. Ao final do encontro, será construído coletivamente um fanzine acerca do sexismo.

No dia seguinte (18), na sala Multiuso CCBJ, o papel da mulher na sociedade é tensionado e conversado entre as crianças e jovens. “O que pode ser mulher” propõe questionar as imposições femininas da sociedade a partir de uma roda de conversa.

Ciclo de Leitura e É o Brinca

A programação segue com outras atividades na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ e no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Na quarta-feira (18), o Ciclo de Leitura chega à Biblioteca às 15 horas com o livro “No Balaio do Maracatu”. As crianças também serão convidadas a confeccionar seus próprios maracás, utilizando materiais recicláveis.

No sábado (21), o CCBJ estará recheado de atividades. Começando às 10 horas na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ com o Piquenique Literário, um clube de leitura interativo e dinâmico. A programação segue para às 16 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ, com atividade para fazer braceletes com material reciclado.

A Praça Central CCBJ vira palco para a palhaçaria a partir das 17 horas. Com toda a sua gaiatice, a Trupe do Palhaço Baratinha encanta o público com piadas e brincadeiras, descontraindo crianças e adultos. Às 18 horas, o nosso clássico É o Brinca vem com a atividade de construir um álbum de figurinhas. Cada criança poderá montar seu próprio álbum, colar figurinhas, inventar histórias e até trocar criações com os amigos.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 17 a 21 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Nos dias 13, 14, 20 e 21 de março, o Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), promove a 4ª edição da Mostrinha de Teatro. O evento reúne espetáculos desenvolvidos e protagonizados pelas turmas dos Cursos Básicos do Programa de Teatro. Para essa edição, a Mostrinha circula em dois espaços públicos de cultura: no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) e no equipamento.

A programação é gratuita e conta com acessibilidade em Libras. A ação faz parte do processo de ensino e aprendizagem dos alunos do Curso Básico de Longa Duração em Teatro da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ)As turmas do Programa de Teatro são compostas por crianças e adolescentes em diferentes momentos da formação artística. Ao todo, a Escola conta com seis Programas de Formação: Acessibilidade, Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro.

A Mostrinha de Teatro apresenta os trabalhos de quatro turmas, totalizando 48 estudantes presentes nos espetáculos. O processo de criação e produção das peças é realizado com a participação ativa dos alunos. As abordagens são acompanhadas e orientadas pelos professores Edivaldo Batista e Roberta Bernardo.

Os Mundos em que Habitamos

Dialogando com as vivências dos estudantes, os espetáculos abordam temas que vão desde o lúdico do mundo infantil até as relações familiares, explorando as complexidades dessas experiências. Em uma abordagem criativa e sensível, os estudantes compartilham suas visões e reflexões sobre o mundo ao redor. As temáticas trabalhadas também se refletem nas técnicas utilizadas e referências construídas para cada apresentação.

Edivaldo Batista acompanha a Mostrinha desde 2023, quando aconteceu a primeira edição do evento. Nesta edição, o professor orienta três espetáculos: “Terra dos Monstros”, “Flor e as Memórias Perdidas” e “Mais um Dia”. Já o experimento cênico “Que Abram-se as Portas” é orientado pela professora Roberta Bernardo com a turma do Curso Básico de Fundamentos em Teatro I.

“Penso que a Mostrinha vem amadurecendo com o passar dos anos. Tanto na parte criativa e artística, junto às turmas, como no pensamento e realização”, conta Edivaldo. Outro fator para a evolução da Mostrinha foi a estreia dos espetáculos na Mostra das Artes em dezembro de 2025, evento de celebração do ciclo anual e do aniversário do CCBJ. As turmas compartilharam as peças com o público do Grande Bom Jardim para, em seguida, circular  com a Mostrinha de Teatro.

As peças foram construídas nos módulos do percurso. Em especial, os módulos de Criação e Montagem e Experimento Cênico ajudaram a produzir os espetáculos e a fomentar a participação coletiva com vozes, corpos e dramaturgias. “As turmas estão felizes em compartilhar parte de um percurso técnico e criativo que diz muito sobre as urgências que desejam expor ao público em forma de arte”, explica o orientador Edivaldo.

Os espetáculos apresentados ampliam as possibilidades de participação de crianças e jovens em diversos palcos da cidade. Ao realizar a Mostrinha de Teatro no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o CCBJ fortalece a atuação em rede, impulsionando formação em teatro nas periferias de Fortaleza e consolidando sua presença nos principais espaços da cena artística.

Reprodução: Edvania Ayres / Centro Cultural Bom Jardim

Confira abaixo as informações sobre os espetáculos

Terra dos Monstros – Curso de Longa Duração em Teatro – Manhã

Quando: Dia 13 no CDMAC e Dia 21 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Terra dos Monstros apresenta Maxine, uma menina esperta e imaginativa que, diante da difícil relação com sua mãe, resolve fugir, por meio da imaginação, para a terra dos monstros e lidar com sentimentos como raiva, tristeza e solidão. A peça teve referências literárias como “Onde vivem os Monstros” do autor Maurice Sendak.

Flor e as Memórias Perdidas – Curso de Longa Duração em Teatro – Tarde

Quando: Dia 13 no CDMAC e Dia 21 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Flor e as Memórias Perdidas apresenta Menina Flor, que busca as memórias dos seus parentes que se perderam. Durante a história, Flor vai encontrando vários outros personagens que a ajudam a lutar contra a grande vilã Esquecer e a encontrar as memórias que se perderam. A peça teve como referências Memórias de Família, Teatro Popular, Teatro de Rua, Brincadeiras de Roda e Contos de tradição popular. 

Mais um Dia – Curso de Longa Duração em Teatro – Noite

Quando: Dia 14 no CDMAC e Dia 20 no CCBJ

Classificação indicativa: 12 anos

Acessível em Libras

Sinopse: Mais um Dia apresenta duas histórias diferentes atravessadas pela temática familiar. A primeira cena mostra Lucas e o difícil momento em que resolve assumir para sua família que é gay; a segunda cena apresenta Neide, uma dona de casa e mãe, que vive abuso psicológico do marido. A peça foi construída tendo como referências o Teatro do Oprimido e o Teatro Realista.

Que Abram-se as Portas  – Curso Básico de Fundamentos em Teatro I

Quando: Dia 14 no CDMAC e Dia 20 no CCBJ

Classificação indicativa: Livre

Acessível em Libras

Sinopse: Que abram-se as portas é um experimento cênico construído a partir das dimensões afro-indígenas, identidade de gênero e sexualidade. Desse modo, as cenas perpassam por raça, classe, lazer, crítica, música e conhecimentos advindos dos ancestrais. A produção é um convite a conhecer os universos no qual as juventudes estão inseridas.

Serviço

O quê: 4ª Mostrinha de Teatro do Centro Cultural Bom Jardim. 

Quando: Dias 13 e 14 no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) e dias 20 e 21 no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), sempre às 19 horas.

Realização: Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Gratuito e aberto ao público.

Celebrando a potência das mulheres periféricas na arte e na cultura, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), continua sua programação de março com o festival Elas Perifa. A programação é gratuita.

A semana conta com a performance “Elza”, do Núcleo Criativo de Dança da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ) do equipamento. Homenageando a cantora Elza Soares, o momento ocorre na quinta-feira (12), às 19 horas, no Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A programação segue com oficinas, vivências e apresentações artísticas e culturais do festival.

Matriarcado na Comunidade e Corpo em Exposição

O festival Elas Perifa segue na programação do CCBJ a partir da terça-feira (10), às 18 horas, com a Campanha sobre Gênero do NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada. Em edição especial do CineNArTE, o Cineclube Elvis Alves CCBJ recebe a exibição do filme “Moxie: Quando as garotas vão à luta”. A produção conta a história de uma adolescente que, inspirada pelo passado rebelde de sua mãe, cria um zine anônimo que denuncia o sexismo na sua escola.  

Na quinta-feira (12), o Núcleo Criativo em Dança do CCBJ toma o palco do Teatro Marcus Miranda às 19 horas para celebrar a memória de uma das principais vozes da música brasileira. O espetáculo “Elza” é apresentado pela segunda vez no equipamento, tendo estreado na Mostra das Artes em dezembro de 2025.

O Teatro Marcus Miranda CCBJ continua sendo espaço em atividade durante a sexta-feira (13), às 19 horas, com a performance “Corpo em Exposição”, de Larissa Paes. A obra atravessa a poética do horror corporal para provocar o olhar social lançado sobre corpos dissidentes. 

O sábado conta com duas atividades do festival às 19 horas. Na sala Multiuso CCBJ, a partir do olhar sensível das crianças, são homenageadas as principais lideranças femininas da comunidade São Francisco, assim como as mulheres que exercem papel fundamental nos núcleos familiares. Já a Praça Central do CCBJ recebe o show “Maria, vai com as outras!”, do grupo Essas Mulheres. Com repertório variado, o coletivo eleva a potência do samba feminino cearense, denuncia as violências de gênero e raça e celebra a força coletiva das mulheres. 

Semana Literária e Mostrinha de Teatro

Além do Elas Perifa, dois eventos também tomam conta da programação do CCBJ: a 8ª Semana Literária na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ e a 4ª Mostrinha de Teatro CCBJ no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). A Semana Literária acontece nos dias 11 a 13 de março e visa celebrar e fomentar o hábito da leitura e a participação de artistas que atuam nesse ramo. 

Em outro palco da cidade, as turmas dos Cursos Básicos do Programa de Teatro do CCBJ apresentam e protagonizam quatro espetáculos nos dias 13 e 14 de março. A quarta edição da Mostrinha de Teatro aborda temas que vão desde o lúdico do mundo infantil até as relações familiares, explorando as complexidades dessas experiências. O evento volta ao equipamento nos dias 20 e 21 de março.

Serviço

Elas Perifa – Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 10 a 14 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Entre os dias 11 e 13 de março, a literatura toma conta do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). A 8ª edição da Semana Literária conta com a riqueza cultural das contações de histórias. O evento visa celebrar e fomentar o hábito da leitura e a participação de artistas que atuam nesse ramo.

A semana ocorre na Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ e celebra as datas comemorativas referentes à literatura. O mês de março é dedicado ao Dia do Bibliotecário (12), ao Dia do Contador de Histórias (20) e ao Dia Internacional da Poesia (21). As atividades têm a presença dos artistas convidados Almir Mota, Júlia Barros, Patrícia Bezerra e Elizabeth Pacheco.

Inaugurada junto ao CCBJ, em 19 de dezembro de 2006, a Biblioteca Cristina Poeta atende estudantes, pessoas trabalhadoras do equipamento e, especialmente, crianças e jovens da comunidade do Grande Bom Jardim. Além de eventos culturais e programas de estímulo à leitura, o espaço possui um acervo com cerca de 3 mil exemplares, constituído de livros, obras de referência, revistas, catálogos, histórias em quadrinhos, folhetos, cordéis, DVDs e CDs. 

Entre Carrosséis e Rodorós

A abertura da Semana Literária acontece na quinta-feira (11), às 15 horas. Em um giro de atividades literárias, o escritor Almir Mota e Júlia Barros apresentam o “Carrossel Literário” na Biblioteca Cristina Poeta CCBJ. Esta é uma atividade comemorativa dos 40 anos de literatura do autor e 26 anos da publicação do seu primeiro livro para a infância.

As contações de histórias continuam no dia seguinte, no mesmo horário, com o espetáculo “Tantas Histórias e Mais um Bocadinho”, de Patrícia Bezerra. Cada conto apresentado traz um pedacinho de encantamento, humor ou surpresa, perpassando por histórias mantidas na tradição oral. A atividade aproxima as histórias contadas do público, estimulando a participação da plateia.

Na sexta-feira (13), a Semana Literária ocupa o palco do Teatro Marcus Miranda do CCBJ. A sessão de contação de histórias “Rodoró”, com Elizabeth Pacheco, envolve o público em narrativas que prometem mexer com o imaginário de todas as idades. Rodoró é uma expressão popular na região do Cariri e significa “redemoinhos” ou “movimentos circulares”. O projeto se inspira na riqueza cultural nordestina para descrever a experiência única que será oferecida.

Realizada anualmente, a Semana Literária acontece no primeiro semestre do ano. O Centro Cultural Bom Jardim convida escolas e instituições parceiras a estarem presentes no evento festivo.  

Serviço

8º Semana Literária

Quando: 11 a 13 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Resultado de investigações acerca dos processos de construção de máscaras de papangu, a exposição “Quem Tem Cara de Papangu” chega, nesta quinta-feira (5), às 17 horas, ao Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). As peças foram criadas pela artista visual Joyce Monteiro. A visitação é gratuita e estará disponível durante o mês de março na Multigaleria do equipamento.

A manifestação popular é o cerne da exposição, resultado de um projeto que segue em construção desde 2022. Elaboradas a partir da bananeira, as máscaras dialogam com as ancestralidades e memórias do brincante popular com sua localidade. “Meu primeiro contato com os papangus se deu a partir de vivências com o Reisado Boi Malandro, da comunidade da Rama, em Paraipaba, e com o grupo de papangus da Praia do Canto Verde”, conta Joyce, brincante popular há 10 anos.

“Quem tem Cara de Papangu” já esteve presente em outros espaços públicos da cidade de Fortaleza. Como na exposição coletiva “Costurando Enquanto o Tempo Cai”, na Casa Barão de Camocim e individualmente no Theatro José de Alencar (TJA). A mostra chega ao Grande Bom Jardim, território plural em manifestações populares como o Reisado Boi Jardim e o Maracatu Nação Bom Jardim.

A exposição integra o festival Elas Perifa, programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher com o intuito de celebrar a cultura, a arte, a totalidade e a diversidade das Mulheres Periféricas.

As Manifestações Folclóricas do Litoral

Os papangus são tradições culturais nordestinas e, no Ceará, os festejos são realizados durante o período da Semana Santa. O nome da manifestação surge da atividade de buscar alimentos para o grande banquete da Páscoa. A figura do papangu chega a Pernambuco em meados dos anos 1900, a partir de grupos “mascarados” que passavam de casa em casa pedindo angu de milho aos moradores. 

As regiões litorâneas do Ceará mantêm a manifestação popular como parte da identidade local, como nas comunidades de Sucatinga, Peroba e Canto Verde, onde os papangus fazem a festa entre a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia. Para os papangus cearenses, as máscaras são os principais adereços — com as fantasias — para reinventar imaginários nas ruas do litoral.

O que se destaca na confecção das máscaras é a reutilização de materiais. A mistura é diversa: parte de elementos da natureza até sucatas, objetos, tecidos e roupas usadas. Os atravessamentos que marcam a construção do indumentário são apresentados na exposição “Quem Tem Cara de Papangu”.

A feitura da máscara traz a ligação do indivíduo com a sua ancestralidade, ativando suas memórias ou algo inesperado em relação à brincadeira dos papangus. É isso que constitui a proteção, a fantasia e a alegoria do brincante”, explica Joyce Monteiro. Para ter cara de papangu, o brincante ultrapassa o limite do comum e constrói o encantado a partir do que tiver disponível. 

O CCBJ fomenta as manifestações populares da cultura nordestina. “Quem Tem Cara de Papangu” fica aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro. O equipamento conta com visitas guiadas para a exposição, por meio do telefone 85 99138-3726.

Serviço

Abertura da Exposição “Quem tem Cara de Papangu” no CCBJ

Quando: 5 de março às 17h 

Onde: Multigaleria do Centro Cultural Bom Jardim (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa, Fortaleza – CE)

Agendamento para visitação em grupo: 85 99138-3726

Estão abertas oportunidades para quem busca formação gratuita em dança e teatro. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a Chamada Pública para os Cursos Básicos de Longa Duração dos Programas de Dança e Teatro da Escola de Cultura e Artes (ECA-CCBJ). As inscrições estão abertas até o dia 13 de março e poderão ser realizadas de forma presencial ou virtual, através do site.

Os cursos básicos são voltados principalmente para pessoas que tiveram pouco ou nenhum contato prévio com as linguagens artísticas, com duração de dois a seis anos continuados. O CCBJ atua na região do Grande Bom Jardim, incluindo os bairros Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal, Siqueira e Canindezinho. Para a seleção, o equipamento conta com Políticas Afirmativas e Territoriais no processo seletivo das turmas. 

“Temos até 50 vagas para dança e até 29 para o teatro, totalizando 79 vagas”, conta Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança do equipamento. As turmas são direcionadas aos percursos formativos iniciais da Formação Básica, proporcionando possibilidades de iniciação artística para as crianças e jovens. A formação continuada  pode se desdobrar em outras capacitações proporcionadas pela Escola.

Os ensinos da Escola de Cultura e Artes do equipamento abrangem as linguagens de Acessibilidade, Audiovisual, Cultura Digital, Dança, Música e Teatro. As artes são exploradas em diversos eixos formativos, como Cursos Básicos, Cursos Técnicos e de Extensão, Ateliês de Produção e Laboratórios de Pesquisa. 

De Maranguapinho à Mostrinha de Teatro

Para a Formação Básica de Longa Duração em Dança, as atividades das turmas ofertadas envolvem o descobrimento do corpo e a experimentação de possibilidades diversas de expressão artística. As práticas coletivas são estimuladas por meio da aproximação entre corpo, movimento e música. Nesse primeiro momento, o contato com os fundamentos básicos da dança é voltado para as crianças entre 6 e 9 anos de idade, compreendendo as turmas de 1º e 3º ano ofertadas na chamada.

O percurso formativo tem duração de seis anos e impacta mais de 120 crianças, adolescentes e suas famílias, a partir do processo de aprendizagem e do acesso às políticas públicas de cultura e formação do Estado do Ceará. As crianças também são convidadas a fazer parte dos espetáculos coletivos, celebrações da finalização de um ciclo da Formação Básica. Como o espetáculo Maranguapinho, apresentado nos dias 21 e 22 de janeiro no Theatro José de Alencar (TJA).

Quem busca entrar na cena teatral, três turmas serão ofertadas para os horários da manhã, tarde e noite. A formação é voltada a jovens de 11 a 18 anos, proporcionando espaços de fruição e criação cênica. “Com o acompanhamento progressivo do desenvolvimento artístico dos estudantes, fortalecemos a autonomia criativa, o pensamento crítico e a permanência na formação para uma trajetória consistente nas artes”, explica Ana Carla, coordenadora interina do Programa de Teatro do equipamento.

As turmas também movimentam os espaços públicos de cultura da cidade com a presença da Mostrinha de Teatro. A ação promove a circulação dos espetáculos construídos pelas turmas do Curso Básico em Teatro nos principais palcos de Fortaleza. O evento busca estimular a criatividade e a expressão dos estudantes. 

O processo seletivo possui duas etapas, com a segunda sendo voltada para as turmas mais avançadas. Para participar da seleção, é importante ler o edital e as pessoas interessadas podem realizar a inscrição de forma online, via formulário, ou presencialmente no CCBJ. As aulas têm previsão de início para o dia 13 de abril de 2026.

Serviço

O quê: Chamada Pública para a Formação Básica de Longa Duração em Dança e Teatro

Período de inscrição: de 2 a 13 de março de 2026.

Realização: Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (ECA-CCBJ)

Onde se inscrever: presencialmente no CCBJ (Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa) ou pelo site https://ccbj.org.br/oportunidades

Potencializando as narrativas femininas em espaços públicos, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), inicia sua programação de março com o festival Elas Perifa. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

Em destaque, a semana conta com um pré-lançamento e um lançamento: o livro “Pequenas dores são como raios em minha coroa” de Flávia Almeida e a exposição “Quem tem Cara de Papangu” de Joyce Monteiro. As atividades ocorrem, respectivamente, no Teatro Marcus Miranda CCBJ e na Multigaleria do CCBJ. A programação segue com oficinas, vivências e apresentações artísticas e culturais do festival.

Batuque de Mulher e Minha Ancestralidade

As atividades do Elas Perifa têm início na quinta-feira (5), às 16h, com o pré-lançamento do livro “Pequenas dores são como raios em minha coroa”, no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Às 17 horas, a Multigaleria CCBJ recebe a exposição “Quem tem Cara de Papangu”. As peças são resultados de investigações acerca dos processos de construção de máscaras de papangu, manifestação popular do nordeste.

O festival continua às 18 horas, no Espaço Paulo Freire CCBJ, pelo NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada. O momento Miçangue-se convida os participantes a explorarem a criatividade na confecção de pulseiras, colares e outros acessórios artesanais. 

Na sexta-feira, o NArTE abre a programação com Cola na Ideia, dinâmica de colagem em alusão ao Dia da Mulher, na Sala Multiuso CCBJ às 18 horas. A presença musical chega ao Teatro Marcus Miranda CCBJ às 19 horas. A artista NegaLu apresenta o show autoral “Minha Ancestralidade”, propondo a imersão artística nas raízes afro-brasileiras, por meio de composições que exaltam a memória e identidade nacional. 

O sábado (7) conta com a oficina de Flores de Papelão, às 18 horas, na Sala Multiuso CCBJ. Os participantes irão desenhar e colorir seus jarros no papelão e colher folhas e flores para preencher seu lindo e criativo jarro para presentear mulheres que admiram. Encerrando a programação da semana, o grupo Batuque de Mulher traz muita percussão da música afro-brasileira, às 19 horas, na Praça Central CCBJ

Sombrinha Literária e É o Brinca

As demais atividades seguem em funcionamento comum no equipamento. O programa Sombrinha Literária da Biblioteca Cristina Poeta CCBJ traz Ciclo de Leitura, Jogos Literários e Pintura Livre para a programação da semana. Criado em 2019, o Programa Sombrinha Literária objetiva fortalecer a linguagem da literatura em sua pluralidade.

No sábado (7), a programação traz duas atividades do É o Brinca que prometem movimentar o público com ludicidade e expressão cultural. Pela manhã, às 10h, acontece a brincadeira popular “7 Pecados”, no Campinho Rafael Agostinho. Já no período da tarde, às 15h, o É o Brinca Convida promove uma vivência em Slam com a artista Cabulosa, do Grande Bom Jardim. A atividade especial valoriza a poesia falada e a expressão artística do território. 

O É o Brinca acontece todo sábado no equipamento, com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais. 

Serviço

Elas Perifa – Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 3 a 7 de março

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Marcando a metade do percurso dedicado à pesquisa em artes, os grupos dos Laboratórios de Pesquisa se reuniram nos dias 10 e 11 de fevereiro no Teatro Marcus Miranda CCBJ. O eixo formativo é desenvolvido pela Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). O momento de partilha ocorre após 3 meses desde o início das atividades.

Com vigência de cinco meses, a pesquisa permite a experiência imersiva e a investigação metodológica das linguagens artísticas relacionadas à Arte Digital e Jogos, Audiovisual, Dança, Música e Teatro. Cada linguagem possui dois grupos de pesquisa, que recebem apoio financeiro de R$15.000,00 (quinze mil reais) e acompanhamento de um(a) professor(a) mediador(a).

A reunião de partilha é uma das etapas de mediação entre os grupos de pesquisa. Neste momento, os coletivos se integram para compartilhar experiências, estimular as trocas de saberes e aproximar eixos de atuação e o intercâmbio entre as linguagens artísticas. “Então, a ideia é que a gente pense nessa proposta de construir junto, sendo algo que a gente possa criar aqui na cidade”, conta Diego Furtado, supervisor dos Laboratórios de Pesquisa e dos Ateliês de Produção do CCBJ.

Corpos em convergência

Entre pés descalços, olhares e movimentos, o primeiro dia de encontro foi marcado por dinâmicas  corporais. Após uma sessão de relaxamento, as pessoas realizaram exercícios de teatro, promovendo interação e aproximação entre os participantes. “A proposta desse início é a gente sair um pouquinho do frenético, se conectar consigo e com o outro”, explica Silvana Marques, coordenadora do Programa de Dança.

O momento de conexão que iniciou o primeiro dia de partilha abriu caminhos para que os coletivos pudessem compartilhar os saberes e experiências desenvolvidos no processo de pesquisa de cada um. 

No segundo dia de partilha, os Laboratórios organizaram suas trocas a partir de uma  roda de conversa na Sala da Dança do equipamento. Com a presença de Lara Lima, supervisora do Programa de Acessibilidade do CCBJ, cada grupo foi instigado a pensar em como incorporar os recursos de acessibilidade, fomentando as pesquisas a alcançarem diversos grupos sociais. 

Os projetos de pesquisa possuem temáticas variadas. Na Arte Digital e Jogos, “EcoPlay” analisa o potencial de jogos digitais como ferramentas de conscientização ambiental entre adolescentes do Grande Bom Jardim, enquanto “Espelhos: Um Futuro Ancestral” traz uma instalação multimídia pensando nas perspectivas de um Nordeste Futurista.

Para os Laboratórios em Audiovisual, os projetos são “Festa de Negro é pra se Libertar” que investiga as memórias culturais negras em Fortaleza e relatório técnico que analisa o desenvolvimento do jogo “Projeto Kenopsia”. Na dança, memórias são evocadas nos dois projetos de pesquisa “Tudo que a boca come: mandynga e circularidade da capoeira” e “30 Anos em Dança: Como Contar o Tempo?”.

A sonoridade dos Laboratórios em Música apresentam as confluências entre a cultura nordestina e os saberes ancestrais de “Divina Sanfona e Tambores de Kaiá”, já o “Grupo +Melanina” realiza a pesquisa composição do 1° álbum autoral. Pertencimento é a palavra-chave dos Laboratórios em Teatros com “Herança das Águas” e “Cidade de Areia”.

É esperado que, para essa edição, os projetos construídos e as pesquisas desenvolvidas cheguem a outros territórios da cidade e que permaneçam em uma circularidade de pesquisa. O encontro final de partilha dos laboratórios acontecerá nos dias 6, 7 e 9 de abril no Teatro Marcus Miranda CCBJ.

Sobre os Laboratórios de Pesquisa

Os Laboratórios de Pesquisa são um dos eixos formativos da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim, que propõem aos projetos participantes e mediadores uma experiência imersiva dedicada à pesquisa em Artes. A iniciativa visa oportunizar o surgimento de novas investigações no campo artístico-cultural, ou mesmo contribuir para o aprofundamento em recortes específicos de processos artísticos que já vêm sendo realizados.

Tais experimentações podem surgir de inquietações teóricas ainda não exploradas pelos pesquisadores, ou de processos investigativos já em desenvolvimento, sem haver a necessidade de entrega de uma obra artística ao final do processo. São priorizadas para a seleção pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, com deficiência ou moradores do Grande Bom Jardim.

O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), divulga a programação entre os dias 24 a 28 de fevereiro. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.

O destaque da semana vai para o lançamento da primeira edição da Mostra Passando a Visão nesta quinta-feira (26) às 9 horas no Teatro Marcus Miranda CCBJ. Com a exibição de 5 filmes de três continentes, o evento aborda as narrativas emergentes ao redor do mundo, especialmente da juventude que vive à margem das sociedades. A mostra é idealizada pelo cineasta André Moura Lopes e pelo rapper e comunicador Michael Rizzi.

Lembranças Africanas e Bandeirinha, Bandeirão

As atividades no equipamento se iniciam na terça-feira (24), às 19h, próximo ao Teatro Marcus Miranda CCBJ. Com a roda de conversa sobre o uso abusivo de telas no cotidiano das crianças, o NArTE – Núcleo de Articulação Técnica Especializada debate sobre o uso responsável da internet e estratégias para reduzir os danos pelo uso excessivo de telas.

A Biblioteca Cristina Poeta do CCBJ chega com o programa Sombrinha Literária nos dias 25 e 27 de fevereiro. Na quarta-feira (25), às 15 horas, teremos o Ciclo de Leitura da coleção “Lembranças Africanas”, escrita por Sonia Rosa. Cada livro da coleção apresenta práticas, sabores, ritmos e expressões da herança africana na formação cultural brasileira. No dia 27, a Sombrinha Literária traz um momento descontraído e divertido de Karaokê para a criançada.

O sábado (28) conta com a dinâmica Bandeirinha, bandeirão, às 15 horas, na Praça Central do CCBJ. A atividade fortalece o desenvolvimento motor e o trabalho em equipe, gerando um momento de diversão e aprendizado por meio da brincadeira popular. O É o Brinca acontece todo sábado, com contações de histórias, atividades de lazer, brincadeiras populares e apresentações culturais. 

Instalação Imersiva e Lançamento de Quadrilha Junina

No Teatro Marcus Miranda CCBJ, o palco se torna uma floresta diferente, no sábado (28), a partir das 15 horas. A instalação imersiva Floresta dos Cubos Flutuantes convida o público a habitar um território onde engenharia e imaginação se entrelaçam. Na obra, cubos suspensos sobem e descem em coreografias verticais, movidos por sistemas automatizados que unem arte, dança e mecatrônica.

Finalizando a programação da semana, a Praça Central CCBJ recebe, às 19 horas, o lançamento da Quadrilha Junina Coração Sertanejo. Para 2026, o grupo traz para o debate o tema da Inclusão Social — “Somos Todos Iguais”. A proposta defende o acesso igualitário a direitos, oportunidades e recursos para grupos historicamente marginalizados, como pessoas com deficiência, negras, indígenas, LGBTQIA+ e populações vulnerabilizadas. A Quadrilha Junina é organizada pela Sociedade Cultural Coração Sertanejo.

Serviço

Programação da Semana do Centro Cultural Bom Jardim

Quando: 24 a 28 de fevereiro

Onde: Centro Cultural Bom Jardim – Rua 3 Corações, 400 – Granja Lisboa

Mais informações e programação completa: @ccbj_centroculturalbomjardim e https://ccbj.org.br/programacao/ 

Nos últimos dois meses, a turma do Extensivo em Audiovisual vivenciou aulas práticas em um outro espaço de formação em Audiovisual de muita relevância na cidade – a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, equipamento cultural da Prefeitura de Fortaleza. O Curso Extensivo em Audiovisual faz parte da Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento público da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

A 4ª turma do Curso Extensivo em Audiovisual do CCBJ compõe o Eixo Formativo de Cursos Técnicos e de Extensão, que desenvolve e aprofunda os conhecimentos teóricos, técnicos e práticos em torno da linguagem artística estudada. O Curso é realizado em parceria com o Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Para a realização do percurso técnico da turma, o CCBJ realiza atividades no equipamento e em espaços públicos de formação em audiovisual.

A primeira realização da parceria levou a turma para a Vila das Artes em dezembro de 2025, para algumas aulas técnicas do módulo de Fotografia I: Imagem e Câmera de Vídeo ministrado pela diretora de fotografia Linga Acácio. Na ocasião, a parceria possibilitou o acesso aos equipamentos profissionais de vídeo e às colaborações dos técnicos do Núcleo de Produção Digital. 

O diálogo para utilização do espaço para o ensino audiovisual do CCBJ está sendo feito com Cris Gonçalves, coordenador da Escola de Audiovisual da Vila das Artes. “Essa articulação não apenas amplia o alcance das ações formativas, como também potencializa a diversidade de olhares, metodologias e experiências pedagógicas”, explica Cris.

Em janeiro deste ano, a parceria se desdobrou para a realização das aulas práticas do módulo Edição I: Montagem e Edição de Vídeo. Para a ex-coordenadora do Programa de Audiovisual da ECA-CCBJ Lívia de Paiva, atualmente professora do módulo de Montagem e Edição de Vídeo, a parceria é de extrema importância para os diferentes territórios de Fortaleza poderem somar com diversos espaços da cidade. “São lugares de elaboração artística e de intervenção no mundo, que, através desse fazer audiovisual, trocam sobre processos pedagógicos e experiências que cada comunidade escolar tem”, relata Lívia sobre a ocupação dos espaços de política pública da cidade.

Potencializando o Audiovisual das Periferias

Patrick Jorge conhecia a Vila das Artes apenas de longe e por amigos próximos, mas nunca havia visitado o local. Foi a primeira vez em que o estudante do Extensivo em Audiovisual teve contato com o espaço e pôde usufruir dos equipamentos ofertados. “Entendi mais do que tem lá de equipamento, realmente pude usar, e eu acho que isso foi a melhor parte”, explica o aluno.

O curso intercala o percurso teórico com o percurso técnico. Atualmente, no CCBJ, a turma está tendo aulas dos módulos Narrativas em disputa II: cinemas trans e travesti, com Sunny Maia e Direção de Arte I: Projeto de Arte com Tais Augusto. “Eu sinto que se tivesse sido só teórico não teria sido tão proveitoso quanto foi, realmente a gente experienciando, vendo e aproveitando mesmo o audiovisual”, conta Patrick. 

Quem também está presente na turma é a estudante Mayra Gabi, ela reconhece a necessidade dos equipamentos públicos de cultura manterem diálogos de formação e circulação. “Acho muito importante fazer trocas e acessar outros equipamentos de cultura e educação, principalmente porque estamos em formação”, aponta Mayra. 

“Acredito que agrega na trajetória dos estudantes conhecer e vivenciar os múltiplos espaços formativos e de fomento do audiovisual na cidade de Fortaleza, podendo seguir construindo e usufruindo desses espaços”, diz Elena Meirelles, coordenadora do Programa em Audiovisual do CCBJ. 

A partir dessa experiência de partilha, a expectativa é que a parceria se aprofunde com uma rede integrada e contínua. “Podemos gerar novos laboratórios, mostras, intercâmbios e formações especializadas, fortalecendo ainda mais o audiovisual no território”, conta Cris Gonçalves. A integração também estimula a construção de redes profissionais dos estudantes, realizadores, técnicos e gestores culturais. “Como escolas, temos muito a trocar entre nós e muitas possibilidades de nos fortalecer e complementar em nossos projetos pedagógicos e formativos”, explica Elena. 

A formação do Extensivo em Audiovisual se encerra em setembro de 2026, com o percurso prático. Nessa etapa, a turma realiza os Projetos Audiovisuais de Conclusão de Curso.

Sobre o Programa de Audiovisual

O programa vem com o compromisso de formar profissionais e artistas, mas também espectadores, ouvintes e leitores críticos, que possuirão as ferramentas necessárias para contarem suas histórias e utilizar a linguagem para visibilizar as mais diversas existências de corpos, opiniões, modos de vida, cosmovisões e expressões identitárias. O ensino de audiovisual na periferia traduz ainda a importância de contestar os estigmas de representação da mesma nos veículos de comunicação hegemônicos, perpetuadora de diversas formas de violência e aniquiladora das possibilidades de existência plural e diversa inerente a qualquer e a toda população.